7 – Cinema
Outro
dia como qualquer um. Seu primeiro emprego no cinema perto da Universidade de
Cambridge. Não era exatamente o trabalho dos sonhos, mas compensava por
experiência e o dinheiro para sair com suas amigas e as compras como toda
consumista viciada em roupas, calçados e bolsas.
Nora
fazia quase tudo: era bilheteria, vendedora de pipoca, limpava a sala e lanterninha
por algumas vezes. E hoje era dia de vigiar quem desrespeitasse dentro da sala.
De olho na sala pela lateral das cadeiras, de vez em quando lançava para a tela.
Tão fantástico o jogo de cores, cenas, momentos, diálogos... Ela se imaginou
criando isso. Ou melhor, reproduzindo cada coisa escrita no roteiro, criando cenários
fantásticos e ser reconhecida por isso.
E
a espera acabou. Se naquele ano de 1963, como lanterninha, usou sua imaginação e
desejou ser diretora de cinema. Agora, 20 anos depois, subindo ao tablado
coberto com tapete vermelho e diante de milhares de pessoas, em sua maioria
atores, atrizes, equipe de filmagem e cenário e grandes diretores, para receber
o prêmio máximo de seu trabalho feito. De jornalista formada para cineasta
ganhadora do Oscar de Melhor Diretora.

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