segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Stop! In Name of Love (What if - Grindhouse - 2º Capítulo)

Olá pessoal!
Uma boa noite e agora fiquem com nova leitura. Demorou mas saiu o capítulo 2 da fanfic troca-destroca com os OTP McGüller e D&D. Boa leitura e em breve terá a playlist deles!



Stop! In Name of Love__ Maya Amamiya


Capítulo 2: The Happening

Louise POV

Meu celular tocou o despertador e justamente a música das Supremes, The Happening. Não era pra menos. Hoje era o jantar especial de comemoração do fim da temporada de Ligações Perigosas, no qual eu e Davy Jones, meu namorado, fomos convidados pelo Barry Thompson, o diretor. Como de costume, acordei cedo, tomei banho e preparei o café enquanto Davy ainda dormia.

Neste momento recebi uma ligação de minha prima, Felicity.

-- Acorda, “Cecile”! – Fefe se referia a minha personagem da minissérie, uma menina ingênua e doce.

-- Pare de me chamar assim. O que seu motoqueiro tarado vai pensar?

-- Mil vezes eu vou dizer: ACABOU! BARRY SHEENE E EU NÃO ESTAMOS JUNTOS! – Ela gritou no telefone. Ainda bem que não estava no viva voz.

-- Ok, ok! – Quando pedi para ela se calar, Davy surgiu na cozinha, com cabelo desarrumado e de cueca azul. – Muito obrigada, Fefe. Acordou o Davy.

-- É a Felicity? – Perguntou Davy, baixinho.

Confirmei com a cabeça e voltei a conversar com ela.

-- Está preparada para a festa hoje à noite?

-- Sempre estou e o Davy também. – Respondi. – E você vai junto?

-- Óbvio que sim. As garotas também. Ah, sua alma gêmea de Gales sente sua falta.  – Disse Fefe. – E sua amiga poetisa também. Ela vai levar o namorado.

-- Ah, Dianna... – Lamentei. Sentia muita falta de Dianna Mackenzie. Inclusive comprei o livro dela. Faz algum tempo que não a via. A última vez que soube de algo dela era que estava namorando um jogador de futebol.  – Quero muito reencontrar minhas amigas, sobretudo a Di.

-- Então prepara sua melhor roupa, hoje a festa vai ser boa!

Desliguei o telefone e voltei minha atenção para Davy.

-- Fefe outra vez se metendo em encrencas? – Ele beijava meu pescoço, sinal claro que quer “brincar” um pouco mais.

-- Ela terminou com Sheene e já deve estar partindo pra outra, eu acho. – Respondi e beijei Davy bem apaixonado.  – E o que vai fazer, McCutie?

-- Vou me reunir com os rapazes no estúdio de música.

-- Ainda não finalizou o disco da banda? – Perguntei, já que Davy faz parte de uma banda chamada The Monkees. Além de ator, ele também canta, toca e compõe.

-- Falta pouco, McLovely. E depois disso, que tal umas merecidas férias... em Atenas?

-- Oh Davy!

Davy Jones é meu amigo de infância. A vida toda convivemos juntos. Estudamos juntos, fizemos o mesmo curso de teatro juntos e atuamos juntos. Desta convivência, surgiu nosso namoro. Não nego que via Davy sendo desejado pelas meninas e no fundo queria meu amigo só para mim. É um pensamento egoísta, mas era o que eu pensava. Apesar da nossa relação de amizade virar amor, sentia que faltava algo. E quando tentava descobrir, eis que Davy procurava me agradar de um jeito que me fazia mudar de idéia.

Davy e eu saímos um pouco do apartamento e seguimos para o centro. Ele foi para o estúdio e eu fiz compras. Sim, sou consumista. De repente, cruzei numa loja de esportes e vi um aglomerado de pessoas ali dentro.  Só por curiosidade entrei com quem desejava comprar algo e vi quem estava lá. Um tipo alto, cabelo preto, visual quase anos 70 e selvagem... Meu deus! Ele é um urso em pessoa.

-- Deseja algo, senhorita? – Perguntou o vendedor. – Quer um autógrafo do Müller?

-- Não... só estou de passagem! – Me retirei dali o quanto antes.

Fui para uma loja de roupas me recuperar. Nunca fiquei assim por um cara. Nem pelo Davy. Ok, exclua o Davy porque você conhece a bastante tempo. Nenhum homem me impressionou desta maneira. Por breves momentos ele me deixou sem chão e sem ar. Tudo bem, melhor parar por aqui e esquecer-se do que vi...

Esquecer? Eu devo estar brincando. Fiz as compras, saí para outros lugares e nada do selvagem sair da cabeça? Na verdade... Ele era mais do que selvagem. Ele me representou ser o Visconde de Valmont, de Ligações Perigosas. Ou talvez uma versão diferente, sei lá. É bom parar de falar no estranho.

Corri para o apartamento e mandei uma mensagem para Alice Stone, minha amada alma gêmea.

É possível ter uma crush por um cara que não é seu namorado?
Alice rapidamente me respondeu.

É normal, é inofensivo. De quem estamos falando?


Meu coração quase saltou pela boca ao lembrar-se do estranho. Só sabia do sobrenome dele.


Acho que era Müller e era um jogador de futebol. Acabei de vê-lo na loja de esportes dando autógrafo.


A minha surpresa era que Alice conhece o fulano.


Gerd Müller. Meu ex-namorado. Boa escolha, pequena. Mas cuidado! Ele tem outra!

Quando já me preparava em dar uma resposta, eis que meu namorado aparece, carregando uns pacotes.

-- Olá, minha McLovely! – Ele me beijou daquele jeito fofo.

-- McCutie... – Puxei Davy pra cama. – Como foi no estúdio?

-- Foi muito bom. Gravei umas músicas que escrevi com Micky. Alias, ele ainda baba por sua prima.

Acabei rindo disso, imaginando como seria Micky Dolenz abordando Felicity. Se bem que na situação dela, tudo é válido. Depois da traição do Pete Townshend, o fora bem dado no Steven Gerrard, o pedido de casamento recusado de Gianluigi Buffon e o desastre com Barry Sheene, acho que Micky contribuiria pra mais situações.

Por fim Davy e eu fizemos amor daquele jeito pegado e quando terminamos, eram sete da noite.

-- McCutie, temos a festa de hoje...

-- Droga, eu não queria ir, mas...

-- É importante!

Tomamos banho juntos e nos arrumamos. Em tudo quanto é festa, procurava me embelezar, tudo para agradar meu McCutie. Tinha vezes que a imprensa nos chamava de “Robert Pattinson e Kristen Stewart 2”, por sermos atores e namorados. Saímos do apartamento e seguimos rumo à festa. Entrando lá, fomos atacados por vários paparazzis. Mesmo sendo bem recebida pelos nossos amigos e conhecidos do mundo do cinema, televisão e teatro, sentia que algo poderá mudar ali... Mas o que seria?

Não deu muito que pensar. De repente tocou aquela música da Kate Bush, Wuthering Heights. Ouvi muito na época que Davy e eu interpretamos Heathcliff e Cathy.

-- Essa música me lembra quando trabalhamos naquele filme para TV de O Morro dos Ventos Uivantes, McCutie. – Comentei com Davy e depositando um beijo carinhoso.

--Também me lembra, McLovely. – Davy concordou e sorria pra mim. – Você é a mais linda de todas as Cathys.

-- Sempre lisonjeiro. – Agradeci meu namorado pelo elogio.

-- McLovely, eu vou conversar com os rapazes e já volto.

Assim que Davy se foi, fiquei caminhando pelos lados, cumprimentando todos com a música Take Chance On Me, do Abba. Falando nisso me lembrei do aniversário de Odile Greyhound, minha melhor amiga, agente e cineasta. Ela adora o grupo e fiquei de entregar o disco autografado pela Agnetha e ingressos grátis pro show deles em Munique.

Avistei minha amiga conversando com as outras pessoas e quando fui dar três passos, trombei com uma pessoa. Na verdade um rapaz alto e pisa no meu pé.

-- Ai, droga! – Gritei alto, mas acho que ninguém me ouviu, exceto ele. – Olha por onde anda!

-- Mil perdões. – Disse o sujeito, com sotaque... alemão e depois se virou para mim. A primeira coisa que pensei ao ver o tipo, realmente era a cara do Visconde de Valmont e depois ele falou algo para mim. – Loirinha, é você mesmo?

Espera aí! É a primeira vez que vejo a criatura, me surpreendo o quanto se parece com Valmont e agora me chama de “loirinha” como se já tivesse me conhecido?

-- Desculpa, mas eu tenho nome, sabia? – Falei, bem raivosa.

-- Louise! – Surgiu minha amiga Odile, me socorrendo e me abraçando. -- Estava com saudades da minha pessoa favorita nessa galáxia.

-- Que saudades, amiga! – Abracei demais Odile e a dor no pé aumentou. --  Ai meu pé!

 -- Puxa, será que conseguimos gelo?

Ela pediu para um garçom trazer gelo e eu me sentei numa cadeira, retirando meu sapato Prada bege. Que lástima! Minutos depois Odile colocou o saco de gelo no pé inchado.

-- Amiga você não sabe o que aconteceu! Estou namorando! – Ela avisou, bem animada.

-- Depois de todos esses anos? E quem é o cara? Estou curiosa...

Depois dois rapazes apareceram, um era maior e tem olhos azuis como a pedra de cobalto e outro... ah não, de novo o “Valmont” desastrado!

-- Louise, este é Franz Beckenbauer! – Ela me apresentou o namorado. -- A gente se conheceu por acaso em Berlim.

--Meus parabéns, amiga! – Apertei a mão dele e depois sussurrei no ouvido de Odile. --Ele é lindo... tem olhos de cobalto.

-- É um prazer em conhecer, Louise. Alias, eu e Odile assistimos Ligações Perigosas. Você é perfeita. – Ele olhou para meu pé sem o sapato. – Aconteceu algo?

-- Algum brutamontes pisou no meu pé e está doendo... – Reclamei em forma de indireta.

-- Loirinha! Eu já pedi desculpas! – Dizia o amigo do Franz, quase irritado.

-- Meu nome não é loirinha! – Berrei alto a ponto de doer meu pé e me fazer voltar a sentar na cadeira.

-- Acho que você já conheceu o Gerd. – Comentou Odile.

-- Como é?

Odile me explicou que ele é jogador de futebol do time Bayern de Munique e joga com Franz. Então tudo estava esclarecido. Antes que pudesse dizer algo, Davy apareceu e atrás do tal Gerd está... Dianna?!

-- Dianna Mackenzie, é você? – Perguntei.

-- Oh meu deus, Louise McGold! – Ela abraçou intenso. – Meu deus, você está linda, maravilhosa e... O que houve com seu pé?

-- Aquele cara ali... – Apontei para Gerd. – Pisou forte no meu pé!

-- Mein kleine, foi sem querer e... espere! Você conhece essa hobbit? – Ele questionou.

-- Lulu, esse cara pisou no seu pé? – Agora era Davy a perguntar.

Notei que Dianna me olhava com alguma decepção e uma mancha no vestido.

-- Seu vestido. Está manchado!

-- Foi um acidente! – Ela havia lançado um olhar furioso contra Davy e depois se virou para o namorado. – Peça desculpas para Louise.

-- Já pedi e essa louquinha ainda está com raiva de mim!

-- Está tudo bem, “Valmont”... quer dizer Gerd! – Tentei me recompor, sorrir e depois apresentei meu namorado. – Dianna, quero que conheça Davy Jones, meu namorado.

Dianna ficou bastante feliz.

-- Muito prazer Sr. Jones. E este é meu noivo, Gerd Müller!

Maravilha! O Valmont desastrado que parece um urso é... NOIVO da Dianna? 

Após as apresentações, Odile retornou para onde nós estávamos.

-- Me desculpe, amiga. Franz e eu conversamos com Barry sobre um filme.

-- Que filme?

-- Lembra daquele filme que estou começando a fazer? Então, achei seu parceiro de cena e Gerd já tinha topado. – Ela justificou. --  Então vocês vão atuar juntos

Eu levei trinta segundos para entender a informação e explodi.

-- ATUAR COM ESSE URSÃO? – Apontei para Gerd e Dianna e se assustaram. -- Odile, eu tenho o Davy e ele também é ator. Por que não pode ser meu namorado?

-- Porque ele e o Franz estão financiando e no roteiro, já coloquei vocês juntos. Ele vai tentar te conquistar, você vai recusar tudo e no final acaba cedendo.

Davy pediu licença para mim e voltou para onde seus três amigos estavam. Imagino a decepção e ciúme do meu McCutie.

-- Eu posso ao menos falar com Davy sobre isso? – Perguntei, precisava ser honesta com ele.

-- Claro, ele vai fazer ponta no filme também.

-- Eu vou avisar que não gostei de ter que atuar com ele – Sussurrei no ouvido de Odile. – Ele é um canastrão na certa.

-- Amiga, ele não é canastrão e eu sei que você tem a mágica de transformar atores canastrões em vencedores do Globo de Ouro e do Oscar de Melhor Ator. – Odile se mostrava otimista. -- Vai dar tudo certo!

Com tudo isso, falei para o Davy sobre o filme da Odile, os protagonistas e ele fazendo ponta. Davy não gostou mas disse que tudo ia ficar bem. Permanecemos juntos assistindo o show das Supremes, cantando The Happening. Mas a verdade... Era que “Valmont” me atraiu de um jeito sem explicação...


Continua...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

If I Fell (Grindhouse Mix - 6º Capítulo)

Olá pessoal!
Tenham uma boa noite e fiquem com o novo capítulo e a volta de If I Fell!



Capítulo 6: Um consolo

As três jovens saíram do colégio sem questionamentos, até Louise avistar seu professor, conversando por telefone.

-- Estou louco para abrir suas pernas e penetrá-la, mein himmel...

Louise reconheceu de cara quem ele estava ligando e uma lágrima escorreu em seus olhos.

-- Lulu, tudo bem? – Questionou Joanna.

-- Sim. É só... – Disfarçando o ciúme sentido e limpando os olhos. – Alergia. Vamos pro shopping e depois um cinema!

-- Legal! – Berraram as três e pegando o ônibus, seguiram rumo ao shopping Harrods.

Mesmo com toda animação, Odile não se sentia bem. Parecia que a cada momento, qualquer canto do shopping, tudo lembrava Franz. Nada a está fazendo bem. Apenas a companhia das amigas lhe davam um consolo. Resolveram almoçar num restaurante italiano.

-- Ontem a noite fiquei na casa da professora Belle e... tive um ménage a trois com ela e Alice! – Comentou Louise. – Foi tão... sensual.

-- Minha nossa! – Joanna se impressionou. – Com as duas professoras? Imagino o quão sensual...
-- Pelo menos você teve um ménage, e eu... – Odile mal conseguia falar e desatou a chorar.

-- Não chora, francesinha. – Joanna afagava o cabelo da amiga amada que repousava a cabeça em seu ombro. – Quem devia chorar sou eu. Estou aos poucos desistindo do amor.

-- E eu estou desistindo dos homens. – Comentou Louise, frustrada ao lembrar do sexo por telefone entre Gerd e Alice. – Se eles amam uma mulher, por que acabam beijando outras mesmo comprometidos? Isso que não entendo.

-- Pode ser por duas coisas, ou ele é um canalha ou porque eles vivem num relacionamento aberto, mas na maioria são canalhas. – Afirmava Joanna, bebendo seu copo de refrigerante. -- Por isso estou desistindo do amor, quero só curtir agora. Só preciso achar esse "alguém"  pra dar essa curtida.

Ficaram um pouco em silêncio e Odile resolve questionar a mais nova.

-- Por acaso tem algum cara agindo assim, feito canalha com você?

-- Sim. – Respondeu a loira, tomando mais um gole de refrigerante light.

-- Quem é o cara? – Perguntaram as duas em coro.

-- Err... bem... Richard! – Lulu avistou seu colega, Richard Wright, caminhando com seus amigos no shopping. O rapaz estava observando mais um telescópio.

Suas amigas se encontravam espantadas.

-- Richard?!

-- Não... quer dizer... Ele está ali. – Apontando para o colega na outra loja. – A pessoa que estou assim... é o professor de Natação, Gerd Müller.

Todas ficaram mais chocadas com a revelação.

-- Mas Louise, Gerd tem namorada. – Informou Odile.

-- E justamente a professora Alice. – Disse Joanna em pânico. – Ela que você tanto ama. Sei que não devo me meter, mas isso não é errado? Tipo você falou que a Alice é a sua alma gêmea e não se pega o namorado da sua alma gêmea tipo a Didi é a minha alma gêmea, mas eu jamais pegaria o Franz.

-- Eu não estou amando assim o Gerd... – Negou a aluna. – É só uma crush.

-- Tem certeza? Não houve beijinhos? – Odile estava curiosa.

Não teve outra escolha, Lulu acabou sendo honesta com as amigas.

-- Está bem, eu admito, beijei ele e me chamou de algo, Winnie...

-- Ele te chamou de Ursinha em alemão? – Os olhos de Odile brilharam.

-- Peraí! “Winnie” é ursinha em alemão?

-- Claro! – Respondeu a francesa.

-- Caramba, Louise! Ele gosta de você!

-- Mas e a Alice? Ele a chama a todo o momento de “mein himmel”, “mein liebe”...

-- “Mein liebe” é como o Franz me chamava... buaaa... – Novamente Odile chora e Joanna se oferecendo como ombro amigo.

-- Na boa, Lulu, aquele alemão está sendo canalha com vocês duas! – Joanna fechou a cara para a amiga.

-- E o que faço? Paro de freqüentar as aulas dele?

-- As aulas deve freqüentar, mas nada de beijinhos!

Minutos depois a comida pedida estava na mesa e as meninas se banquetearam, menos Odile. Nem mesmo o filme fez Odile ter toda atenção. Ela derramava mais lágrimas na roupa de Joanna e Louise se lamentava com a possibilidade de Gerd ser um canalha.

No outro dia da aula, antes de entrar na quadra, ela ouviu uns gemidos e acabou avistando Gerd e Alice fazendo amor na piscina.

-- Por que me chama de ursinha, se você tem a “mein himmel”? – Chorou um pouco e sendo surpreendida por Alice, que saía da quadra.

-- Amorzinho! Que bom que apareceu! – Saudou Alice. – Boa sorte, pequena. Se precisar, me liga!

-- Claro... – Balbuciou Louise, disfarçando a voz de tristeza e entrou na quadra, retirando a toalha e apenas de maiô e touca na cabeça, mergulhou e emergiu.

Gerd percebeu o mesmo olhar frio de Lulu para ele. Era o mesmo que ela possuía no passado. E durante o ensino do nado a cachorrinho, ela parecia desmotivada. 

-- Quer fazer uma pausa? – Sugeriu.

Os dois ficaram sentados na borda da piscina e ela olhava para água. Ela tremia e Gerd colocou em seus ombros a toalha que usava.

-- Por que faz isso comigo? – Perguntou Louise, chorando e olhando pra ele.

-- Isso o que?

-- Ficar com Alice e depois comigo? – Louise chorou mais, deixando Gerd péssimo. – Você me engana e engana ela também e isso não é legal. Melhor a gente parar por aqui.

Gerd a abraçou a jovem e ela ouviu o coração dele, batendo rápido demais e os músculos de seus braços tremerem.

-- Ursinha, entenda...eu amo Alice, mais do que o esporte, mais do que minha moto, mais do que tudo que tenho e pequena, tenho de dizer que sinto o mesmo por você. Eu amo você. Não me vejo ficar sem você e Alice.

-- Ursinho... – Beijando o homem e o abraçando mais.

Eles voltaram às práticas de natação, desta vez Louise se sentiu feliz.

Odile passou uma tarde de amor com sua alma gêmea, Joanna e depois voltou pra casa, ainda depressiva. Antes de entrar em seu quarto, ela viu que a porta do quarto de Marie estava entreaberta e acabou vendo sua irmã e Mickey McGold fazendo amor e gemendo.

-- Marie... ahhhh... mon cheri... isso... mais... mais...

-- Michael.... oooohhh... Michael... Mon Amour... ohhh... jet’aime... ahhhh....

A irmã mais nova saiu dali e entrou rápido para o quarto, trocou de roupa e se debruçou na cama, chorando por Franz.

Amanheceu em Londres e a sexta-feira prometia para Lola Banks. Ela se sentia um pouco mais livre e a relação com o marido voltava aos poucos. Contudo, Lola começou a sentir atração por alunos. Um deles, Richard Wright, um rapaz tímido, poeta e também jogador do time de futebol coordenado por Franz, lhe despertava algum tipo de desejo. Não demorou muito para os dois se envolverem depois de mais algumas semanas. Mas a única menina que inspira verdadeiramente Rick é Louise.

Bobby Charlton percebeu nas planilhas que alguns alunos faltavam freqüentemente as aulas de Redação e Ed. Física. Questionou os professores e eles não souberam responder. Na verdade os dois sabiam bem. Franz se recusava acreditar que Fefe tenha feito aquilo e a mesma embora satisfeita, ela não se sentia bem. Até por que causou atrito com Mickey, Louise e principalmente com Marie.
Certo dia Felicity havia terminado sua aula e recebeu uma ordem de comparecer na sala do diretor Charlton. Ela já deduzia o que realmente vai ser cobrado dela. Entrando na sala, ela sentou na cadeira de frente para ele, sem demonstrar reação.

-- O que eu fiz desta vez, diretor? – Perguntou a professora estagiária.

-- Por que uma das minhas melhores alunas de redação está faltando nas suas aulas?

-- Quem seria?

-- Odile Greyhound. – Respondeu o diretor, fixando o olhar em Felicity, causando um pouco de desconforto. -- Ela ganhou o campeonato de redação de Londres e quero saber porque ela anda faltando.

-- Ah bem...eu...

-- Eu soube do que aconteceu Felicity. Eu sempre sei o que acontece aqui antes que se justifique, pense na verba que vamos ganhar se ela vencer o concurso de novo.

Felicity se enfureceu. Na semana passada brigou com Lola Banks, a esposa do coordenador Gordon a respeito de Odile. E agora o diretor exigia dela uma justificativa das faltas da aluna por querer que ela ganhe o concurso.

-- Quer saber? Eu não sei, senhor diretor, pra mim ela não passa de uma aluna boêmia, que vive fumando e bebendo por aí.  Ela pode ser a bam bam bam da redação mas se ela quer faltar minhas aulas, problema é dela. Só não quero ouvir reclamações posteriores se suas faltas são injustificadas e ela for reprovada. – Respondeu Felicity, bastante nervosa e zangada. – Aqui está sua justificativa! E agora?

-- São franceses, são boêmios por natureza. – Disse o diretor.

-- E você acabou de me enojar com sua resposta, diretor! – Berrou Felicity, mais indignada.

Neste momento Belle entrou na sala, interrompendo a conversa dos dois.

-- Me desculpem, mas preciso de ajuda!

-- O que houve?

-- Diretor... Odile sofreu uma crise de asma muito forte no corredor! – Belle chorava de desespero e levou Charlton e Felicity para lá.

Encontraram Odile respirando com a ajuda da bombinha e sendo socorrida por Louise, enquanto Joanna ligava para Marie e depois para a ambulância. Quando parou em frente ao colégio, os médicos a colocaram na maca e embarcaram na ambulância. Franz e Louise foram juntos. Joanna e seus amigos foram depois. Felicity não sabia bem o que pensar. Seu objetivo em separar Franz e Odile chegou a ponto de quase ocorrer tragédia.

-- Viu o que provocou, Felicity? – O diretor estava também indignado. – Está despedida!

Ela ficou parada no corredor, sentada numa das cadeiras, quase em estado catatônico...

No hospital, Odile ficou no quarto de emergência, acompanhada de Louise e Franz conversava com médico a respeito disso.

-- Odile, respira devagar. – Pedia Lulu, segurando a mão dela.

-- Eu...Vou...encontrar.....Truffaut antes da hora... – Odile mal conseguia falar.

--Não amiga... o que vai ser de mim e da Jo sem você? Não nos deixe! – Louise chorava demais.

-- Lulu se eu morrer...tem um caderninho de capa cinza...adapta tudo o que tiver lá pro cinema...tudo.....tudo...Até sobre o Franz.

-- Odile... o professor tá aqui e ouvindo tudo. – Apontando para o professor, que entrava no quarto e pegou a outra mão da aluna.

-- Escuta...Franz...eu ainda gosto de você...eu não paro de pensar...em você... foi duro te perder pra...pra...

Outra vez a crise asmática atacou a francesa, deixando Louise e Franz mais apreensivos.

--Não... Odile... Franz me ajuda... eu vou chamar o médico! – Louise saiu do quarto e gritou para todo corredor por um médico ou enfermeira.

-- Agüente firme Mein Liebe... eu te amo ainda...Meu coração é só seu...Não vou deixar que você parta, você é minha vida e eu te amo! – Ele dizia, enchendo a amada de beijos e colocando a mão no coração dela.

Os médicos compareceram ali, prestando ajuda. Franz pediu que Louise fosse para casa e que ele mesmo junto com Marie cuidariam da garota. Ela aceitou e na saída encontrou o professor de natação, olhando para ela de outro jeito... Algo que não agradou Louise. Ela foi embora em companhia de sua amiga Joanna.

-- Nem sabe da novidade que fiquei sabendo. – Disse Joanna, dirigindo o carro e parando em frente ao semáforo. – Felicity foi demitida.

-- Por quê? – Louise não acreditava no que ouvia. A prima foi demitida.

-- Charlton soube o que aconteceu com sua aluna que sempre traz verba pro colégio e viu a crise da Odile e aí o demitiu.

--Deus, eu não soube disso . Tentei ligar para ela várias vezes, mas não conseguia. – Louise se preocupou agora com a prima. Temia várias coisas.

--Disseram que ela gritava pelos corredores que Odile e o professor deveriam morrer mesmo. – Joanna voltou a dirigir com o sinal aberto e continuou a falar. --Mas bem, sugiro que você converse com a Felicity. Agora minha preocupação maior é como esta a minha Mulder? Tive que voltar às pressas pra casa, meu irmão passou mal.

-- Franz e a Marie estão no hospital cuidando dela.

-- Quando vi Odile daquele jeito achei que eu ia morrer. Você já sentiu assim? Como se fosse perder uma parte de você?

-- Várias vezes... Foi desse jeito que senti quando vi Alice e o Gerd... Parece que ela prefere ele do que a mim e isso me machucava e morria uma parte de mim. – Justificou Louise, lembrando das poucas vezes que ficava com Alice e esta meio que negava e ainda parou de ficar com ela nos fins de semana, preferindo mais o professor.

-- Talvez o amor não foi feito pra gente. Estou pensando em fazer algo pra Odile, o que você acha que devo fazer?

--Ela merece mesmo, Jo. Pode ser uma festa quando ela voltar do hospital. Vamos chamar nossa turma de amigos.

Enquanto elas combinavam como será a tal festa, Louise discava o número da prima e nada de ser atendida...

Na sala dos professores, Fefe esvaziava seu armário e guardava algumas coisas na bolsa e outras na caixa. Nora brigou com ela faz poucos minutos e para poupar mais conversas, tratou de guardar tudo e sair do colégio o quanto antes, sem despedidas. Neste momento, um dos professores, Manuel Neuer a vê se preparando para ir embora.

-- Ei Fraulein!Pra que tanto ódio? – Indagou o professor de culinária.

Ela não respondeu

-- Felicity...

-- O que foi, herr Manuel? Quer me condenar mais? Vamos, aproveite! Eu tenho raiva disso tudo! Raiva do diretor que tem um caso com a professora de francês, raiva do meu namorado que me deixou sem avisar, raiva do meu ex que não me quer e prefere uma aluna de dezoito anos que é amiga da minha prima, raiva da esposa do coordenador que me denunciou e eu tenho raiva de mim porque acabei de descobrir que to grávida! Eu tenho raiva de tudo e todos! – Explodiu a ex-professora, chorando.

-- Uma moça bonita como você não deveria guardar ódio das pessoas,isso faz mal pra gente e sobre essas pessoas esquecer eles, faz mal pro bebê. – Ele afagava o rosto dela e o ventre. -- Antes que você me crucifique fiz isso pra você!

Ele entrega um pote com quatro cupcakes.

-- Desculpa... Mas não posso aceitar e dê para aquela asmática! – Recusou Felicity.

-- Mas não fiz pra ela. Eu fiz pra você. Olhe, quero que aquela asmática se foda! Nunca me importei com ela. Conheci ela numa festa com minha ex namorada e só posso dizer que ela é o demônio em forma de garota mas você me motiva em tudo. Me faz querer fazer isso.

Ele a beijou na bochecha, deixando Fefe sem palavras.

-- Manuel... você é um cara legal.. Mas... não me leve a mal. Ainda amo o Franz.

-- Não, você não o ama . Só está fazendo esse jogo consigo mesma pra tentar arruinar aquele demônio asmático. – Insistiu Manuel. -- Tente superar, você merece algo muito melhor.

-- Eu não quero te iludir. Já estou mais do que decidida. Eu vou embora daqui. Vou para Barcelona amanhã adeus e obrigada pelos cupcakes!

Vendo que não havia como convencer de ficar, acabou dizendo.

-- Tenho uma confeitaria em Portobelo Road, dê uma passada lá pra tomar um café.

-- Obrigada!

Felicity voltou para a casa, pegou suas malas e guardou suas roupas e alguns pertences em caixas. Escreveu uma carta para Louise e Michael e depois saiu da casa, trancando a porta e embarcando no carro. Ela discava um número.

-- Alô?  -- Atendeu uma voz masculina.

-- Já sai de casa. Vou para aquele endereço que me indicou. Tem certeza que posso ficar no seu apartamento?

-- Quanto tempo que precisar e não se sinta acanhada. – Dizia a voz no outro lado da linha. – E depois vamos conversar?

-- Claro.

Ela ligou o carro e seguiu rumo ao norte de Londres...

No outro lado da cidade, Gordon arrumava calmamente suas roupas na mala. Ele está se separando de Lola, após descobrir que ela teve um caso com Belle Blue e com um dos seus alunos, Rick Wright.

-- Gordon, vamos conversar... – Sugeria Lola, desesperada.

-- Já conversamos o bastante, Lola. Tudo foi esclarecido. – Disse o coordenador, calmo. – O que me deixa mais chateado é que fiz de tudo pra salvar nosso casamento, te agradei de várias formas e nada. Acabou.

Ele carregou as malas e guardou no carro. Ao embarcar, ainda ouviu Lola gritar e bater no vidro do carro. Ele seguiu seu caminho e a chuva começou a cair, molhando Lola.

Gordon chegou ao apartamento que fica na região central de Londres. Era seu apartamento particular, seu refúgio pessoal quando o trabalho e a vida de casado lhe deixava exausto. Entrou na sala e sentiu um delicioso aroma de café e torradas. Caminhou até a cozinha e encontro Felicity, bebendo uma xícara de café e olhando seu smarphone.

-- Chegou cedo... – Comentou Gordon, pegando uma xícara e Fefe o servindo.

-- Evitei todo mundo hoje. – Fefe havia chorado poucos minutos atrás.

Gordon tocou o ventre de Fefe e tirou a xícara dela.

-- Se não tem para onde ir, fique neste apartamento. – Disse o coordenador, apiedado. – Acho melhor que eu fique em outro lugar.

-- Por favor, fique. – Pediu Fefe. -- Gordon, você me prestou abrigo. Não é justo sair de sua propriedade. Eu que sou a intrusa. Uma grávida que perdeu o emprego, sacaneou pessoas e agora está aqui.

-- Já que insiste...

Ali mesmo iniciou uma amizade entre o coordenador do colégio e a ex-professora estagiária.


Continua...

domingo, 10 de janeiro de 2016

Yellow (Songfic - Novos Ships Grindhouse)

Olá pessoal!
Tenham uma boa tarde e fiquem com uma songfic pra animar um pouco o domingo. Eu dedico para minha amiga Mariana "Greyjoy" Pereira. Aqui começa a segunda fase da Grind chamada Novos Ships. Boa leitura!


Yellow__ Maya Amamiya


Mais uma partida do campeonato e Marco Reus, aparentando estar muito bem preparado para o jogo decisivo, não se encontrava bem. Ao entrar em campo, viu o estádio Signal Iduna Park completamente cheio. Seus torcedores transmitindo aquele apoio. Mesmo estando em segundo lugar naquela temporada e com pontos longe do principal rival e carrasco, Bayern de Munique, o time está mais do que determinado em garantir ao menos o segundo lugar e a vaga para a Champions League. Ele também olhou para o céu. Noite de estrelas. Lembravam ela.

Look at the stars
Look how they shine for you
And everything you do
Yeah, they were all yellow
I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called Yellow
So then I took my turn
Oh, what a thing to've done
And it was all yellow

(Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E para tudo o que você faz
Sim, elas eram todas amarelas
Eu vim de longe
Eu escrevi uma canção para você
E todas as coisas que você faz
E foi chamada de Amarelo
Então eu esperei minha vez
Oh, que coisa para se fazer
E era tudo amarelo)


Amarelo. A camisa é amarela. Quando ela o viu pela primeira vez nunca viu uma pessoa naquela cor tão improvável, tão pouco conhecida. E Marianne Jones soube ali que até mesmo uma coloração como aquela tem seu valor. E seu encanto. E ali mesmo, no quarto do hotel e sozinha, ela chorava de saudade de seu amado jogador amarelo e tatuado.  Depois de mais alguns minutos ela decidiu.


Your skin
Oh, yeah, your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know
You know I love you so?
You know I love you so?

(Sua pele
Oh, sim, sua pele e ossos
Transformaram-se em algo bonito
Você sabe
Você sabe que eu te amo tanto?
Você sabe que eu te amo tanto?)

Os torcedores vibravam a cada nova jogada, a cada chute, cada momento de emoção. Marco não conseguia entender. Parecia que nada estava dando certo. Temeu por outra lesão. O que não ocorreu. Quando o primeiro tempo terminou, tomou água e conversou com alguns dos seus colegas de time.

-- O que está acontecendo, Marco? – Perguntou o goleiro Roman Weidenfeller, enquanto bebia mais um pouco de água.

-- Nada. – Marco não queria conversa com ninguém. Mas não foi o bastante para evitar até mesmo a palavra do técnico Thomas Tuchel.

-- Marco, está tudo bem?

-- Sim. – Respondeu o jogador, mal encarando o treinador. – Eu... Quer dizer...

Tuchel sabia bem o que ele tem. Bateu no ombro do jogador e continuou a falar.

-- Ainda é aquela menina?


I swam across
I jumped across for you
Oh, what a thing to do
'Cos you were all yellow
I drew a line
I drew a line for you
Oh, what a thing to do
And it was all yellow
(Eu atravessei o oceano
Eu superei barreiras por você
Oh, que coisa a se fazer
Porque você estava toda amarela
Eu tracei uma linha
Eu tracei a linha por você
Oh, que coisa a se fazer
E ela era toda amarela)

-- Marianne ainda se faz presente pra mim... Eu não devia ter brigado com ela daquele jeito. Mas... tenho medo da distância nos separar.

-- Na vida há muitas dúvidas, brigas, escolhas e sacrifícios a serem feitos. – Dizia Tuchel, enquanto vasculhava as próximas estratégias do jogo. – Por que não torna esse último jogo da temporada como algo inesquecível.

-- Quer dizer, jogar pela Marianne?

O técnico não disse nada, apenas sorriu e voltou sua atenção para seus jogadores.

And your skin
Oh, yeah, your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know
For you I'd bleed myself dry?
For you I'd bleed myself dry?
(Sua pele
Oh, sim, sua pele e ossos
Transformaram-se em algo bonito
Você sabe
Por você eu sangraria?
Por você eu sangraria?)


E novamente ele entrou em campo, mais motivado. Ele não só queria jogar, mas também depois de terminar a partida procurar Marianne e se acertar com ela. Foi aí que antes da bola rolar em cada jogador, ele avistou a amada na arquibancada. E ela olhava para ele, usando um casaco preto e o cachecol amarelo com o símbolo do time. Era mais do que suficiente para Marco. Nem deu cinco minutos de jogo e conseguiu marcar seu primeiro gol, abrindo de vez o placar.

It's true
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine for
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine
(É verdade
Olhe como elas brilham para você
Olhe como elas brilham para você
Olhe como elas brilham para
Olhe como elas brilham por você
Olhe como elas brilham por você
Olhe como elas brilham)

O jogo terminou com a vitória de 2 x 1. De fato não foi fácil para o Borussia Dortmund vencer o Schalke 04. Após o jogo, Marco se encontrou com Marianne na saída do estádio.

-- Antes que você fale algo, eu quero pedir perdão por tudo que disse. Eu não quis te ofender. Apenas fiquei com medo de te perder. Sei que sua vida é na Inglaterra, mas seria pedir demais se... --- Ele tirou do bolso do casaco esportivo uma caixinha vermelha e abriu para Marianne, mostrando um anel de brilhantes. --... casasse comigo?

Marianne chorou com o pedido de desculpas abraçou o namorado.

-- Eu tomei minha decisão. Eu quero ficar com você, aceito me casar com você, Woodyinho!

Não é preciso dizer que o time inteiro e o técnico viram aquela cena romântica e inclusive os fãs e torcedores. Foi um bom fim de temporada para o Borussia Dortmund e um final feliz para Marco Reus e Marianne Jones.

Look at the stars
Look how they shine for you
And all the things that you do
(Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E todas as coisas que você faz)


FIM




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

The Air That I Breathe (11º Capítulo)

Boa noite pessoal!
Primeiro post de 2016 e vamos com capítulo novo dos Hollies! Boa leitura!



Capítulo 11: Dear Eloise

Terry POV
Sexta-feira chegou e com ela as quartas de final da banda. Cada vez mais os ensaios mostravam avanços muito evolutivos e principalmente na hora de compor. Acabei dando uma sugestão, embora queria que fosse usada depois da competição.
-- Por que vocês não gravam umas músicas e lançam na internet?
O pessoal ficou meio estranho com essa sugestão. Pelas reações deles, acho que não curtiram.
-- Não é uma boa idéia. – Comentei. – Eu sabia.
-- Não é isso, Terry. – Disse Tony. – É que temos medo, sabe? De alguém hackear o que é nosso e patentear como se fosse dele.
-- Eu entendo.
-- Mas é uma boa idéia. – Jenny entrou na conversa. Ela sabia bem como funcionava, afinal ela me ajudava a divulgar minhas músicas no canal do Youtube. – Toddynho, eu ajudei o Terry nas divulgações das músicas dele. Como acha que ele é tão popular no Youtube? Mais do que aqueles youtubers que vi.
-- Eu também acho uma boa idéia. – Agora era Maureen, a irmã do Tony, completou. – Contudo, acho mais prudente fazer isso depois da competição. O foco acima de tudo são as quartas de final.
-- Melhor ainda: eu posso fazer um site! – Suzanne se mostrou solícita. Aparentemente ela e Mo se desculparam depois daquela confusão que resultou no fim do namoro com Nash. – Graham sabe que sou especialista em criar sites nos códigos PHP e HTML.
-- Não é a toa que vocês são o casal nerd!
-- Nerds não! – Graham abraçou Suzanne por atrás. – Somos ursinhos!
Tive de rir deles e no final concordamos em fazer um site e Suzanne e Jenny vão se dedicar no trabalho. Quando fui tocar um pouco de violão, Maureen se aproximou de mim.
-- Oi!
-- Olá! – Fiquei um pouco nervoso com a presença dela. Não tinha nada contra. Na verdade, eu pensava numa forma de abordar Maureen. – Gostei do que você disse.
-- Obrigada!  -- Ela estava meio encabulada e ajeitava aqueles óculos. – Mas foi o que pensei. É melhor assim pra banda não perder o foco nos objetivos.
-- Está certíssima.
E ficamos naquela conversa que mais parecia um chove não molha. Num dado momento Maureen e eu fomos para a cozinha pegar algo pra comer e flagramos Tony e Jenny aos beijos.
-- Foi mal! – Ele se desculpou. – Espero que não tenha visto, Mo.
-- Aham, sei! – Ela disse, bem irônica.
Passamos o resto da manhã desse jeito.

Bern POV
Fazia poucos dias que não via Eleanor. Ou talvez ela venha e me ignore. Não fiz nada de mais, apenas fui educado com ela. Soube pelos rapazes que ela é ex-namorada do Tony. Neste caso acho que ela não quer nada comigo. Afinal quem quer algo com baixistas? Ainda mais um tipo esquisito como eu...
Nunca me importei isso, até esse dia, quando a conheci. Meus pensamentos foram interrompidos com a chegada súbita de Bobby Elliot.
-- Bernie, me ajuda?
-- Se estiver ao meu alcance, sim. – Respondi.
-- Estou afim de uma garota.
Grande coisa, pensei comigo mesmo. Bobby sempre está apaixonado. Depois que ele terminou com a Monica, ele vive tendo crushs pelas garotas do colégio.
-- Quem é a garota? – Perguntei.
-- Sabe aquela novata que chegou faz pouco tempo?
-- A que estamos suspeitando que seja uma princesa de verdade?
-- Ela mesma. – Confirmou Bobby, bem apaixonado. -- Ouça, eu escrevi uma canção pra ela.
Então, a música que cantamos umas três vezes no ensaio de manhã era do Bobby? Bom saber disso.
-- Olá, rapazes!
Levei um susto ao ver quem era. Eleanor.
-- Oi E-Eleanor! – Gaguejei. E fiquei com cara de pateta.
Nós três ficamos conversando sobre a banda. Eleanor não demonstrava mais ciúmes quando mencionávamos Tony e Jenny.
-- Eleanor, você vai hoje a noite para ver o concurso?
-- Claro que sim! – Confirmou. – Vocês se importam se eu levar duas amigas?
-- De quem estamos falando? – Perguntou Bobby, bem curioso.
-- Da Eloise e Carrie Annie. Mas sobre a Annie, não falem pro Allan. Ela quer fazer uma surpresa.
-- Tudo bem. – Concordamos.
Bobby se retirou, deixando Eleanor e eu sozinhos. Acho que pode engrenar de vez.

Bobby Elliot POV
Quando percebi que nascia um clima legal entre Bern e Eleanor, resolvi sair e voltei pra casa. Preciso esperar até o fim da tarde e me reunir com a banda no colégio para a competição. Além de saber que Eloise se tornou minha colega, ela também mora em uma casa ao lado da minha. Então dá pra saber que toda noite olho pra janela e encontro-a, seja teclando no computador ou assistindo filme ou até mesmo lendo algum dos seus livros preferidos.
Na minha ansiedade, abri o MSN e conversei com Allan. Ele sempre está online.
Allan se mostrou bem compreensível. Ele perguntou se eu sei de algo sobre Carrie Anne. Odeio mentir, mas tive de fazer, se Anne quer mesmo fazer uma surpresa pro vocalista. Depois da conversa, dormi um pouco e minha mãe me acorda.
-- Vamos, Bobby! – Minha mãe ficou de me levar para o colégio. – Os meninos estão no colégio.
Desci as escadas, de banho tomado, arrumado e só carregando minhas baquetas. O restante do kit de bateria está guardado na casa da avó do Bern. Alias, ele me manda uma mensagem avisando que ele e o Allan já estão no colégio.
Minutos depois chegamos lá e assim que desembarquei do carro corri para dentro do colégio, encontrando meus amigos. O palco está aparentemente pronto.
-- Pessoal, é o seguinte! É o mesmo sistema que foi usado nas outras rodadas. – Explicou Tony. – O que quero dizer que esta semana não consegui compor nada. Nem o Allan e nem o Nash.
Senti um pouco de dor de barriga por conta do nervosismo. Contudo, Tony continuou a falar.
-- Neste caso, eu decidi que a única música que vamos tocar é do Bobby Elliot!
Custei um pouco acreditar nisso e olhei para todos.
-- Mas Tony...
-- Não temos outra escolha. – Justificou o guitarrista. – Sua música vai ser mostrada.
-- E se os jurados não gostarem?
-- Temos que arriscar, Bobby. E eu sei bem que sua música é pra menina que parece uma princesa.
Por isso que não queria que a música fosse tocada. Vai ser bem evidenciado.
-- Eu mesmo vou cantar, Bobby. – Allan se ofereceu para tal intento e aceitei.
Fomos à última banda a tocar nas quartas de final.  Quando me sentei no banco da bateria, notei que ali entre as primeiras da fila estava... Eloise. E sorrindo pra mim. Ao lado dela estava Eleanor e Anne. Neste momento, Allan veio falar rápido comigo.
-- Viu só, Bobby? – Allan estava bem animado. – Anne  veio!
-- Sim!
Começamos a tocar...

Dear eloise, I am writing to say
A number of funny thing I heard today.
I heard that hes left you and run off to sea.
Could be the best thing thats happened to me.

Writing a letter to make you feel better.
Sorry to hear that he left you that way.
I could have told you, he was much older,
So much older than you.

You rushed blindly, he treated you kindly
Until he found out what he could get from you.
You should have departed before he got started.
Now youve been burned just like I said you would.

Please read my letter closely.
Its beneficial, too.
You must read in-between the lines,
A message you will see.
If you use your mind, youll find
I want you back with me.

So much older than you, so much older than you.

Após o fim da música nos retiramos e o concurso encerrou. Apenas tínhamos de esperar meia hora para a divulgação dos resultados. Foi aí que Eloise se aproximou de mim.
-- Bobby!
-- Eloise!
Nos encaram0s por uns minutos e ela continuou a falar.
-- Eu adorei a música...
-- Foi pra você! – Na maior cara de pau eu falei sem me importar com nada. – Pensei em você.
Eloise sorriu para mim. Acho que ia rolar um beijo se não fosse o Terry, Mo e Eleanor aparecerem.
-- BOBBY! CONSEGUIMOS! ESTAMOS NA SEMI FINAL!
A notícia me animou bastante e pra completar mais ainda, Eloise me beijou. Agora sim tudo pode estar bem...

Continua...