segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Devoted to You (Oneshot- Grindhouse)

Olá pessoal!
Tenham uma boa noite e fiquem com a oneshot da Grindhouse oficial chamado Devoted to You (música dos Everly Brothers), mostrando Jim Stone e Louise McGold como casal cânon e alguns fatos que ocorreram em Rush e alguns momentos dos filhos da Grindhouse. Boa leitura!



Devoted To You__ Maya Amamiya


Louise havia perdido a noção de quanto tempo havia se passado desde que resolveu morar com James Stone. O jornalista sofria demais com a morte de sua esposa, a atriz Farrah Fawcett. Ele não era o mesmo. Perdeu a vontade para tudo e ainda contraiu insônia. Seus filhos, Edgar e Louise, cujo apelido era Sisi, voltaram a morar com o pai. E mesmo assim Jim não conseguia voltar a sua forma.  Através da filha dele, Lulu tomou uma grande decisão: ajudar Jim a superar o luto.

Ela acordou cedo e preparou o café. Edgar e Sisi ainda não acordaram. Subiu as escadas e bateu na porta dos quartos deles, chamando para a refeição. Voltando para a sala, encontrou Jim, debruçado na mesa com as fotos de Farrah.

-- Minha pantera, minha musa... – A voz estava embargada de tristeza. – Que falta você me faz...

Louise ajudou Jim a sair da mesa e olhando para ele.

-- Você devia dormir um pouco.

-- Se minha mulher... Estivesse aqui...

Os dois filhos de Jim se acordaram, já arrumados, tomaram café tranquilamente e foram conversar com o pai no jardim.  Enquanto Louise lavava a louça, Sisi aproveitou para guardar as fotos da mãe e conversou com a atriz.

-- Todos os dias é a mesma coisa. Papai pega as fotos de mamãe, chora e fica de bruços na mesa. Quando não são as fotos dela, são do vovô e da vovó.

-- Eu também passei por isso quando meu anjo Rick partiu. – Disse Louise, se lembrando da morte de Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, morto no ano passado. – Ficava ouvindo as músicas dele por 24 horas, olhando as fotos, rememorando as cenas...  É bem difícil, Sisi.

As duas observavam pai e filho falando sobre Farrah e a superação.

-- ... Sei que é duro esse momento, eu também sinto falta da mamãe, mas isso é deprimente, pai! – Dizia Edgar.

-- Não lido bem com a morte. – Respondeu Jim, olhando pro filho e depois para o jardim. – Nunca.

Antes de voltar à atividade, a jovem chamou Louise.

-- Tia Alice quer falar com você. – Segurando o telefone e passando para Lulu.

-- Alô?

-- Lulu, é a Alice! Como você está?

-- Estou bem, já o Jim... – Observou mais uma vez o jornalista com o filho e caminhando no jardim. – Ele continua com aquela rotina depressiva. Não dorme, não escreve e fica olhando as fotos da Farrah.

-- Meu deus, ele está pior do que eu pensava. – Comentou, entristecida. -- Quando papai morreu, ele passou um mês recluso e quando mamãe partiu, ficou seis meses sem sair de casa. Então por favor, Lulu leve-o para tomar um pouco de sol, por favor, daqui a algumas semanas eu e Gerd estaremos aí.

Ao ouvir o nome dele, Louise sentiu uma fisgada no coração. Mesmo depois de tantos anos, a simples menção ao nome de Gerd, machucava sua alma. Respirou fundo e voltou a conversar.

-- Darei meu melhor para Jim se recuperar. – Respondeu, calma e sorrindo.

-- Muito obrigada.

Ao desligar o telefone, ela encarou Sisi, que a observava.

-- Está tudo bem, Lulu?

-- Claro. – Ela se sentou no sofá e respirando devagar. – Foi só um mal estar. Um choque. De resto estou bem.

-- Certo. Eu vou fazer compras e o Edgar vai trabalhar. Volto mais tarde. Até logo!

-- Até logo, Sisi! – Despediu-se da filha de Jim.

Depois Edgar saiu para trabalhar e o resto do dia transcorreu normal. Louise preparou o almoço e ambos comeram pouco. Após a refeição, voltaram para a sala e assistiram a um filme. Nenhum deles prestava a atenção. Jim chorou e deitou a cabeça nas pernas de Lulu.

-- Por favor, Louise, cuide de mim, por favor, eu não te peço mais nada!

-- Eu não vou te deixar, James! – Ela passava a mão no cabelo dele. – Eu... te adoro. Não quero ver você assim.

O carinho dado para ele foi o bastante para Jim levantar a cabeça e encarar Louise. Afagou o rosto dela e admirando os olhos azuis da mulher mais encantadora que já viu.

-- Louise...
-- Jim...

Não havia nada que pudesse ser negado. Trocaram ali um beijo calmo, cálido e contendo amor. Era inegável que depois de tantos anos, Jim ainda tinha sentimentos profundos pela atriz. Louise se julgava incapaz de voltar amar desde a morte de Rick. E com Jim Stone redescobria o sentimento de uma maneira diferente para sua idade.

-- Não me abandone jamais, pequena deusa. – Sussurrou Jim e voltando a sentir os lábios de Louise e desta vez mais envolvidos.

Permaneceram naquela troca de carinhos durante a tarde toda e mais beijos e conversas, até a chegada dos filhos dele. À noite o jantar transcorreu calmamente até o filho mais velho questionar.

-- Como foi sua tarde, pai?

-- Muito boa. – Sorria Jim, servindo um pouco de vinho para Louise e Sisi. – Louise e eu nos beijamos.

Ao ouvir a afirmação, Edgar se engasga, sendo amparado pela irmã.

-- V-você o que?

-- Nos beijamos. Algum problema?

-- Claro que tenho! – Se exaltou e em seguida saindo da mesa. – Ela veio morar aqui para te ajudar a sair do luto e acontece um beijo entre vocês? Isso é uma falta de respeito à memória de minha mãe!

-- Não diga uma coisa dessas, mano! – Sisi tentava defender Louise e o pai. – Você sabe melhor do que ninguém que o papai ama tia Lulu muito antes de conhecer a nossa mãe!

-- Eu não aceito isso!

Louise praticamente não sabia o que pensar ou que fazer. No entanto, compreendia a surpresa e indignação do filho de Jim. E refletindo sobre isso, talvez fosse errado em beijar o jornalista.

-- Com licença, eu vou para o meu quarto. – Se retirando as pressas.

-- Tia Lulu... – Sisi foi atrás dela e entrou no quarto, consolando-a. – Peço desculpas pelo meu irmão.

-- Ele acha que sou uma intrusa... – Ela chorava e tentava parar as lágrimas. – Entendo o lado do Ed.
Na sala, Edgar e seu pai discutiam sobre o ocorrido.

-- Você vai pedir desculpas a Louise pela sua falta de educação! – Jim estava furioso com a atitude do filho.

-- Pedir desculpas a mulher que está tentando ocupar o lugar de minha mãe? Nem pensar!

Mais enfurecido, o pai acertou um tapa na cara dele. Edgar colocou a mão no lado do rosto onde foi golpeado.

-- Edgar Charles Fawcett Stone! Posso estar com quase setenta anos nas costas, mas ainda posso dar um tapa na sua cara pela sua falta de educação! – Pausou para respirar e continuou. -- Louise nunca irá tomar o lugar de sua mãe! E nunca tomará! Mas todos nós temos direito de amar novamente, meu filho.

Edgar acabou indo para o quarto, com o orgulho ferido e Jim procurou Louise. Sisi voltou para o quarto dela, deixando o casal à vontade.
No outro dia, Jim acordou cedo e junto com Sisi, preparavam o café. Louise também se acordou e resolveu arrumar as malas. Edgar cruzou em seu quarto e viu a mulher guardando as roupas na mala.

-- Tia Lulu, eu posso falar com você? – Perguntou, um pouco tímido.

-- Se for outro desaforo, esquece. Estou de saída.

-- Não, eu quero me desculpar por tudo o que eu falei! Eu errei! Essa morte da mamãe, ela... – Desatou no choro e foi consolado por Louise.

-- Menino, nunca tomarei o lugar de sua mãe e nem pretendo. Da mesma forma que não quero que Jim tome o lugar do Hunt e do Rick na vida dos meus filhos. O amor é algo divino e temos direito de amar, independendo de quanto tempo levar.

-- Você... o ama? – Indagou, limpando os olhos e parando de chorar.

-- Desde 1972. – Respondeu Louise, sorrindo. – Posso ter amado alguns homens, mas seu pai foi à peça que eu encontrava para encaixar.

-- Então não há dúvidas. – Em seguida caminhou até a porta. – Vocês se merecem.

Com a saída de Edgar, o resto da manhã ficou mais pacifica.

-- Quer viajar comigo? – Convidou Louise, enquanto regava o jardim.

-- E para onde vamos? – Jim tomava um pouco de água, pois estava podando algumas rosas.

-- Brighton. – Respondeu. – Vai ser ótimo pra nós.

Jim não queria sair de casa, mas como Lulu estava promovendo, resolveu aceitar o convite. Durante a viagem não trocaram uma palavra até certo momento.

-- Quero pedir desculpas pela atitude do Edgar. Ele nunca foi assim. – Jim observava Louise dirigindo calmamente.

Louise não respondeu, apenas suspirou. Na chegada do hotel, guardaram as roupas no armário. Jim avistou o mar na janela e imediatamente lembrou-se de Farrah. A primeira viagem deles foi à Califórnia, onde se divertiram na praia. Em Brighton transparecia uma praia calma. Outrora foi bem agitada nos anos 60.  Quando entrou no quarto, encontrou Louise deitada com a mesma roupa e dormindo. Aproximou mais dela e viu que ela tinha os olhos molhados e o nariz vermelho. Certamente havia chorado. Decidido, acabou beijando de leve a mulher, ainda dormindo e depois adormeceu abraçado com ela.

Quando acordaram, Jim preparou um lanche e Louise lavou o rosto e se juntou a ele.

-- Me desculpe por não dizer nada durante todo esse tempo. – Louise se sentia culpada por não ter respondido nada. – E antes de tudo, Edgar conversou comigo e pediu desculpas. Entendo-o.

-- Estou feliz por isso. Quer caminhar comigo na praia?

-- Quero.

Apesar do mau tempo, o clima era gostoso e os dois caminharam por longos minutos no fim de tarde.

-- Acho que vou me banhar um pouco... – Louise tirou a roupa, revelando um corpo ainda bem feito, impressionando Jim.

Ainda olhando para Lulu, não conseguiu deixar de admirar a beleza dela. Ele também se livrou das roupas e aproveitou o mar. Os dois praticamente se transformavam em jovens, por brincarem na água e trocando abraços e beijos. Ao terminarem o banho de mar, se vestiram e Louise deixou escapar um suspiro. Mesmo com os anos, Jim Stone continuava um homem incrível, atraente e sedutor.

-- Você não mudou nada... – Ela comentou sorrindo.

-- E você também. – Retribuindo o sorriso.

No caminho do hotel, Jim e Louise relembraram algo.

-- Lembra do fim de semana em 76, quando ficamos juntos?
-- Sim. – Os olhos de Louise brilharam quando tocou no assunto. – Foram os melhores dias da minha vida.

-- Para mim também. – Ele segurava a mão dela, como namorados.

FLASHBACK ON

O sábado de Londres amanheceu nublado, apesar de que no dia anterior tenha sido um dia de sol perfeito. Um casamento se realizou e era de Gerd Müller e Alice Stone. Mesmo ter aceitado tudo isso, Louise sofria por dentro e durante a primeira dança do casal, ela distanciou-se dos outros convidados, preferindo chorar numa mesa afastada aos olhos de todos e beber do que assistir. Não ficou muito tempo na festa e resolveu ir embora. Permaneceu no bar do hotel e bebeu um pouco, até encontrar o irmão da noiva, James Stone. Entre uma conversa e outra, eles acabaram dançando um pouco e trocaram um beijo quente, resultando na ida para a casa dela, onde tiveram sua primeira noite de amor.

Louise acordou com dor de cabeça e aos poucos se lembrando da noite anterior. Ela olhou para Jim, dormindo e apenas com lençol cobrindo a parte intima.

Ali mesmo corou-se por estar olhando para o corpo dele e se levantou rápido, pegando o vestido, sapato e a bolsa. Sentando-se na poltrona tomou uma aspirina e serviu-se de um copo d’água.

-- Se “Jill Munroe” descobre que dormi com seu marido, sou uma mulher morta. – Referindo-se a Farrah Fawcett, uma atriz, famosa por interpretar uma policial investigadora no seriado As Panteras.

Se vestiu rápido e quase caiu no chão por conta da dificuldade de calçar a sandália. Antes de abrir a porta, ouviu Jim se acordando e depois olhando para ela.

-- Aonde você vai? – Olhando para ela.  - Irá me abandonar como Atena abandonou aquele rei espartano, pequena deusa?

-- Olha, eu não sei o que deu em mim... – Tentava explicar, mas a cada palavra que emitia, mais falhas devido a visão do homem a sua frente. Um encanto masculino. – Eu bebi e lembro-me de nós fazendo amor de forma intensa. Você é casado e, por favor, vamos esquecer isso!

Não adiantou a desculpa. Ele saiu da cama, mesmo sem o lençol, sem nenhuma roupa. Puxou-a para dentro do quarto, trancou a porta e abriu o zíper do vestido dela, deixando-o cair e mostrando seu corpo branco e delicado.

-- Hoje você é minha! – Deitando-a na cama e tirando as sandálias.

Jim vendou os olhos de Louise com a gravata e sussurrou.

-- Minha pequena deusa... – Tocando o corpo dela até chegar à região mais delicada. – Sinta tudo!

Praticamente Jim a tocava devagar, causando em Louise um prazer inimaginável e arrancando gemidos. Ainda com os olhos vendados, ela sentiu os lábios dele beijando seu corpo e sucções nos seios.

-- Jim...— Ela dizia, se retorcendo. – Por favor... Eu... ahhhh...

-- Ainda nem comecei, pequena deusa... – Disse com uma voz safada e afastando as pernas de Louise e penetrando-a forte.

-- Aaahh!

-- Calma! Logo se acostuma...

A penetração continuou, lentamente, o bastante para o galês apertar os seios dela e encher de beijos. Louise o abraçou e arranhou suas costas com vontade à medida que a velocidade das estocadas continuavam. Ela também gemia.

-- Jim... eu não vou agüentar.... --- Louise suava junto com ele. – OH MEU DEUS!

No último movimento atingiram o orgasmo, emitindo junto um grito de satisfação.

-- Ainda pensa em ir embora? – Questionou o galês, com o corpo suado.

-- Não mais... – Ela o beijou intensamente e se abraçaram.

Iniciou-se os dois dias juntos, trancados no quarto se amando e descobrindo mais apaixonados. O fim de semana deles foi exatamente isso. Sexo, amor e devoção. Mesmo casado, Jim nunca deixou de amar Louise e ali mesmo na cama, descobriu muito mais do que prazer, tesão. Era amor.

Quando acordou na manhã de sábado, encontrou Louise, usando um robe, cabelo escovado e preparando o almoço deles. Jim vestiu um abrigo e abraçou a mulher por trás.

-- Minha pequena deusa...você me faz tão feliz! Amo você mais do que tudo nesse mundo. – Em seguida ele a virou para olhar nos olhos lindos de Louise. –Por que não ficamos juntos? Eu largo a Farrah, assumo seu menino e casamos. A gente se muda pra alguma cidade do litoral de Gales e criamos eles. Deixe-me ser seu, Louise, pro resto de minha vida!

O pedido tão apaixonado vindo de Jim surpreendeu Louise. Ela sempre o achou o homem mais sexy e atraente que já viu, talvez mais do que Alain Delon, o ator francês. Também se lembrou de seus filhos, Freddie e o recém nascido Thomas, filho dela com Gerd.Também se lembrou de Lawrence Rain, seu segundo grande amor. Atualmente, o escritor está casado com Eva Crawley.

 Ela enlaçou Jim no pescoço.

-- Jim, tudo o que quero nesse momento é ser sua, meu galês ruivo! Te quero tanto que nem meu coração pode agüentar de tanto amor que tenho por você!

Diante da resposta ele a beijou bem forte e também pegou uma cadeira, sentou e fez Louise ficar em seu colo, onde fizeram amor de forma gostosa, arrancando gemidos altos e declarações de amor entre suspiros.

No entanto nem tudo eram rosas. Quando o fim de semana acabou, cada um voltou a sua vida. Ou melhor, eles voltavam sempre a se verem, de forma escondida, até que um dia o pai de Jim, Charles, obrigou o filhou a se decidir. O jornalista já havia tomado sua decisão e estava se preparando para dizer a esposa, eis que vem a noticia que mudaria seus rumos: ela estava grávida.

-- Farrah está grávida do meu primeiro filho! – Anunciou Jim para Louise.

Ela chorou muito e pensou em gritar com ele mas se sentiu impotente.

-- Pequena deusa...

-- Não diga nada, espartano! – Ela colocou os dedos nos lábios carnudos dele e choraram juntos. – Antes de tudo acabar, faça amor comigo e eu não pedirei mais nada.

Eles fizeram amor, intenso, apaixonado e transbordando de prazer para ambos.

Esse foi um dos fatores que levaram a galesa se afundar nas drogas e na bebida, chegando por fim uma overdose que quase a matou. Quando Jim soube disso, culpou-se pela desgraça dela e no período de reabilitação de Louise, sua esposa esperava mais um filho. Uma linda menina nasceu e Jim batizou com o mesmo nome de seu grande amor, cujo apelido se tornou Sisi.

Depois do nascimento da filha, ele passou a escrever tudo e dedicar para esposa e sua amada Louise e também para seus filhos.

FLASHBACK OFF

O tempo começava a se formar por conta da chegada de uma chuva e Louise fechou a janela e em seguida olhando para Jim de modo provocante.

-- Podemos repetir tudo, minha pequena deusa! – Sussurrando no ouvido dela.

-- E ainda tem fôlego, meu amor?

-- Fôlego é algo que não me falta... – Pegando as mãos dela e se beijaram.

E mesmo numa idade avançada, o casal se mostrou ardente e com capacidade de reviver o fogo da paixão de forma natural. Jim gemia a cada toque das mãos de Louise e a mesma sentia mais prazer, como nos dois dias que passaram juntos no hotel em 76. Não havia dúvidas o quanto se amam...
Edgar saiu mais cedo do trabalho e aproveitou-se disso para visitar o amor de sua vida: Anna Wright, filha de Rick e Louise. Desde a adolescência, Edgar gostava da menina e devido aos caminhos tomados, acabaram por conhecer outras pessoas. Anna namora Mathias Lauda, filho de Niki Lauda, piloto aposentado. Edgar teve diversos casos, mas nenhuma era como Anna.

Anna cozinhava para seu jantar, já que ela optou em ficar na casa da mãe, enquanto ela morava por tempo indeterminado na casa de Jim Stone. A campainha toca e ao atender, encontra seu antigo amor.

-- Edgar!

-- Olá, Anna. – Cumprimentou, beijando a mão dela. – Posso entrar?

-- Fica a vontade!

Permaneceram na sala de estar, bebendo um pouco de uísque no sofá e conversando.

-- Como está seu pai? – Questionou Anna, preocupada com o pai de Edgar.

-- Depois de quase dez meses recluso em casa, agora ele recuperou a velha forma. Pelo menos foi o que vi nos dias anteriores. E ele viajou para Brighton.

-- Ah, Brighton... – Suspirou Anna, sorrindo. – Adoro aquela praia.

-- E como está seu namoro com Mathias?

-- Indo bem. Apenas lamento por não estar com ele em Toronto para o GP.

-- Uma pena... – Bebendo mais um gole de uísque e olhando para Anna.

-- E aquela sua esposa, a antropóloga?

-- Ela pediu divórcio. – Lamentou-se. – Com ela admito que fosse mesmo só sexo. Amor de fato era muito pouco.

-- Ainda não consegue amar?

-- A única pessoa que amo de verdade, mesmo que não me ame, é você! – Em seguida puxou o rosto de Anna para um beijo quente.

A moça correspondeu do mesmo modo, porém, ao se lembrar de Mathias, se afasta.

-- Edgar, não! – Parando o beijo. – Eu tenho o Mathias e...

-- E ele não está aqui. – Deitando-se por cima dela. – Só desta vez, meu amor.

Anna se entregou de tal modo que não acreditava. Edgar tirava as roupas dela com calma e depois as peças intimas. Vislumbrou a calcinha preta que Anna adorava usar.

-- Calcinha preta... – Ele tirava a última peça e mostrando para Anna. – Amo te ver de calcinha preta.

Anna sorria e depois ajudou Edgar se livrar das roupas e tocou com vontade a parte intima dele.

-- Hum... – Ela sorria, tão safada. – Está mesmo pronto!

Anna adorava os homens que usam cueca boxer e naquele momento, Edgar vestia uma. Ele percebeu o olhar brilhante dela na direção da roupa intima e retirou-a rapidamente. Ali mesmo no sofá ele se deitou por cima dela, entre beijos, mordidas leves no lóbulo da orelha e sucções nos mamilos, arrancando gemidos e gritos por parte de Anna.

Edgar a penetrava forte e rápido, fazendo os dois atingirem o clímax juntos.

-- Eu te amo, Nana. – Dormindo de conchinha com ela.

Ela não respondeu, apenas derramou uma lágrima e saiu do sofá ainda nua, e retornando com um edredom, cobrindo Edgar e voltou a dormir com ele.

Eram sete horas da noite e Sisi ainda caminhava no shopping, desanimada. Apesar das compras e da conversa com as amigas, ela não estava feliz. Além da preocupação com seu pai e a morte da mãe ter abalado sua alma, havia algo que lhe faltava. Enquanto comprava algo para o jantar, a jovem suspirou.

-- O que falta para você me notar, Noel?

Na saída, parecia que outro desejo seu se tornava realidade. Ela avistou Noel na livraria e teve um ímpeto de estar ali. Ela entrou no local e disfarçadamente pegou um livro e o deixou cair de propósito. Noel ouviu e ao se virar, seu coração bateu rapidamente e pegou o livro, entregando para Sisi.

-- Oi. – Ele exibia um sorriso, capaz de seduzir qualquer mulher.

-- O-olá! – Sisi gaguejou e se recompôs. – Como você está?

-- Animado. – Mostrando a estante de livros de viagens e um livro. – Acho que vou viajar para Austrália no mês que vem.

-- Uau! Austrália é linda! Já viajei por lá. – Mentiu. Sisi nunca viajou para Austrália, mas no fundo desejava ir e se fosse possível, com Noel.
Enquanto os dois saíam da biblioteca, em suas mentes rememoravam algo que aconteceu com eles. Uma festa que aconteceu na casa de Odile Greyhound, mãe de Noel...

FLASHBACK ON

A mãe e o padrasto de Josephine haviam viajado para Paris e a garota aproveitou para organizar uma grande festa, reunindo os amigos mais chegados. Quando era mais ou menos meia noite, o pessoal começou agitar mais e situações estranhas, porém cômicas aconteceram. A começar Jacques, filho legítimo de Michael McGold e Odile Greyhound, se embebedou e ameaçou pular da janela. Sage e Noel tiveram que afastar o adolescente da janela e bebidas.

Nos quartos alguns casais já começaram as atividades sexuais. Sisi entrou num dos quartos para chorar um pouco por conta de sua tentativa de flertar com Noel ter dado errado. Ao que parecia Emma Townshend quase o agarrava no sofá e isso a desmotivou em suas chances com o filho de Franz Beckenbauer.

Noel percebeu isso e deixou Emma no sofá, junto com Mandy e correu até o quarto, trancando a porta.

-- Mein liebe... – Ele tentou abraçar a garota, mas se desviou.

-- Não me chama de mein liebe! – Berrou Sisi, ainda chorando. – Sempre soube, Noel! Todas as garotas gostam de você! Elas surgem de todos os cantos para ter você. Eu não posso...

-- Mein Liebe, Mon Cheri, eu te amo, não quero Emma para mim, ela tem o Ned e eu tenho você, mon petit ,eu só tenho olhos pra você. – Ele a abraçava por trás e tocava as coxas e os braços delicados de Sisi. -- Meu coração, minha existência, tudo gira entorno de você!

--Noel, meu pequeno Kaiser, meu amor, eu sempre soube que é meu porque desde minha tenra infância, sei que sou sua. – Ela se virou para ele, encarando os lindos olhos castanhos. – Ich liebe dich!

Se deitaram na cama e começaram a trocar carinhos e beijos quentes. Noel tirava a calcinha da amada quando ouviu-se batidas na porta de forma insistente e depois alguém gritando.

-- POR FAVOR, ABRAM A PORTA! QUERO USAR O BANHEIRO DA SUITE!

Rapidamente Noel se levantou, destrancou a porta e abriu. Era Chris Entwistle, irmão gêmeo de Nicolai. O jovem estava com as mãos apertando a parte de baixo e se retorcendo nas pernas.

-- Desculpem aí, amigos. – Ele entrou no banheiro suíte e fechou a porta, continuou a dizer. – Mas tem gente trepando em todos os banheiros desta casa!

Sisi permaneceu na cama e Noel parado na porta, esperando que Chris se retire o mais rápido possível. Após isso, Chris puxou a descarga, lavou as mãos e saiu do banheiro, com cara mais aliviada e caminhando até a porta, lançou um olhar para o casal.

-- Eu não contarei pra ninguém, ok? – Depois se retirou, fechando a porta.

-- Ele mente. – Comentou Sisi, um pouco temerosa. – Amanhã todos saberão o que fizemos aqui!

-- Dane-se o que os outros vão pensar! O que importa é que estamos juntos, meu amor!

O casal voltou para a cama e retiraram suas roupas, começando o ato carnal apaixonado. Sisi que sempre teve uma vida sexual boa, já havia namorado muitos rapazes, mas nenhum era tão bom quanto Noel. E o mesmo também teve outras relações. Somente Sisi desejava com todas as forças. Quando estavam perto de atingirem o clímax, a porta se abre novamente e num estrondo. Cat Sophie caía de bêbada no chão do quarto e pegou o casal no ato.

-- Ai....hic up....desculpa....eu....hic up...eu realmente não sei o que eu to fazendo aqui...Mandy.... onde você ta? – Cat se levantava com dificuldade e saiu do quarto, fechando a porta.

Eles retornaram aos movimentos amorosos e conseguiram atingir um orgasmo perfeito, com direitos a gritos ouvidos por algumas partes da casa. Algumas pessoas ouviram como Graham Daltrey e Audrey Entwistle, mas preferiram deixar pra lá.

FLASHBACK OFF

No final Noel convidou Sisi para uma confeitaria e desfrutaram juntos de um bom strudel e doces, já que a garota adorava. Comeram um cupcake e Sisi manchou um pouco sua boca.

-- Está suja. – Noel ria por ver a garota com os lábios manchados de cobertura.

-- Não tenho culpa se chocolate e morango são meus preferidos. – Ela dizia, sorrindo.

Noel se aproximou de Sisi, passando os dedos no canto da boca pra retirar o excesso de cobertura e em seguida tomou os lábios dela, com vontade e prazer. Terminado o beijo, ele suspira e olhando para a amada, disse.

-- Estava com saudade desta boquinha linda...

-- E eu dos seus beijos, seu sorriso... – E depois sussurrando. – E do seu cheiro.
Eles seguiram para a casa de Sisi...

Ainda em Brighton, Jim e Louise se encontravam na cama, mas não se amando. Lulu estava lendo um livro e Jim escrevia mais uma crônica no caderno. Ele resolveu parar e ligou a televisão pelo controle. Por coincidência, a emissora transmitia o seriado As Panteras. Ao ver a abertura, Jim paralisou ali.

-- Farrah... – Balbuciou e uma lágrima caiu de seus olhos verdes.

Ele não terminou de assistir e na metade do episódio, Louise percebeu a recaída e desligou rapidamente a televisão.

-- Calma, meu ursinho ruivo... – Ela o abraçava. – Vai ficar tudo bem.

-- É difícil...

-- Entendo.  Ainda não me acostumei escutar Pink Floyd sem lembrar-se do Rick.

-- Você o amou?

-- Até o fim da vida... – Lamentou Lulu. – Ele foi um anjo para mim.

Naquele instante, o casal derramou-se em lágrimas e permaneceram abraçados, como se compartilhassem o sofrimento de ter perdido as pessoas que tanto amaram ao longo dos anos. E mais do que nunca, Jim e Lulu estavam mais unidos.

-- Quero pedir algo, venha morar comigo. – Pedia Jim, beijando a amada no rosto. – Tenho te pedido isso desde 1972.

-- Mas por que não me conquistou naquela época?

-- Você estava com James Hunt, um dos meus amigos. E eu... sempre a amei.

Novamente eles se beijaram e Jim adormeceu nos braços da amada. Neste momento, Lulu pegou o telefone, discou uns números e ligou para Alice.

-- Alô? – Era uma voz masculina e Louise reconhece de quem é.

-- Freddie, é a mamãe! Estou em Brighton com Jim. – Disse Louise. – O que faz aí na casa da Alice?

-- Meredith está de folga das gravações e trouxemos o Rick para uma visita. Alice e Gerd estão cuidando bem do meu filho. Quando você volta?

-- Amanhã de manhã. Avise para ela sobre isso, por favor. E sabe de alguma coisa de seus irmãos?

-- A Suzy e o Henry vão vir para Inglaterra fazer uma visita ao Davy e a Di, Anna está lá em casa, decerto o Mathias foi vê-la hoje. Ben está na casa da Charlie e o Tommy viajou com a Becky para Los Angeles.

-- Certo, então te vejo em casa novamente, meu filho. Um beijo e mande um para os Müllers, Meredith e meu neto.

Após desligar o telefone, Louise deita novamente, abraçando Jim. Ele se acordou.

-- Eu quero lhe pedir algo, mesmo sendo... inapropriado. – Ele pegou a mão dela e olhou nas orbes azuladas. – Louise Christina McGold Wright, quer casar comigo? Viver comigo?

O pedido foi realmente inusitado e embora com a tendência em aceitar, Louise se afasta de Jim.

-- Olha, não me leve a mal... Mas é cedo, Jim. Você perdeu sua esposa faz cinco meses e eu não fechei um ano que meu marido se foi.

-- Está recusando? – Indagou Jim, querendo comprovar. – Desculpe-me, Lulu. Eu amo você mais do que tudo. Só queria que ficasse na minha vida para sempre.

-- Só estou dizendo para não nos apressarmos – Ela ficou perto dele e segurou sua mão. -- James Stone, quer ser meu namorado?

-- Não deveria ser eu fazendo esse pedido? – Agora era Jim ficando espantado.

-- Sou uma mulher moderna, você sabe. – Ela piscou e sorriu para ele.

Trocaram um beijo apaixonado e questão de segundos o casal estava nu, deitados na cama entregues ao carinho e a paixão ardente.

-- Sei que demorei, mas agora você é minha! – Disse Jim, abraçando Lulu.

-- Não importa quanto tempo levamos para notar este amor, eu quero você, James Stone!

A noite de Brighton foi encerrada com mais atos amorosos do casal no quarto.

Edgar retornou para a casa do pai, um pouco triste e pensativo. Amava ardentemente Anna e sabia o quanto para ela é importante o namorado Mathias. Ele não tem intenção de acabar o namoro dela, como aconteceu com seu primo Wolfgang Müller. No passado Anna e Wolf eram completamente apaixonados. Diziam até que pareciam o relacionamento amoroso do pai dele com a mãe de Anna. E realmente parecia... em parte. Ao contrário da traição de Louise, quem iniciou foi Wolf.

Certo dia Anna encontrou o namorado na cama com Alice Charlton. Dali resultou em brigas intensas e inclusive Anna cortara relações com Alice e Wolf. A família obviamente se intrometeu. Gerd que sempre teve um carinho especial pela filha de Louise, consolou a menina e repreendeu o filho. Quando Edgar soube disso, brigou feio com o primo e depois se acertaram.

Neste momento, o editor chefe colocou o disco dos Beatles na vitrola e tocou justamente a música homônima de sua amada.

Anna
You come and ask me, girl
To set you free, girl
You say he loves you more than me
So I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)

Anna
Girl, before you go now
I want you to know now
That I still love you so
But if he loves you more
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
Oh, now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him

All of my life
I've been searchin' for a girl
To love me like I love you
But let me tell you now... but every girl I've ever had
Breaks my heart and leaves me sad
What am I, what am I supposed to do?

Anna
Just one more thing, girl
You give back your ring to me
And I will set you free
Go with him (anna)
Go with him (anna)
You can go with him, girl (anna)
Go with him


-- O que devo fazer para você me notar, Anna? – Perguntou Edgar em tom de lamento. – Eu te amo tanto... Mas você tem outro...

Neste momento, a irmã de Edgar desce as escadas, usando um robe azul e ouvindo a música. Ela se juntou ao irmão.

-- Pensando na Anna, irmãozinho?

Ele não negou a resposta.

-- Você sabe que ela está...

-- Eu sei, com Mathias... – Edgar nota que a irmã estava pouco apresentável. – Está tudo bem?

Antes de responder, Noel saiu do quarto, com a roupa amassada e a cara de sono.

-- Mein Liebe, eu preciso ir. Prometi a minha mãe que vou vê-la e...—Ele interrompeu a conversa ao ver o irmão de Sisi. – Olá, Edgar!

-- Vocês dois... juntos? – Edgar não acreditava no que via e ficou rindo. – Desde quando?

-- Foi ontem à noite. – Explicou Sisi. – Depois de tanto tempo, finalmente estamos juntos.

-- Então meus parabéns! Alguém nessa família tinha que ter uma vida amorosa que pelo menos dá certo!

-- Amigo, tenho certeza que você vai se declarar pra Anna, mas bem, até amanhã Meine Liebe, tenho que ajudar minha mãe num projeto dela que envolve meu pai junto. Alguém tem que acalmar papa Mickey, ele sempre acha que meu pai vai levar minha mãe embora! – Ria Noel e se despedindo da amada e do cunhado.

-- Amanhã papai estará de volta. – Avisou Sisi, enquanto caminhava para a cozinha e preparava sanduíches para ela e o irmão.

-- Espero que papai esteja bem.

Na casa de Anna, ela suspirava mas não chorava mesmo diante da revelação.
-- Anna... – Lamentou Mathias Lauda para a pianista. – Por favor, não me odeie. Eu não dormi com ela. Simplesmente me apaixonei pela Josephine.

-- VOCÊ DORMIU COM MINHA EX-MELHOR AMIGA! – Berrou Anna, não suportando mais guardar a raiva.

-- Você acha que ia ser canalha ao ponto de fazer isso?! – Mathias tentava acalmar Anna, abraçando-a. – Anna, eu não dormi com ela.  Eu me apaixonei por ela. Contudo, não me aproximei dela em nenhum momento.

-- O que eu fiz para merecer isso? – Anna chorava no peito de Mathias, molhando um pouco a camiseta dele. – Por que você e o Wolfgang fazem isso comigo?

-- Anna olha pra mim! – Ele levantou o rosto dela com a mão e a olhou gentilmente. – O tempo que passamos juntos, foram os melhores sempre terei como uma lembrança forte em meus pensamentos. Não acabe com sua amizade com Josy por minha causa, vocês são amigas desde que suas mães estavam grávidas uma da outra ela é como a sua irmã e também tem outro fator: você também ama outro, sei que está gostando do Edgar.

Anna se surpreendeu. Mesmo não ter contado para o namorado, ele sabia dos sentimentos ocultos dela pelo filho de Jim Stone e nunca teve ciúme disso.

-- Me perdoa, Mathias. – Abraçando mais o ex-namorado.

-- Eu te perdôo por tudo. – Ele sorria e beijava a testa dela. – E me perdoe por tudo.

-- Faça minha amiga feliz!

Ainda naquela noite, Mathias visitou Josy em seu apartamento e falou a verdade.

-- Terminamos tudo amigavelmente. – Ele falou. – Ela nos aceitou.

-- Meu amor! – Josy beijou o amado, feliz. – Não sabe o quanto estou feliz. Mas e Anna? Ela me odeia por saber que eu te amo.

-- Amanhã vocês se conversam. Acredite, ela vai te escutar e te perdoar.

No dia seguinte Louise e Jim retornaram a Londres e na casa dele, estavam a família Müller e o casal Freddie e Meredith, com seu filho Ricky. Jim, Gerd e Freddie conversavam de forma animada e Louise foi até o quarto de Sisi, encontrando Alice, cuidando de Meredith e Nicole e Eva segurando o bebê.

-- É minha vez de segurar o bebê. – Nicole pegava a criança dos braços de sua irmã mais nova.

-- Só porque é a mais velha acha que pode ter esses privilégios. – Reclamou Eva.
-- Halt die Klappe, wenn Sie nicht mein Sohn weinen bringen. (Calem a boca se não vão fazer meu filho chorar.) – Meredith repreendeu as irmãs em alemão.

-- Vocês não mudam mesmo. – Sisi surgia na porta e cumprimentou todas.

-- Olá Sissi! Há quanto tempo não a vemos. – Meredith abraçava a prima.

-- Faz muito que não a vemos mesmo! – Comentou Alice para a sobrinha.

De repente Ricky começa a chorar e as duas irmãs tentam acalmar o bebê, algo meio impossível. Louise pegou o neto em seus braços e cantou baixinho a música Goodbye Yellow Brick Road, do Elton John. De uma forma surpreendente, o bebezinho sorria para a avó e se aquietou, ao mesmo tempo brincava com os dedos dela.

-- Você fez o mesmo quando o Will nasceu... – Alice comentava com a alma gêmea e as meninas ficavam surpresas. -- Ele adorava que você cantava essa música pra ele. E essa também é a música favorita do McDreamy.

-- Sim... é a favorita dele. E agora do Ricky. – Louise se lembrou disso e olhando para o bebezinho. -- Não é, Ricky? Quer cantar também?

Ricky ria dos gestos da avó e ela enchia de beijos as bochechas coradas dele.

-- Como vai meu afilhado? – Perguntava Louise.

-- Ele está em Estocolmo, aparamente se apaixonou pela filha do Ronnie Peterson e está disposto a conquista – lá.

-- Ele com a filha do seu amante do passado por uma noite. – Louise riu um pouco e depois falou para Alice. – Quero que você seja a primeira, a saber.  Pedi seu irmão em namoro.

-- Vocês estão juntos?!Ai meu Deus!!!! – Alice e as filhas ficaram felizes.

-- Desculpa o que vou dizer, mas isso... É A MELHOR NOTÍCIA DA MINHA VIDA! – Sisi gritou de alegria e sem querer fez Ricky chorar.

-- Não chora ursinho,calma! – Louise ninava o bebezinho.

-- Você fez o little McDreamy chorar! – Alice pega Ricky e passou a ninar a criança.

-- Me desculpem! – Sisi tampava a boca com a mão. – Me empolguei!

-- Shhh! Deixe-me pegar meu Little McDreamy. – Ainda ninando o bebê. --Já passou pequeno, já passou. Acho melhor colocarmos ele no berço e Meredith precisa dormir um pouco também.
Antes disso Anna aparece, cumprimentando todas e abraça Meredith, a quem chama de alma gêmea. Com a jovem mãe dormindo, Anna conversou com a mãe em particular a respeito do fim do namoro com Mathias.

-- Eu vou conversar com a Josy.

-- Faça isso, filha! Não sabe o quanto ela sente sua falta. – Incentivou Louise.

Anna foi acompanhada de Edgar para o apartamento de Josephine.

-- Não tenha medo, Nana. – Edgar afagava o rosto da amada. Eles finalmente se assumiram em público seu amor, assim como Noel e Sisi. – Josy vai te ouvir.

Ela ficou na porta e tocou a campainha. Rezou mentalmente para não encontrar Mathias.

-- Anna Mary! – Josy abriu a porta e viu sua ex-melhor amiga. 

-- Olá, Josephine. Eu posso entrar?

Elas ficaram na sala, tomando um pouco de água. Nenhuma delas trocaram uma palavra, até Anna resolver falar.

-- Eu quero pedir desculpas pela minha atitude. E por distanciar de você.

Josy correu para abraçar a amiga.

-- Eu que peço por ter me apaixonado pelo seu namorado ,já faz um tempo que eu gosto do Mathias mas escondi porque vi que  você amava demais.

-- Já passou. Nós terminamos amigavelmente.  Você me perdoa Josy?  Eu sinto sua falta como amiga, companheira... como amante. – Anna passava os dedos nos lábios da amiga, excitando-a.

 -- Anna, eu sei que sua alma gêmea é a Meredith mas por que me ama também?

-- Josy, eu amo você como minha amiga, minha irmã e minha alma gêmea, estamos ligadas muito antes de nascermos.

Quando terminou de falar, as duas trocam um beijo apaixonado e repleto de amor carinho. Terminaram a tarde fazendo amor de forma gostosa, arrancando suspiros e gemidos de prazer de ambas.

-- Mein Liebe, Anna! – Josy costuma chamar Anna de “Mein Liebe”, assim como seu irmão, Noel, chama Sisi.

-- Mon amour, Josephine! – Anna passava a língua na boca de Josy e transformando em mais um beijo.

Tudo mais que perfeito...

Dois anos depois

Neste meio tempo, tudo aconteceu de bom para as famílias e amigos. Noel e Sisi se casaram e tiveram uma filha, Carmen. Lyla e Cat Sophie finalmente estão juntas depois de muitos anos separadas. Emma e Ned ganharam o seu quarto filho da linhagem Smith-Townshend e por fim Edgar e Anna, estão noivos. 

É o aniversário de dois anos de Richard Gerhard, o neto de Louise e Alice. As famílias e os amigos de Freddie e Meredith foram convidados. Praticamente toda turma de amigos de infância dos dois estavam reunidos ali na casa de campo dos Stones. E também fechou-se dois anos que Louise e Jim namoravam. Ela conversava com Alice quando o pequeno Ricky surgiu diante das avós.

-- Hey! – Levantando o pequenino. – O que foi, Ricky?

O menino entrega para avó uma caixinha vermelha. Achando se tratar de um presente do neto, Louise sorri e abre a caixa, mostrando ali um anel de brilhantes. James aparece para as duas e olha para o pequeno.

-- Dá o anel para a vovó! – Pediu.

O menino tirou dali da caixinha e deixou nas mãos de Louise e em seguida correu para onde está o pai, junto com os amigos. James tenta com dificuldade se ajoelhar mas devido a idade avançada, causou um pouco de dor, fazendo com que os presentes olhassem a cena.

-- Louise Christina McGold Wright, amo você a tanto tempo que fica difícil de contar...

-- Desde 1972... – Confirmou Mickey, o irmão de Louise e revelando para todos. – Todo mundo sabe.

-- O que eu quero pedir é, quer ser minha esposa?

Ela se emociona com o pedido e levantando Jim com cuidado, respondeu.

-- Esse tempo que passamos juntos, tudo que vivemos nestes dois anos me fizeram ver o quanto te amo mais. James Charles Clifton Stone, eu aceito!

Jim não só colocou o anel no dedo de Louise, como também roubou um beijo intenso dela, na frente de todos. Os filhos de Louise e o de Jim gritaram de alegria. Apesar da leve fisgada de ciúme, Gerd ficou feliz pela ex-namorada. Ele sempre deixou claro que amará Louise pelo resto da vida, juntamente com Alice, sua esposa e suas filhas. As amigas de Louise e também parentes e amigos dos tempos da Escola de Atores deram os parabéns, juntamente com os amigos mais antigos de Jim.

Meses depois eles se casaram ali mesmo na casa de campo da família, com tudo que sonharam: flores, ar fresco e as pessoas que mais amavam na vida. Depois de uma espera de quarenta anos, Jim Stone está ao lado da mulher que tanto amou. E Louise sentiu-se mais completa tendo seu amado galês ruivo sexy para sempre.

 E com toda felicidade, longe de todos, um casal admirava a união deles.

-- Enfim, meu amado Jim está com sua pequena deusa, não é Rick?

-- Minha menina! – Suspirou Rick Wright, feliz. – Ela merece alguém como Jim. Ele a ama mais que tudo, Farrah!

Farrah Fawcett, atriz e esposa de Jim Stone, também sorria e abraçou Rick e em seguida desapareceram.



CENA PÓS CRÉDITOS DA MARVEL

Wolfgang Müller era o único que mesmo feliz com a noticia que seu tio vai se casar com Louise, no fundo estava despedaçado. Mesmo ao lado de Alice Charlton, descobriu da pior maneira que não fez uma boa escolha e ainda mais por trair Anna Wright, por quem foi apaixonado por quase toda a vida.

Era claro que Anna além de não perdoá-lo, também não olharia nos olhos de Alice Charlton. E para contribuir, Anna está noiva de Edgar.

Após as comemorações, Wolf ficou no jardim, bebendo um pouco até avistar uma jovem muito bonita. Cabelos cacheados negros, olhos cor de mel e estatura baixa. Ela sorria para os irmãos Townshend e neste momento sua irmã, Eva surge diante do irmão.

-- Pára de babar pela Karin Townshend!

-- O nome dela é Karin?

-- Sim! – Confirmou Eva. – Ela é filha adotiva dos Townshends.

-- Ela é bonitinha...

Por alguma razão, Wolfgang gostou dela, mesmo não ter trocado uma palavra com Karin. Rezou para que ela não tivesse um namorado ou então seria sua conseqüência.


FIM

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

We Belong Together (What If - Grindhouse - Parte 11)

Olá pessoal!
Uma boa madrugada e fiquem com a estréia da parte 11 de We Belong Together - Wildest Dreams, a sua nova temporada! Boa leitura!

We Belong Together – Wildest Dreams

Parte 11

Gerd suava demais e se sentia fraco. Ao mesmo tempo gemia de dores e muitas vezes delirava, chorando. Alice também chorava de preocupação e tentava ninar Meredith, sua filha recém nascida da união com Gerd.

-- Doutor Cruyff! – Pedia a vampira. – Salve o Gerd. Eu imploro!

Apesar da única noite que tivera com a galesa vampira, Johan sempre procurou cuidar dela e inclusive fez o parto do bebê. Pobre Alice, mesmo estando agora com Gerd, ela sabe bem que ele não a ama daquele jeito e sim a Louise, pensou o médico enquanto amenizava a febre e dor do vampiro.

Naquela noite, Felicity seguiu para o castelo, acompanhada de Nora. Bateu na porta, sendo atendida por Oliver.

-- Pois não?

-- Me deixe entrar, vampiro e me conduza até o Gerd. – Solicitou Fefe, calmamente. – Por favor.

Oliver levou as duas mulheres para o quarto do rastreador e encontraram o médico holandês, usando suas habilidades de cura para ajudar Gerd, Alice estava sentada na cadeira, fazendo Meredith dormir e os amigos por perto.

-- O que faz aqui, frau Neuer? – O conde temia mais pragas rogadas pela profetisa.

-- Eu vim pedir desculpas por tudo. – Respondeu Fefe, sem temer o olhar do conde, representando perigo. – Estou aqui para retirar a maldição do Gerd e livrar essas enfermidades.

Sepp deteve o conde e a profetisa se aproximou do vampiro.

-- Mil desculpas, Gerd, por fazê-lo sofrer.

-- Talvez... – Ele ofegava demais. – Eu... merecesse... esse castigo. Traí minha ursinha...

-- Não, Gerd. Você não merece isso!

Fefe colocou a mão no peito dele e concentrou-se para curar o vampiro. Nora viu uma aura negra saindo do corpo dele enquanto o vampiro gritava de dor.

-- O QUE É AQUILO? – Questionou o conde, abismado com que viu.

-- Astaroth! – Respondeu Nora, reconhecendo um dos anjos caídos que viviam no inferno, sendo o responsável pela praga que Fefe rogou.

Felicity suava e se esforçava o máximo para expulsar o anjo caído do corpo do nosferatu. Contudo, todo aquele esforço custava demais para ela: fraqueza.

-- NORA, CRUYFF! ME AJUDEM, AGORA! – Pedia Fefe. – EU... NÃO SUPORTAR....

A jovem bruxa criou uma barreira de proteção para Felicity e o médico canalizou toda energia nas mãos, aumentando seu poder de cura.

-- Profetisa... – Dizia uma voz na aura negra chamada Astaroth. – Você mesma jogou esta maldição no vampiro e agora quer retirar? Por acaso se arrepende?

-- ELE NÃO MERECE ISSO! – Fefe gritava com lágrimas nos olhos. – EU O AMALDIÇOEI SOB TUA INFLUÊNCIA NEFASTA! SAIA DO CORPO DELE!

O espírito do anjo negro saiu, mas tentou buscar um novo hospedeiro. Rapidamente, Nora usou um feitiço poderoso, fazendo com que aura maligna recuasse, na verdade escapulindo para a Montanha da Perdição, onde vivem os íncubos, súcubos e outras almas perdidas, como da prostituta Betty Blaze.

Felicity cambaleou, contudo resistiu bravamente.

-- Ele não tem mais febre... – Garantiu Neeskens. – Mas ainda tem dores.

A profetisa viu que não há mais maldições no vampiro. As dores eram por conta da luta contra ela e outros ferimentos eram de causas não identificadas. Se lamentou, contudo, novamente olhou para o corpo dele. Estava ali marcas de açoite.

-- De onde essas marcas? – Ela questionou.

-- Não sabemos. – Respondeu Cruyff. – Ele não sofreu seqüestro nem nada pra ser chicoteado.

-- Ele tem isso! – Nora mostrou a marca na palma da mão de Gerd.

Johan tocou ali e enxergou imagens do casamento do vampiro com Louise no rio, onde fizeram amor sob o luar e ainda executaram o pacto de sangue.

-- Você fez um pacto de sangue? – Indagou Cruyff para Gerd.

-- Fiz... e não me... arrependo. – Confirmou.

-- Tem idéia do que fez? Com esse pacto e ainda separado da Louise, se você não sofreu torturas, ela sim. Certamente ela foi torturada e açoitada e você sofreu junto com ela. – Explicou Johan. – Pactos de sangue e amor só podem ser feitos se o casal estiver certo que nada possa separá-los!

-- Isso explica as cicatrizes nas costas? – Perguntou Sepp.
Johan confirmou com a cabeça e Franz se indignava.

-- Tem como ser anulado isso? – O conde queria que seu amigo firmasse de vez com Alice.

-- Infelizmente não, conde!

-- Eu a amo ainda...eu sei que cometi alguns erros...mesmo um deles gerando minha razão de viver e existir que é a minha Meredith...mas quero minha ursinha de volta. – Afirmou Gerd, pedindo para Alice a bebezinha e segurando a filha. – Minha ursinha de cabelo preto... Eu te amo mais que tudo...

Ele adormeceu e ao mesmo tempo as dores sumiram e magicamente as cicatrizes também.

-- Essa menina curou Gerd. – Se impressionou Nora. – Viu isso, amor? Amor?

Felicity desmaiou por conta da falta de energia e foi segurada por Annie.

-- Neeskens, o que faremos com ela? – Questionou a esposa.

-- Leve-a para nosso quarto!

-- Não, Annie! Levem para o meu quarto! – Sugeriu Cruyff. – Mas antes preciso falar algo com o conde.

Johan e o conde conversavam a respeito do pacto de sangue, numa tentativa de anular sem precisar de métodos trágicos.

-- Eu realmente sinto muito, conde Beckenbauer! – Lamentando o médico. –  Li todos os livros de sua imensa biblioteca e não existe uma forma de anulação. Gerd e Louise estão unidos por toda vida. A única maneira é a morte de um ou de outro.

-- Não quero matar meu amigo, agora que ele é pai!

-- Talvez... a prima de Nora Smith possa ajudar nisso. Sepp me contou que ela lida com pactos.

O conde não teve muitas escolhas e acabou concordando.

Felicity foi bem cuidada por Cruyff até durante o dia. O vampiro holandês era o único que não dormia, mesmo com seu caixão e uma cama confortável em seu quarto. A noite ele a levou de volta para a fazenda.

-- Doutor Cruyff... – Ela olhava para ele com tristeza. – Peço desculpas se disse algo que o... constrangesse naquele dia da... minha possessão.

-- Não há o que ser dito, frau Neuer! – Ele tocava as mãos dela. – Só quero que saiba que me importo com você. Sempre...

Fefe pegou a mão dele e o beijou ali. Eles entraram na fazenda e Cruyff a abraçou.

-- Não chore, minha deusa. Me dói te ver chorando.

-- Eu sinto falta do meu marido... – Confessou a mulher. --  Eu... quero morrer...

-- Não deseje isso! Se você morrer, o que será de mim sem você? – Ele segurava o rosto da profetisa, olhando nas orbes obsidianas dela. – Deixe-me cuidar de você, minha razão de viver...

Ele a levou para o quarto e começaram a se despir. Johan se maravilhava com a nudez de Felicity. Não parecia que a jovem deu a luz dois filhos. Felicity tirou a camisa e a calça do médico e também se impressionou com corpo atlético dele.

-- Você é perfeito, doutor...

-- Não me chame de doutor. – Ele apertava os seios fartos dela. – E sim de Johan.

Trocaram um beijo quente e muito envolvente, excitando ambos. Felicity masturbava Johan e o mesmo a tocava na intimidade da profetisa. Deitaram-se sob os lençóis e continuaram as trocas de caricias. Num dado momento, Fefe ficou por cima do médico de modo contrário e ali iniciou o sexo oral nele. Cruyff fez o mesmo, saboreando Felicity e tocando o corpo dela.

Gemeram um pouco e o médico inverteu as posições, penetrando Felicity com cuidado.

-- Ahhhh! Johan... eu... quero sentir você... dentro... de mim... – Ela gemia e lambia os lábios dele.

Mais excitado, iniciou-se as penetrações, vagarosas. Fefe e Cruyff gemiam mais alto mas pararam quando ela disse:

-- Ninguém pode nos ouvir.

E seguiram com as estocadas, desta vez mais fortes e rápidas. Contudo, tiveram de abafar seus gritos até atingirem o orgasmo...

Terminado o ato, se beijaram mais uma vez e Cruyff se declarou.

-- Felicity...eu te amo...Mais do que tudo nesse universo, mais do que os poetas amam seus escritos, mais do que os pintores suas obras, te amo mais do que minha vida e minha existência, se eu te perder, posso até morrer, então seja minha e me deixe ser seu humilde servo.

-- Johan...Meu bem...sereis tua, te dou minha carne, minha alma e meu amor. – Disse Fefe, beijando mais o corpo e a boca do médico. -- Seja meu!

A noite se tornou perfeita para os dois e Johan pode enfim realizar sua fantasia mais íntima: estar na cama com Felicity.

O trem de Berlim levava os passageiros a Munique e ali estavam os três jovens Smiths, George e suas primas, Angela e Kimberly e o irmão delas, Duncan. Os três irmãos conversavam entre si e George escrevia um poema, referente a sua amada. E justamente a melhor amiga de sua irmã, Felicity.

-- Falta pouco, Sassenach... – Disse George, suspirando pela galesa.

Na noite seguinte, Gerd acordou e deu carinho para a filha e Alice. Ela leu a mente dele e suspirou.

-- Mesmo se concordar com a anulação do pacto, você ama Louise. – Afirmou Alice enquanto segurava a mão do amado.

-- Eu sei disso, Mein Himmel. Mesmo assim, gosto de estar ao seu lado. – Beijando a testa dela.

-- Você me dará uma chance? – Alice meio que sentiu um raio de esperança que Gerd pudesse aceita-lá, porém pensou em Palin. Ainda amava seu lenhador de olhos verdes.

-- É cedo pra decidirmos isso, Mein Himmel. – Afagando o rosto dela e a beijando. Estava quase tirando o vestido dela quando ouve o choro de Meredith.

-- Desculpa... Eu vou cuidar da nossa filha. – Ela seguiu para o quarto e pegou a bebê nos braços.

Gerd caminhou até uma parte da floresta e olhou para a lua. Toda noite de luar era perfeita na visão dele e de Louise. Os dois se divertiam juntos, caçavam juntos, trocavam juras de amor e terminavam fazendo amor no rio dos amantes. Seus olhos se encheram de lágrimas e se entregou a tristeza. Chorou debaixo de uma árvore.

-- Eu faria qualquer coisa... para ter você de volta, ursinha! Porque te amo por mil dias, mil anos, por toda eternidade.

Ele olha mais uma vez para a palma da mão com o pacto de sangue e amor e lembrou-se do que o doutor Cruyff havia dito. Se ele teve as costas marcadas com açoite sem ter levado, era porque Louise deve ter sofrido. Seu coração pesou como o chumbo imaginando a amada, acorrentada, com o vestido rasgado e sendo castigada.

Juro também devotar todo meu amor a ti. Serei unicamente teu servo, teu companheiro, teu amigo e esposo. Lutarei, viverei e se for preciso, morrerei por ti, minha adorada esposa. E tu serás eternamente minha.

-- Me desculpe, Franz. Mas não posso ficar aqui. – Se levantou, determinado. – Eu vou encontrar minha ursinha e trazer de volta para o castelo, para minha vida. Mesmo que me custe tudo!

Ele voltou para o castelo. E no quarto, Alice preparava o berço de Meredith e acabou vendo o lenhador brincando com a bebezinha a todo o momento.

-- Minha princesinha, que fofinha. – Dizia o lenhador inglês, fazendo cócegas na barriguinha da menina e arrancando risos dela.

Desde a possessão de Felicity, o lenhador passou a visitar a vampira no castelo e ninguém impediu isso, nem mesmo Gerd. Na verdade o rastreador fazia questão da visita, desde que ele não tentasse roubar sua filha, estaria tudo bem.

-- Obrigada, Palin. – Agradeceu Alice.

-- Não há de que. Estou fazendo porque gosto de sua filha. Infelizmente não é minha. – Lamentou o lenhador.

Alice e Palin desceram as escadas. Aparentemente ele a perdoou.

-- Um dia Palin, eu te darei cinco filhos, que serão lenhadores e vampiros, mas por hora, vamos ficar com Mer. – Disse Alice, segurando a mão dele mas sendo negada.

Sem querer, ouviram a conversa entre o conde e Gerd na biblioteca.

-- Mesmo que me impeça ou tente argumentar, eu não volto atrás na minha decisão! – Berrou Gerd, batendo a mão na mesa. – Eu vou procurar Louise, reconquistar minha mulher e ser feliz com ela!

O conde outra vez não se comoveu e balançou a cabeça.

-- Está bem, então vá buscar a vampira. Mas não irei com você. Sinto muito, Gerd. Está sozinho desta vez!

-- Ele não está sozinho, Franz! – Eis que surgiu na porta Sepp, que também ouviu a conversa. – Eu vou ajudar meu amigo e você e o Oliver fiquem cuidando da Odile! Já avisei minha Katzchen.

Franz se retira da biblioteca, aborrecido. Em seguida, Gerd e Sepp se aproximaram de Alice e do lenhador.

-- O que houve, meu senhor? – Indagou Alice.
-- Lenhador, chame seus amigos, nós vamos atrás da ursinha! – A determinação de Gerd surpreendeu Alice.

-- Desde quando fui recrutado pra essa missão? – O lenhador não estava acreditando no que ouvia.

-- Você é o único que sabe manusear um machado com destreza e poderá matar o barão!

-- Mas tem um problema. – Avisou a vampira. – Não temos idéia para onde ela foi.

-- Sepp, com certeza Nora sabe, já que ela é amiga da Felicity. – Disse o rastreador.

-- A Katzchen também não sabe. E não podemos aborrece - lá. – Pediu Sepp.

-- Porque não vão para Ilha dos Lobisomens? – Sugeriu Palin ao lembrar de um detalhe. – Louise é amiga do Davy Jones.

-- NEM SOB DECRETO IREI PEDIR AJUDA AO VAMPIRO ANÃO! – Retrucou Gerd, ao se lembrar do vampiro amigo de Louise. Mesmo sendo perdoado por ele, ainda tinha uma certa raiva dele.

Não teve outra escolha. Palin concordou em ajudar e conversou seriamente com seus amigos. Ao saberem que iam resgatar Louise, todos se prontificaram na hora. Próximo passo: saber da localização da vampira na Ilha dos Lobisomens.

-- Por mais que reclame, é a nossa única chance! – Sepp e Gerd estavam diante da porta da mansão de Micky Dolenz. – Converse com Davy.

-- Por que você não conversa com ele? Com certeza vai te escutar.

-- Mas quem deseja resgatar Louise? E quem a ama mais que tudo? VOCÊ! Agora seja homem de verdade e converse com Davy Jones!

Levou alguns segundos para o vampiro tomar coragem e bater na porta. Quando foi aberta, um rapaz, de olhos azuis enormes, cabelo moicano saudou.

-- Olá! O que desejam, signores?

-- Quero falar com Davy Jones. – Solicitou Gerd. – Diga que é o Gerd.

Verratti tremeu um pouco as mãos. Ele estava diante do ex-marido da mulher que seu contratante, James Hunt, tanto desejou. Imediatamente entendeu do que se tratava.

-- Você é surdo? – Irritou-se o vampiro. – Chame Davy Jones agora!

-- Me desculpe, signore. – Apressou-se o lobo italiano e sorrindo. Ele chamou Davy, que cuidava das filhas na sala de jantar. Todos seguiram o vampiro até a sala de estar e ficaram estáticos.

Davy fechou a cara ao saber quem é seu visitante.

-- Gerhard! Eu não esperava uma visita e logo de você. – Sorria o vampiro menor, com sarcasmo. – Por acaso se perdeu? O que faz aqui, chucrute?

-- Estou aqui porque necessito de sua ajuda. – Disse calmamente.

-- Já não bastou causar minha expulsão no castelo do conde e ainda quer minha ajuda? Está bêbado, alemão? – Questionou Davy, irritado.

-- Não, estou aqui porque preciso de sua ajuda pra reencontrar minha ursinha.

 -- Por que você na se contenta em ficar com a Alice? – Dianna tentava entender Gerd. Mas no fundo estava compadecida. – Ela não te satisfaz mais?

-- Minha vida sexual não é de seu interesse, Frau Jones. – Retrucou Gerd.

Estava claro que ninguém da mansão queria ajudá-lo. Rapidamente leu as mentes de todos e não viu nada.

-- A partir do momento que entra aqui, implorando ajuda ao Davy, passou a ser do nosso interesse! – Berrou Alana Watson a loba esposa de Mike Nesmith.

-- E sem falar que sabemos de toda história, Gerd. – Completou Renée, a alquimista, que tanto se mostrou solícita, agora estava contra o vampiro. 

-- Estou partindo com meu amigo Josef e os caçadores ingleses atrás da minha esposa e gostaria que você fosse junto ou me dissesse onde ela foi, já que é o melhor amigo dela e sei que ela tem muita consideração por você e você o mesmo por ela. – Justificou Gerd. --Ajude - me a achar Louise e nunca mais lhe peço nada.

Davy não pode evitar sentir o coração ficar pesado. Queria muito ajudar, de verdade. Contudo, lembrou da história toda de Louise e principalmente das duas noites de estupro e a traição. Deixara claro que Alice poderia ser perdoada em consideração a amizade das meninas. Se não fosse por isso, renegaria a vampira.

-- Eu tenho minha resposta, Gerd. – Se aproximando do vampiro alto. – Por mais que comova a mim, minha esposa e meus amigos, não queremos te ajudar. Eu quero mais que você sofra! VAI PRO INFERNO, GERHARD MÜLLER E NUNCA MAIS PONHA OS PÉS IMUNDOS AQUI!

Aquilo foi demais para irritar Gerd, que num rápido movimento, agarrou Davy pelo pescoço e correu até a porta, destruindo-a. Todos seguiram para onde o vampiro levou Davy, para a entrada na Ilha das Mandrágoras. Dianna correu mais do que todos e viu o rastreador estrangulando seu marido.

-- Eu tentei ser educado, seu cotoco de vampiro... Mas você me obriga a ser violento! FALA ONDE ESTÁ A URSINHA! EU SEI QUE VOCÊ SABE!

Mesmo sufocando e tentando se livrar do algoz com chutes, Davy estava fraco.

-- Eu... não vou... dizer...

 -- LARGA ELE, GERD!  Eu sei onde ela está! Se eu te falar, vai soltar meu marido? – Implorou Dianna, tentando salvar o marido.

-- Você sabe, Frau Jones? – Afrouxando no estrangulamento.

-- Sim. – Ela chorou e encarou o vampiro. – Ela foi para Frankfurt. AGORA SOLTE O MEU MARIDO ANTES QUE EU MESMA TENTE SOLTÁ-LO.

-- Dianna!!! – Davy foi largado ao chão num estrondo e tossia. – A Lulu falou que...

-- CALA ESSA BOCA PORQUE ESTOU SALVANDO SUA VIDA! – Socorrendo Davy e disse mais calma. – Ademais, eu sei que Lulu faria o mesmo por mim ou por você se estivéssemos nessa situação, Davy.

Neste momento, os moradores da mansão e Sepp chegaram na entrada da Ilha das Mandrágoras. Os amigos de Davy ajudaram a se recompor e as esposas também. Alana, Renée e Erin pegaram nojo dele.

-- Espero que ela tenha outro melhor do que você! – Berrou Alana. – Louise não merece um vampiro machista, estuprador e infiel como você.

-- Nenhum de vocês entenderam meu lado! – Gerd se afastava do bando e Sepp o ajudava.

-- Você é mesmo muito cara de pau... Diz que ama Louise, mas é capaz de traí-la! E agora ainda abandona Alice! -- Era a vez de Nez falar algumas verdades contra o vampiro e se virando para a esposa, continuou a dizer. – Mil perdões, minha lobinha... MAS EU NÃO VOU ADMITIR QUE ESSE VAMPIRO SACRIPANTA FAÇA TANTO MAL A DUAS DAS MULHERES MAIS IMPORTANTES DA MINHA VIDA!

Em seguida ele se transforma em lobo e ataca Gerd sem piedade. O restante mesmo recuado, tentava acabar com aquele conflito. Nez mordia um dos braços do nosferatu e o mesmo socava bem forte Mike. Peter Tork canalizou toda energia e desferiu um golpe mágico, afastando Gerd e salvando seu amigo.

-- JÁ CHEGA! – Exclamou Peter, irado com tudo que aconteceu. – Vai embora daqui, Gerd! Já obteve o que queria, agora saia antes que eu mude de idéia!
Sepp e Gerd foram embora e todos voltaram para a mansão, sendo auxiliados por seus vizinhos do bando de Bobby Moore. Marco Verratti observou tudo da janela do seu quarto e depois pegou a bola de cristal.

-- Signore Hunt! Tenho uma má notícia.

Hunt ficou um pouco calado mas continuou a conversa.

-- Fale-me sobre isso.

-- Signore Müller veio até a mansão para conversar com Davy Jones a respeito da frau Müller. Houve conflitos e no final ele sabe onde ela está. Está partindo para Frankfurt com outro vampiro do conde Beckenbauer e o bando de caça vampiros no qual o lenhador traído faz parte.

-- Apesar disso tudo, fico feliz que tenha me comunicado, Verratti. Está mais do que na hora de você sair desta mansão e se juntar ao Benítez na montanha. – Pausou um pouco e retornou. – Agora a respeito disso... Vai ser muito interessante. Não só o barão irá torturar Gerd, como também farei algo que vai... deixar esse nosferatu sem ação ou o que pensar...

Verratti guardou a bola de cristal e voltou para seu caixão, arquitetando seu plano.

Enquanto isso em Frankfurt, o barão bebia mais um copo de vinho, ao mesmo tempo conversava com Mark Grey, um poderoso alquimista e irmão mais velho de Holly.

-- Eu não confio nos caçadores vindos da Ordem. Minha única opção é você. – Disse o barão. – Traga para mim a minha noiva, que está feita de cativa do conde.

-- Cumprirei a missão, senhor Lauda.

Ao sair da mansão, Mark seguiu seu caminho, rumo a Munique para encontrar Odile e principalmente, ajudar sua irmã, Holly, a se vingar de Nora Smith e de Sepp Maier.

Fazia dias que Anastacia Rosely e Marianne Jones estavam envolvidas amorosamente. As duas se conheceram na festa de casamento de Felicity e Manuel. Entre conversas e visitas com chá, gerou a paixão entre elas. Paul Breitner e Bobby Moore sabiam disso e permitiam essa relação. Ou melhor, apenas uma pessoa não queria isso. Era Rosie, a loba ruiva da alcatéia. A loba era conhecida por ser fechada nos sentimentos e embora seus amigos soubessem disso, ninguém desconfiou da paixão proibida que ela tenha com o vampiro George Best e também, do seu amor platônico por Marianne.

E isso machucava muito a loba e por vezes ela uivava cada vez que encontrava Marianne e Ana fazendo sexo na floresta.

Naquela noite, Rosie não conseguia se concentrar em Best.

-- O que houve, minha loba? – Best acariciava os braços dela.

Rapidamente, ela saiu da cama e vomitou na janela e voltou para a cama. Não fizeram amor mais, contudo, Best permaneceu ao lado dela e aproveitou disso para ler sua mente.

-- Por que não disse a Marianne sobre o que sente? – Questionou Best.

-- Porque não sabia que ela... ama... mulheres... tive medo que fosse rejeitada.

Recentemente, Rosie se envolveu com Nami, uma loba japonesa que vive na mansão e foi acolhida por Bobby Moore quando esta se perdeu após seu navio afundar na costa européia. No entanto, elas ficaram amigas e Rosie admitiu amar de verdade Marianne.

Ele tocou o ventre da amada sem querer e sentiu algo emanando ali. Uma aura mágica e ali viu uma vida sendo gerada.

-- Minha loba... – Dizia ele, emocionado e beijando Rosie.

-- Best, o que deu em você?

-- Não entendeu? – Ele a abraçava. – Você está grávida. Carrega nosso filhote. Meu amor, minha ruiva, quero gritar pro mundo que não importa essa maldita lei, impedindo um relacionamento amoroso entre um vampiro e uma loba, porque eu te amo e não vou te abandonar. Sou loucamente e completamente apaixonado por você! Roselyn!

-- George Best, você é mesmo um vampiro encantador. – Ela o agarrou e o beijou forte. – Por isso mesmo senti esse imprinting tão poderoso. Pensei que com isso não voltaria a me apaixonar mas você... me mostrou isso. Quero te amar!

Eles fizeram amor, recuperando a paixão ardente de antes e desta vez, não abafaram os gemidos.

Em outra parte da floresta, Felicity caminhava em direção ao rio dos amantes e ficou ali, se lamentando mais uma vez por Manuel. Por mais que Nora a visitasse todos os dias e fazendo amor e declarando o quanto a ama por ser sua alma gêmea e principalmente com o doutor Cruyff lhe declarando amor, não se sentia bem e completamente vazia.

De repente ouviu um pequeno uivo de lobo. Saindo das margens do rio, ela seguiu os ruídos sonoros e encontrou numa árvore de tronco úmido um lobo grande, de pelagem escura. O animal uivava e viu a jovem humana. Encarou com minúcia.

-- Coitadinho! – Ela olhou para a pata dele, machucada e sangrando. – Meu deus, eu vou te ajudar.

Fefe rasgou a barra do vestido e correu até uma pequena lagoa limpa e molhou o tecido. Voltando para o animal, ela limpava a pata, suja de sangue e por fim rasgou outra barra da saia e amarrou no ferimento. Por sua vez, o lupino conseguiu se erguer e lambeu a mão de Felicity, como sinal de agradecimento.

-- Está salvo. – Falou Felicity.

Ela foi embora e quando chegou à fazenda, virou-se e viu o lobo. Ele a seguiu e se impressionou.

-- Quer ficar aqui? Comigo? – Perguntou embora achando estranho falar com um lobo.

O lupino se aproximou, lambendo mais a mão dela.

-- Então entra! – Abrindo a porta e deixando o animal entrar.

Ele ficou deitado no tapete da sala e Felicity fechou as cortinas.

-- Boa noite, lobo! – Ela entrou no quarto e deitou na cama, adormecendo.

Ao amanhecer, Felicity se levanta tranqüila e lavou o rosto e a mão na bacia que há perto da cômoda. Após se secar, ela abre a porta e seguiu caminhando para a sala. Para sua surpresa o lobo acolhido não estava ali e sim... um homem. Alto, pele bronzeada, sem camisa e usando calça em fiapos e dormia falando um nome.

-- AI MEU DEUS! QUEM É VOCÊ? – Gritou Fefe, histérica. – E COMO ENTROU AQUI?

O homem se acordou com o grito estridente da dona da fazenda e ao ver quem era, seus olhos azuis brilharam, por saber que está diante dela.

-- I sognando? Infine trovato, Belladonna! (Estou sonhando? Finalmente te encontrei, Belladonna!) – Ele se impressionou com a beleza dela, exatamente como estava em seus pensamentos.

-- Eu não falo sua língua. – Lamentou a profetisa, paralisada e um pouco assustada. – E cadê o lobo? Você o matou?

Ele percebeu tudo. Ela não havia entendido tudo e o rapaz se levantou. O coração da profetisa disparou mais e corou. Olhava atentamente para o homem em cada detalhe e se sentiu enfeitiçada com os olhos dele. Caminhou até a jovem, afagando o rosto dela e contornando os lábios rubros, tão desejosos.

-- E 'più bello che nei miei sogni. Ora, tu sei il mio! (É mais linda do que nos meus sonhos. Agora, és minha!) – Mal terminou de falar e o homem agarrou a profetisa, puxando para um ósculo forte e apaixonado.

Felicity corresponde àquele surpreendente beijo. O italiano não poupou esforços em rasgar completamente o vestido e as roupas íntimas dela. Beijou os seios dela e mordeu de leve os mamilos, ao mesmo tempo em que umedecia um dedo e penetrava a intimidade com uma certa freqüência, provocando mais excitação.

-- Ahhhh... por favor...—Ela dizia, abaixando-se diante dele e baixando a calça.

Por sua vez o italiano gemia com o contato dos lábios de Felicity, sugando seu membro com vontade. Ele a carregou para o quarto. Se deitaram e continuaram com as preliminares selvagens.

Felicity arranhava as costas dele, como fazia antigamente com Manuel. Em seguida começou a penetração, com a profetisa sentada nele, cavalgando devagar.

-- Belladonna... aahhhh... – Dizia o homem, apertando a cintura dela e os seios.

O prazer aumentou e Fefe continuou, desta vez mais rápido, apertando um pouco o pescoço dele e deixando marcas em seu torso e nos braços.

-- Aaaaahhh... ahhhhhhhh! – Gritando os dois, atingindo o orgasmo juntos e suados.

Fefe deitou esparramada por cima dele e este acariciava sua “Belladonna”.

-- Qual é o seu nome? – Perguntou Fefe, afagando o cabelo negro do homem.

-- Gianluigi Buffon. – Beijando a mão dela. – Ao seu dispor, Belladonna. E pode me chamar de Gigi.

-- Meu nome não é Belladonna. – Ela ria. – E sim Felicity McGold Neuer.

-- É um prazer em te conhecer.  Eu era o lobo que você cuidou ontem à noite. Grazie por me ajudar.

Fefe se encheu de alegria. Havia salvado a vida do lobisomem que na forma humana, se mostrou verdadeiramente um encanto masculino. Antes de se beijarem, ouviu-se a porta da frente se abrir e Gigi retornou a forma animal.

-- Amor... – Era Nora. A bruxinha encontrou sua alma gêmea, nua na cama e o vestido dela rasgado... e um lobo enorme por perto. – O que esse lobo faz aqui?

-- Eu cuidei dele na noite passada. – Disse Fefe, fazendo carinho no lobo. – E o abriguei.

-- Está tudo bem, amor? – Nora questiona e ao mesmo tempo se excitava vendo o corpo nu de Felicity. Uma perfeição.

-- Melhor impossível, minha gatinha. – Sorria Fefe.

O lobo se retira e fica deitado no tapete, ao mesmo tempo assistia curioso e fascinado as duas mulheres se entregando ao prazer carnal. Nora dominava Fefe e esta retribuía o carinho. Após o sexo das duas, Nora vira uma gata e Felicity cuida do bichinho com imenso amor e carinho, para o estranhamento do lobo Gigi. Para a surpresa dele, a gatinha retorna a forma humana e enquanto se vestia, Nora dá a notícia.

-- Joj está vindo. Vovó me falou que ele quer pedir sua mão em casamento.

Aquela noticia chocou o lobo. Tanto que magicamente, ele volta à forma humana, deixando Nora espantada.

-- ELE ESTÁ NU COMO VEIO AO MUNDO! – Em seguida desmaiou.

-- Não! Nora, acorde! – Felicity carrega a amiga para a cama e tenta acudi-la.

Gigi se veste e pergunta.

-- Quem é Joj?

-- George. – Corrigiu Fefe, jogando um pouco de água no rosto de Nora. – É o irmão dela.

-- Ele vai ter que me matar pra ficar com você, Belladonna. – Gigi não permitiria que outro homem chegue perto de Felicity.

-- NÃO FAZ ISSO! – Ordenou a profetisa.  – Por favor...

-- Darei um jeito, Belladonna. --- Ele a beijou e depois ajudou a carregar Nora para a casa de Ana.

O difícil foi explicar como tudo aconteceu para a cientista. Por sua vez, ela acolheu o lobo em sua casa. À noite Felicity recebe a visita do médico holandês. Entre os beijos, ela resolve falar.

-- Cruyff, eu sei que disse aquelas coisas... Mas...

Não era preciso a profetisa falar. O vampiro leu a mente dele e entendeu.

-- Me precipitei com a relação... – Tentando disfarçar a mágoa. – Não me importo se você... conhecer outros homens. Se envolver com eles. Apenas saiba, que eu vou te amar acima de tudo.
-- Doutor... – Ele a beijou e em seguida transformou-se em morcego e seguiu para o castelo.

Na montanha, os guerreiros do bando do Conde Benítez planejavam seus próximos passos. Iker Casillas desejava vingança contra Felicity. O marido da profetisa matara Sara Carbonero, sua noiva. O vampiro espanhol devolveu na mesma moeda, matando Manu na frente de Felicity. David DeGea, um vampiro ágil em todos os sentidos, estava aguardando o momento em por as mãos na bruxa Nora Smith, mas antes precisava dar um sumiço em Sepp Maier, o marido dela.

Neste momento, Marco Verratti surge na entrada.

-- Diga que criou algo. – Esperançoso do conde ter um plano perfeito para destronar Bobby Moore.

-- Na verdade, eu trouxe ele!

Ao fundo da caverna, surge um homem alto, cabelo grande e revoltado e um olhar perigoso.

-- Está pronto para se livrar do traidor, Lennon?

-- Sim! – Respondeu o homem, esfarelando uma pedra pequena na mão. – Bobby Moore é fraco! Ele podia muito bem derrubar o barão... em vez disso nos fez recuar e ainda temer um ataque futuro.

-- Verratti! – O conde espanhol entregou ao lobo carcamano uma poção de coloração negra. – Comece enfraquecendo o pessoal da Ilha! E depois faça Lennon destronar Moore!

-- Grazie!

-- E quanto a mim? – Perguntou o vampiro DeGea. – Eu quero aquela bruxa escocesa e planejo sumir com aquele nosferatu que ela chama de marido.

-- Tudo ao seu tempo, meu caro... – Respondeu calmamente o líder. – Tudo ao seu tempo...

Em seguida ele virou-se para outra vampira, alta, cabelo castanho claro e olhos azuis, transmitindo frieza.

-- E não esqueça sua missão, Lily. Faça com que a profetisa confie e fique loucamente apaixonada por você, a ponto de renegar a bruxa escocesa e todos!

-- Não vou falhar, meu senhor! – Falou Lily Campbell, vampira irlandesa a mando do conde.

Na casa de Anastacia, Alice conversa com a cientista, que segura a pequena Meredith.

-- É muito perigoso, Alice.

-- Anastacia, você precisa compreender. Louise é a minha alma gêmea, minha existência e minha razão de continuar. Sei que errei em me deitar com Gerd, mas ela é a minha pequena preciso salvá-la, sinto que estão fazendo algo de ruim a ela e que só eu possa salvar minha amada!
Ana se impressionou o quanto Alice se importa com Louise. Até mais do que Gerd.

-- Então, só peço que se cuide. – Beijando a vampira na boca. – Vou cuidar e proteger sua filha.

A vampira agradece e se junta ao grupo. Gerd segurou a mão dela.

-- Nada do que me disser vai me fazer recuar, meu senhor! Louise é minha alma gêmea. E quero salvar ela.

-- Eu também quero, Mein Himmel!

-- Todos nós! – Exclamaram Palin e seus amigos.

-- E eu também! – Por fim Sepp se juntou a ele.

-- Onde você estava, Sepp? Que mal pergunte. – Questionou Gerd.

Sepp se calou e puxou o amigo para um pouco longe e olhou para a janela onde está Nora.

-- Eu fui conversar com Holly, minha ex-noiva. Ela me deu isso. – Mostrando umas pedras menores de coloração quase róseo.

-- Ametistas?

-- Acredite! Essas ametistas são mágicas.

-- Desculpe! – Chamou Eric Idle. – Não vai se despedir de sua esposa?

-- Hein, Sepp? – Nora surgia na porta. – Não vai dizer adeus?

O vampiro beijou a esposa rapidamente mas não de forma intensa, deixando Nora apreensiva.

-- Odeio despedidas, Katzchen mas darei um jeito de voltar o mais rápido o possível!

Eles partiram rumo a Frankfurt. Sem saber, Nora não percebeu que era observada por um morcego de olhos verdes que estava pendurado no galho de uma árvore.

-- Ele nunca mais vai voltar depois que encontrar o Barão Lauda! – Disse DeGea, levantando vôo.

Neste momento, Nora abre a janela, avistando Sepp e seus amigos seguindo na estrada.

-- Eu te esperarei meu amor! Pelo tempo que foi preciso!Só tome cuidado! Eu te amo!

DeGea não conseguiu evitar cuspir, enojado da declaração.

-- Melosinha! Mas deixe assim...Coitada quando ver o cadáver do seu gatinho ruivo alemão!

Duas horas depois, na mansão de Micky Dolenz, Peter e Renée discutiam.

-- Há dias que você fala do Verratti. – A alquimista se sentia apaixonada pelo lobo italiano e desde que apareceu na mansão, ela não só cuidou dele, como também foi cativada por ele. – Sempre desconfia dos outros, Peter!

-- Sabe que quando desconfio de algo, é verdade. – Retrucou Peter.

-- Hey, Peter! – Chamou Micky. – Olha isso!

Peter e Renée viram junto com Micky que a água estava contaminada e Emma que havia bebido, quase passou mal. A alquimista deu uma poção medicinal para a loba que se curou. Neste momento, Verratti surge, com um olhar diferente.

-- Que pena que ela não morreu! – Exclamou, chamando a atenção de todos.

-- O que foi que disse? – Micky se recusava a acreditar no que ouvia.

-- Vocês todos vão morrer! – Lançando um olhar maligno em todos.

Peter e Renée atacam o lobo, que se desviou com destreza.

-- EU SABIA! NÃO FUI COM A SUA CARA DESDE O PRIMEIRO DIA, SEU LOBO CARCAMANO! EU AVISEI A RENÉE PARA FICAR LONGE DE VOCÊ E ELA NÃO ME OUVIU! – Gritou Peter.

-- VOCÊ NOS TRAIU! – Agora Davy completou.

-- Sim, mas com um propósito, e, muito em breve vocês serão massacrados!

(na mesma hora, na mansão de Bobby Moore)

Holly se arrepiou e desceu as escadas, suspirando pesadamente. Rosie e Mary Anne perceberam isso.

-- Aconteceu algo, Mrs. Charlton?

-- Se eu fosse vocês... – Ela suava frio e tremia. – Ficaria em guarda...

A porta se abre e ali entrou um rapaz, que aos olhos dos hóspedes e principalmente do lobo alfa, era muito conhecido.

-- Não! – Exclamou Rosie. – Você é...

-- Sou eu, minha loba, minha musa!

George, Paul e Ringo arregalaram os olhos por verem ele mais uma vez.

-- O que houve, meus amigos? – Ria o lobo.

-- JOHN LENNON! – Exclamaram os três. – Está vivo!

-- Vivo e... – Atrás dele outros intrusos ganharam espaço dentro da mansão. -- ... Revoltado com todos vocês, covardes!  Aliaram-se a esse rei de araque! Deviam ter ficado comigo e me apoiado, eu era o verdadeiro líder de vocês!

-- Lennon! – Rosie ficou de frente para ele, encarando seus olhos. – Você não é assim. O que houve, meu amor?

-- NÃO ME CHAME DE AMOR! – Socando Rosie. – A PARTIR DO MOMENTO QUE ADMITIU AMAR UM VAMPIRO E ESPERA UM FILHO DELE, DEIXOU DE SER MINHA LOBA! VADIA! Eu vi a verdade, percebi que aqui todos me enganaram!

Aquilo deixou os lobos chocados e Moore e Best socorriam Rosie.

-- John Winston Lennon! – Encarando o lobo liverpooliano. -- Não sei e não possuo em interesse em saber como sobreviveu, peço que vá embora de minha ilha!

-- Você não manda mais na Ilha! – Lennon deu sinal para os três vampiros golem enviados pelo Benítez. – MATEM TODOS!

-- Rosie e Best, tirem Marianne daqui! Leve-a para a casa do Romanov!

A loba ruiva carrega a esposa de Bobby e pula pela janela junto com Best. George Harrison e Holly criavam barreiras cristalinas e ataques precisos contra os vampiros. Mas havia algo que os deixava nervosos. Sempre que matavam um, nasciam duplicatas deles.

Alberta e Ringo sofriam nas mãos do vampiro português Cristiano Ronaldo e acabaram derrotados. Marcelo, o nosferatu de pele negra encontrou dois dos filhos de Harrison e Mary Anne, George Jr. e Corina.

-- Hey, olhem o que encontrei! – Agarrando os lobinhos pelo pescoço.

Lennon e Gareth encurralaram Bobby Moore e Paul McCartney.

-- Você era meu amigo! – Dizia Macca. – O que aconteceu com você?

-- Como você é um lobo chorão e fraco, Macca! Por isso deixou que Jane e Linda morressem!

A troca de ofensivas dos dois foi muito forte, até que Paul avistou Marcelo lutando contra George e Mary Anne e no fim matando os dois filhos do casal.

-- NÃO! – Gritou Mary Anne, mas sendo socada por Marcelo.

-- MEUS FILHOS! – George manifesta o poder de mago. – NÃO VOU PERDOAR ISSO!

George usou uma bola energética contra o vampiro golem, fazendo com que ele sofra queimado e transformado em cinzas. Contudo, outro vampiro golem invade a mansão e golpeia Harrison com a espada no tórax. Seu nome é Sergio Ramos.

-- George! – Mary Anne segurava o amado. – Não morra!

Sergio se preparava para atacar a loba quando Holly exclama.

--- REVOLUÇÃO ESTELAR! – Jogando as inúmeras estrelas cósmicas contra o vampiro.

Ela curou o ferimento de George. Enquanto isso Moore e Paul penavam para derrotar os invasores.

-- ADMITA, MOORE! VOCÊ É UM VALENTÃO QUANDO TEM O APOIO DO CONDE CHUCRUTE! SEM ELE, NÃO PASSA DE UM LOBINHO! – Berra Lennon.

Holly faz dezenas de pentagramas para segurar os invasores, prendendo-os na gaiola e em seguida conjurando palavras mágicas.

-- Aos meus inimigos que invadem essa casa... – A mesma aura, emanada quando confrontou Nora, mais uma vez se manifesta e o terceiro olho na testa dela se abre. – Vão desaparecer! EXTINÇÃO ESTELAR!

Uma barreira energética, parecendo uma tempestade cósmica se formou na mansão, erradicando os inimigos sem escapatória. Lennon foi derrubado e rendido por Moore.

-- Agora, desapareça! – Se preparando para o ataque final quando outras pessoas entram na casa e uma espada perfura o ombro de Bobby.

-- Acabou, señor Moore! – Disse o sujeito com roupas de nobre e sotaque espanhol. – Eu, Conde de Madri, Rafael Benítez declaro que a Ilha dos Lobisomens é minha!

Holly desmaia devido ao esforço demasiado e foi segurada por Mary Anne e Harrison. Não vendo outra saída, o mago usou o feitiço da luz extrema, criando uma espécie de sol artificial, ofuscando a visão dos adversários. Quando a luz desapareceu, os moradores não estavam mais ali e o casal de lobos derrotados também.

Enquanto isso na casa de Micky Dolenz, não havia mais ninguém. Todos haviam recuado. Verratti se zangou. De todas as pessoas ali, queria na verdade Renée. Desejava a alquimista como sua esposa. Agora não haveria mais chances com ela.

-- A casa está bem vazia. – Avisou Edinson Cavani, um dos vampiros.

-- Todos fugiram, Verratti. – Completou o lobo argentino Ezequiel Lavezzi, por ter derrotado Mike e Alana Nesmith. – Se eu conseguisse matar aquele lobo, teria ficado com a esposinha dele.

-- A Ilha dos Lobisomens pertence ao Benítez e nós vamos nos apoderar desta mansão! – Bradou Verratti, seguro com a tomada da Ilha.

Moore levou todos os seus aliados para o único lugar seguro: O castelo Beckenbauer.

Na casa de Anastacia, Rosie passava mal e chorava de dores, sendo amparada por Best e Marianne. Ana percebeu o quanto a amada se preocupava demais com a loba. Micky e Emma também ficaram por ali, pois protegiam seu filho, Christian e a pequena Karin, filha de Felicity.

Felicity estava com medo. Previra os ataques na Ilha dos Lobisomens e devido ao medo, não conseguiu sair da fazenda. Contudo lembrou-se de Micky. Ele e Emma cuidavam da filhinha dela.

-- Não posso ficar aqui. Preciso saber do Micky e da Emma! – Ela foi correu até a porta.

Para sua surpresa, estava ali um homem, traços hispânicos, olhos castanhos e a barba bem feita. Felicity reconheceu o ser.

-- Querida Felicity! – Disse o homem, mostrando as presas e os olhos ficando vermelhos. – Vim terminar o que comecei. Por vingança a minha Sara!

O vampiro agarrou a galesa pelo pescoço, que gritava sem parar.

-- ME SOLTA! ME SOLTA!

-- Eu não tinha intenção de sugar seu sangue, até porque o conde deseja muito você pra extirpar seu dom... Agora se mostrou um momento apropriado.

Ele se preparava para morder a jugular dela quando de súbito um lobo grande e pelagem negra pulou na janela e atacou Casillas, fazendo-o recuar.

O lobo ficou na frente de Felicity.

-- Gigi?

Ela reconheceu o amado lobo, disposto a protege - lá. 

O castelo foi recebido pelos lobos da alcatéia. Oliver Kahn, o casal Johan e Annie Neeskens e Johan Cruyff prestavam auxilio para todos. Odile conversava com Mary Anne, que estava chocada e inconformada com a morte de seus dois filhos. George Harrison e Holly acabaram dormindo, na verdade sob o “efeito Fênix”, no qual consiste do mago ou alquimista hibernar e ao mesmo tempo regenerar seus ferimentos e recuperar toda energia.

-- Eu vou expulsar todos da Ilha! – Respondeu Bobby, indignado pela expulsão sofrida. – Principalmente quero liquidar o Lennon, independendo se Rosie o amar ainda.

-- Por enquanto terá de ficar aqui e se recuperar. – Sugeriu Franz. – Se formos atacar agora, será uma desvantagem. Se Gerd, Sepp, Alice e os caça vampiros estivessem aqui, teremos chance!

Não restava outra alternativa a não ser isso.

O trem parou na estação da cidade de Frankfurt e desceram dali um grupo estranho formado por cinco homens e um trio. A tríade é de vampiros.  Caminhando fora da estação seguiram para um armazém e pararam.

-- Chegamos aqui! – Comentou Sepp. – Agora como vamos saber onde está Louise?

Gerd pegou do bolso do casaco uma pequena manta de renda branca. Ele cheirou e sentiu ainda o aroma. Aquela manta pertencia a Louise. Parou para observar a multidão e se concentrou no cheiro. Conseguiu rastreá-la.

-- Sigam-me!
O grupo seguiu Gerd, por cerca de vinte minutos. Chegaram a uma estalagem.

-- Fiquem aqui! Eu vou entrar!

Os rapazes temiam algo e mesmo com a determinação de Alice, eles permitiram e ficaram alertas.
Ao abrir a porta, a vampira se espantou. O lugar praticamente é um antro. Existiam ali humanos, vampiros, lobos e magos boêmios e desiludidos e outros transmitindo alegria.

-- Vai aí uma lótus? – Ofereceu um lobo, segurando uma bandeja para a galesa.

Alice aproveitou disso e utilizou a fascinação em todos. O lugar praticamente parou para contemplar o brilho dos olhos azuis dela. Apenas uma vampira não sofreu disso e era Joanna Martin, a ruiva galesa. Ela estava escondida num dos quartos, observando os passos de Alice. Através da leitura da mente descobriu que a vampira de olhos azuis procurava a outra, a loira de estatura baixa que foi acolhida meses atrás pelo dono. Depois viu ela pegando um lenço encontrado atrás de uma das cadeiras reservadas. Aspirou e sentiu o odor conhecido de Louise.

Saindo da estalagem, se encontrou os rapazes.

-- Encontrei isso! – Mostrando o lenço para Gerd. – Mas ela não está aqui!

Gerd socou a madeira, muito irritado.

-- Tente mais uma vez, meu senhor, acho que ela está mais próxima! – Insistia Alice.

E eles seguiram para outro lugar, mais propensamente... para uma casa de entretenimento masculino.

-- Tudo bem que ela estava brava mas aqui? – Sepp ria da possibilidade de Louise ter passado uma noite naquele lugar.

-- Alguém tem que entrar! – Alice insistia para algum dos caça vampiros.

-- Eu vou! – Graham Chapman se prontificou. – Não tenho problemas com isso.

Cerca de quinze minutos, Chapman aparece com a roupa amassada e com braços marcados.

-- Conversei com um dos clientes mais antigos. Ele disse ter visto duas mulheres e um homem. Foram pro quarto. E uma das mulheres era loira, olhos azuis perolados e baixa. Foram para o norte.

-- Ursinha... – Gerd tentava não acreditar que a amada tenha se envolvido com outras pessoas sem ter consciência do perigo.
Na terceira estalagem conversaram com o dono.

-- Sim, apareceu aqui uma linda moça loura, barriguda e de olhos azuis.

Ele mostrou o quarto onde Lulu se hospedou.

-- Ela deu a luz um lindo menino. Sem ofensa, mas, o senhor é algum amigo dela?

-- Sou o marido dela! – Respondeu Gerd.

-- Marido? – Berrou o dono, meio indignado. – Ela estava acompanhada de outro rapaz, de cabelo dourado e alto. Ele se apresentou como o marido dela e pai do menino.

-- Ele a seqüestrou de mim, a enfeitiçou e agora não deve se lembrar que sou o verdadeiro marido.

Mais uma vez eles saem do lugar, desolados.

-- Pessoal, precisamos de um lugar pra ficar. – Sepp mostrou o céu aos poucos sendo iluminado pelos raios solares.

A alternativa foi de roubar caixões na loja mais próxima e dormiram no cemitério da cidade. Eles adormeceram ali nos caixões roubados e ocultados no depósito até o anoitecer. Porém antes de todos irem dormir, Gerd provocou Palin.

-- Mein himmel por que não dorme comigo?

-- Ela vai dormir comigo porque EU sou o marido dela! – Palin se irritou.

No fim Alice dormiu separada e o restante também.

 Quando a noite apareceu, beberam um pouco e Palin reclama.

-- Alguém está nos seguindo.

Terry Gilliam jogou um pouco de terra e revelou ali um vulto de uma mulher. Cleese borrifou água benta e esta gritou de dor na mão, deixando seu corpo a mostra por conta da técnica de invisibilidade.

-- QUEM É VOCÊ? – Palin agarrou a mulher que usava um vestido cinza e possuía cabelo vermelho e olhos azuis.

-- Me desculpem... cof cof... eu sou Joanna Martin. Quero ajudar vocês.
                              
-- Ajudar? – Sepp colocou a faca perto da garganta dela. – Você nos seguiu até aqui pra quê? E como podemos confiar em você?

-- Porque sei o que procuram. – Justificou a vampira. – A moça chamada Louise McGold, uma loira, ela está em Berlim com James Hunt. São casados e tem um filho.

-- Josef, deixe a moça. – Alice cuidou de Joanna, para o espanto de todos. – Eu sou Alice Stone. Pode confiar em mim.

Joanna tomou um pouco de sangue cedido das garrafas que Alice carregava e seguiu contando.

-- Eu era um membro do bando do Barão Lauda. Deserdei depois de presenciar a crueldade do qual ele é capaz. Fiquei um tempo em Munique com minha amiga Renée Chapelle e Alberta Mann. Acho que elas vivem por lá.

-- Elas moram na Ilha dos Lobisomens. – Confirmou Idle.

-- Fico feliz que elas tenham onde morar... quanto a mim virei andarilha. Certo dia no albergue, vi uma moça, cabelo louro, olhos azuis, chorando e bem triste. Ela pediu abrigo pro dono. Depois a vi sendo levada por um casal para aquele bordel e por fim no último estabelecimento onde vocês descobriram que ela estava grávida.

-- E quem é esse James Hunt? – Questionou Gerd.

-- Ele é o braço direito do Barão Lauda. E digo que há muito tempo, Hunt desejava essa moça. Arquitetou todo um plano. E se eu fosse vocês iríamos a Berlim!

Todos concordaram em seguir para Berlim. No trem Alice notara que a vampira ruiva conversava com Palin muito animada e este aceitava bem.

-- Franz falava desse barão... – Comentou Gerd para Joanna.

-- Ele sempre falava dessa moça, de como procurava o amor da vida dele e que um conde de Munique a roubou dele.

-- Foi o Franz. Ele é o conde. – Confirmou Sepp.

Joanna ficara abismada e se ergue, encarando os demais.

-- Por Deus, devolvam a moça para o barão! Vocês não sabem a crueldade que ele é capaz de fazer. Eu vos peço, devolvam a moça para o barão!

-- Não podemos fazer isso, ela pertence ao nosso amigo.

-- Joanna, compreenda. O conde ama Odile acima de tudo. – Dizia Alice.

Após muitas conversas, a vampira ruiva aceitou o fato e também de ajudar o grupo no resgate a Louise. No entanto ela leu a mente de Gerd e Alice e os questionou.
-- Se você, rapaz, era casado com a loira e a traiu com ela... – Apontando para Alice. – Por que quer resgatar Louise?

Alice murmurou e Gerd tentava ver se contornava a situação. Por fim falaram.

-- Estamos fazendo isso por ela mesma, como uma forma de perdão. Erramos em fazer amor e termos a Meredith, nossa bebê, mas já passou. Queremos salvá-la do barão.

-- Eu amo muito minha ursinha! – Afirmou Gerd.

--Percebi e seu “céu” também... – Confirmou Joanna e suspirando, falou. -- Essa Louise é abençoada por ter amigos queridos, um homem que a ama de verdade e uma mulher que ama mais que tudo... Eu li a mente dela e vi que estava magoada. E jurou também não ver vocês dois nunca mais. Espero estar enganada e ela reconheça isso.

Ao chegarem a Berlim, Joanna conduziu todos para a mansão suntuosa onde vive o casal Hunt. Os caça vampiros pularam o muro e os vampiros sobrevoaram na mansão, entrando numa janela aberta. Com cuidado foram caminhando pela casa toda e aparentemente não havia ninguém. Gerd ouve uma série de grunhidos vindos num quarto. Cada passo que dava era uma agonia. A porta entreaberta, revelou apenas uma cama de solteiro... e uma pessoa acorrentada de pé.

Pelo vestido nobre, suspeitou um pouco e ao se aproximar e retirar o capuz negro da cabeça, estava ali sua amada.

-- URSINHA!

Louise estava amordaçada e tentava sair dali. Alice e os caça vampiros entraram no quarto e viram tudo. Gerd arrancava as correntes que prendia a amada e depois a abraçou.

-- Ursinha, meu amor! Minha vida! Eu consegui te salvar...

-- Oh Gerd, meu ursinho... me abraça.... --- A jovem abraçava Gerd bem forte e o beijou.

Alice ficou feliz por um tempo, contudo, ela e Palin notaram algo de errado. Alice viu na sombra refletida na lua que Louise estava... maior. E Palin enxergou no espelho que a imagem vista ali não era do casal e sim de Gerd sendo abraçado por uma... gigante salamandra!

-- É UMA CILADA, GERD!

De repente aquela que era Louise, esfaqueia o vampiro sem parar e rindo maleficamente.

-- Ursinha.... o que deu... em você?

-- Eu não sou sua ursinha.

Ali mesmo ganhou a forma da tal salamandra e começa a sufocar Gerd no estrangulamento. Alice tenta ajudar e acaba sendo arremessada para o outro quarto. Sepp e Joanna subiram as escadas e viram toda a cena. Palin usava a força contra o monstro e salvar o vampiro, contudo sofreu uma descarga elétrica, fazendo-o cair.

Sepp pegou uma das ametistas do casaco e desejou que ganhasse forma de faca e jogou contra a salamandra, atingindo na testa e a derrubando. Aparentemente, morta.

No outro quarto, Alice procurava abrir a porta, algo impossível.

-- ME TIREM DAQUI! – Ela gritou.

Neste momento ouve uma voz conhecida.

-- Alice...

Quando se virou, era ela. Sua alma gêmea.

-- Louise...

-- Meu amor!

Elas se beijaram de forma apaixonada e Alice se deixou levar pelas emoções. Palin e Sepp derrubam a porta e ele vê a amada sendo beijada por um homem que não é o Gerd.

-- ALICE! – Gritou Palin.

Ela se virou e viu os dois ali e em seguida Gerd, esfaqueado e fraco.

-- MEIN HIMMEL! ELA NÃO É A LOUISE!

-- O que? – Ela se virou e desta vez não era mesmo ela e agarrou bem forte Alice.

-- Como vai, Alice? – Sorriu o vampiro, maliciosamente.

Neste momento, outra salamandra surge no quarto e ganha à forma de mulher.

-- Finalmente estamos conhecendo você, Gerd Müller e também o lenhador Michael Palin e... Alice Stone. – Falou a vampira, contendo desprezo pelos três, sobretudo em Alice.

Antes que os vampiros e o lenhador pudessem contra atacar, surgiram mais nosferatus e os agarraram, levando todos sem exceção para outra sala. Joanna e o restante dos caça vampiros se esconderam e viram os vampiros e o lenhador serem levados para a sala enorme onde está o famigerado Barão Lauda e alguns dos seus servos.

-- Pessoal, precisamos de um plano! – Joanna rapidamente cria uma estratégia para salvar seus amigos.

Os quatro foram postos ajoelhados diante do homem, um tipo alto, traços austríacos e cara de rato.

-- Gerhard Müller... é uma honra conhecer você. Eu sou Barão Andreas Nikolaus Lauda!  -- Apresentou-se para o vampiro. – O restante eu sei quem são.

O barão ordenou que afastassem o lenhador e o vampiro ruivo, deixando apenas Gerd e Alice por perto.

-- Agora vamos fazer vocês dois sofrerem por tudo o que nossa senhora sofreu! – Roman trazia Barry Sheene, o carrasco, que carrega um açoite.

 -- Vão pagar por cada lágrima que ela derramou por vocês dois! –Sharon pegou o braço de Alice e quebrou, fazendo a vampira gritar.

-- Mas antes da tortura... – O barão lançou um olhar significativo para James Hunt. – Quero que vejam uma certa pessoa.

James abriu a porta e trouxe uma linda moça bem vestida. Imediatamente os prisioneiros reconheceram desta vez a verdadeira.

-- Suzie... aqui estão seus algozes! – James Hunt enganou perfeitamente a vampirinha.

-- Desta vez vão ser executados em sua honra, Suzie. – Confirmou o barão.

Ela caminhou para perto do casal vampiro, que era segurado por Roman, Sharon, Clay Reggazzoni e François Cevert e encarou cada um deles.

-- Ursinha... não... lembra de mim? – Murmurou Gerd, deixando uma lágrima cair.

Louise olhava para Gerd impassível.

-- Quem são eles, amor? – Questionou Louise.
-- Suzie, eles são os vampiros que te manteram prisioneira. – Respondeu Hunt, segurando o rosto da amada. – Aquele vampiro ali diz que você é a esposa dele. Mas na verdade é a galesa de olhos azuis ao lado dele.

-- MENTIRA! – Gritou Gerd a todo pulmão e sendo contido pelos vampiros. – ELA É MINHA ESPOSA MESMO! FIZEMOS O PACTO DE SANGUE NO RIO SOB O LUAR!

Clay chutou Gerd enquanto Roman trazia algumas espadas e facas. Enquanto isso, Sharon socava Alice juntamente com Cevert.

-- Isso... – Sharon quebrava agora uma costela de Alice. – É por se deitar com esse vampiro.

A medida que Sharon golpeava Alice, a própria Louise, mesmo sem se lembrar deles, sentia fortes dores e um sofrimento sem explicação.

-- Acho que vou me retirar. Com sua licença, barão. – Pediu a vampira, mas foi detida por Hunt.

-- Suzie, deve ficar pra ver. Seus algozes logo vão morrer!

Roman pegava uma das espadas prateadas. No passado ele e Sharon eram artistas circences. Sharon uma magnífica contorcionista e Roman um exímio mágico ilusionista. Certa vez o circo foi atacado por nosferatus da região e eles quase foram mortos se não fosse à intervenção do Barão Lauda, que os transformou em vampiro.

-- Vocês realmente formam um casal lindo,o adúltero e a cortesã. – Dizia Sharon, riscando o corpo de Alice com a faca e em seguida encarando Gerd. -- Todo mundo sabe que você, chucrute nunca consegue resistir às carnes dela... por que não ficam juntos e libertem a Louise?

-- Não deveriam vir até aqui. Querem fazer a sra. Louise sofrer? É ISSO MESMO, GERD? QUER HUMILHAR AQUELA QUE VOCÊ DIZ QUE É SUA ESPOSA? – Berrava o vampiro e em seguida cravando a espada nas costas dele.

-- E matar a mãe de sua filha?

Gerd gritou e não conseguia responder. Ele se concentrava em Alice e Louise.  Sharon pegava uma das espadas gregas do marido e quando se preparava pra atingir a cabeça da galesa, ouviu um pedido.

-- NÃO FAÇA ISSO! NÃO MATEM ELA! PELA MINHA FILHA! – Implorou Gerd.

-- Mesmo que nos peça, nada fará Alice escapar da morte. – Dizia Roman com escárnio. – Eu não vou te matar, apenas te machucar... só um pouquinho...

O vampiro circence perfurou Gerd com mais duas espadas, uma no ombro e outra na perna, permintindo mais uivos de dilacerante dor.

Alice chorava e viu o quanto Sharon desejava acabar com ela e mais uma vez olhava para Louise. As lembranças das noites juntas, as promessas de amor eterno e sempre juntas e o quanto suas almas se completavam.

-- Louise... – Alice vomitava sangue e sofria com as dores. – Não era minha... Intenção te machucar... Eu te amo, minha pequena loura, meu sol... me perdoe por tudo, eu ainda amo você amorzinho e só te peço se eu morrer,me deixei perto do Jim... sei que você ainda se lembra dele, sei que ainda se lembra que amou nós dois.

Ouvindo aquela declaração, a vampirinha sentiu algo aquecer seu coração e uma excitação. Antes de Rick Wright, Louise amou James Stone, o irmão de Alice. Este a cortejava com freqüência e viveram um intenso romance no qual ele prometera se casar com ela. No entanto o destino não foi generoso para ambos. James contraiu turbeculose, o que levou a família Stone terminar esse noivado. Louise sofreu bastante inconformada e se transformou numa menina cruel, mimada e de coração frio.

-- Se eu morrer, cuide da Meredith... – Pedia a vampira para Gerd.

Sharon já se preparava para golpear Alice quando de súbito Louise berrou.

-- PAREM! – Ela ficou entre os prisioneiros. – Barão, deixe-os livres. Já sofreram demais.

-- Não posso fazer isso...Eles sabem onde minha noiva está e terão de sofrer,Suzie.  – O barão não iria se render a uma vampira desmemoriada.

-- E se eu disser onde ela está? E trazer ela aqui? Vocêos liberta? Farei com que o senhor meu marido vá comigo buscar a francesa.

Lauda e Hunt trocaram um olhar e depois para Brigitte, que negava com a cabeça. Depois o barão aplicou a fascinação em Louise.

-- Neste momento, minha cara Suzie, vai esquecer essas pessoas. E também... – Ele deu para ela uma das espadas curtas de Roman. – Vai matar Gerd Müller.

Ela se virou para o vampiro prisioneiro. Sepp e Palin engoliam em seco, Alice queria gritar.

-- NÃO FAZ ISSO, AMOR! GERHARD TE AMA!

Nada feito. Louise tinha os olhos negros e apontava a ponta da espada no coração dele. A expectativa do barão e dos servos era ver a vampira matando seu marido infiel.

-- Quer mesmo me matar, ursinha?

Não houve respostas.

-- Se minha ursinha ainda esta ai, peço que ela escute com atenção, sei que errei e erros foram grandes que geraram tais consequências mas nunca deixei de pensar nela como a minha garota, como o meu amor, eu amo você mais do que tudo, Louise...

A mão dela tremia e a hesitação aumentava, até que...

-- Ursinho?


Continua...

--CENAS DA PRÓXIMA PARTE-

Conde: Temos de esperar um pouco mais...

Moore: Não há o que esperar, Franz! Vou retomar minha Ilha!

(cena para Best, onde todos olham para ele, inclusive Bobby Moore)

Best: EU AMO ROSIE DONOVAN. MESMO ELA SENDO UMA LOBA E EU UM VAMPIRO, EU A AMO E VOU PROTEGER MINHA MULHER E MINHA LOBINHA QUE ELA CARREGA!

(Cena de Mark Grey chegando a casa de Ana)

Mark: aquele é o castelo Beckenbauer?

Primus: Sim, por que?

(Cena para a tortura de Gerd e a pergunta da narradora)

É possível o amor verdadeiro romper a barreira da amnésia? E as almas gêmeas voltarão a se unir?
Não percam a parte 12 de We Belong Together – Wildest Dreams


Meu sangue e o seu, únicos num só!