sábado, 29 de novembro de 2014

Holiday Romance (16º Capítulo)

Olá pessoal!
Mais um capítulo de Holiday Romance saindo do forno e Maris Campos é quem escreve. No capítulo dela teremos um pequeno salto de algumas semanas depois dos Monkees terem sabotado o encontro das garotas com a turma do Bayern de Munique e a fundação do clube de teatro. Boa leitura!



Capítulo 16: Palco de Emoções


Evanna’s POV

       Eu estava atrasada para o encontro do clube de leitura. Naquela tarde, iríamos falar sobre As Brumas de Avalon.  Corria feito maluca, e recebi uma mensagem de Mary Anne no Whats:

“Cadê você, Evie? Só falta você.”
“Eu me atrasei um pouco na biblioteca. Estou chegando.”

          Estava tão apressada que trombei com um cara alto, de cabelos cacheados, que eu não sabia definir se eram ruivos ou loiros. Ele lembrava um pouquinho o veterano de sociologia Bob Dylan, devido ao tipo de judeu.

- Mil perdões. – pedi.
- Não tem problema. – respondeu ele. – Ei, você não é Evanna Davies, aluna de jornalismo, que estava recepcionando os convidados na festa de Halloween, vestida como o Dr. Watson?
- Sim, sou eu.  E você, quem é?
- Meu nome é Art Garfunkel. Estou no curso de filosofia. Fui à festa com uma fantasia de Carlitos, mas cheguei bem tarde.
- Acho que me lembro de você... Bem, me desculpe, Art, mas preciso correr. Estou atrasada para o encontro do clube de leitura.
- Vá lá. Mas antes espere só um pouquinho. – ele abriu sua pasta, tirou de lá um caderninho e uma caneta, escreveu algo, destacou a folha e me entregou.  – Me adicione no WhatsApp, sim?
- Ok...

                Achei aquilo um pouquinho precipitado. Mal trocamos algumas palavras e o cara já quer que eu o adicione no WhatsApp? Mesmo assim, resolvi que o adicionaria quando já estivesse em meu alojamento, com calma.
               Entrei na sala de aula onde o clube se reunia. Pete, Mary Anne, Felicity... Todos estavam a minha espera.

- Que demora, priminha.  – disse a insuportável da Jenna. Eu tento não guardar mágoas em relação a ninguém, mas ela testa minha paciência desde que éramos pequenas.
- Eu estava na biblioteca, Jenna. – sentei em minha cadeira, ao lado de Pete,  e dei o assunto por encerrado.

                   Enquanto conversávamos sobre as Brumas, notei que Felicity parecia triste por algum motivo.  Eu soube que ela havia terminado com Eric Burdon na noite de Halloween. Entretanto, já fazia alguns meses que isso havia acontecido. Ela ainda não devia ter superado...
                    A reunião foi divertida, e nem vi o tempo passar.  Logo que demos a reunião por encerrada, Jenna saiu. Pete e Felicity começaram a trocar ideias sobre Game Of Thrones, e eu me senti um pouco perdida, pois não entendo nada da série. Bem que eu gostaria de vê-la, além de ler As Crônicas de Gelo e Fogo, porém, estou sempre ocupada.
                  Então, fui falar com Mary Anne. Contei a ela sobre Art, e ela me disse:

- Evie, acho que ele não sabe que você tem namorado...  Creio que, se soubesse, ele não seria tão saidinho.
- Vou pelo menos tentar fazer amizade com ele. Ele parece ser legal.
- Não custa nada. – disse Mary Anne.

              Pete nos acompanhou até nosso alojamento.  Mary Anne foi ao seu quarto para ver Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras.  Entrei no meu, me joguei na cama e adicionei o número de Art Garfunkel.  Esperei que o Whats atualizasse, e logo sua foto apareceu nos meus contatos.  Mandei uma mensagem:

“Oi?”
“Olá”, a resposta não demorou a chegar. “Desculpe-me ser intrometido, mas... Aquele narigudo que estava vestido de cavaleiro medieval na festa de Halloween é seu namorado?”
“É sim, por quê?”
“Só curiosidade.”

               Fiquei um pouquinho desconfiada.  Fui até o quarto de Mary Anne e li a conversa para ela.

-Eu sabia! Ele está interessado em você. – disse Mary Anne.
- É o que parece... E essa conversa com o George Harrison aí? – vi que seu WhatsApp estava aberto na conversa com o guitarrista dos Beatles.
- É só uma conversa entre amigos, Evie. Nada de mais.
- Vou contar para o Roger. – eu disse, rindo.
- Evie! Pela última vez: o George não está a fim de mim.
- Sei, sei.

                                                          * * *

Emily’s POV


      - Elinor! Elinor! Faz mais de vinte minutos que você está aí no banheiro! – gritei para a minha prima.

              Vi a maçaneta  girar.

- Desculpa, Emily. – Elinor estava impecavelmente arrumada. Nem parecia a mesma pessoa.
- Aonde você vai assim, Elinor? – perguntei.
- Bom... Lembra-se do Robert Plant? O cara vestido de Lestat na festa de Halloween?
- Lembro sim...  Vocês trocaram uns beijos.
- Sim... – minha prima sorriu. – E hoje vamos sair para jantar.
- Boa sorte. – eu sorri para ela, quando ouvimos a porta abrir. Quem entrou foi minha outra prima, Fanny, e ela disse a Elinor:
- Mana, o seu pretendente está à sua espera.
- É a minha deixa. – disse Elinor. – Até mais tarde, meninas.
- Até.  – dissemos Fanny e eu.

            Notei que Fanny carregava um embrulho debaixo do braço.

- O que é isso, Fanny? – perguntei.
- Ah, é um presente que eu ganhei do Bob. – ela disse.

               Ela tirou do saco de presente uma pelúcia. Era o Baby Groot, de Guardiões da Galáxia. Minha prima mais nova e suas nerdices.

- Que fofinho.  – eu disse.
- Bob sabia o quanto eu queria essa pelúcia. Achei muito fofo da parte dele comprá-la para mim.
                Fanny levou o Baby Groot para seu quarto, o maior santuário nerd da face da Terra. Eu não estou exagerando. Minha prima decorou todo o quarto com artigos de Star Wars, Star Trek, HQs e filmes da Marvel e da D.C.,  Senhor dos Anéis  e O Hobbit.  Ela colocou o Baby Groot em sua cama, ao lado de um Mestre Yoda e um Bilbo Bolseiro, que também eram de pelúcia.

- Foi fofo mesmo, Fanny. – eu disse. – Prima, você já pensou em ser mais do que apenas a melhor amiga dele?
- Como assim, Emily?
- Fanny, você sabe o que quero dizer.
-Ok.... Emily, ele é meu Star Lord! Meu Spock, meu Han Solo.  Você precisa que eu diga algo mais?
- Não. – eu sorri. – Bem, eu acho que vocês dois não vão demorar a se acertar.
- Eu espero.  Você sabe que Bob é meio complicado para demonstrar sentimento.
- Mas ele gosta muito de você. Isso é visível.
- É, isso não posso negar.  Você já soube da novidade? Louise McGold, Odile Greyhound e os Monkees estão criando um grupo de teatro!
- Sério? Que legal! Eu não sabia que os Monkees atuavam...
- Pois é, nem eu. Mas me disseram que eles são bons nisso.

 Suzan’s POV

          Naquela manhã, eu havia acordado decidida a recomeçar do zero. Esquecer Micky definitivamente. Ele era legal, mas não havia química entre nós. Era fácil perceber que ele e Emma combinavam mais entre si.
            E, além disso... Havia Peter. Ele havia sido tão bonzinho comigo na festa de Halloween! Consolou-me e fez-me companhia durante toda a noite. E era tão fofo... Eu poderia estar apaixonada por ele?  Talvez.
            Saí para fazer uma caminhada e arejar a mente. E quem eu encontrei? Sim, Peter.

- Oi, Suzy. – ele sorriu para mim.
- Oi, Peter. – devolvi o sorriso.
- Hã, Suzy, eu estava pensando...
- O quê, Peter?
- Hã... Você... Gostaria de ir ver a primeira reunião do grupo de teatro? Quem sabe você até se interessa em se juntar a nós? Sua amiga Jane Berkley também está no grupo.
- Eu adoraria, Peter! Quando vai ser?
- Hoje, às catorze horas.
- Eu estarei lá. – dei um beijinho nele.
- Encontre a gente no auditório, ok?
- Ok.

            Fui para lá no horário combinado.  Estavam lá Lulu, Odile, Jane, Peter, Davy, Dianna, Mike, Alice, ...  E Micky e Emma.  Eu já não estava com raiva dos dois. Cumprimentei-os educadamente, e ambos devolveram a saudação da mesma maneira.  Peter me disse:
- Sente-se numa das cadeiras da plateia, Sue.

                Fiz como ele disse, e todos os outros também se sentaram, com exceção de Louise. Peter sentou-se ao meu lado, e confesso que num primeiro momento fiquei vermelha. Lulu, de cima do palco, disse:

- Primeiramente, obrigada a todos por comparecerem a essa reunião. Bem, pessoal, faz algum tempo que Odile e eu temos esse desejo de montar um clube de teatro aqui na Universidade de Londres, e a oportunidade surgiu quando conversávamos com os Monkees alguns dias atrás.  – naquele momento, supus que Lulu e Odile haviam perdoado os Monkees por terem estragado seu encontro com os intercambistas alemães, pois os meninos pensavam que eles eram membros da seleção alemã de futebol. Mas, para falar a verdade, ninguém sabia muita coisa sobre eles.   - Nós já decidimos qual será nossa primeira peça. Será uma encenação do musical Grease!
- Eu adoro esse filme! – exclamou Jane.
- Então acho que vai adorar trabalhar nessa peça, Jane! Bem, será que já podemos definir o elenco?

                  Todos concordaram. A prima de Felicity disse, então:

- Para começar, a nossa estrela! Das meninas aqui presentes, quem não pretende atuar?

                      Dianna e eu erguemos a mão.

- Ok, Dianna e Suzan, vocês podem ajudar nos bastidores, se quiserem. Sobramos Odile, Emma, Jane, Alice e eu.  Pessoal, das meninas que vão atuar, quem vocês consideram a mais indicada para o papel de Sandy?
- Odile! – todos exclamaram ao mesmo tempo.
- Puxa... Fico até sem graça. – Odile deu um pequeno sorriso.
- Admita, Odile, você gostou disso. – Louise riu. – Certo, temos Sandy. E quanto a Danny?

                          Todos os olhares se voltaram para Davy. Ele ficou um pouquinho envergonhado.

- Hum... – ele se mexeu em sua cadeira. – Eu acho que não sou o mais adequado para o papel.
- Sem essa, Cuddly Toy. – disse Dianna.-  É lógico que é você quem deve interpretar Danny. Dos meninos, você é quem tem mais jeito de galã. E não digo isso só porque você é meu namorado.
- Não, não é lógico, srta. Spock. – disse ele, em referência à camiseta de Dianna, que imitava um uniforme azul de Star Trek, como o usado por Spock.
- Davy, confesse que não quer fazer o papel porque tem medo de que Dianna reprove. – disse Mike.
- Hã... Está bem, confesso. É por isso mesmo.
- Relaxe, amor. – disse Dianna, pegando a mão dele. – Eu apoio que você faça o papel.
- Obrigado, Di.
- Temos o casal principal! – Louise estava exultante. – Precisamos agora de nossos T-Birds e nossas Pink Ladies! Vamos ver... Mike, o que acha de ser o Kenickie?
- Eu topo. – disse ele.
- Se Mike será Kenickie, eu serei Rizzo! – exclamou Alice.
- Não há como Rizzo ser outra.  Bem, já que Odile será Sandy, nada mais justo do que eu fazer o papel de Frenchy.
- Só acho que Micky deve interpretar Sonny.  Só acho. – disse Peter.
- Eu concordo! – disseram Mike e Davy juntos.
- Concordam com isso, meninas? – perguntou Louise.

                   Todas estavam de pleno acordo. Sonny exigia um ator com senso de humor e meio maluquinho, e meu ex era exatamente assim.  Como só havia quatro Monkees, e os T-Birds eram cinco, decidiram esquecer Putzie e Peter assumiu o papel de Doody.  Jane foi escolhida para o papel da atrapalhada Jan. Por fim, Emma foi escalada para ser Marty, a Pink Lady com quem Sonny fazia de tudo para sair. Devo dizer que não me incomodei nem um pouquinho com isso.
                E Dianna parecia não estar nem aí para o fato de que Davy iria fazer papel romântico com a Odile. A estudante trekker de história não tinha motivos para isso. Davy só tem olhos para ela.  Louise disse:

- Por hoje é só. Começamos os ensaios na quinta-feira. Obrigada mais uma vez.

                 Eu estava pronta para sair, quando Peter perguntou:

- Sue, posso acompanhá-la até seu alojamento?
- Claro, Peter. – eu sorri para ele. Era oficial: eu estava apaixonada pelo mais atrapalhado dos Monkees.


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