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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ensaio sobre a visão do mundo (2º Capítulo)

Olá pessoal!
Tenham uma boa noite e fiquem com (demorado) segundo capítulo de Ensaio...

Capítulo 2: Um milhão de estrelas

Felicity tossia demais e vomitava sangue. Depois tomava seus remédios, os analgésicos suavizavam sua dor e sensação ruim. Tomou banho, se vestiu, comeu pouco seu café da manhã e seguiu para faculdade mas antes passou na casa de Nora.

-- Desculpa... – ela ajeitava os óculos quebrados. – Quebrei de novo.

-- Não tem problema. Seu pai vai comprar hoje outro modelo?

-- Sim.

-- Certo, então vamos.

Elas seguiram para faculdade. Nora não deixou de notar uma mancha de sangue muito discreta na blusa de Fefe.  Ela fechou o casaco.

-- Mordi a língua. – disse Fefe, mentindo.

Nora não disse mais nada.



-----*-----*------*-----


Louise outra vez consultou com seu médico, desta vez usando o monóculo.

-- Sentiu alguma diferença? – perguntou o médico, examinado o globo ocular bom de Louise.

-- A visão melhorou. – respondeu a jovem. – Mas não posso usar colírio em vez do monóculo? Vai ter momentos que... terei de tirar, sabe?

-- Sim. – confirmou o oftalmologista, neste momento receitando o remédio. – É bom que use colírio. Assim mantém seu olho bem limpo e evita de piorar. Mas se o monóculo estiver atrapalhando, posso recomendar que use óculos.

Louise não gostou dessa possibilidade e exibiu um sorriso grande.

-- Quer saber? Eu vou continuar com o monóculo.

-- Se você deseja isso, quem sou eu pra discordar?

-- O Starlord! – respondeu a menina, rindo. – Desculpe. Você é meu oftalmologista.

Ela se levantou, colocou o tapa olho no olho ruim e o monóculo no bom e pegou sua mochila.

-- Eu vou indo pra faculdade porque hoje é dia de seminário de arte. Até a próxima, doutor Müller!

-- Até a próxima, Gamora!

Louise se virou e riu de novo antes de fechar a porta. Uma hora depois Gerd fechou sua sala e caminhou rumo ao estacionamento quando alguém de cadeira de rodas quase o atropelou, se não fosse a outra pessoa parar.

-- Ah, me desculpe, Dr. Müller. – a mulher era Lily Stone.

-- Ele não saiu da minha frente. – reclamou Alice, brava. – A preferência é sempre do deficiente.

-- Alice! – repreendeu a mãe. – Isso é indelicado. Peça desculpas.

-- Tudo bem, senhora. – Gerd saiu do caminho das duas. – Eu sou mesmo culpado. Podem passar.

Elas seguiram seu caminho e o médico embarcou em seu carro, um pouco chocado com a atitude da moça...



----*-----*------*-----


Let me take you down
'Cause I'm going to strawberry fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry fields forever

Marianne Jones ouviu a voz de Rosie mesclando com a dos vocalistas. Era óbvio que a sua nova amiga goste de Beatles, portanto, não se importava quando ela colocava pra tocar no celular.
-- Você tem uma linda voz, Rosie. – elogiou a menina, segurando Allen, seu cão guia. – Você devia ser cantora. Eu compraria seu CD.

Rosie sorriu e corou o rosto.

-- Que é isso, Marianne? Você é muito gentil. – suspirou. – Meu antigo namorado dizia isso. E cantava mais.

-- Entendi. E ele tocava algum instrumento?

-- Guitarra e escrevia muitas canções.

-- Deviam ser canções muito belas.

-- Uma delas é essa aqui...

Ela pegou o violão no sofá e começou a dedilhar a música.

I once had a girl
Or should I say
She once had me
She showed me her room
Isn't it good?
Norwegian wood
She asked me to stay and she told me to sit anywhere
So I looked around and I noticed there wasn't a chair
I sat on a rug
Biding my time
Drinking her wine
We talked until two
And then she said
It's time for bed
Marianne reconheceu a música e se impressionou como Rosie conseguia cantar tão bem, mesmo que o timbre demonstrava uma leve tristeza. O que tenha acontecido com sua amiga, foi realmente grave a ponto de provocar isso.


She told me she worked in the morning and started to laugh
I told her I didn't and crawled off to sleep in the bath
And when I awoke
I was alone
This bird has flown
So I lit a fire
Isn't it good?
Norwegian wood

Terminando a música, deixou o violão em seu ponto inicial. Suspirou mais uma vez pra evitar chorar e ser ouvida por Marianne. Contudo, Rosie subestimou a presença de Edmund, que ouviu tudo atentamente e viu as lágrimas da ruiva brotarem dos olhos cor de esmeralda.

-- Por que está chorando, Rosie? – perguntou Ed, com seu inconfundível óculos escuros.

-- Eu... eu... – deixando mais lágrimas caírem. – Perdi meu namorado. Ele morreu faz dois anos.

Edmund segurou a mão dela e a abraçou calorosamente.

-- Eu sinto muito por sua perda.

-- Me desculpem... – tentando parar de chorar. – Não devia chorar na frente de vocês.

Marianne ouviu tudo e penalizou-se. Agora compreendeu a tristeza de sua amada e guiada por Allen, consolou também a ruiva.

-- Não tem problema em chorar na nossa frente.

-- Eu não falava disso faz dois anos, quando ele morreu. – respondeu Rosie, firme na voz. – Procuro preservar a memória dele ouvindo suas músicas.

-- Quando perdemos nossa família, não conseguimos falar por um tempo, mas agora lidamos bem. Você precisa desabafar.

-- E sempre vamos te ouvir. – completou Edmund. – Quer ir comer algo conosco? Tem um restaurante de Londres muito bom, principalmente pra Marianne, que é vegetariana.

-- Vem com a gente, Rosie.

Rosie aceitou e mais uma vez sentiu-se bem com os irmãos Jones.

-- Olha, sexta-feira que vem terá um baile na Universidade de Londres. Temática anos 50, os tempos da rockabilly. Vocês querem ir comigo?

-- SIM! – exclamaram os dois juntos.

-- Certo. Pego vocês às sete da noite semana que vem.

-- Mal posso esperar. – Marianne mostrou-se mais animada. – Há tempos que não danço. Você me ajuda escolher um vestido?

-- Claro. – concordou Rosie, mais animada.

-- Aposto que já comprou o seu.

-- Eu fiz meu vestido. – contou a ruiva. – Gosto dos anos 50 e minha mãe me ajudou.

Edmund acompanhou as duas nas lojas de roupas e ao mesmo tempo avaliava quais vestidos Marianne devia levar, acompanhado de sapatos e outros adereços dos anos 50. Terminaram enfim e foram ao restaurante almoçar todos juntos.


*------*------*------*


Nora saía da consulta e se juntou as suas amigas.

-- O que houve? – perguntou para Marie, Odile e Ana.

-- A Fefe anda estranha. – comentou Marie.

-- E ela só diz que está tudo bem. – disse Ana. – Eu sinto que ela não está bem mas não quer nos contar.

-- E agora onde ela está?

-- Na sala de música com a banda.

A escocesa seguiu para onde Felicity ensaiava com a English Band. Não notou nada de anormal, exceto a mancha discreta na blusa. Ela pensou em se retirar quando viu o inacreditável. Durante a música Ring of Fire, Felicity cantava até lhe atacar uma crise de tosse horrível, que a fez cuspir sangue em demasia e apagar literalmente.

Como um milhão de estrelas...

Fefe acordou no hospital, com a roupa ensangüentada e seus amigos a esperando. Nora foi a primeira a entrar.

-- Ainda bem que acordou. – comentou, mais feliz e massageando a cabeça por conta da dor. – O que você tem, Fefe?

-- Foi só uma tosse. – disse, contendo a vontade de tossir.

-- Mas desse jeito? Colocando sangue pra fora?

-- Acontece de vez em quando. – mentiu.

-- Fefe!

-- CHEGA, NORA! – berrou a maior, irritada. – JÁ DISSE QUE NÃO TENHO NADA! AGORA VAI EMBORA!

Antes que pudesse ser dito mais, a enfermeira surgiu.

-- Srta. McGold, o doutor Anderson vai lhe atender.

Ela se sentou na cadeira de rodas e foi conduzida rumo à sala do médico.



Continua...

domingo, 10 de janeiro de 2016

Yellow (Songfic - Novos Ships Grindhouse)

Olá pessoal!
Tenham uma boa tarde e fiquem com uma songfic pra animar um pouco o domingo. Eu dedico para minha amiga Mariana "Greyjoy" Pereira. Aqui começa a segunda fase da Grind chamada Novos Ships. Boa leitura!


Yellow__ Maya Amamiya


Mais uma partida do campeonato e Marco Reus, aparentando estar muito bem preparado para o jogo decisivo, não se encontrava bem. Ao entrar em campo, viu o estádio Signal Iduna Park completamente cheio. Seus torcedores transmitindo aquele apoio. Mesmo estando em segundo lugar naquela temporada e com pontos longe do principal rival e carrasco, Bayern de Munique, o time está mais do que determinado em garantir ao menos o segundo lugar e a vaga para a Champions League. Ele também olhou para o céu. Noite de estrelas. Lembravam ela.

Look at the stars
Look how they shine for you
And everything you do
Yeah, they were all yellow
I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called Yellow
So then I took my turn
Oh, what a thing to've done
And it was all yellow

(Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E para tudo o que você faz
Sim, elas eram todas amarelas
Eu vim de longe
Eu escrevi uma canção para você
E todas as coisas que você faz
E foi chamada de Amarelo
Então eu esperei minha vez
Oh, que coisa para se fazer
E era tudo amarelo)


Amarelo. A camisa é amarela. Quando ela o viu pela primeira vez nunca viu uma pessoa naquela cor tão improvável, tão pouco conhecida. E Marianne Jones soube ali que até mesmo uma coloração como aquela tem seu valor. E seu encanto. E ali mesmo, no quarto do hotel e sozinha, ela chorava de saudade de seu amado jogador amarelo e tatuado.  Depois de mais alguns minutos ela decidiu.


Your skin
Oh, yeah, your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know
You know I love you so?
You know I love you so?

(Sua pele
Oh, sim, sua pele e ossos
Transformaram-se em algo bonito
Você sabe
Você sabe que eu te amo tanto?
Você sabe que eu te amo tanto?)

Os torcedores vibravam a cada nova jogada, a cada chute, cada momento de emoção. Marco não conseguia entender. Parecia que nada estava dando certo. Temeu por outra lesão. O que não ocorreu. Quando o primeiro tempo terminou, tomou água e conversou com alguns dos seus colegas de time.

-- O que está acontecendo, Marco? – Perguntou o goleiro Roman Weidenfeller, enquanto bebia mais um pouco de água.

-- Nada. – Marco não queria conversa com ninguém. Mas não foi o bastante para evitar até mesmo a palavra do técnico Thomas Tuchel.

-- Marco, está tudo bem?

-- Sim. – Respondeu o jogador, mal encarando o treinador. – Eu... Quer dizer...

Tuchel sabia bem o que ele tem. Bateu no ombro do jogador e continuou a falar.

-- Ainda é aquela menina?


I swam across
I jumped across for you
Oh, what a thing to do
'Cos you were all yellow
I drew a line
I drew a line for you
Oh, what a thing to do
And it was all yellow
(Eu atravessei o oceano
Eu superei barreiras por você
Oh, que coisa a se fazer
Porque você estava toda amarela
Eu tracei uma linha
Eu tracei a linha por você
Oh, que coisa a se fazer
E ela era toda amarela)

-- Marianne ainda se faz presente pra mim... Eu não devia ter brigado com ela daquele jeito. Mas... tenho medo da distância nos separar.

-- Na vida há muitas dúvidas, brigas, escolhas e sacrifícios a serem feitos. – Dizia Tuchel, enquanto vasculhava as próximas estratégias do jogo. – Por que não torna esse último jogo da temporada como algo inesquecível.

-- Quer dizer, jogar pela Marianne?

O técnico não disse nada, apenas sorriu e voltou sua atenção para seus jogadores.

And your skin
Oh, yeah, your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know
For you I'd bleed myself dry?
For you I'd bleed myself dry?
(Sua pele
Oh, sim, sua pele e ossos
Transformaram-se em algo bonito
Você sabe
Por você eu sangraria?
Por você eu sangraria?)


E novamente ele entrou em campo, mais motivado. Ele não só queria jogar, mas também depois de terminar a partida procurar Marianne e se acertar com ela. Foi aí que antes da bola rolar em cada jogador, ele avistou a amada na arquibancada. E ela olhava para ele, usando um casaco preto e o cachecol amarelo com o símbolo do time. Era mais do que suficiente para Marco. Nem deu cinco minutos de jogo e conseguiu marcar seu primeiro gol, abrindo de vez o placar.

It's true
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine for
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine
(É verdade
Olhe como elas brilham para você
Olhe como elas brilham para você
Olhe como elas brilham para
Olhe como elas brilham por você
Olhe como elas brilham por você
Olhe como elas brilham)

O jogo terminou com a vitória de 2 x 1. De fato não foi fácil para o Borussia Dortmund vencer o Schalke 04. Após o jogo, Marco se encontrou com Marianne na saída do estádio.

-- Antes que você fale algo, eu quero pedir perdão por tudo que disse. Eu não quis te ofender. Apenas fiquei com medo de te perder. Sei que sua vida é na Inglaterra, mas seria pedir demais se... --- Ele tirou do bolso do casaco esportivo uma caixinha vermelha e abriu para Marianne, mostrando um anel de brilhantes. --... casasse comigo?

Marianne chorou com o pedido de desculpas abraçou o namorado.

-- Eu tomei minha decisão. Eu quero ficar com você, aceito me casar com você, Woodyinho!

Não é preciso dizer que o time inteiro e o técnico viram aquela cena romântica e inclusive os fãs e torcedores. Foi um bom fim de temporada para o Borussia Dortmund e um final feliz para Marco Reus e Marianne Jones.

Look at the stars
Look how they shine for you
And all the things that you do
(Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E todas as coisas que você faz)


FIM




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

The Air That I Breathe (11º Capítulo)

Boa noite pessoal!
Primeiro post de 2016 e vamos com capítulo novo dos Hollies! Boa leitura!



Capítulo 11: Dear Eloise

Terry POV
Sexta-feira chegou e com ela as quartas de final da banda. Cada vez mais os ensaios mostravam avanços muito evolutivos e principalmente na hora de compor. Acabei dando uma sugestão, embora queria que fosse usada depois da competição.
-- Por que vocês não gravam umas músicas e lançam na internet?
O pessoal ficou meio estranho com essa sugestão. Pelas reações deles, acho que não curtiram.
-- Não é uma boa idéia. – Comentei. – Eu sabia.
-- Não é isso, Terry. – Disse Tony. – É que temos medo, sabe? De alguém hackear o que é nosso e patentear como se fosse dele.
-- Eu entendo.
-- Mas é uma boa idéia. – Jenny entrou na conversa. Ela sabia bem como funcionava, afinal ela me ajudava a divulgar minhas músicas no canal do Youtube. – Toddynho, eu ajudei o Terry nas divulgações das músicas dele. Como acha que ele é tão popular no Youtube? Mais do que aqueles youtubers que vi.
-- Eu também acho uma boa idéia. – Agora era Maureen, a irmã do Tony, completou. – Contudo, acho mais prudente fazer isso depois da competição. O foco acima de tudo são as quartas de final.
-- Melhor ainda: eu posso fazer um site! – Suzanne se mostrou solícita. Aparentemente ela e Mo se desculparam depois daquela confusão que resultou no fim do namoro com Nash. – Graham sabe que sou especialista em criar sites nos códigos PHP e HTML.
-- Não é a toa que vocês são o casal nerd!
-- Nerds não! – Graham abraçou Suzanne por atrás. – Somos ursinhos!
Tive de rir deles e no final concordamos em fazer um site e Suzanne e Jenny vão se dedicar no trabalho. Quando fui tocar um pouco de violão, Maureen se aproximou de mim.
-- Oi!
-- Olá! – Fiquei um pouco nervoso com a presença dela. Não tinha nada contra. Na verdade, eu pensava numa forma de abordar Maureen. – Gostei do que você disse.
-- Obrigada!  -- Ela estava meio encabulada e ajeitava aqueles óculos. – Mas foi o que pensei. É melhor assim pra banda não perder o foco nos objetivos.
-- Está certíssima.
E ficamos naquela conversa que mais parecia um chove não molha. Num dado momento Maureen e eu fomos para a cozinha pegar algo pra comer e flagramos Tony e Jenny aos beijos.
-- Foi mal! – Ele se desculpou. – Espero que não tenha visto, Mo.
-- Aham, sei! – Ela disse, bem irônica.
Passamos o resto da manhã desse jeito.

Bern POV
Fazia poucos dias que não via Eleanor. Ou talvez ela venha e me ignore. Não fiz nada de mais, apenas fui educado com ela. Soube pelos rapazes que ela é ex-namorada do Tony. Neste caso acho que ela não quer nada comigo. Afinal quem quer algo com baixistas? Ainda mais um tipo esquisito como eu...
Nunca me importei isso, até esse dia, quando a conheci. Meus pensamentos foram interrompidos com a chegada súbita de Bobby Elliot.
-- Bernie, me ajuda?
-- Se estiver ao meu alcance, sim. – Respondi.
-- Estou afim de uma garota.
Grande coisa, pensei comigo mesmo. Bobby sempre está apaixonado. Depois que ele terminou com a Monica, ele vive tendo crushs pelas garotas do colégio.
-- Quem é a garota? – Perguntei.
-- Sabe aquela novata que chegou faz pouco tempo?
-- A que estamos suspeitando que seja uma princesa de verdade?
-- Ela mesma. – Confirmou Bobby, bem apaixonado. -- Ouça, eu escrevi uma canção pra ela.
Então, a música que cantamos umas três vezes no ensaio de manhã era do Bobby? Bom saber disso.
-- Olá, rapazes!
Levei um susto ao ver quem era. Eleanor.
-- Oi E-Eleanor! – Gaguejei. E fiquei com cara de pateta.
Nós três ficamos conversando sobre a banda. Eleanor não demonstrava mais ciúmes quando mencionávamos Tony e Jenny.
-- Eleanor, você vai hoje a noite para ver o concurso?
-- Claro que sim! – Confirmou. – Vocês se importam se eu levar duas amigas?
-- De quem estamos falando? – Perguntou Bobby, bem curioso.
-- Da Eloise e Carrie Annie. Mas sobre a Annie, não falem pro Allan. Ela quer fazer uma surpresa.
-- Tudo bem. – Concordamos.
Bobby se retirou, deixando Eleanor e eu sozinhos. Acho que pode engrenar de vez.

Bobby Elliot POV
Quando percebi que nascia um clima legal entre Bern e Eleanor, resolvi sair e voltei pra casa. Preciso esperar até o fim da tarde e me reunir com a banda no colégio para a competição. Além de saber que Eloise se tornou minha colega, ela também mora em uma casa ao lado da minha. Então dá pra saber que toda noite olho pra janela e encontro-a, seja teclando no computador ou assistindo filme ou até mesmo lendo algum dos seus livros preferidos.
Na minha ansiedade, abri o MSN e conversei com Allan. Ele sempre está online.
Allan se mostrou bem compreensível. Ele perguntou se eu sei de algo sobre Carrie Anne. Odeio mentir, mas tive de fazer, se Anne quer mesmo fazer uma surpresa pro vocalista. Depois da conversa, dormi um pouco e minha mãe me acorda.
-- Vamos, Bobby! – Minha mãe ficou de me levar para o colégio. – Os meninos estão no colégio.
Desci as escadas, de banho tomado, arrumado e só carregando minhas baquetas. O restante do kit de bateria está guardado na casa da avó do Bern. Alias, ele me manda uma mensagem avisando que ele e o Allan já estão no colégio.
Minutos depois chegamos lá e assim que desembarquei do carro corri para dentro do colégio, encontrando meus amigos. O palco está aparentemente pronto.
-- Pessoal, é o seguinte! É o mesmo sistema que foi usado nas outras rodadas. – Explicou Tony. – O que quero dizer que esta semana não consegui compor nada. Nem o Allan e nem o Nash.
Senti um pouco de dor de barriga por conta do nervosismo. Contudo, Tony continuou a falar.
-- Neste caso, eu decidi que a única música que vamos tocar é do Bobby Elliot!
Custei um pouco acreditar nisso e olhei para todos.
-- Mas Tony...
-- Não temos outra escolha. – Justificou o guitarrista. – Sua música vai ser mostrada.
-- E se os jurados não gostarem?
-- Temos que arriscar, Bobby. E eu sei bem que sua música é pra menina que parece uma princesa.
Por isso que não queria que a música fosse tocada. Vai ser bem evidenciado.
-- Eu mesmo vou cantar, Bobby. – Allan se ofereceu para tal intento e aceitei.
Fomos à última banda a tocar nas quartas de final.  Quando me sentei no banco da bateria, notei que ali entre as primeiras da fila estava... Eloise. E sorrindo pra mim. Ao lado dela estava Eleanor e Anne. Neste momento, Allan veio falar rápido comigo.
-- Viu só, Bobby? – Allan estava bem animado. – Anne  veio!
-- Sim!
Começamos a tocar...

Dear eloise, I am writing to say
A number of funny thing I heard today.
I heard that hes left you and run off to sea.
Could be the best thing thats happened to me.

Writing a letter to make you feel better.
Sorry to hear that he left you that way.
I could have told you, he was much older,
So much older than you.

You rushed blindly, he treated you kindly
Until he found out what he could get from you.
You should have departed before he got started.
Now youve been burned just like I said you would.

Please read my letter closely.
Its beneficial, too.
You must read in-between the lines,
A message you will see.
If you use your mind, youll find
I want you back with me.

So much older than you, so much older than you.

Após o fim da música nos retiramos e o concurso encerrou. Apenas tínhamos de esperar meia hora para a divulgação dos resultados. Foi aí que Eloise se aproximou de mim.
-- Bobby!
-- Eloise!
Nos encaram0s por uns minutos e ela continuou a falar.
-- Eu adorei a música...
-- Foi pra você! – Na maior cara de pau eu falei sem me importar com nada. – Pensei em você.
Eloise sorriu para mim. Acho que ia rolar um beijo se não fosse o Terry, Mo e Eleanor aparecerem.
-- BOBBY! CONSEGUIMOS! ESTAMOS NA SEMI FINAL!
A notícia me animou bastante e pra completar mais ainda, Eloise me beijou. Agora sim tudo pode estar bem...

Continua...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Devoted to You (Oneshot- Grindhouse)

Olá pessoal!
Tenham uma boa noite e fiquem com a oneshot da Grindhouse oficial chamado Devoted to You (música dos Everly Brothers), mostrando Jim Stone e Louise McGold como casal cânon e alguns fatos que ocorreram em Rush e alguns momentos dos filhos da Grindhouse. Boa leitura!



Devoted To You__ Maya Amamiya


Louise havia perdido a noção de quanto tempo havia se passado desde que resolveu morar com James Stone. O jornalista sofria demais com a morte de sua esposa, a atriz Farrah Fawcett. Ele não era o mesmo. Perdeu a vontade para tudo e ainda contraiu insônia. Seus filhos, Edgar e Louise, cujo apelido era Sisi, voltaram a morar com o pai. E mesmo assim Jim não conseguia voltar a sua forma.  Através da filha dele, Lulu tomou uma grande decisão: ajudar Jim a superar o luto.

Ela acordou cedo e preparou o café. Edgar e Sisi ainda não acordaram. Subiu as escadas e bateu na porta dos quartos deles, chamando para a refeição. Voltando para a sala, encontrou Jim, debruçado na mesa com as fotos de Farrah.

-- Minha pantera, minha musa... – A voz estava embargada de tristeza. – Que falta você me faz...

Louise ajudou Jim a sair da mesa e olhando para ele.

-- Você devia dormir um pouco.

-- Se minha mulher... Estivesse aqui...

Os dois filhos de Jim se acordaram, já arrumados, tomaram café tranquilamente e foram conversar com o pai no jardim.  Enquanto Louise lavava a louça, Sisi aproveitou para guardar as fotos da mãe e conversou com a atriz.

-- Todos os dias é a mesma coisa. Papai pega as fotos de mamãe, chora e fica de bruços na mesa. Quando não são as fotos dela, são do vovô e da vovó.

-- Eu também passei por isso quando meu anjo Rick partiu. – Disse Louise, se lembrando da morte de Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, morto no ano passado. – Ficava ouvindo as músicas dele por 24 horas, olhando as fotos, rememorando as cenas...  É bem difícil, Sisi.

As duas observavam pai e filho falando sobre Farrah e a superação.

-- ... Sei que é duro esse momento, eu também sinto falta da mamãe, mas isso é deprimente, pai! – Dizia Edgar.

-- Não lido bem com a morte. – Respondeu Jim, olhando pro filho e depois para o jardim. – Nunca.

Antes de voltar à atividade, a jovem chamou Louise.

-- Tia Alice quer falar com você. – Segurando o telefone e passando para Lulu.

-- Alô?

-- Lulu, é a Alice! Como você está?

-- Estou bem, já o Jim... – Observou mais uma vez o jornalista com o filho e caminhando no jardim. – Ele continua com aquela rotina depressiva. Não dorme, não escreve e fica olhando as fotos da Farrah.

-- Meu deus, ele está pior do que eu pensava. – Comentou, entristecida. -- Quando papai morreu, ele passou um mês recluso e quando mamãe partiu, ficou seis meses sem sair de casa. Então por favor, Lulu leve-o para tomar um pouco de sol, por favor, daqui a algumas semanas eu e Gerd estaremos aí.

Ao ouvir o nome dele, Louise sentiu uma fisgada no coração. Mesmo depois de tantos anos, a simples menção ao nome de Gerd, machucava sua alma. Respirou fundo e voltou a conversar.

-- Darei meu melhor para Jim se recuperar. – Respondeu, calma e sorrindo.

-- Muito obrigada.

Ao desligar o telefone, ela encarou Sisi, que a observava.

-- Está tudo bem, Lulu?

-- Claro. – Ela se sentou no sofá e respirando devagar. – Foi só um mal estar. Um choque. De resto estou bem.

-- Certo. Eu vou fazer compras e o Edgar vai trabalhar. Volto mais tarde. Até logo!

-- Até logo, Sisi! – Despediu-se da filha de Jim.

Depois Edgar saiu para trabalhar e o resto do dia transcorreu normal. Louise preparou o almoço e ambos comeram pouco. Após a refeição, voltaram para a sala e assistiram a um filme. Nenhum deles prestava a atenção. Jim chorou e deitou a cabeça nas pernas de Lulu.

-- Por favor, Louise, cuide de mim, por favor, eu não te peço mais nada!

-- Eu não vou te deixar, James! – Ela passava a mão no cabelo dele. – Eu... te adoro. Não quero ver você assim.

O carinho dado para ele foi o bastante para Jim levantar a cabeça e encarar Louise. Afagou o rosto dela e admirando os olhos azuis da mulher mais encantadora que já viu.

-- Louise...
-- Jim...

Não havia nada que pudesse ser negado. Trocaram ali um beijo calmo, cálido e contendo amor. Era inegável que depois de tantos anos, Jim ainda tinha sentimentos profundos pela atriz. Louise se julgava incapaz de voltar amar desde a morte de Rick. E com Jim Stone redescobria o sentimento de uma maneira diferente para sua idade.

-- Não me abandone jamais, pequena deusa. – Sussurrou Jim e voltando a sentir os lábios de Louise e desta vez mais envolvidos.

Permaneceram naquela troca de carinhos durante a tarde toda e mais beijos e conversas, até a chegada dos filhos dele. À noite o jantar transcorreu calmamente até o filho mais velho questionar.

-- Como foi sua tarde, pai?

-- Muito boa. – Sorria Jim, servindo um pouco de vinho para Louise e Sisi. – Louise e eu nos beijamos.

Ao ouvir a afirmação, Edgar se engasga, sendo amparado pela irmã.

-- V-você o que?

-- Nos beijamos. Algum problema?

-- Claro que tenho! – Se exaltou e em seguida saindo da mesa. – Ela veio morar aqui para te ajudar a sair do luto e acontece um beijo entre vocês? Isso é uma falta de respeito à memória de minha mãe!

-- Não diga uma coisa dessas, mano! – Sisi tentava defender Louise e o pai. – Você sabe melhor do que ninguém que o papai ama tia Lulu muito antes de conhecer a nossa mãe!

-- Eu não aceito isso!

Louise praticamente não sabia o que pensar ou que fazer. No entanto, compreendia a surpresa e indignação do filho de Jim. E refletindo sobre isso, talvez fosse errado em beijar o jornalista.

-- Com licença, eu vou para o meu quarto. – Se retirando as pressas.

-- Tia Lulu... – Sisi foi atrás dela e entrou no quarto, consolando-a. – Peço desculpas pelo meu irmão.

-- Ele acha que sou uma intrusa... – Ela chorava e tentava parar as lágrimas. – Entendo o lado do Ed.
Na sala, Edgar e seu pai discutiam sobre o ocorrido.

-- Você vai pedir desculpas a Louise pela sua falta de educação! – Jim estava furioso com a atitude do filho.

-- Pedir desculpas a mulher que está tentando ocupar o lugar de minha mãe? Nem pensar!

Mais enfurecido, o pai acertou um tapa na cara dele. Edgar colocou a mão no lado do rosto onde foi golpeado.

-- Edgar Charles Fawcett Stone! Posso estar com quase setenta anos nas costas, mas ainda posso dar um tapa na sua cara pela sua falta de educação! – Pausou para respirar e continuou. -- Louise nunca irá tomar o lugar de sua mãe! E nunca tomará! Mas todos nós temos direito de amar novamente, meu filho.

Edgar acabou indo para o quarto, com o orgulho ferido e Jim procurou Louise. Sisi voltou para o quarto dela, deixando o casal à vontade.
No outro dia, Jim acordou cedo e junto com Sisi, preparavam o café. Louise também se acordou e resolveu arrumar as malas. Edgar cruzou em seu quarto e viu a mulher guardando as roupas na mala.

-- Tia Lulu, eu posso falar com você? – Perguntou, um pouco tímido.

-- Se for outro desaforo, esquece. Estou de saída.

-- Não, eu quero me desculpar por tudo o que eu falei! Eu errei! Essa morte da mamãe, ela... – Desatou no choro e foi consolado por Louise.

-- Menino, nunca tomarei o lugar de sua mãe e nem pretendo. Da mesma forma que não quero que Jim tome o lugar do Hunt e do Rick na vida dos meus filhos. O amor é algo divino e temos direito de amar, independendo de quanto tempo levar.

-- Você... o ama? – Indagou, limpando os olhos e parando de chorar.

-- Desde 1972. – Respondeu Louise, sorrindo. – Posso ter amado alguns homens, mas seu pai foi à peça que eu encontrava para encaixar.

-- Então não há dúvidas. – Em seguida caminhou até a porta. – Vocês se merecem.

Com a saída de Edgar, o resto da manhã ficou mais pacifica.

-- Quer viajar comigo? – Convidou Louise, enquanto regava o jardim.

-- E para onde vamos? – Jim tomava um pouco de água, pois estava podando algumas rosas.

-- Brighton. – Respondeu. – Vai ser ótimo pra nós.

Jim não queria sair de casa, mas como Lulu estava promovendo, resolveu aceitar o convite. Durante a viagem não trocaram uma palavra até certo momento.

-- Quero pedir desculpas pela atitude do Edgar. Ele nunca foi assim. – Jim observava Louise dirigindo calmamente.

Louise não respondeu, apenas suspirou. Na chegada do hotel, guardaram as roupas no armário. Jim avistou o mar na janela e imediatamente lembrou-se de Farrah. A primeira viagem deles foi à Califórnia, onde se divertiram na praia. Em Brighton transparecia uma praia calma. Outrora foi bem agitada nos anos 60.  Quando entrou no quarto, encontrou Louise deitada com a mesma roupa e dormindo. Aproximou mais dela e viu que ela tinha os olhos molhados e o nariz vermelho. Certamente havia chorado. Decidido, acabou beijando de leve a mulher, ainda dormindo e depois adormeceu abraçado com ela.

Quando acordaram, Jim preparou um lanche e Louise lavou o rosto e se juntou a ele.

-- Me desculpe por não dizer nada durante todo esse tempo. – Louise se sentia culpada por não ter respondido nada. – E antes de tudo, Edgar conversou comigo e pediu desculpas. Entendo-o.

-- Estou feliz por isso. Quer caminhar comigo na praia?

-- Quero.

Apesar do mau tempo, o clima era gostoso e os dois caminharam por longos minutos no fim de tarde.

-- Acho que vou me banhar um pouco... – Louise tirou a roupa, revelando um corpo ainda bem feito, impressionando Jim.

Ainda olhando para Lulu, não conseguiu deixar de admirar a beleza dela. Ele também se livrou das roupas e aproveitou o mar. Os dois praticamente se transformavam em jovens, por brincarem na água e trocando abraços e beijos. Ao terminarem o banho de mar, se vestiram e Louise deixou escapar um suspiro. Mesmo com os anos, Jim Stone continuava um homem incrível, atraente e sedutor.

-- Você não mudou nada... – Ela comentou sorrindo.

-- E você também. – Retribuindo o sorriso.

No caminho do hotel, Jim e Louise relembraram algo.

-- Lembra do fim de semana em 76, quando ficamos juntos?
-- Sim. – Os olhos de Louise brilharam quando tocou no assunto. – Foram os melhores dias da minha vida.

-- Para mim também. – Ele segurava a mão dela, como namorados.

FLASHBACK ON

O sábado de Londres amanheceu nublado, apesar de que no dia anterior tenha sido um dia de sol perfeito. Um casamento se realizou e era de Gerd Müller e Alice Stone. Mesmo ter aceitado tudo isso, Louise sofria por dentro e durante a primeira dança do casal, ela distanciou-se dos outros convidados, preferindo chorar numa mesa afastada aos olhos de todos e beber do que assistir. Não ficou muito tempo na festa e resolveu ir embora. Permaneceu no bar do hotel e bebeu um pouco, até encontrar o irmão da noiva, James Stone. Entre uma conversa e outra, eles acabaram dançando um pouco e trocaram um beijo quente, resultando na ida para a casa dela, onde tiveram sua primeira noite de amor.

Louise acordou com dor de cabeça e aos poucos se lembrando da noite anterior. Ela olhou para Jim, dormindo e apenas com lençol cobrindo a parte intima.

Ali mesmo corou-se por estar olhando para o corpo dele e se levantou rápido, pegando o vestido, sapato e a bolsa. Sentando-se na poltrona tomou uma aspirina e serviu-se de um copo d’água.

-- Se “Jill Munroe” descobre que dormi com seu marido, sou uma mulher morta. – Referindo-se a Farrah Fawcett, uma atriz, famosa por interpretar uma policial investigadora no seriado As Panteras.

Se vestiu rápido e quase caiu no chão por conta da dificuldade de calçar a sandália. Antes de abrir a porta, ouviu Jim se acordando e depois olhando para ela.

-- Aonde você vai? – Olhando para ela.  - Irá me abandonar como Atena abandonou aquele rei espartano, pequena deusa?

-- Olha, eu não sei o que deu em mim... – Tentava explicar, mas a cada palavra que emitia, mais falhas devido a visão do homem a sua frente. Um encanto masculino. – Eu bebi e lembro-me de nós fazendo amor de forma intensa. Você é casado e, por favor, vamos esquecer isso!

Não adiantou a desculpa. Ele saiu da cama, mesmo sem o lençol, sem nenhuma roupa. Puxou-a para dentro do quarto, trancou a porta e abriu o zíper do vestido dela, deixando-o cair e mostrando seu corpo branco e delicado.

-- Hoje você é minha! – Deitando-a na cama e tirando as sandálias.

Jim vendou os olhos de Louise com a gravata e sussurrou.

-- Minha pequena deusa... – Tocando o corpo dela até chegar à região mais delicada. – Sinta tudo!

Praticamente Jim a tocava devagar, causando em Louise um prazer inimaginável e arrancando gemidos. Ainda com os olhos vendados, ela sentiu os lábios dele beijando seu corpo e sucções nos seios.

-- Jim...— Ela dizia, se retorcendo. – Por favor... Eu... ahhhh...

-- Ainda nem comecei, pequena deusa... – Disse com uma voz safada e afastando as pernas de Louise e penetrando-a forte.

-- Aaahh!

-- Calma! Logo se acostuma...

A penetração continuou, lentamente, o bastante para o galês apertar os seios dela e encher de beijos. Louise o abraçou e arranhou suas costas com vontade à medida que a velocidade das estocadas continuavam. Ela também gemia.

-- Jim... eu não vou agüentar.... --- Louise suava junto com ele. – OH MEU DEUS!

No último movimento atingiram o orgasmo, emitindo junto um grito de satisfação.

-- Ainda pensa em ir embora? – Questionou o galês, com o corpo suado.

-- Não mais... – Ela o beijou intensamente e se abraçaram.

Iniciou-se os dois dias juntos, trancados no quarto se amando e descobrindo mais apaixonados. O fim de semana deles foi exatamente isso. Sexo, amor e devoção. Mesmo casado, Jim nunca deixou de amar Louise e ali mesmo na cama, descobriu muito mais do que prazer, tesão. Era amor.

Quando acordou na manhã de sábado, encontrou Louise, usando um robe, cabelo escovado e preparando o almoço deles. Jim vestiu um abrigo e abraçou a mulher por trás.

-- Minha pequena deusa...você me faz tão feliz! Amo você mais do que tudo nesse mundo. – Em seguida ele a virou para olhar nos olhos lindos de Louise. –Por que não ficamos juntos? Eu largo a Farrah, assumo seu menino e casamos. A gente se muda pra alguma cidade do litoral de Gales e criamos eles. Deixe-me ser seu, Louise, pro resto de minha vida!

O pedido tão apaixonado vindo de Jim surpreendeu Louise. Ela sempre o achou o homem mais sexy e atraente que já viu, talvez mais do que Alain Delon, o ator francês. Também se lembrou de seus filhos, Freddie e o recém nascido Thomas, filho dela com Gerd.Também se lembrou de Lawrence Rain, seu segundo grande amor. Atualmente, o escritor está casado com Eva Crawley.

 Ela enlaçou Jim no pescoço.

-- Jim, tudo o que quero nesse momento é ser sua, meu galês ruivo! Te quero tanto que nem meu coração pode agüentar de tanto amor que tenho por você!

Diante da resposta ele a beijou bem forte e também pegou uma cadeira, sentou e fez Louise ficar em seu colo, onde fizeram amor de forma gostosa, arrancando gemidos altos e declarações de amor entre suspiros.

No entanto nem tudo eram rosas. Quando o fim de semana acabou, cada um voltou a sua vida. Ou melhor, eles voltavam sempre a se verem, de forma escondida, até que um dia o pai de Jim, Charles, obrigou o filhou a se decidir. O jornalista já havia tomado sua decisão e estava se preparando para dizer a esposa, eis que vem a noticia que mudaria seus rumos: ela estava grávida.

-- Farrah está grávida do meu primeiro filho! – Anunciou Jim para Louise.

Ela chorou muito e pensou em gritar com ele mas se sentiu impotente.

-- Pequena deusa...

-- Não diga nada, espartano! – Ela colocou os dedos nos lábios carnudos dele e choraram juntos. – Antes de tudo acabar, faça amor comigo e eu não pedirei mais nada.

Eles fizeram amor, intenso, apaixonado e transbordando de prazer para ambos.

Esse foi um dos fatores que levaram a galesa se afundar nas drogas e na bebida, chegando por fim uma overdose que quase a matou. Quando Jim soube disso, culpou-se pela desgraça dela e no período de reabilitação de Louise, sua esposa esperava mais um filho. Uma linda menina nasceu e Jim batizou com o mesmo nome de seu grande amor, cujo apelido se tornou Sisi.

Depois do nascimento da filha, ele passou a escrever tudo e dedicar para esposa e sua amada Louise e também para seus filhos.

FLASHBACK OFF

O tempo começava a se formar por conta da chegada de uma chuva e Louise fechou a janela e em seguida olhando para Jim de modo provocante.

-- Podemos repetir tudo, minha pequena deusa! – Sussurrando no ouvido dela.

-- E ainda tem fôlego, meu amor?

-- Fôlego é algo que não me falta... – Pegando as mãos dela e se beijaram.

E mesmo numa idade avançada, o casal se mostrou ardente e com capacidade de reviver o fogo da paixão de forma natural. Jim gemia a cada toque das mãos de Louise e a mesma sentia mais prazer, como nos dois dias que passaram juntos no hotel em 76. Não havia dúvidas o quanto se amam...
Edgar saiu mais cedo do trabalho e aproveitou-se disso para visitar o amor de sua vida: Anna Wright, filha de Rick e Louise. Desde a adolescência, Edgar gostava da menina e devido aos caminhos tomados, acabaram por conhecer outras pessoas. Anna namora Mathias Lauda, filho de Niki Lauda, piloto aposentado. Edgar teve diversos casos, mas nenhuma era como Anna.

Anna cozinhava para seu jantar, já que ela optou em ficar na casa da mãe, enquanto ela morava por tempo indeterminado na casa de Jim Stone. A campainha toca e ao atender, encontra seu antigo amor.

-- Edgar!

-- Olá, Anna. – Cumprimentou, beijando a mão dela. – Posso entrar?

-- Fica a vontade!

Permaneceram na sala de estar, bebendo um pouco de uísque no sofá e conversando.

-- Como está seu pai? – Questionou Anna, preocupada com o pai de Edgar.

-- Depois de quase dez meses recluso em casa, agora ele recuperou a velha forma. Pelo menos foi o que vi nos dias anteriores. E ele viajou para Brighton.

-- Ah, Brighton... – Suspirou Anna, sorrindo. – Adoro aquela praia.

-- E como está seu namoro com Mathias?

-- Indo bem. Apenas lamento por não estar com ele em Toronto para o GP.

-- Uma pena... – Bebendo mais um gole de uísque e olhando para Anna.

-- E aquela sua esposa, a antropóloga?

-- Ela pediu divórcio. – Lamentou-se. – Com ela admito que fosse mesmo só sexo. Amor de fato era muito pouco.

-- Ainda não consegue amar?

-- A única pessoa que amo de verdade, mesmo que não me ame, é você! – Em seguida puxou o rosto de Anna para um beijo quente.

A moça correspondeu do mesmo modo, porém, ao se lembrar de Mathias, se afasta.

-- Edgar, não! – Parando o beijo. – Eu tenho o Mathias e...

-- E ele não está aqui. – Deitando-se por cima dela. – Só desta vez, meu amor.

Anna se entregou de tal modo que não acreditava. Edgar tirava as roupas dela com calma e depois as peças intimas. Vislumbrou a calcinha preta que Anna adorava usar.

-- Calcinha preta... – Ele tirava a última peça e mostrando para Anna. – Amo te ver de calcinha preta.

Anna sorria e depois ajudou Edgar se livrar das roupas e tocou com vontade a parte intima dele.

-- Hum... – Ela sorria, tão safada. – Está mesmo pronto!

Anna adorava os homens que usam cueca boxer e naquele momento, Edgar vestia uma. Ele percebeu o olhar brilhante dela na direção da roupa intima e retirou-a rapidamente. Ali mesmo no sofá ele se deitou por cima dela, entre beijos, mordidas leves no lóbulo da orelha e sucções nos mamilos, arrancando gemidos e gritos por parte de Anna.

Edgar a penetrava forte e rápido, fazendo os dois atingirem o clímax juntos.

-- Eu te amo, Nana. – Dormindo de conchinha com ela.

Ela não respondeu, apenas derramou uma lágrima e saiu do sofá ainda nua, e retornando com um edredom, cobrindo Edgar e voltou a dormir com ele.

Eram sete horas da noite e Sisi ainda caminhava no shopping, desanimada. Apesar das compras e da conversa com as amigas, ela não estava feliz. Além da preocupação com seu pai e a morte da mãe ter abalado sua alma, havia algo que lhe faltava. Enquanto comprava algo para o jantar, a jovem suspirou.

-- O que falta para você me notar, Noel?

Na saída, parecia que outro desejo seu se tornava realidade. Ela avistou Noel na livraria e teve um ímpeto de estar ali. Ela entrou no local e disfarçadamente pegou um livro e o deixou cair de propósito. Noel ouviu e ao se virar, seu coração bateu rapidamente e pegou o livro, entregando para Sisi.

-- Oi. – Ele exibia um sorriso, capaz de seduzir qualquer mulher.

-- O-olá! – Sisi gaguejou e se recompôs. – Como você está?

-- Animado. – Mostrando a estante de livros de viagens e um livro. – Acho que vou viajar para Austrália no mês que vem.

-- Uau! Austrália é linda! Já viajei por lá. – Mentiu. Sisi nunca viajou para Austrália, mas no fundo desejava ir e se fosse possível, com Noel.
Enquanto os dois saíam da biblioteca, em suas mentes rememoravam algo que aconteceu com eles. Uma festa que aconteceu na casa de Odile Greyhound, mãe de Noel...

FLASHBACK ON

A mãe e o padrasto de Josephine haviam viajado para Paris e a garota aproveitou para organizar uma grande festa, reunindo os amigos mais chegados. Quando era mais ou menos meia noite, o pessoal começou agitar mais e situações estranhas, porém cômicas aconteceram. A começar Jacques, filho legítimo de Michael McGold e Odile Greyhound, se embebedou e ameaçou pular da janela. Sage e Noel tiveram que afastar o adolescente da janela e bebidas.

Nos quartos alguns casais já começaram as atividades sexuais. Sisi entrou num dos quartos para chorar um pouco por conta de sua tentativa de flertar com Noel ter dado errado. Ao que parecia Emma Townshend quase o agarrava no sofá e isso a desmotivou em suas chances com o filho de Franz Beckenbauer.

Noel percebeu isso e deixou Emma no sofá, junto com Mandy e correu até o quarto, trancando a porta.

-- Mein liebe... – Ele tentou abraçar a garota, mas se desviou.

-- Não me chama de mein liebe! – Berrou Sisi, ainda chorando. – Sempre soube, Noel! Todas as garotas gostam de você! Elas surgem de todos os cantos para ter você. Eu não posso...

-- Mein Liebe, Mon Cheri, eu te amo, não quero Emma para mim, ela tem o Ned e eu tenho você, mon petit ,eu só tenho olhos pra você. – Ele a abraçava por trás e tocava as coxas e os braços delicados de Sisi. -- Meu coração, minha existência, tudo gira entorno de você!

--Noel, meu pequeno Kaiser, meu amor, eu sempre soube que é meu porque desde minha tenra infância, sei que sou sua. – Ela se virou para ele, encarando os lindos olhos castanhos. – Ich liebe dich!

Se deitaram na cama e começaram a trocar carinhos e beijos quentes. Noel tirava a calcinha da amada quando ouviu-se batidas na porta de forma insistente e depois alguém gritando.

-- POR FAVOR, ABRAM A PORTA! QUERO USAR O BANHEIRO DA SUITE!

Rapidamente Noel se levantou, destrancou a porta e abriu. Era Chris Entwistle, irmão gêmeo de Nicolai. O jovem estava com as mãos apertando a parte de baixo e se retorcendo nas pernas.

-- Desculpem aí, amigos. – Ele entrou no banheiro suíte e fechou a porta, continuou a dizer. – Mas tem gente trepando em todos os banheiros desta casa!

Sisi permaneceu na cama e Noel parado na porta, esperando que Chris se retire o mais rápido possível. Após isso, Chris puxou a descarga, lavou as mãos e saiu do banheiro, com cara mais aliviada e caminhando até a porta, lançou um olhar para o casal.

-- Eu não contarei pra ninguém, ok? – Depois se retirou, fechando a porta.

-- Ele mente. – Comentou Sisi, um pouco temerosa. – Amanhã todos saberão o que fizemos aqui!

-- Dane-se o que os outros vão pensar! O que importa é que estamos juntos, meu amor!

O casal voltou para a cama e retiraram suas roupas, começando o ato carnal apaixonado. Sisi que sempre teve uma vida sexual boa, já havia namorado muitos rapazes, mas nenhum era tão bom quanto Noel. E o mesmo também teve outras relações. Somente Sisi desejava com todas as forças. Quando estavam perto de atingirem o clímax, a porta se abre novamente e num estrondo. Cat Sophie caía de bêbada no chão do quarto e pegou o casal no ato.

-- Ai....hic up....desculpa....eu....hic up...eu realmente não sei o que eu to fazendo aqui...Mandy.... onde você ta? – Cat se levantava com dificuldade e saiu do quarto, fechando a porta.

Eles retornaram aos movimentos amorosos e conseguiram atingir um orgasmo perfeito, com direitos a gritos ouvidos por algumas partes da casa. Algumas pessoas ouviram como Graham Daltrey e Audrey Entwistle, mas preferiram deixar pra lá.

FLASHBACK OFF

No final Noel convidou Sisi para uma confeitaria e desfrutaram juntos de um bom strudel e doces, já que a garota adorava. Comeram um cupcake e Sisi manchou um pouco sua boca.

-- Está suja. – Noel ria por ver a garota com os lábios manchados de cobertura.

-- Não tenho culpa se chocolate e morango são meus preferidos. – Ela dizia, sorrindo.

Noel se aproximou de Sisi, passando os dedos no canto da boca pra retirar o excesso de cobertura e em seguida tomou os lábios dela, com vontade e prazer. Terminado o beijo, ele suspira e olhando para a amada, disse.

-- Estava com saudade desta boquinha linda...

-- E eu dos seus beijos, seu sorriso... – E depois sussurrando. – E do seu cheiro.
Eles seguiram para a casa de Sisi...

Ainda em Brighton, Jim e Louise se encontravam na cama, mas não se amando. Lulu estava lendo um livro e Jim escrevia mais uma crônica no caderno. Ele resolveu parar e ligou a televisão pelo controle. Por coincidência, a emissora transmitia o seriado As Panteras. Ao ver a abertura, Jim paralisou ali.

-- Farrah... – Balbuciou e uma lágrima caiu de seus olhos verdes.

Ele não terminou de assistir e na metade do episódio, Louise percebeu a recaída e desligou rapidamente a televisão.

-- Calma, meu ursinho ruivo... – Ela o abraçava. – Vai ficar tudo bem.

-- É difícil...

-- Entendo.  Ainda não me acostumei escutar Pink Floyd sem lembrar-se do Rick.

-- Você o amou?

-- Até o fim da vida... – Lamentou Lulu. – Ele foi um anjo para mim.

Naquele instante, o casal derramou-se em lágrimas e permaneceram abraçados, como se compartilhassem o sofrimento de ter perdido as pessoas que tanto amaram ao longo dos anos. E mais do que nunca, Jim e Lulu estavam mais unidos.

-- Quero pedir algo, venha morar comigo. – Pedia Jim, beijando a amada no rosto. – Tenho te pedido isso desde 1972.

-- Mas por que não me conquistou naquela época?

-- Você estava com James Hunt, um dos meus amigos. E eu... sempre a amei.

Novamente eles se beijaram e Jim adormeceu nos braços da amada. Neste momento, Lulu pegou o telefone, discou uns números e ligou para Alice.

-- Alô? – Era uma voz masculina e Louise reconhece de quem é.

-- Freddie, é a mamãe! Estou em Brighton com Jim. – Disse Louise. – O que faz aí na casa da Alice?

-- Meredith está de folga das gravações e trouxemos o Rick para uma visita. Alice e Gerd estão cuidando bem do meu filho. Quando você volta?

-- Amanhã de manhã. Avise para ela sobre isso, por favor. E sabe de alguma coisa de seus irmãos?

-- A Suzy e o Henry vão vir para Inglaterra fazer uma visita ao Davy e a Di, Anna está lá em casa, decerto o Mathias foi vê-la hoje. Ben está na casa da Charlie e o Tommy viajou com a Becky para Los Angeles.

-- Certo, então te vejo em casa novamente, meu filho. Um beijo e mande um para os Müllers, Meredith e meu neto.

Após desligar o telefone, Louise deita novamente, abraçando Jim. Ele se acordou.

-- Eu quero lhe pedir algo, mesmo sendo... inapropriado. – Ele pegou a mão dela e olhou nas orbes azuladas. – Louise Christina McGold Wright, quer casar comigo? Viver comigo?

O pedido foi realmente inusitado e embora com a tendência em aceitar, Louise se afasta de Jim.

-- Olha, não me leve a mal... Mas é cedo, Jim. Você perdeu sua esposa faz cinco meses e eu não fechei um ano que meu marido se foi.

-- Está recusando? – Indagou Jim, querendo comprovar. – Desculpe-me, Lulu. Eu amo você mais do que tudo. Só queria que ficasse na minha vida para sempre.

-- Só estou dizendo para não nos apressarmos – Ela ficou perto dele e segurou sua mão. -- James Stone, quer ser meu namorado?

-- Não deveria ser eu fazendo esse pedido? – Agora era Jim ficando espantado.

-- Sou uma mulher moderna, você sabe. – Ela piscou e sorriu para ele.

Trocaram um beijo apaixonado e questão de segundos o casal estava nu, deitados na cama entregues ao carinho e a paixão ardente.

-- Sei que demorei, mas agora você é minha! – Disse Jim, abraçando Lulu.

-- Não importa quanto tempo levamos para notar este amor, eu quero você, James Stone!

A noite de Brighton foi encerrada com mais atos amorosos do casal no quarto.

Edgar retornou para a casa do pai, um pouco triste e pensativo. Amava ardentemente Anna e sabia o quanto para ela é importante o namorado Mathias. Ele não tem intenção de acabar o namoro dela, como aconteceu com seu primo Wolfgang Müller. No passado Anna e Wolf eram completamente apaixonados. Diziam até que pareciam o relacionamento amoroso do pai dele com a mãe de Anna. E realmente parecia... em parte. Ao contrário da traição de Louise, quem iniciou foi Wolf.

Certo dia Anna encontrou o namorado na cama com Alice Charlton. Dali resultou em brigas intensas e inclusive Anna cortara relações com Alice e Wolf. A família obviamente se intrometeu. Gerd que sempre teve um carinho especial pela filha de Louise, consolou a menina e repreendeu o filho. Quando Edgar soube disso, brigou feio com o primo e depois se acertaram.

Neste momento, o editor chefe colocou o disco dos Beatles na vitrola e tocou justamente a música homônima de sua amada.

Anna
You come and ask me, girl
To set you free, girl
You say he loves you more than me
So I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)

Anna
Girl, before you go now
I want you to know now
That I still love you so
But if he loves you more
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
Oh, now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
But let me tell you now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)
You can go with him, girl (anna)
Go with him


-- O que devo fazer para você me notar, Anna? – Perguntou Edgar em tom de lamento. – Eu te amo tanto... Mas você tem outro...

Neste momento, a irmã de Edgar desce as escadas, usando um robe azul e ouvindo a música. Ela se juntou ao irmão.

-- Pensando na Anna, irmãozinho?

Ele não negou a resposta.

-- Você sabe que ela está...

-- Eu sei, com Mathias... – Edgar nota que a irmã estava pouco apresentável. – Está tudo bem?

Antes de responder, Noel saiu do quarto, com a roupa amassada e a cara de sono.

-- Mein Liebe, eu preciso ir. Prometi a minha mãe que vou vê-la e...—Ele interrompeu a conversa ao ver o irmão de Sisi. – Olá, Edgar!

-- Vocês dois... juntos? – Edgar não acreditava no que via e ficou rindo. – Desde quando?

-- Foi ontem à noite. – Explicou Sisi. – Depois de tanto tempo, finalmente estamos juntos.

-- Então meus parabéns! Alguém nessa família tinha que ter uma vida amorosa que pelo menos dá certo!

-- Amigo, tenho certeza que você vai se declarar pra Anna, mas bem, até amanhã Meine Liebe, tenho que ajudar minha mãe num projeto dela que envolve meu pai junto. Alguém tem que acalmar papa Mickey, ele sempre acha que meu pai vai levar minha mãe embora! – Ria Noel e se despedindo da amada e do cunhado.

-- Amanhã papai estará de volta. – Avisou Sisi, enquanto caminhava para a cozinha e preparava sanduíches para ela e o irmão.

-- Espero que papai esteja bem.

Na casa de Anna, ela suspirava mas não chorava mesmo diante da revelação.
-- Anna... – Lamentou Mathias Lauda para a pianista. – Por favor, não me odeie. Eu não dormi com ela. Simplesmente me apaixonei pela Josephine.

-- VOCÊ DORMIU COM MINHA EX-MELHOR AMIGA! – Berrou Anna, não suportando mais guardar a raiva.

-- Você acha que ia ser canalha ao ponto de fazer isso?! – Mathias tentava acalmar Anna, abraçando-a. – Anna, eu não dormi com ela.  Eu me apaixonei por ela. Contudo, não me aproximei dela em nenhum momento.

-- O que eu fiz para merecer isso? – Anna chorava no peito de Mathias, molhando um pouco a camiseta dele. – Por que você e o Wolfgang fazem isso comigo?

-- Anna olha pra mim! – Ele levantou o rosto dela com a mão e a olhou gentilmente. – O tempo que passamos juntos, foram os melhores sempre terei como uma lembrança forte em meus pensamentos. Não acabe com sua amizade com Josy por minha causa, vocês são amigas desde que suas mães estavam grávidas uma da outra ela é como a sua irmã e também tem outro fator: você também ama outro, sei que está gostando do Edgar.

Anna se surpreendeu. Mesmo não ter contado para o namorado, ele sabia dos sentimentos ocultos dela pelo filho de Jim Stone e nunca teve ciúme disso.

-- Me perdoa, Mathias. – Abraçando mais o ex-namorado.

-- Eu te perdôo por tudo. – Ele sorria e beijava a testa dela. – E me perdoe por tudo.

-- Faça minha amiga feliz!

Ainda naquela noite, Mathias visitou Josy em seu apartamento e falou a verdade.

-- Terminamos tudo amigavelmente. – Ele falou. – Ela nos aceitou.

-- Meu amor! – Josy beijou o amado, feliz. – Não sabe o quanto estou feliz. Mas e Anna? Ela me odeia por saber que eu te amo.

-- Amanhã vocês se conversam. Acredite, ela vai te escutar e te perdoar.

No dia seguinte Louise e Jim retornaram a Londres e na casa dele, estavam a família Müller e o casal Freddie e Meredith, com seu filho Ricky. Jim, Gerd e Freddie conversavam de forma animada e Louise foi até o quarto de Sisi, encontrando Alice, cuidando de Meredith e Nicole e Eva segurando o bebê.

-- É minha vez de segurar o bebê. – Nicole pegava a criança dos braços de sua irmã mais nova.

-- Só porque é a mais velha acha que pode ter esses privilégios. – Reclamou Eva.
-- Halt die Klappe, wenn Sie nicht mein Sohn weinen bringen. (Calem a boca se não vão fazer meu filho chorar.) – Meredith repreendeu as irmãs em alemão.

-- Vocês não mudam mesmo. – Sisi surgia na porta e cumprimentou todas.

-- Olá Sissi! Há quanto tempo não a vemos. – Meredith abraçava a prima.

-- Faz muito que não a vemos mesmo! – Comentou Alice para a sobrinha.

De repente Ricky começa a chorar e as duas irmãs tentam acalmar o bebê, algo meio impossível. Louise pegou o neto em seus braços e cantou baixinho a música Goodbye Yellow Brick Road, do Elton John. De uma forma surpreendente, o bebezinho sorria para a avó e se aquietou, ao mesmo tempo brincava com os dedos dela.

-- Você fez o mesmo quando o Will nasceu... – Alice comentava com a alma gêmea e as meninas ficavam surpresas. -- Ele adorava que você cantava essa música pra ele. E essa também é a música favorita do McDreamy.

-- Sim... é a favorita dele. E agora do Ricky. – Louise se lembrou disso e olhando para o bebezinho. -- Não é, Ricky? Quer cantar também?

Ricky ria dos gestos da avó e ela enchia de beijos as bochechas coradas dele.

-- Como vai meu afilhado? – Perguntava Louise.

-- Ele está em Estocolmo, aparamente se apaixonou pela filha do Ronnie Peterson e está disposto a conquista – lá.

-- Ele com a filha do seu amante do passado por uma noite. – Louise riu um pouco e depois falou para Alice. – Quero que você seja a primeira, a saber.  Pedi seu irmão em namoro.

-- Vocês estão juntos?!Ai meu Deus!!!! – Alice e as filhas ficaram felizes.

-- Desculpa o que vou dizer, mas isso... É A MELHOR NOTÍCIA DA MINHA VIDA! – Sisi gritou de alegria e sem querer fez Ricky chorar.

-- Não chora ursinho,calma! – Louise ninava o bebezinho.

-- Você fez o little McDreamy chorar! – Alice pega Ricky e passou a ninar a criança.

-- Me desculpem! – Sisi tampava a boca com a mão. – Me empolguei!

-- Shhh! Deixe-me pegar meu Little McDreamy. – Ainda ninando o bebê. --Já passou pequeno, já passou. Acho melhor colocarmos ele no berço e Meredith precisa dormir um pouco também.
Antes disso Anna aparece, cumprimentando todas e abraça Meredith, a quem chama de alma gêmea. Com a jovem mãe dormindo, Anna conversou com a mãe em particular a respeito do fim do namoro com Mathias.

-- Eu vou conversar com a Josy.

-- Faça isso, filha! Não sabe o quanto ela sente sua falta. – Incentivou Louise.

Anna foi acompanhada de Edgar para o apartamento de Josephine.

-- Não tenha medo, Nana. – Edgar afagava o rosto da amada. Eles finalmente se assumiram em público seu amor, assim como Noel e Sisi. – Josy vai te ouvir.

Ela ficou na porta e tocou a campainha. Rezou mentalmente para não encontrar Mathias.

-- Anna Mary! – Josy abriu a porta e viu sua ex-melhor amiga. 

-- Olá, Josephine. Eu posso entrar?

Elas ficaram na sala, tomando um pouco de água. Nenhuma delas trocaram uma palavra, até Anna resolver falar.

-- Eu quero pedir desculpas pela minha atitude. E por distanciar de você.

Josy correu para abraçar a amiga.

-- Eu que peço por ter me apaixonado pelo seu namorado ,já faz um tempo que eu gosto do Mathias mas escondi porque vi que  você amava demais.

-- Já passou. Nós terminamos amigavelmente.  Você me perdoa Josy?  Eu sinto sua falta como amiga, companheira... como amante. – Anna passava os dedos nos lábios da amiga, excitando-a.

 -- Anna, eu sei que sua alma gêmea é a Meredith mas por que me ama também?

-- Josy, eu amo você como minha amiga, minha irmã e minha alma gêmea, estamos ligadas muito antes de nascermos.

Quando terminou de falar, as duas trocam um beijo apaixonado e repleto de amor carinho. Terminaram a tarde fazendo amor de forma gostosa, arrancando suspiros e gemidos de prazer de ambas.

-- Mein Liebe, Anna! – Josy costuma chamar Anna de “Mein Liebe”, assim como seu irmão, Noel, chama Sisi.

-- Mon amour, Josephine! – Anna passava a língua na boca de Josy e transformando em mais um beijo.

Tudo mais que perfeito...

Dois anos depois

Neste meio tempo, tudo aconteceu de bom para as famílias e amigos. Noel e Sisi se casaram e tiveram uma filha, Carmen. Lyla e Cat Sophie finalmente estão juntas depois de muitos anos separadas. Emma e Ned ganharam o seu quarto filho da linhagem Smith-Townshend e por fim Edgar e Anna, estão noivos. 

É o aniversário de dois anos de Richard Gerhard, o neto de Louise e Alice. As famílias e os amigos de Freddie e Meredith foram convidados. Praticamente toda turma de amigos de infância dos dois estavam reunidos ali na casa de campo dos Stones. E também fechou-se dois anos que Louise e Jim namoravam. Ela conversava com Alice quando o pequeno Ricky surgiu diante das avós.

-- Hey! – Levantando o pequenino. – O que foi, Ricky?

O menino entrega para avó uma caixinha vermelha. Achando se tratar de um presente do neto, Louise sorri e abre a caixa, mostrando ali um anel de brilhantes. James aparece para as duas e olha para o pequeno.

-- Dá o anel para a vovó! – Pediu.

O menino tirou dali da caixinha e deixou nas mãos de Louise e em seguida correu para onde está o pai, junto com os amigos. James tenta com dificuldade se ajoelhar mas devido a idade avançada, causou um pouco de dor, fazendo com que os presentes olhassem a cena.

-- Louise Christina McGold Wright, amo você a tanto tempo que fica difícil de contar...

-- Desde 1972... – Confirmou Mickey, o irmão de Louise e revelando para todos. – Todo mundo sabe.

-- O que eu quero pedir é, quer ser minha esposa?

Ela se emociona com o pedido e levantando Jim com cuidado, respondeu.

-- Esse tempo que passamos juntos, tudo que vivemos nestes dois anos me fizeram ver o quanto te amo mais. James Charles Clifton Stone, eu aceito!

Jim não só colocou o anel no dedo de Louise, como também roubou um beijo intenso dela, na frente de todos. Os filhos de Louise e o de Jim gritaram de alegria. Apesar da leve fisgada de ciúme, Gerd ficou feliz pela ex-namorada. Ele sempre deixou claro que amará Louise pelo resto da vida, juntamente com Alice, sua esposa e suas filhas. As amigas de Louise e também parentes e amigos dos tempos da Escola de Atores deram os parabéns, juntamente com os amigos mais antigos de Jim.

Meses depois eles se casaram ali mesmo na casa de campo da família, com tudo que sonharam: flores, ar fresco e as pessoas que mais amavam na vida. Depois de uma espera de quarenta anos, Jim Stone está ao lado da mulher que tanto amou. E Louise sentiu-se mais completa tendo seu amado galês ruivo sexy para sempre.

 E com toda felicidade, longe de todos, um casal admirava a união deles.

-- Enfim, meu amado Jim está com sua pequena deusa, não é Rick?

-- Minha menina! – Suspirou Rick Wright, feliz. – Ela merece alguém como Jim. Ele a ama mais que tudo, Farrah!

Farrah Fawcett, atriz e esposa de Jim Stone, também sorria e abraçou Rick e em seguida desapareceram.



CENA PÓS CRÉDITOS DA MARVEL

Wolfgang Müller era o único que mesmo feliz com a noticia que seu tio vai se casar com Louise, no fundo estava despedaçado. Mesmo ao lado de Alice Charlton, descobriu da pior maneira que não fez uma boa escolha e ainda mais por trair Anna Wright, por quem foi apaixonado por quase toda a vida.

Era claro que Anna além de não perdoá-lo, também não olharia nos olhos de Alice Charlton. E para contribuir, Anna está noiva de Edgar.

Após as comemorações, Wolf ficou no jardim, bebendo um pouco até avistar uma jovem muito bonita. Cabelos cacheados negros, olhos cor de mel e estatura baixa. Ela sorria para os irmãos Townshend e neste momento sua irmã, Eva surge diante do irmão.

-- Pára de babar pela Karin Townshend!

-- O nome dela é Karin?

-- Sim! – Confirmou Eva. – Ela é filha adotiva dos Townshends.

-- Ela é bonitinha...

Por alguma razão, Wolfgang gostou dela, mesmo não ter trocado uma palavra com Karin. Rezou para que ela não tivesse um namorado ou então seria sua conseqüência.


FIM