sábado, 23 de abril de 2016

Stop! In Name of Love (10º Capítulo)

Olá pessoal!
Tenham um bom sábado e fiquem com novo capítulo de Stop! O negócio dos OTPs trocados tá tenso!



Capítulo 10: She’s My Girl


Louise POV

Acordei cedo para fazer o café da manhã. Passei a noite toda pensando e chorando sobre o que fiz. Minutos depois Odile me enviou uma mensagem, exigindo que eu vá para o estúdio. Se ela me mandou esse aviso, significa que... Gerd esteja lá! Por incrível que pareça, me encheu de alegria. Parece que meu sofrimento se equipara com de Madame Tourvel, em Ligações Perigosas. Ela também foi seduzida por Valmont.

Algo que vem me intrigando era Dianna. Naquele dia onde Davy e eu voltamos, ela veio conversar comigo. A conversa era mais ou menos assim.

FLASHBACK ON

-- Estava com saudades de você. – Ela dizia enquanto me beijava.

-- Di, por favor, pare! – Neguei os beijos dela. – Não quero me encrencar com Emma de novo.

-- Amorzinho, ela entende sobre nós. Afinal, eu a suportei com a Felicity. Por que não com você?

-- Emma acha que eu destruí seu noivado. – Justifiquei.

Ela se calou aí e novamente voltou a me questionar.

-- Lulu, você não questionou o Davy se ele... se envolveu com outra pessoa enquanto estiveram separados?

-- Não. – Respondi secamente, enquanto tomava água. – Eu sei que ele não seria capaz disso. E mesmo se fosse, independendo quem for essa mulher, eu vou odiar e muito!

Quando olhei para Di, parecia assustada e o dedo indicador dela tremia.

-- Dianna, está tudo bem?

-- Sim. --  Notei que ela tentava disfarçar. – Só estou um pouco ansiosa.

FLASHBACK OFF

Apesar disso, eu procurei ignorar mas também vem me despertado atenção quando Davy na noite passada falava o nome dela. Por conta disso, as desconfianças e meus sinais que esteja gostando de Gerd, decidi que iria parar de reter Davy.

Ele se acordou e sorriu para mim. Deu-me um beijo no rosto e não na boca de selinho como sempre faz. Acho que ele também não está gostando mais de ficar comigo. Porém eu só diria isso pra ele após as gravações da cena.

E durante a ida ao estúdio improvisado de Odile, Davy não pegou na minha mão e não disse nada. Quando descemos do carro, eu pude encontrar Gerd. Sim, o urso alemão. Mais encantador. E... Com bigode tão fofo. No entanto tive de voltar à realidade. Ele está acompanhado da Dianna. Não...Não pode ser! Quando finalmente quero aceita-lo, me acontece isso. Deve ser isso que Madame Tourvel sentiu quando Valmont a menosprezou e terminou a relação. Céus, como eu queria chorar! De raiva, de tristeza, de tudo!

Davy me puxou para dentro e fui direto pro camarim. Ele me ajudava nas falas, como sempre faz. Depois Felicity apareceu e Davy se retirou, na pressa. O que pode ter acontecido com ele pra evitar Fefe?

-- Está pronta, prima? – Perguntou, enquanto penteava meu cabelo e me maquiava.

-- Um pouco. – Respondi sem muita convicção.

-- Deve dizer que está pronta! – Fefe se mostrava otimista. – Hoje não é cena de sexo. E sim um drama forte. Tenha nervos de aço!

A cena em questão se trata de Felix exigir uma resposta de Poppy sobre o relacionamento clandestino deles, afinal, ele é o professor e ela uma estudante da universidade. E esta cena teria uma carga dramática que segundo Odile, traumatizaria qualquer “cardíaco romântico”. Adoro quando minha amiga usa uns termos estranhos para definir as reações do público.

Então desci as escadas e fui para a sala pronta de estúdio. Uma réplica exata do que seria uma sala de aula. Odile mais uma vez conversou comigo e deu aquelas recomendações, do tipo se eu me sentir mal, que ela pararia de gravar pra me socorrer. Joanna estava lá e sorria pra nós duas e ainda por cima suas duas melhores amigas e colegas do tempo do teatro, Renée Chapelle, a prima de Felicity por parte da tia Sophie e Alberta Mann. Elas estavam na cidade para a ópera rock Drácula e também aproveitaram para visitar a ruiva. Sentia muita falta delas.

Na porta observei Gerd. Ele recebia as recomendações e dicas por parte de Mickey e Franz. Estava bem ansiosa. Agora sim vamos as gravações. Antes do meu irmão mostrar a claquete, avistei Alice entrando. Ela estava bastante animada e correu até onde estava e me roubou um beijo.

-- Tenho muitas novidades, meu sol. Mas contarei depois da cena.
E agora, era hora de gravar.

-- Cena da sala de aula. Tomada 1! – Avisou Mickey e se retirando com a claquete.

-- Luzes, câmera... – Ordenava Odile, apontando para cada um dos objetos. – Ação!

Conforme o roteiro, segui tudo fielmente. O momento que Poppy entra na sala de aula, senta numa das classes, espera algum colega e possivelmente o professor, no caso, Felix. A reação dela demonstra que ela espera mais pelo docente. Enquanto não aparece, ela ajeitava seus óculos por causa da miopia irritante.

Olhei de relance para a câmera, indicando que Poppy olhava para a janela, se levantou e caminhou até ali. Nem dei cinco passos e o professor de cara amarrada e bigode que o deixava um verdadeiro Super Mario surge, sim, Felix Helström. Ele me encarava muito sério. E pela primeira vez, eu tive medo.

Gerd evoluiu muito de uns dias pra cá. Antes o via como um canastrão, agora ele está aqui, equilibrando bem o lado jogador profissional e um bom ator. E isso graças a mim. Nestas horas eu me orgulho do que fiz. Eu também fiz minha parte, demonstrando uma Poppy em dúvida e sem respostas para as perguntas freqüentes dele e que para ela, soava como algo difícil. A próxima parte ficou tensa. Era o momento que a estudante se retira da sala mas Felix agarrou forte o braço de Poppy e a prensou na parede, com os olhos faiscando de raiva.

E ali, o meu medo aumentou drasticamente. Mesmo Gerd falando exatamente como está no roteiro, não era essa reação que ele deve agir como Felix. A personagem dele é um pouco estúpido e rude, não agressivo e violento. E ali parecia que Gerd não incorporava o professor e sim... Ele mesmo! Me xingando, exigindo uma resposta coerente de mim e espumando de raiva, ao mesmo tempo que seus olhos perscrutavam algo de mim e até mesmo ele bateu com o punho fechado no quadro negro. Gerd continuava a me agredir com palavras e percebi ali que ele está mesmo sério. Meu coração batia forte demais, rápido demais e meus olhos se enchiam de lágrimas, ao mesmo tempo que sentia falta de ar e uma vontade de sair correndo dali. Foi aí que não agüentei. Tampei os ouvidos para não ouvir mais nada dele e gritei. Gritei tanto que Odile mandou cortar a cena.

Sai correndo e fui para o quarto de Odile, trancando a porta e me jogando na cama. Chorei compulsivamente e solucei demais. Odile, Felicity e minhas amigas batiam na porta na esperança de abrir e poder cuidar de mim.

-- VÃO EMBORA! – Gritei chorando de medo. – EU QUERO FICAR SOZINHA! ME DEIXEM EM PAZ!

Me revirei na cama de todos os lados, fiquei sentada no chão abraçando o travesseiro e até mesmo abafei os suspiros mordendo o lençol. Fiquei ali uma hora trancada e isolada quando ouvi mais batidas.

-- McLovely, me deixa entrar.

Ouvi a voz de Davy e abri a porta. Abracei mas senti que não era um abraço de namorados e sim de amigos.

-- Calma, calma! – Davy afagava meus cabelos. – Já passou, McLovely.

-- Ele parecia me odiar, Davy. – Chorei mais ainda e me afastei dele. – Desculpa por surtar assim de novo.

-- Tudo bem, amor. Eu sei. Eu conheço você e sei o quanto é sensível. Eu vou te deixar um pouco sozinha.

Concordei e Davy saiu do quarto. E de novo mais batidas.

-- Louise!

-- NÃO! EU NÃO QUERO VER NINGUÉM! – Berrei mais ainda.

-- Meu sol! – Reconheci a voz de Alice. – Abra a porta, meu solzinho!

Com muita relutância deixei Alice entrar. Afundei meu rosto no peito dela e chorei mais. E também abri meu coração.

-- Você tinha razão, Alice. – Admiti. – Estou apaixonada por ele.

-- Ele?

-- O urso...

Alice cuidou de mim no resto do tempo. Odile gravava as cenas de Franz e Sepp e Nora.  Assim fica melhor. Uma multidão me causaria constrangimento se mais gente viesse me procurar. Tomei os remédios que o médico me receitou daquele dia que surtei na frente de todos. Alice afagava meus cabelos e me beijava. Como eu adoro ficar com ela.

-- Estou saindo com um cara. – Ela disse.

-- Oh minha lua! – Abracei com força. – E quem é ele?

-- Ronnie Peterson. Ele é sueco e piloto de Fórmula 1 pela Lótus.

Eu sabia quem é Ronnie e sempre dizia para Alice o quanto ele parece um rei sexy. E agora ela conseguiu conquistá-lo. Enquanto minha lua falava do mega loiro maravilhoso, eu pensava no alemão. Aquilo não era atuação do Gerd. Era verdadeiro e visível a raiva dele. Depois disso ouvi batidas na porta. Alice abriu e era ele. Fingi dormir, mas pude ouvir se fechando e senti um par de mãos grandes nos meus cabelos e não eram de Alice.

Me levantei e era ele.

-- SAI! – Jogando o travesseiro no rosto de Gerd. – FORA DAQUI!

-- Peço desculpas por ter sumido daquela forma, sem ter avisado nada. – Ele segura o meu pulso. -- Mas saiba que em nenhum momento deixei de pensar em você, minha ursinha!

Aceitei um tapa forte na cara dele e chorei.

-- Você não devia ter feito isso comigo!

E quando já ia acertar outro, ele agarrou meu pulso e me beijou. Tentei evitar aquilo porém foi mais forte do que eu. Correspondi e quando paramos, olhei-o com raiva.

-- VAI EMBORA! – Gritei e chorei mais ainda. 

-- Mesmo que me odeie, ainda amo você.

E ele saiu. Minutos depois ouvi uma série gritos e movimentação. A voz alta era de Davy:

-- BRUTAMONTES! INSENSIVEL! ATÉ UM NEANDERTAL DEVIA SER MAIS GENTIL DO QUE VOCÊ! QUE DIREITO VOCÊ TEM DE TRATAR A LOUISE ASSIM?

Quando pensei em me levantar pra saber o que estava acontecendo, me bateu uma fraqueza só e adormeci...


Felicity POV

Estava organizando o guarda roupa do elenco quando ouvi o grito da Louise e em seguida entrando no quarto. Odile e as garotas batiam repetidas vezes na porta e ela se recusava sair.  Corri até meu primo.

-- Michael, o que aconteceu?

-- A Lulu surtou de novo! – Respondeu Mickey, nervoso. – Gerd extrapolou nas ofensas ali no roteiro e ela pirou. Agora se recusa sair do quarto.

Naquela hora eu fiquei com raiva. Na realidade queria que fosse o Davy o responsável por isso e aí eu perderia as estribeiras e já deixava um hobbit safado desovado e de preferência na frente da Di, pra ela aprender a não ser vagabunda em dobro. 
Agora minha raiva voltou-se para Gerd. Caminhei até ele mas Franz tentou me impedir.

-- Ramona, eu posso explicar...

-- EXPLICAR O QUÊ, FRANCIS? – Expressei minha fúria. – EU SOUBE DO QUE ACONTECEU E MESMO QUE NÃO QUEIRA ME AUTORIZAR, EU VOU ACABAR COM ELE!

-- Ele confundiu as coisas. – Franz tentava me persuadir.

-- Fefe, eu já o repreendi. Relaxa! – Pedia Odile.

Mesmo assim eu não estava contente.

-- Repreensão não basta pra esse troncudo grosseiro! – Berrei. – QUAL É SEU PROBLEMA? TÁ DESCONTANDO SUA RAIVA NA MINHA PRIMA QUE NÃO TE FEZ NADA? SEU GROSSO!

Quando já ia socar Gerd, meu primo e Franz me seguraram. Até o Micky. Emma tentou falar algo, mas mandei se calar.

-- Eu exijo que não me dirija a palavra, Emma! Aliás, melhor a gente terminar. Eu não consigo conceber a idéia que você não fale pra Di se afastar do Davy!

Me desvencilhei dos rapazes e me afastei de todos por meia hora. Fiquei fumando um pouco fora do apartamento e avistei Peter e Erin conversando. Ela estava bem próxima a ele. Meu deus, outro problema. Já basta descobrir o Davy é um filho da puta, a Dianna mais ainda e a Emma se relaciona com a hobbit, abro mão do Micky em favor dela, provoco o fim do namoro de Peter e Erin e agora isso? Quer saber, eu vou decidir isso.

Retornei para o estúdio e vi a cena dos personagens de Davy e Di. Não sei se isso foi vingança mas a declaração e o beijo foi real e olha que entendo pouco de teatro. Depois esperei Dianna ir ao banheiro feminino e a abordei.

-- Olá, Dianna!

-- O-olá! – Ela parecia assustada. – Fefe, eu não me oponho sobre você e a Emma.

-- Emma? Ah, fala sério sua metida sabichona! Eu terminei com a Emma por um motivo e não é o Micky. É você!

Dianna caiu pra trás.

-- Vou ser mais especifica. Eu sei da sua saideira com Davy no motel. E pretendo contar pra Lulu essa safadeza sem tamanho. Apesar de eu ter culpa no cartório por ter me apaixonado por Peter e provocado o fim do namoro com a Erin, pelo menos eu não fiz ele ser um cara infiel.

Dianna parecia se calar ou tentar falar algo.

-- Agora te peço com a maior educação. Pare agora mesmo o que você tem com o Davy ou a menos que você queira que Lulu se afaste de você pra sempre. Se bem que pra você não faz diferença, já tem a Emma. Pra que a Lulu? Só vai fazê-la sofrer, exibindo sua carinha de vitória e o Davy como troféu.

-- Não é verdade! – Ela começou a chorar. – Eu amo a Lulu... Mas...

-- Ama o hobbit que não vale um tostão. Tudo bem, então fique com ele e deixe a Lulu em paz. Corte sua relação com ela e também com Gerd, embora eu quase soltei o verbo querendo chamá-lo de alemão corno!

Sai do banheiro, deixando Dianna chorando, certamente com a consciência pesada. Emma me procurou de novo.

-- Está falando a verdade? – Ela parecia não acreditar.

-- Sim. – Respondi, convicta. – Acabou, Emma. Me deixa sozinha que eu mereço e vá consolar sua “mozinho”.  E faz um favor pra humanidade, nunca mais me mande mensagens pro meu celular!

À noite Peter não veio me ver, mesmo já marcado o encontro. De dois motivos um: ou ele está cuidando do Davy ou... recaída com a Erin. E se for a segunda, é certo não querer mais prosseguir com isso.  Odile me enviou uma mensagem, convidando a mim, o elenco, a equipe e as bandas para um café da manhã. Achei aquilo uma loucura. Fui dormir mas antes ouvi o celular apitando uma mensagem.

Verifiquei e era Emma. Desta vez eu li, esperando um xingamento ou ofensa. Não foi nada disso.

Dianna reconhece seu erro. Se ela fosse uma vagabunda, ela não reconheceria isso e aí sim diria que está com razão em repreendê-la. Mas ainda digo que isso não deva interferir no nosso relacionamento. Os problemas dela com a Lulu eu não me intrometo. Eu não quero te perder de novo, Felicity. Sei que não vai me responder a mensagem mas se for amanhã ao café da Odile, saberei que existe uma chance. Te vejo amanhã, minha morena!

Por conta desta mensagem eu não dormi e a insônia me pegou. No dia seguinte eu fui ao estúdio e lá estavam a EB, os Monkees, as garotas. Agora a outra parte do elenco compareceu. Lulu e Davy acompanhados. Davy estava sério e Lulu também.  O mesmo digo para Gerd e Dianna. Pobre alemão. Exibindo a marca da derrota no olho direito com a cor roxa. Lulu se sentou ao lado de Alice mas de frente para Gerd. Davy ao lado de Alice e Dianna ficou com Emma. A última me olhava como se exigisse algo de mim. Peter ficou ao lado de Erin e ela sorria. Naquela hora, tive vontade de jogar aquela coisinha que se chama ninfa lá na pista de corridas de Fórmula 1 no Crystal Palace. Como havia dito pra mim mesma, eu vou terminar essa relação com Peter. O problema? É que não sei como fazer isso.

Micky Dolenz se sentou ao meu lado e conversou comigo. Ri um pouco das asneiras dele até que Lulu pediu algo:

-- Alguém me passa o açúcar?

Davy esticava o braço pra pegar o vidro de açúcar mas Gerd se adiantou. E pelo visto ele sorria tão vitorioso e a considerar o fato que ele é escorpiano (às vezes sou ligada nos assuntos de astrologia), quis mostrar o dedo médio pro Davy.  Ele entregou o pote mas Lulu fechou a cara.

-- Alguém que não seja misógino, pode me passar o açúcar?

A pergunta chocou todo mundo. Davy disfarçava o senso hilariante mordendo a língua. Harry Daniels quase cuspiu o cappuccino fora. Mickey tirou o pote das mãos de Gerd e deu para Louise.

-- Obrigada, Michael.

-- De nada.

Até eu ri disso. Após o café maravilhoso, segui com a EB. Quis indagar Alana, pois a vi flertando com Mike Nesmith e ele se mexendo demais na cadeira e pior, na frente da Emma. Deixei isso pra lá e ensaiei com a banda. Enquanto cantava, pude observar de longe Peter e Erin. Para o meu desagrado final, aconteceu aquilo que temia: Erin e Peter se beijando. Agora tenho motivos para terminar com Peter.


Alana POV

Tirando os últimos acontecimentos onde Louise McGold, a prima da minha amiga Felicity, havia surtado e a treta de Davy Jones e Gerd Müller ter sido destruidora, as coisas com a banda e eu está tudo nos eixos... Ou melhor, uma parte. Desde o dia que conheci o guitarrista Mike Nesmith, as coisas mudaram, pelo menos pra mim. Não que estivesse com dificuldade pra escrever músicas ou cantar, mas a presença dele deu um tipo de upgrade em mim. Escrevi mais músicas, cantei com mais vontade e inclusive tive ânimo pra ajudar Odile Greyhound a escolher com cuidado as músicas para a trilha sonora.

No entanto, tive de descer da escadaria do céu que Robert Plant criou. O motivo disso: uma tal de Emma Carlisle. O ser de cabelo loiro de quase dois metros e meio, a quase altura da Fefe está com Nesmith. Parece estranho mas como ela pode estar com ele, se ela namora o Dolenz? Fefe foi burra em renunciar Micky para essa boneca dos infernos. Peguei raiva dela ao saber pelos rapazes que ela espancou Lulu, algo imperdoável. Ah se o olhar matasse, eu entregaria a cabeça de Emma pra Fefe como símbolo da minha raiva, já que neste momento, ela me olha bem insatisfeita.

Procurei evitar aqueles flertes. Algo impossível. Procurei pensar no meu noivo, Toni Kroos, meu alemão grande que joga no Real Madrid. Impossível de novo. A verdade que quando olho pro texano, sinto minhas bochechas pegarem fogo, como se fosse um pão saindo do forno. Para provocar prazer para Nez (e irritar por diversão a “loira” ), tirei minha sapatilha e encostei a ponta do dedão do pé na perna dele, numa carícia boa. Ele me olhou, correspondendo meu flerte. Naquele momento eu quis pôr meu pé na região íntima dele e tive pensamentos eróticos, como Nez beijando meus pés e tirando minha roupa...

Nez foi discreto e abaixou com dificuldade a mão e agarrou um pouco meu pé, acariciando. Tivemos que parar pois Emma percebeu e fez umas perguntas para ele. Essa foi quase, mas quem sabe na próxima...

Enquanto cantávamos Rock This Town, cover dos Stray Cats e Bo Diddley do Buddy Holly, percebi mais uma coisa que aconteceu. Fefe mudou o semblante e ela fixava-se em Peter e Erin aos beijos. Ao fim da música, Fefe pediu desculpas e se retirou. Ela não se despediu de Peter e soube ainda por cima que eles estavam juntos, só não sei se era ficando ou namorando. Ah, mais uma coisa que vem me preocupando. Qual é a da prima da Dianna Mackenzie, Erin?

Semana passada ela me beijou de um jeito forte e depois parou sem mais nem menos, me deixando com cara cheia de pontos de interrogação. Não quis comentar com nenhum dos rapazes e menos com a Fefe. A noite Eddie, Harry e Biff ficaram assistindo as partidas da Premier League e eu continuei escrevendo. O celular apitou e era a mensagem de Kroos.

Mein Liebe semana que vem vou estar de volta a Londres. Partida da Champions contra o Arsenal e também vou aproveitar para te ver cantando e as gravações do filme. Beijos, minha Smurfette!

Adoro Toni, não tenho dúvida o quanto sua doçura me faz bem. Mas o lado ousado, sexy e sério de Mike Nesmith me atrai bastante. Espero não cometer erros grotescos na minha vida.


Gerd POV

-- Meus parabéns, Gerhard! Acaba de perder de vez a Louise e, se facilitar, a Dianna. Se bem que, ela está mais pra lá do que pra cá!

Essas foram as palavras de Sepp após o café da manhã. Não sei o que deu em mim. Era como se o problema de Felix fosse também o meu. Refletisse com minha situação atual. E por conta disso, fiquei com raiva de Louise por dizer que meus sentimentos por ela são ilusões e raiva de Dianna porque não sou definitivamente o cara para ela. Fiz tudo por ela sem reclamar ou opinar. Tudo. E cada vez mais me convenço que ela deixou de me amar mesmo por causa de Davy Jones. Pelos céus, o que ela e Louise vêem no anão inglês? Eu não sou o cara perfeito, 100% simpatia, mas compenso com atenção, devoção e carinho. E pelo visto não é o bastante. Nem para Di, nem para Louise.

Ela agora me odeia. Mas no tempo que ficamos separados, eu a odiei. E por isso voltei para Di, na esperança que tudo voltasse ao normal. E outra vez me engano. Droga! Tantas garotas por aí para suprimir a falta da Dianna e justamente a amiga hobbit é quem eu desejo.

Fiquei no apartamento de Alice, deitado no sofá, pensando no que fiz. Alice apareceu e me ofereceu cerveja.

-- A culpa não é sua. – Dizia Alice.

-- Eu fui um grosso. Um filho da puta! – Admiti e olhei pro chão. – Definitivamente perdi as chances com Louise.

-- Ouça, eu expliquei pra ela sobre o que aconteceu. Ela entendeu.

-- Mas Louise me chamou de misógino. – Reclamei. – E ainda por cima estou com esse olho roxo por causa do namoradinho.

-- Dê um tempo para ela assimilar as coisas. A próxima cena vai ser semana que vem. E advinha?

Alice parecia bem alegre e pegou o caderno de roteiro me mostrando minha próxima aparição, numa boate e Poppy e Felix desta vez... vão se render um ao outro.

-- Viu? – Ela apontou e me fitando. – Esta cena é na verdade um prelúdio para a nova cena de sexo de você. E eu pensei... Bem... digamos... após esse momento na boate, se vocês quiserem, podem usar meu camarim. Dianna e Davy nem vão desconfiar.

Pisquei os olhos para entender a situação. Alice, minha ex-namorada, me ajudando com a Louise pela segunda vez? Isso é bem incrível.

-- Nossa! Alice... – Procurei as palavras e olhei para os lados. – Por que está fazendo isso? Poderia muito bem me afastar da sua alma gêmea depois da minha... transformação.

-- Eu poderia. – Ela confirmou. – Mas não vou fazer isso. Gerd, você a ama. De verdade. Insista com meu sol. Eu vou investigar sobre o que anda acontecendo com a Di e qualquer coisa te falo. Mas agora, você vai sofrer outra transformação. “Felix Helström”, um homem rude, vai ser um doce, diante de “Poppy Heart”.

Agora eu torcia o quanto antes que a próxima semana chegue, para me reaproximar de Louise. Voltei para o hotel onde Di está hospedada. Fiz amor com ela, com vontade, pensando na belíssima loira de olhos azuis, a hobbit safadinha, alegre e ousada.

Espero muito o perdão e a compreensão de Louise...


Continua...

domingo, 17 de abril de 2016

Stop! In Name of Love (8º Capítulo)

Olá pessoal!
Uma boa noite e acompanhamento do impeachment da Dilma e fiquem com a volta de Stop.


Capítulo 8: Poetry, Rock and Love

 Felicity POV

A conversa com Peter era bem agradável. Confesso que não esperava algo tão bom vindo de um rapaz com ar de distraído e atrapalhado. Além disso, Peter é um perfeito poeta. Não que eu fosse gamada por esse tipo de cara mas nos últimos meses meus antigos relacionamentos alguns deles eram poetas.

-- Sabe, a Odile chegou a me convidar para atuar no filme dela. Como participação especial. – Disse Peter, animado.

-- Eu também vou atuar como aparição meio rápida. – Confirmei. – E por incrível que pareça, minha personagem e a sua vão se apaixonar e ajudar meio que indiretamente o casal Felix e Poppy.

-- Gostei bastante da idéia. – Peter mexia as mãos meio nervosas. – Me desculpa, é que estou ansioso.

-- Ansioso por quê? – Olhei um pouco provocante para Peter, ao mesmo tempo tocava sua mão.  – Espero que a boate não seja um incomodo.

-- Bem, eu não sou de ir a boates...

Normalmente eu me incomodaria se algum cara me diz não gostar de dançar ou freqüentar boates, porque eu simplesmente adoro. E com Peter, parece mágica, mas eu concordei com ele. Ou deve ser que eu desejava estar em um lugar menos barulhento. Olhei para Mickey e ele flertava com um cara. Neste momento meu celular apitava de mensagens. Como sou boba. Eu achando que fosse de Nora ou Ana, era na verdade de Emma.

-- Quem é?

-- Emma. – Desliguei o telefone. – Vamos para outro lugar?

Mickey já entendeu por isso não tive problemas. Peter segurou minha mão, o que me fez rir um pouco. Aquele lance de pegar na mão me lembrou um pouco meu ex, Paul McCartney. Melhor não se lembrar dos meus ex-namorados problemáticos, se bem que o único que não foi chato era o Buffon... Ok, melhor parar aqui!

Caminhamos rumo ao apartamento de... Mike Nesmith. A considerar pela luz ligada na janela, ele deve estar ocupado.

-- Bem, estou morando aqui... Provisoriamente. E o Davy também.

-- Ah sim. Eu soube. – Falei, um tanto entristecida. Fora eu a culpada por Peter e Erin se separar.  – Peter, não acha melhor conversar com a Erin?

-- Já conversamos. Eu fui honesto com ela e nunca a trai. Não podemos negar quem amamos, Felicity. Na verdade, eu sou difícil pra me apaixonar. E quando isso acontece, eu escrevo poemas. Com a Erin foi assim. Contudo, alguma coisa mudou. Foi quando vi você. É como a criação do universo, o Big Bang. Ou uma supernova. Você é minha supernova, Felicity!

Não pude evitar de sorrir por ouvir aquilo. E até mesmo chorei.

-- Você é diferente dos caras que conheci. Parece clichê isso ou você deve pensar que digo isso pra todos, mas não. É verdade. Você é verdadeiro, transparente e confiável. Sinto que com você posso confessar meus maiores segredos.  – Me aproximei dele, afagando seu cabelo loiro. – E também você me excita demais, Starlord.

Nos beijamos ali mesmo na luz do poste com as estrelas brilhando. Quando paramos, Peter me levou para um canto escuro, um beco e ali me prensou e continuou a me beijar, mais forte e quente. Ele gemia e apalpava meus seios. Peguei uma de suas mãos e a deixei bem no meio das minhas pernas.

Peter entendeu. Ele colocou a mão dentro da calcinha, me tocando e ainda me beijando. Eu gemia mais e puxava mais o corpo dele pra perto.

-- Oh, Peter... Starlord... Aaah...

Não resisti e acabei abaixando o zíper da calça dele e coloquei minha mão lá dentro, masturbando meu poeta estelar. Peter quase gritou contudo abafei com um beijo. Ainda sim ele gemia quase alto.

-- Felicity... pare! Assim eu.... aaaahhhh... Pare!

Eu sabia que Peter poderia chegar ao orgasmo a qualquer momento então interrompi os toques e ele fez o mesmo. Nos ajeitamos e trocamos mais um beijo ardente. Ele me olha com sedução.

-- Quer entrar? Podemos continuar lá dentro.

Entramos no prédio dele e fomos de elevador. Nem ali resistimos. Peter e eu ficamos aos beijos mesmo quando a porta se abriu para o andar dele e saímos dali. Era beijo toda hora. Ele só parou para colocar a chave na fechadura e abrir a porta. Entramos e liguei a luz. Levamos um tremendo susto pra se dizer. Peter e eu encontramos um trio de pessoas nuas no chão. Formado por Micky Dolenz, Emma Carlisle e... Mike Nesmith!

-- Meu deus! – Peter quase caiu no sofá. – VOCÊS!

-- Nossa! – Micky foi o primeiro a se levantar e se cobriu com edredom e me olhava. – Ah, Fefe, eu posso explicar.

-- Explicar o que, Micky? – Falei, irônica. – A minha relação contigo terminou quando você quis essa daí!

Apontei pra Emma e esta me olhava envergonhada. Mike também se levantava e pegou um travesseiro cobrindo aquela parte. Olhei para Peter.

-- Acho que não vou ficar, Peter.  Vou pra casa. – Beijei de selinho. – Até amanhã, Peter.

Emma agora parecia chocada e veio atrás de mim, usando um vestido.
-- Fefe, me perdoe pelo que fiz. Eu imploro. Me aceite de volta.

-- Emma, estou cansada e quero ir pra casa. – Ignorando a loira e seu pedido.

Ela agarrou meu braço, meio forte.

-- Me solta, Emma!

-- Você não leu minhas mensagens?

-- Não! E não foi por falta de tempo ou vontade, isso não me falta. Eu não li porque não quis!

Me soltei de Emma e embarquei num táxi. Liguei o celular e mandei uma mensagem para Alana Watson, minha amiga.

Tá confirmado amanhã no estúdio?

Ela respondeu na mesma velocidade.

Com certeza. Com a ajuda da Odile, selecionamos as músicas a dedo para trilha sonora. Vai bombar legal!


Então te vejo amanhã as nove no estúdio!

Quando o táxi parou num semáforo, olhei pro lado e vi que era um motel e... espera! Um casal desembarcava no táxi. Reconheci de cara quem eram. Davy Jones e... Dianna Mackenzie, a noiva, ou melhor ex-noiva do Gerd Müller?

Aos poucos fui entendendo a situação. Lulu havia dito que Davy pediu um tempo na relação e no mesmo dia Gerd termina com Di. E no outro dia Emma quase mata Lulu porque acusou-a de destruir o noivado da amiga nanica dela com o jogador troncudo? Mais uma vez olhei para os dois, agora pagando a conta. Davy olhou para a rua e me viu. A cara dele era de pânico e não foi por muito tempo pois o táxi seguiu seu caminho para minha casa.

No dia seguinte já pensei em tudo. Vou conversar com Lulu, depois com Davy e por fim... Com Dianna. Fala sério que a Emma é apaixonada por aquela poetisa. E o Gerd também. Acredito que o troncudinho tenha voltado para Alice, ao menos ela parece ser bem o tipo dele.

Ao chegar no estúdio, encontrei a English Band já cantando Ready Teady, do Elvis Presley. Porém, além deles, estavam os Monkees. Davy está ali e ao me ver, engoliu em seco. Notei que ele pediu licença para ir ao banheiro. Segui o anão sem ser notada.

-- Olá, David Thomas Jones! – Ficando na frente dele, na porta. Como eu estava bem sarcástica. – Como vai?

--- Err... vou bem. – Ele sorria mas forçado. – Eu tenho de ir ao banheiro.

-- Está com dor de barriga? Náusea? Diarréia? – Caminhando até prensar o baixinho. – Ou será... remorso?

Apesar de não gostar de fazer isso, reconsiderei ao lembrar que ele está sendo um canalha.

-- Acha que sou burra? Eu vi você e a Dianna no motel ontem a noite.

Dei um tapa na cara dele.

-- Eu sempre soube que você não valia nem meio xelim. Agora vejo que não vale porra alguma!

-- Eu posso explicar, Fefe...

-- Explicar que está apaixonado por uma poetisa que nem tem onde cair morta? – Suspirei pesadamente. – Olha, Davy. Eu jurei que se você magoasse a Lulu, ia se dar muito mal. E eu vou cumprir isso. Porém, eu sei que Louise não me perdoaria e você e o Peter... São muito unidos. A última coisa que quero é arranjar problemas com eles. Eu sugiro que termine com a Lulu hoje mesmo ou eu mesma conto pra ela sua cachorrada! E já parou pra pensar qual vai ser o choque dela por descobrir que você a trocou pela Dianna, a amadinha dela?

Davy ficou calado e com a mão no rosto onde levou o tapa, mas ainda disse.

-- Eu amo a Dianna! Seja o que for!

-- Se ama mesmo a Di, então seja honesto com a Lulu e termine com ela!

Me retirei dali e voltei para onde a EB continuava a tocar e agora Emma chegou e junto com ela estava Dianna e sua prima, Erin. A última me olhou com cara feia. Naquele momento eu queria e muito mostrar o dedo médio pra ela mas lembrei que eu sou a culpada pelo namoro dela ruir. Em outras palavras se Peter terminasse comigo pra voltar pra Erin eu não ia me importar. Aceitaria de boas. Neste momento Alana cantava Suspicious Minds versão bem rocker da coletânea Viva Elvis. Notei também os olhares de Nez e Erin... Para Allie. Não sei se Alana é bissexual mas sei que Nez vai se decepcionar ao saber que ela namora o jogador alemão Toni Kroos, do time espanhol Real Madrid.

Terminada a música todos aplaudiram. Erin sorria para Alana e era correspondida. Mike foi cumprimentar a minha amiga baixista no entanto, teve de recuar um pouco. O motivo: Toni Kroos. Ele havia aparecido no estúdio e agarrou minha amiga, beijando-a na frente de todos.  Nez se afastou e ficou perto de Micky e Emma. Ela me olhava demais e resolvi sair dali. Fiquei na outra sala, dedilhando uma guitarra chinela. Aos poucos me culpava mais. Primeiro pelo fim do namoro com Peter e Erin e agora eu me tornei cúmplice da traição de Davy. Não queria magoar Louise. Notei que alguém entrou. Era Emma.

-- Me deixa em paz, Emma. – Pedi. – Não estou num bom dia.

-- Eu também não estou. – Ela se sentou perto de mim. – Eu não paro de pensar em você.

Por mais que esteja com raiva, eu quero perdoar Emma.

-- Estou atolada em problemas.

-- Eu quero te ajudar. – Tocando minha mão. – Me conta.

Resolvi desabafar.

-- Eu descobri que sua amiga adorada, Dianna, está tendo um caso com Davy Jones, o namorado da minha prima!

-- Não... – Emma abriu bem os olhos. – Mas... como soube?

-- Ontem eu os vi na entrada de um motel. Eu quero matar aquele tampinha mas não farei isso em consideração a Lulu. Ele vai terminar com ela.

-- Felicity... Você não acha que... Louise seja a responsável do Gerd terminar o noivado com a Di? – Emma parecia um pouco melindrada com essa possibilidade.

-- Não acho. Se está falando da famigerada cena de sexo, não. Eu sei que aquela cena, convenhamos, foi bem real. Mas não há como Lulu e Gerd ficarem juntos como suas personagens, Poppy e Felix. Emma, a Lulu é muito “bonequinha frágil”. Acredito que um cara como Gerd prefira mulheres mais vistosas como a Alice.

-- Pode ser, mas não quero falar dele mais. E sim de você. Se quiser... Eu peço perdão a Louise por bater nela.

-- Perdão não basta, Emma.

Puxei Emma para a parede e a encarei.

-- Eu vi sua atitude agressiva, Emma. E também você me bateu ainda que sem querer.

Não adiantava. Mesmo estando brava com Emma, não conseguia dizer não para ela. E quando olho para ela, me vem a vontade de beija-la. Algo que foi realizado.
-- Sei que fui bem agressiva e precipitada. Admito muito isso. Fefe, eu tenho a Dianna como minha alma gêmea. Não tenha dúvida disso e você tem a Nora. Contudo, Di ama a Louise. Então eu posso amar você sem problemas. Não quero me dar ao luxo de te perder. Nem você e nem a Di.

Puxei a loira para perto de mim e arranquei mais um beijo dela, ao mesmo tempo a tocava ali embaixo.

-- Fefe... Aaaaah.. Você...

-- Eu te amo, minha loira! – Passando a língua em sua boca.

Me abaixei um pouco e tirei a calcinha de Emma. Fiz sexo oral ali apenas para aquecer. Quando quis parar, Emma puxou minha cabeça, me fazendo continuar.

-- Não pare, minha morena... aaah...

-- Emma! – Me levantei. – Tenha calma e não grite.

Deitei no tapete e pedi para ela sentar no meu rosto. Emma obedeceu e novamente o sexo oral prosseguiu, mais sensual e mais quente. Acariciava as pernas dela e vez ou outra apalpava os seios. Ela gemia e desgrenhava meu cabelo.

-- Felicity, eu te amo... Aaaaahhh...

-- Emma, minha loira...

Não demorou muito para ela atingir o orgasmo.

Quando terminamos, arrumei meu cabelo e minha roupa. Emma fazia o mesmo.

-- Posso te ver hoje à noite?

-- À noite estarei ocupada. – Ainda não estava pronta para dizer sobre Peter. – Amanhã serei toda sua.

Levei uns minutos para sair da sala e na saída vi que no outro estúdio Alana beijava Erin e muito forte. Quer saber, vou deixar essas duas sozinhas...


Louise POV

Fechou-se uma semana desde aquele dia onde apanhei da Emma e meu nariz ficou inchado e deformado. Agora não está mais.  Recebia visitas constantes de Odile e Alice, mas do Davy não. Andávamos distantes e ele me tratava bem. Outra coisa que vinha me incomodando era Gerd. Ele também não veio mais me ver desde o dia que me machuquei. Até aí achei que tivesse o convencido sobre estar apaixonado por mim for um tremendo erro. Desde então eu não o vi mais. Até Odile me contar que ele viajou de volta para Munique e voltar aos jogos.

Bem, resolvi tentar esquecer tudo isso. O que não esperava era receber a visita de alguém. E esse alguém é... Joanna Martin.

-- O que faz aqui? – Me segurando para não socar a ruiva.

-- Podemos conversar? – Joanna parecia abalada. – É sério.

Convidei-a para entrar e ofereci água. Ela bebeu e me encarou.

-- Olha, estou bastante arrependida do que fiz. De verdade. Falei isso para Alice e ela me perdoou. Louise, eu sempre te admirei, você sabe disso.

-- Até me sacanear. – Falei, irônica.

-- Não foi por querer. Louise, eu estou... estou...

-- Fala logo, Jo!

-- Estou grávida!

A noticia me pegou de um jeito... chocante. Joanna engravidou de Igor, um cara russo que ela conheceu na internet e agora ele foi embora deixando-a com um filho. Eu não sabia o que fazer então liguei para Odile.

Elas conversaram aqui em casa e se acertaram. Agora podia reconhecer o quanto elas se completam. Odile convidou Jô a morar com ela por um tempo enquanto não se arranja e eu também me dispôs ajudar. Nos acertamos como amigas.

No dia seguinte encontrei Davy sozinho no estúdio. Odile gravava as cenas com Nora e Sepp então ficou mais fácil.

-- Oi McCutie.

-- Olá, McLovely. – Davy estava bastante triste.

Ficamos em silêncio por um tempo. Ao fim das gravações, eu fui direta.

-- Acho que acabou o tempo que você me deu. – Segurei a mão dele. – Vamos voltar?

E foi o que aconteceu. Mas a noite foi estranha. Fizemos amor contudo, não tinha mais aquele clima especial. A paixão. Davy se virou pro lado e dormiu. E eu fiz o mesmo. Chorei baixinho. Pensei em Gerd e senti meu coração doer...

Continua...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

We Belong Together - Wildest Dreams (What If - Grindhouse Parte 13)

Olá pessoal!
Uma boa madrugada e fiquem com a parte 13, está épica mas contendo lágrimas. Boa leitura!

Parte 13

-- Ainda não sabemos como Benítez age ou pensa. – Resmungava Bobby Moore.

Franz pensou um pouco e em seguida chamou Oliver.

-- Quero que vá para Ilha dos Lobisomens. Observe bem atentamente o lugar e depois me reporte. Volte dentro de meia hora e faça de tudo para não ser notado.
-- Sim, conde!

Oliver se transformou em morcego e voou rumo a Ilha. O pessoal ficou disperso no castelo. Mike Nesmith pensava em Alana e o quanto sofria por estar sem sua loba. Alberta tentava argumentar para Ringo e este se recusava ouvi-la. Nos quartos, Rosie gemia de dor e suava, deixando George Best e Marianne Jones muito preocupados.

-- Best... – Dizia Rosie, chorando. – Fica comigo.

-- Eu vou, minha loba ruiva. Mas antes vou chamar um daqueles médicos holandeses para cuidar de você.

-- Posso ficar aqui. – Pediu Mari. – Eu mesma cuidarei de você.

-- NÃO! – Uivou a loba e rosnando para Mari. – SAI DAQUI! VOLTE PRA SUA CIENTISTA! SAIA!

Marianne saiu do quarto, espantada com tamanho ódio da loba. Era óbvio que Rosie estava brava com ela por causa de Ana e nem deu tempo de falar que havia se afastado dela por causa da loba, que a ama. Ela ouviu ainda as reclamações para Best sobre ela.

-- ... Eu a protegi por ordem do lorde Moore. Por mim eu a deixava morrer! Onde estava a cientista? Ela deveria protege-la.

-- Não diga uma coisa dessas, Rosie. Você a ama.

-- Eu a odeio! Não quero saber dela.... AAAAH!

Best saiu do quarto apressadamente e por sorte estava o dr. Neeskens no corredor.

-- Por favor, doutor. Me ajuda. Minha loba está sofrendo de dor. Venha!

O médico entrou no quarto e ficou tratando Rosie.

Apesar dos protestos de Rosie, a esposa de Bobby Moore entrou no quarto, disposta.

-- Sai daqui... – Rosie mal conseguia falar. – Não preciso de você.

-- Eu vou cuidar de você, mesmo que não me queira.

Neeskens tocava o ventre de Rosie e ainda viu que ela não carregava um bebê e sim dois.

-- Eu vou conversar com seu namorado vampiro. – Avisou o médico, deixando as duas mulheres a sós.

Marianne deitou ao lado dela e conversaram.

-- Ana e eu terminamos a relação.

Rosie não disse nada, apenas grunhiu.

-- Eu amo você.

De novo não obteve resposta.

-- Rosie...

-- Volte pra Ana! – Xingou Rosie. – Eu a odeio e desprezo mais ainda Ana. Quando eu me recuperar... Pretendo mata-lá!

-- Rosie,você está prestes a dar à luz, não diga isso. Concentre-se em coisas boas para o bem de seus filhos, mas peço que entenda e compreenda, eu a amo. Depois de tudo isso se você quer acabar com a minha vida, tudo bem pois sabe dos sentimentos que possuo por você.

-- Eu... não quero... te matar. E sim... Ana. Vou arrancar a cabeça dela! – Rosie ofegava demais e tocava o ventre crescido.

-- Rosie, ela se afastou de mim, ela tem medo de ficar próxima a mim. Ela fez isso porque eu amo você.

-- Marianne... não... insista mais! Nada do que me dizer... me convence. Volte pra Ana... e aproveite!

-- Não vou voltar pra ela!

 -- Eu voltarei e pra matar aquela cientista.... ahhhhh! – Gritando de dor pelas contrações.

-- Então a mate! – Berrou Mari. -- Se isso for a forma de me fazer ficar próxima a você faça isso!

Antes de dizer algo, eis que surge Bobby Moore e toda a comitiva lupina.

-- EU SEI DE TODA HISTÓRIA, ROSELYN. VOCÊ E GEORGE BEST!

Enquanto isso no hall Peter chorava baixinho. Ele temia que seu plano de enganar Iker Casillas pudesse dar errado e não cumprir a promessa feita para Manuel Neuer, de proteger Felicity e os filhos dela. Johan Cruyff saía da biblioteca quando viu o mago, triste.

-- Peter. – Chamando pelo mago. – O que você tem?

-- Medo... – O feiticeiro tinha os olhos e o nariz vermelho por conta do choro. – Medo de que não vou conseguir proteger Felicity e as crianças. Manuel não vai me perdoar.

Cruyff abraçou o mago e estranhou essa atitude. Havia algum tempo que gostava de Peter de um jeito diferente. Isso aconteceu depois de se transformar em vampiro.  E agora ele transmitia carinho e conforto para o mago. Ele olhou fundo para Peter.

-- Sei que está temeroso, mas não pode pensar assim. Acredite que vai dar certo.

Cruyff tocou os lábios dele e o beijou calmamente, contudo foram interrompidos por Davy.

-- Peter?

-- Opa! – Peter se afastou do médico. – Davy?

O clima parecia não ser dos melhores e Cruyff percebeu isso.

-- Eu vou me retirar!

Davy e Peter discutiram ali mas tiveram de interromper ao ouvir os gritos de Bobby e Best no quarto.

-- EU AMO ROSELYN ANNE DONOVAN E NÃO ME IMPORTO COM ESSA LEI! EU AMO MINHA LOBA E VOU PROTEGER ELA E MEUS FILHOS!

-- Sendo assim eu vou matar os dois! – Disse Moore, enfurecido.

-- NÃOOOO! – Gritou Rosie. – MEUS BEBÊS! AAAAH!

Neste momento Marianne se colocou na frente do líder.

-- Meu esposo, não faça isso! Tudo que é mais sagrado, não faça isso! Por favor, Robert, eu te imploro, como sua esposa e protegida, poupe-os!

Moore se calou e os gritos de Rosie tornaram-se audíveis. Mesmo o doutor Neeskens e sua esposa, Annie, não conseguiam fazer aquele parto.

-- Não estou conseguindo fazer o parto. – Avisou Neeskens. -- Mr. Moore, por favor! Traga a cientista aqui! Ela sabe lidar com partos assim.
Não demorou para Anastacia aparecer no castelo a pedido de Marianne.

-- O que faz aqui? – Perguntou Rosie, ainda sofrendo. – NÃO VAI TOCAR NOS MEUS BEBÊS! SUA CIENTISTA MALDITA! FORA!

-- Eu vim para fazer o parto. – Respondeu a cientista calmamente. – Marianne, arrume os travesseiros dela.

Mari fez o que foi pedido.

-- Abre as pernas, Rosie. Vamos antes que seus bebês morram. – Em seguida deu ordens para o mordomo e o vampiro. – Primus, segure a mão dela e George, você também. Agora Rosie,empurra!

Apesar dos protestos, Rosie fez o máximo de esforço possível, empurrando o bebê. Moore estava por perto quando de repente no último ato de Rosie, o bebê apareceu e o lobo segurou a criança, mas devido a força do impacto, quase o derrubou junto.

-- Ainda não acabou. – Disse Ana. – Falta mais um!

Rosie gritou demais e continuou a empurrar, contudo estava sem forças e a voz lhe faltava.

-- Best... – Ela falou com o marido, muito enfraquecida. – Se... Acontecer algo... Comigo... Leve as crianças... Com você. Cuide dos nossos filhos...

-- Não, não! Minha loba! –- George beijava os lábios secos de Rosie e olhava fundo nas orbes verdes. – Resista, mulher! Você vai viver. Você é forte!

A pedido do amante e motivada, ela empurrou mais uma vez seu segundo filho e no último instante a criança saltou fora, indo para os braços de Marianne, sendo quase arremessada contra a parede se não fosse Mary Anne McCartney ter impedido.

-- É um menino! – Exclamou Marianne.

-- É uma menina! – Disse Bobby Moore, carregando a menina e mostrando para o casal. – Parabéns! Vocês ganharam dois filhotes!

O casal Moore mostrou os bebês e os pais sorriam.

-- Minha loba... – Best chorava emocionado. – Muito obrigado por me tornar pai de duas crianças. Vamos ser grandes pais!

-- Vamos sim... Vamos.. – Disse Rosie antes de desmaiar por conta da perda de sangue.

Marianne tentou acudir a loba junto com Best mas o médico Neeskens e Annie cuidaram da loba para deixar confortável em sua recuperação, ao mesmo tempo eles e Ana providenciaram mamadeiras para os bebês.

Na fazenda, Fefe guardava um punhal de prata debaixo da roupa e depois se encarou no espelho. Seus olhos apresentavam olheiras muito proeminentes. Mesmo não ter dito uma palavra para Peter ou Joj Smith, ela estava mais do que decidida: iria dar sua vida para o conde de Madri.

Faltando três horas para o amanhecer, Oliver retornou para o castelo, informando o conde sobre a Ilha.

-- É muito bem protegida, senhor. – Avisou Oliver, um pouco espantado. – Eles trouxeram mais gente de fora e também o conde Benítez foi capaz de trazer os mortos de volta!

O conde tremeu um pouco e encarou Bobby.

-- A estratégia deve mudar. – Encarando o lobo.

-- Então vamos!

Novamente lobos e vampiros se reuniram na sala principal de jantar.

-- Segundo Oliver, as mansões estão bem protegidas. Benítez está na casa de Bobby Moore, juntamente com Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Luka Modric.

-- Essa tal de Modric é perigoso. – Avisou Oliver. – Ele tem capacidade de parar um vampiro com olhar. É como a Medusa.

-- Neste caso eu posso arrancar a cabeça dele. – Disse Sepp, sorrindo.

-- Na mansão de Davy Jones, Cavani, Lavezzi e Verratti estão muito mais fortes. E ainda contaram com mais reforços. – Continuou Oliver. – Vieram Galdino e Thiago, dois lobos ferozes e loucos. E Benítez ressuscitou alguns mortos, como Peter Noone e seu bando, os vampiros Kroos e... Nadine Angerer.

Quando os nomes dos mortos foram mencionados, Davy e Dianna mais Mike Nesmith tremeram internamente. Louise também mas não se deteve. Era corajosa e se for enfrentar Nadine pela segunda vez não seria nenhum problema.

O plano que Franz determinou era simples. De acordo com  as habilidades dos inimigos, os lobos e vampiros enfrentariam os adversários. Davy e Di querem vencer Noone. Peter e Johan contra Casillas, Louise contra Nadine, Sepp venceria Modric e Gerd confrota Verratti. O restante luta contra o bando todo e o conde e Bobby cara a cara com líder, Rafael Benítez.

Já Oliver ficará no castelo, juntamente com Joanna Martin, os caça vampiros e a cientista Anastacia e o namorado dela, Paul Breitner e George Best.

-- Sr. Conde! – Chamou Renée, a alquimista de Prata. – Eu mesma vou enfrentar Verratti.

-- Não ouviu o que Oliver disse? – Replicou o conde. – Aquele lobo carcamano está mais poderoso.

-- Mas posso vencer e quero me vingar dele!

-- Então terá de unir forças com Gerd.

-- Mas...

-- Está decidido!

A alquimista não gostou disso porém aceitou com elegância a decisão.  Neste meio tempo Micky Dolenz se lembrou de um detalhe: Felicity.

-- Sr. Conde! Podemos trazer a profetisa pra cá?

Franz havia se esquecido da galesa.

-- Puxa vida! Me esqueci dela! – Se culpou pelo erro. – Pode trazê-la, Micky?

-- Sim e prometo ter cuidado. – Ele beijou Emma. – Já volto, amor e cuida das crianças.

Micky chegou o mais rápido que pode na fazenda e encontrou Felicity, rezando com seu terço de madeira, presente de sua mãe.

-- Fefe!

-- Micky! – Ela se levantou e abraçou lobo amado. – O que faz aqui?

-- Vamos para o Castelo Beckenbauer! O conde e o Bobby Moore planejam retomar a Ilha dos Lobisomens amanhã.

Quando o lobo a puxou, notou uma resistência por parte da humana.

-- Felicity, vamos!

-- Eu não quero ir! – Avisou Fefe. – Vou ficar aqui, nesta fazenda.

-- FELICITY, VOCÊ NÃO ENTENDEU? HAVERÁ UMA GUERRA! – Berrou Micky, desesperado, sacudindo a profetisa. –  E O ASSASSINO DO SEU MARIDO... ELE VIRÁ ATRÁS DE VOCÊ E TE MATAR!

-- É isso mesmo que quero. – Respondeu calmamente a mulher. – Assim ninguém sairá ferido. Sei que meus filhos estão em boas mãos. Joey está bem protegido pela Ana e você e a Emma cuidam muito bem da minha Karin. Quem vai sentir minha falta?

-- Eu! – Disse o lobo, chorando. – Eu não conto? E sua amiga escocesa, Nora? Até a Emma vai se entristecer se você morrer.

Fefe chorou também mas não se deu por vencida.

-- Micky, sempre vou te amar. E a Emma também. Vocês dois vivem no meu coração... Mas Nora não!

-- Por quê? O que ela fez pra você ficar assim?

A profetisa fechou a cara e parou com as lágrimas.

-- Apenas digo que não a perdôo. E nem nunca a perdoarei. Ela destruiu meu coração.

Os dois ficaram quietos por um tempo e novamente o lobo americano insistiu.

-- Vamos para o castelo, Fefe. Eu peço pra Emma ficar de fora nesta luta, unicamente pra te proteger no meu lugar. Mas... EU NÃO POSSO PERDER VOCÊ! EU AMO VOCÊ, MESMO TENDO IMPRINTING COM MINHA MULHER! EU TE AMO, FELICITY MCGOLD!

Micky puxou Felicity e a beijou bem forte, um beijo desesperado e cheio de paixão. Durante o ósculo a profetisa teve uma série de visões do passado do lobo. Micky foi casado com uma loba liverpooliana chamada Suzan Hardison e com ela teve uma filha, Jane Roselyn. Certo dia quando viajavam para o Canadá, foram atacados pelos vampiros golem. Micky tentou proteger as duas mas falhou. Suzan e J.Ro morreram sendo atiradas do alto de um penhasco pelos monstros e o lobo quase teve o mesmo destino se não fosse a intervenção de Mike Nesmith.

Quando terminaram de se beijar, Fefe encarou Micky e o abraçou ternamente.

-- Por que não me contou sobre seu passado?

O lobo percebeu que Fefe já sabe de toda história do que aconteceu antes.

-- Não queria que soubessem disso. – Respondeu Micky, mais calmo e tocando a bochecha de Fefe. – Uso o humor para não me entristecer e por isso não quero te perder, como eu perdi minha Sue e minha filhinha.

A profetisa não sabia o que dizer. Sensibilizou com a história de Micky.

-- Está bem. Eu vou com você para o castelo.

Minutos depois o lobo entrou no castelo, trazendo a galesa no castelo. Todos a encaravam, inclusive Nora e seu irmão.

-- Sassenach! – Abraçou George. – Ainda bem que veio.

-- Sim, Fefe. – Nora se aproximou dela mas foi negada.

-- NÃO CHEGUE PERTO DE MIM! – Vociferou Felicity, enfurecida. – FICA LONGE DE MIM, BRUXA!

-- Sassenach, calma. Eu vou te levar pro quarto. Esqueça a Nora e vamos!

A atitude de Fefe espantou os presentes ali, até mesmo Louise. Nos primeiros raios solares, os vampiros se retiram e alguns lobos ficaram acordados. Enquanto isso no quarto de Rosie, Marianne dormia ao lado da loba e esta se acordava de vez em quando por conta das dores e fraqueza.

-- Aaaah... – Gemia Rosie e por vezes tossia. – Preciso de água...

Marianne pegou um copo de água e ajudou Rosie a beber. Ao tocar o rosto dela, notou a alta temperatura emanada do corpo dela e o suor. Rapidamente colocou um lenço umedecido na testa de Rosie e a abraçou.

-- Eu vou cuidar de você, loba!

No quarto do conde enquanto ele dormia, Odile observava os bebês de George Best. As crianças foram batizadas de Cecilia e Calum e dormiam tranquilamente. Ela também se preocupava com Franz. Torcia para que ele retornasse salvo da luta ao mesmo tempo se perguntava o que aconteceria com ela caso o conde venha morrer. Quando voltou para a cama, ela sentiu os braços de Franz a envolverem.

-- Se eu cair, estará livre. – Avisou Franz, beijando a bochecha. – Voltará pra sua família, minha raposa.

Odile não disse nada, apenas permitiu o carinho e depois o beijou na boca.

-- Não vai morrer meu conde.

Quando a noite apareceu, Louise saltou fora de seu caixão mais cedo e foi praticar luta fora do castelo. A cada soco trocado, era uma demonstração de raiva, ressentimento e dor. Na verdade, a vampirinha encarava aquelas árvores como o rosto de Alice e outras como Gerd, aumentando a vontade e ira de socar.

Alice olhou na janela e leu a mente dela. Era óbvio que sua amada ainda não a perdoa. Contudo, não vai deixar nada acontecer com Louise e sabendo que seu amado sol iria confrontar a robusta Nadine mais uma vez causava tremor.

-- Mesmo que me odeie, não vou permitir que pereça nesta luta, Louise. – Comentou Alice, deixando uma lágrima escorrer nos olhos. – Eu te amo e vou te proteger.

Uma hora depois todos se encontraram no salão principal. O último a aparecer era George Best.

-- Eu vou lutar. – Disse o vampiro. – Desta vez acabarei com aqueles irmãos Kroos.

-- Somos dois. – Disse Mike Nesmith.

Apesar dos riscos, nenhum temeu. O conde e o macho alfa da alcatéia olharam para todos.

-- Aqueles que não quiserem lutar na retomada da Ilha, podem ficar no castelo! – Avisou o conde.

Ninguém se pronunciou ou sequer demonstrou algo.

-- Agora quem quiser lutar, venham conosco! – Bradou Moore e todos assentiram, dando sinal que aprovavam.

Enquanto isso num dos quartos, Emma beijava Felicity.

-- Eu vou proteger você. Felicity.

-- Não precisa, Emma. – Negou a humana. – Ajude o Micky. E também deve proteger a vampira loira, que é sua amiga.

-- Dianna não sabe que eu a amo. E ela agora tem a Louise.

-- Mas vai saber. Dianna tem sentimentos por Louise, mas elas não são almas gêmeas. Mas você é. E Louise está sofrendo por causa de Alice.

Emma sabia de tudo isso e mesmo assim sentia um ciúme doloroso.

-- Vá, Emma! Ajuda o Micky. Eu vou ficar bem!

A loba loira aceitou e se juntou ao grupo e o marido.
Antes de partir, Felicity resolveu fazer algo por Emma. Ela chamou Dianna rapidamente para o quarto e atraiu a loba para lá. Minutos depois, elas saíram do quarto, felizes. Emma beijou Fefe mais uma vez.

-- Obrigada, Felicity!

Felicity enxergou da janela todos seguindo o caminho para a Ilha dos Lobisomens. Rezou para que todos voltem vivos. Ao fechar os olhos, ela teve sua visão. Com todos encurralados na Ilha.

-- Meu deus! – O coração da profetisa bateu depressa. – Aquilo é uma armadilha!

Ela desceu as escadas rapidamente mas foi detida por Joanna.

-- Não pode sair do castelo, frau Neuer! O conde deu ordens para ninguém sair!

-- Preciso avisá-los do perigo! Eles estão indo para uma armadilha!

--- Mas não pode! – Fechou a porta e puxando Fefe pelo braço a conduziu de volta pro quarto. – Deve ficar aqui, é mais seguro!

Sem saber o que fazer, a profetisa pensa num outro plano...

Na floresta, os lobos e vampiros se aproximaram discretamente para a Ilha dos Lobisomens, evitando tudo que possa despertar o mínimo de atenção.

-- Tem alguma coisa errada. – Resmungou Bobby Moore, na árvore e observando a mansão.  – Não sinto presença deles. E nem do Benítez.

-- Talvez estejam lá dentro. – Indicou Louise, sentada no galho e olhando através da luneta as janelas. – Mas parece que não há ninguém.

Franz estava nervoso demais. Respirou fundo e depois deu a ordem para todos correrem para a entrada da Ilha. Eles foram. E não encontraram nada. Micky Dolenz entrou na sua casa e não foi encontrado nada. Bobby Moore fez o mesmo. Nada. Todos olharam ao redor da Ilha.

-- Acho que recuaram. – Disse Davy Jones.

Lulu não acreditava nesta possibilidade. Deu alguns passos a frente da mansão de Bobby Moore e notou algo. No chão havia pegadas de lobo. Cheirou um pouco e ali percebeu tudo.

-- É UMA ARMADILHA!

Quando ela avisou, os lobos e vampiros surgiram ao redor, formando um círculo fechado, cercando o bando do conde Beckenbauer e a alcatéia de Bobby. O bando ria e encarava os adversários. Neste momento, o lobo Marco Verratti surgiu diante deles, assumindo a forma humana.

-- Renée, minha querida alquimista de Prata! Estou tão feliz que esteja aqui. – Sorria o lobo, irônico. – Mas não imaginava que trouxesse seus amiguinhos.

-- Imbecil! Eu confiei em você e tudo que recebo é traição? Deve imaginar que de mim não espere minha rendição! – Esbravejou a alquimista, usando uma magia de paralisia, mas não afetando o lobo.

-- Nunca atinja magias fracas contra o lobo da linhagem de Fenrir! 

Verratti assume a forma de lobo e partiu para o ataque mas foi golpeado por Gerd. O lobo rosnou e em seguida retomou a forma de homem.

-- MALDITO SEJA VOCÊ, TYR!

Ainda ali o conde Benítez surgiu diante deles.

-- Conde Beckenbauer! – Armado com um florete. – Finalmente vou confrontá-lo, junto com Bobby Moore.

Franz e Moore, também armados, começaram os ataques contra o conde espanhol. Os outros também lutavam bravamente. Sepp, juntamente com Nora e Joj Smith, estavam com dificuldades contra o vampiro croata Luka Modric. O vampiro paralisou os irmãos e o vampiro ágil como um gato.

Louise ajudava Davy a vencer os Hermints e Peter Noone, contudo foi empurrada por ninguém menos que... Nadine Angerer.

-- Ora, ora! Frau Müller. Estava com saudades de você, pequenina! – Nadine provocava a vampirinha.

-- Não imaginava que você pudesse voltar. – Replicou Louise, sorrindo e recuperando a forma. – Desta vez vou acabar com você.

Ela socou a vampira robusta e esta não sentiu nada. Sem se abater, a vampira adolescente aplicou outros golpes contra Nadine. Nada feito. Até que num momento, a mulher grande segurou o punho de Louise e o apertou, quase quebrando os ossos.

-- Esqueci de falar que fiquei mais forte da última vez que nos vimos, fraulein!

Nadine jogou Louise contra as rochas e aplicou três socos, enfraquecendo a garota. Depois ela puxou a jovem pelos cabelos e encarou maléfica.

-- Tenho de admitir que você é belíssima, fraulein McGold.
Louise enojou-se. Percebeu ali que a vampira, que no passado quase abusou de Davy quando este foi seqüestrado por ela e Oliver, agora quer fazer o mesmo com ela. Nadine rasgou uma parte do vestido da loira e vislumbrou uma parte dos seios brancos.

-- Acho que depois que esta guerra terminar... – Ela tocava a perna de Louise, subindo até chegar o meio dela. – Farei de você minha pequena escrava!

De repente o rosto de Nadine ganha uma forma demoníaca, mais abissal, assustando Louise.

-- Me dê um beijo!

Lulu gritou e no momento que se preparava para atacar, Nadine sufocou-se e largou Louise no chão. A vampirinha viu que era Gerd, usando uma chave de pescoço contra a robusta mulher e depois arremessando-a para longe.

-- VOCÊ NÃO DEVIA ESTAR AQUI! – Ele gritou, ajudando Louise se levantar.

-- Me deixa! – Negando ajuda do ex-marido. – Eu não preciso de você.

-- E eu preciso de você. Volte para o castelo e fique com Alice. – Pediu Gerd, ofegante. – Por favor, Louise. Eu te imploro.

A menina não se deteve.

-- Não vou fugir de uma luta!

Lulu caminhava em direção a Nadine, para encerrar a luta quando ouviu Gerd ainda dizendo.

-- Não faça isso por mim, pense em seu menino. – O vampiro caçador ainda argumentava. -- Podemos não estar nos amando mais, mas perder você seria doloroso pra mim e pra Alice.

Lulu parou o passo e refletiu brevemente. Seu coração doía ao pensar em Gerd e em Alice. Eles ainda se importavam com a vampirinha apesar de tudo. Mas ela não quis saber.

-- Eu li sua mente e da Alice. Eu sei disso.  Mas não me importo com nenhum de vocês. Se eu morrer, Freddie estará em boas mãos com Ana ou com Davy. Se eu morrer, pra mim não fará diferença.  Eu quero vencer!

Resignado, ele ainda disse:

-- Faça como queira, mas tenha cuidado, ursinha.

Ele mal terminou de falar e Gerd sofreu um ataque surpresa. O lobo argentino Ezequiel Lavezzi mordia o braço do vampiro e este tentava se desvencilhar. Lulu o ajudou, chutando o lobo longe. Ele se recompôs e correu em direção a vampira. Lulu agarrou o lobo forte e o estrangulou, matando-o em segundos.

Ali mesmo o alemão e a jovem galesa se olharam. Aquele olhar brilhante não mudou nada. O coração de Louise batia e ela não sabia o que estava sentindo.

-- Eu fiz isso por Alice. – Mentiu Lulu, corada. – Vocês devem ficar juntos. Sou eu que não quer te ver morto, Gerd. Pelo menos não ainda.  Mas se for por Alice e sua filha, deve viver.

Trocaram outra vez aquele olhar enigmático. Por mais que Lulu negasse, ela ainda tinha desejos pelo ex-marido. E o mesmo correspondia, com mais intensidade. Gerd tocou a mão de Louise e sentiu o sangue esquentar. Ela ainda o fascinava. Ele a puxou para perto dele e a beijou forte, porém durou cinco segundos.

Neste momento, a giganta alemã, Nadine, arremessa uma rocha contra o casal. Os dois se desviaram.

-- Eu sempre soube que vocês ainda se amam, apesar de separados. – Ela sacou seu chicote, desta vez, vermelho e cheio de espinhos. – Assim vai ser melhor. Matarei o casal Müller numa cajadada só.

Louise olhou para Gerd.

-- Divididos, cairemos. – Disse Lulu, triste.

-- Unidos... – Gerd continuou a falar, agora segurando a mão de Louise. – Venceremos!

Nadine percebeu o que planejavam. Louise novamente partiu com tudo pra cima da vampira, socando e chutando. Nadine se desviava dos ataques da menor e ao mesmo tempo golpeava com dificuldade o ex-marido de Louise. Usou o chicote, mas Gerd foi mais forte e arrancou a arma, jogando fora. O casal aplica mais golpes na vampira, enfraquecendo-a. Nadine poderia muito bem ter sido derrotada se não fosse à aparição de Cristiano Ronaldo, atacando de surpresa os Müllers.

-- Obrigada, “portuga”. – Agradeceu Nadine, olhando para o casal caído.

Louise praticamente estava fraca com o ataque e Gerd inconsciente.

-- De nada, minha querida. – Beijando a mão de Nadine, fascinado pela mulher. – Vamos levá-los para o conde Benítez.

Nadine e Cristiano acorrentaram os Müllers e os levaram para o centro da ilha, onde estavam todos os lobos da alcateia de Bobby Moore rendidos e os vampiros e aliados do conde Beckenbauer, derrotados. O conde alemão estava com as roupas rasgadas e cheio de hematomas. Moore e seus lobos também. Davy Jones e Dianna muito piores. Além de machucados, tinham grilhões no pescoço e nos pulsos.

-- Dianna! – Berrou Louise. – Dianna!

-- Louise! – Dianna tentou correr para acudir à amadinha, contudo, foi puxada a força por um dos Hermints, Karl Green.

-- Nunca mais irá ficar com sua vampirinha. – Xingava Karl. – E nem com a loba amiga!

Green apontou para o casal Dolenz, também com grilhões no pescoço como cães. Keith Hopwood chutava Micky e Barry Whitwan socava Emma. Mike Nesmith e George Best tiveram o mesmo destino nas mãos dos ressuscitados irmãos Toni e Felix Kroos.

-- Estão todos aqui? – Perguntou Benítez.

-- Falta o Casillas. – Respondeu o vampiro louco Gaudino, colocando a corda no pescoço de Sepp Maier, a pedido de Luka Modric.

O vampiro espanhol estava com a aparência suja de pólvora e trazia seus inimigos algemados, Peter Tork e Johan Cruyff. O plano não havia dado certo.

-- Por onde vamos começar? Ah sim, eu lembrei. Caíram na minha armadilha!

Os oponentes riram feito hienas. Verratti trouxe Renée, sendo segurada juntamente com Holly Grey por uma armadura inanimada. Até mesmo Paul Breitner estava rendido por um dos vampiros e ferido.

-- Eu li sua mente, conde Franz. E vou lhe responder sua pergunta. Estávamos a par de tudo que vocês planejaram. Vigiamos cada passo seu e ação.

Franz chocou-se. Benítez pensou em tudo.

-- Sabia que você mandaria seu espião para nos observar e depois reportar tudo a nosso respeito. Mas não é culpa de Oliver não. Ele fez seu trabalho, obedecendo a seu mestre. Apenas não fizemos nada e permitimos tudo. E depois armamos esta cilada.  E agora... – O conde retirou a espada da bainha e apontou para a cabeça de Franz. – Chegou seu fim. Mas antes, me responda. Onde está Felicity?

-- Eu não sei. – Mentiu o alemão, sangrando. – E mesmo se soubesse não direi nada.

-- Que pena! Então é um adeus!

Rafael ergueu a espada no alto para golpear quando ouviu um grito estridente.

-- NÃO!

Todos se assustaram e olharam ao redor. Cavani, o uruguaio, que segurava Holly por um feitiço, avistou a sombra que se aproximava. De uma mulher alta, usando capuz negro.

-- QUEM É VOCÊ? – Gritou o líder espanhol.

A pessoa tirou o capuz, revelando ser Felicity McGold, a verdadeira profetisa.

Os amigos de Felicity se chocaram. Os inimigos abriram um enorme sorriso de vitória.

-- Felicity. Desta vez a verdadeira. – Se aproximou o conde, beijando a mão dela e recebendo um tapa na cara. – E muito determinada.

-- Eu me rendo a você, conde Benítez! – Disse Fefe, se ajoelhando perante o vampiro. – Entrego meu dom, contanto que liberte meus amigos.

Todos riram do pedido dela. Mas Benítez leu a mente dela. Sim, Fefe fala a verdade.

-- QUIETOS! – Ordenou o conde. – Madame, embora esteja se entregando de livre e espontânea vontade, ainda não confio totalmente em você. Preciso de uma prova cabal sua. E eu sei como fazer.

O próximo passo foi que Thiago agarrou Fefe, rasgando o vestido nas costas da profetisa. Rafael pegou do bolso um tipo de carimbo com as iniciais R e B. Colocou perto da fogueira e depois se aproximando da mulher, encostou-se à pele dela, marcando o corpo com as iniciais. Felicity gemeu mas evitou de gritar ou até mesmo de chorar.

-- Pode chorar, minha criança! – Puxando a mulher pelos cabelos e encarando as orbes castanhas dela. – Eu quero te ouvir gritar também.

Fefe não obedeceu e agüentou a dor. Nora chorava pelo sofrimento que sua amiga e amada está passando. E sem falar que fora ela a causa de estarem separadas, por um erro seu.

-- Gareth, traga a Caixa de Pandora. – Ordenou o conde.

O vampiro galês trazia uma pequena caixa com uma caveira de fechadura. Esta é a Caixa de Pandora, que segundo Benítez, ao abrir irá retirar o poder de Felicity em definitivo.

-- Mas antes que possa abrir... --- Ele abriu mais o vestido dela, mais propensamente deixando o pescoço alvo a descoberto. – Casillas irá sugar seu sangue.

O espanhol de olhos vermelhos observou Felicity cuidadosamente e imediatamente mostrou as presas para ela.

-- Quando tudo isso acabar... – Dizia Felicity, com os olhos marejados. – Vai cumprir a promessa?

Todos se entreolharam e sorriam.

-- É claro que vou cumprir. – Respondeu, em tom disfarçado. – Sou um conde de palavra.

Louise leu a mente dele e berrou.

-- ELE MENTE, FELICITY! BENÍTEZ NÃO VAI CUMPRIR NADA. ELE VAI RETIRAR SEU DOM E DEPOIS NOS MATAR! NÃO ACREDITE NELE!

Nadine amordaçou Louise e para garantir não ouvir Gerd, fez o mesmo. Gerd grunhia de raiva e olhava para Louise. Ambos estavam enfurecidos, loucos para se libertarem e acabar com seus inimigos, sobretudo com Nadine e Cristiano.

Peter queria gritar mas o medo impediu. Micky se sentiu impotente ali a medida que Casillas se aproximava da profetisa.

-- Felicity... – Nora praticamente murmurava devido à falta de voz e as lágrimas lhe impedindo. – Me perdoa, meu amor. Eu não tive intenção de magoá-la. Sou a culpada por traí-la. Minha alma gêmea.

Apesar dos lamentos, não adiantava. O fim era iminente. Casillas agarrou Felicity e focou-se na jugular.

-- Não se preocupe, señorita. A dor é inicial. Na verdade, vai até gostar.

Os caninos dele quase tocaram o pescoço da mulher quando de repente algo aconteceu. Benítez ouviu um gemido de Casillas e ao olhar pra ele, notou tarde demais o sangue escorrendo no corpo dele, na boca aberta e principalmente o punhal de prata cravado no coração. Fefe havia se desvencilhado de Thiago e aplicou o golpe fatal no vampiro, atingindo em cheio seu coração.

-- Isto é pelo Manuel! – Berrou Felicity, furiosa. – Meu marido! E neste momento seu corpo vai inflar de ar como um saco e explodir. Que suas vísceras se espalhem contra seus aliados e virem ácido atingindo suas peles.

Ali mesmo Casillas vomitou sangue e pediu ajuda, mas ninguém o acudiu. Pelo contrário. Todos temeram ali e se horrorizaram ao ver o corpo dele ganhando uma forma esférica.

-- Casillas! – Gritou Rafael.

-- Señor....Eu...

Mal terminou de falar e seu corpo explodiu em mil pedaços, atingindo apenas o bando de Benítez. Antes disso acontecer, Nora se livrou de seu algoz e ficou na frente de Felicity, criando uma barreira de proteção para a amiga, os lobos e vampiros de Bobby e Franz.

-- Nora... – Fefe notou tarde que a bruxa estava fraca porém resistia bravamente.

Enquanto todos sofriam com acidez em seus corpos, libertando assim os reféns, Benítez se recupera.

-- PAGARÁ MUITO CARO POR ISSO, PROFETISA!

-- Não! – Disse Fefe, segurando Nora em seus braços. – É Você quem vai pagar pelo seu erro!

Depois disso ouviu-se um grande uivo e surgia ali na Ilha mais lobos ao redor. Um deles, um tipo gigante de olhos azuis ficou na frente das garotas.

-- É com você, Gianluigi!

Era a hora de recomeçar a luta e desta vez com ambos os lados equilibrados.



Continua...