Uma boa noite e fiquem com penúltimo episódio de White Demon. Confirmo que vai ter a Temporada 2. Se preparem pras novas emoções! Boa leitura!
Episódio 4:
A descoberta
Hunt discava várias vezes o número do celular de Louise e nada de
ser atendido. E isso ele achou estranho. Louise não saia de casa e tampouco
deixava de atender o celular. Ali mesmo desconfiou de algo errado enquanto
retornava para o carro e testar junto com os outros mecânicos.
Em casa, Louise voltava a se vestir enquanto Gerd dormia. Ela
pegou o celular dele e viu as inúmeras fotos de Alice. Uma parcela de ciúme
tomou conta dela e desligou. Ela verificou em seu celular se James havia
ligado. Ignorou as ligações e voltou a se vestir, acordando o amante.
-- Ursinho!
-- Hum... O que foi? – Gerd abria os olhos e mal conseguia
enxergar Lulu.
-- Está na hora de ir. Hunt pode chegar. – Alertou a moça,
enquanto abria à persiana.
O jogador se arrumou logo e se despediu beijando a boca dela.
Minutos após a saída dele, James apareceu, sério.
-- Por que não me atendeu? – Perguntou, quase irritado.
-- Estava passando roupa. – Mentiu. – E depois cuidando do jardim.
Não ouvi o celular tocando.
James seguiu para o banheiro, bufando de raiva. Em seu íntimo,
percebia que a relação com Louise estava bem desgastada. Cogitou em terminar o
namoro, contudo, certamente ela jogaria na cara que o motivo mais óbvio é o
aborto espontâneo sofrido meses atrás. Era melhor pensar em outra coisa... Em
seus pensamentos estava à melhor amiga de Louise, a bela francesa Odile. Desde
a festa organizada em sua casa quinze dias atrás, sentira algo incrível e
gostoso. E passou a desejá-la, mais do que sua namorada. E agora era o
momento.
No apartamento, Felicity digitava mais um texto para a coluna de
crônicas. Nora havia ligado para avisar que ficaria na casa de Sepp Maier e
levou Godard. Praticamente, a fotógrafa se encontrava sozinha. No fundo ela
cogitou na visita de Franz. Porém ao se lembrar de um dia ter aparecido na casa
dele e encontrar Stefan e Noel, os dois filhos dele, os encontros ficaram um
pouco difíceis.
Ouviu a campainha e correu para a porta. Ela achou que fosse o
líbero de olhos azuis como cobalto. Quando abriu, surpreendeu-se.
-- Estava te esperando... – Calou-se ao ver que não era o capitão
do Bayern de Munique. – Lily?
-- Saudades de mim? – Lily puxou a galesa para um beijo forte e
quente e quando pararam, passou a língua nos lábios dela. – Pois eu senti
muitas saudades, amorzinho.
Fefe e Lily Campbell se conhecem desde os eventos que participaram
da fotografia e também já trabalharam juntas em diversas ocasiões. Entre muitos
encontros, acabaram se apaixonando. Mesmo namorando o baixista Jack Bruce, Lily
é bissexual e nunca teve problemas com isso. Felicity também não sofrera com
isso. Ela tem atração por homens, mas também se relaciona com mulheres.
Felicity abraçou Lily e a levou para o quarto, onde se livraram
das roupas e fizeram amor intenso e selvagem, denotando a paixão guardada e a
saudade. Após atingirem o orgasmo juntas, ficaram abraçadas e suadas.
-- Ah minha paixão – Beijando Lily e apertou um pouco o bumbum. –
Quando chegou?
-- Faz dois dias que estou em Munique. – Respondeu Lily e em
seguida mudou a expressão. – Você passa mais tempo com aquela escocesa e nem me
dá atenção.
-- Paixão, eu ainda amo você demais, mas Nora é minha alma gêmea.
– Segurando o rosto da amada.
-- Então por que não respondeu meus emails? Nem me mandou uma
mensagem? – Se afastando da amada. –
Fiquei esperando uma mensagem desde a última noite que tivemos.
Fefe sentiu que deveria ser honesta com Lily e segurando a mão
dela, confessou.
-- Eu conheci um cara e estou afim dele. – Disse Fefe, um pouco
triste. – Não me sinto assim desde... o Pete.
-- Você o ama, amorzinho? – Tocando o rosto dela.
-- Sim... – Começando a chorar. – Estou apaixonada por ele.
Contudo, foi casado com uma amiga minha.
Lily consolou a galesa abraçando-a e afagando seus cabelos negros.
-- Amorzinho, detesto vê-la sofrendo e então te incentivo a ficar
com ele. Lute por ele. – Beijando no rosto dela. – E, por favor, mantenha-me
avisada de tudo. E dê um tempo pra aquela escocesa!
Felicity riu um pouco e elas voltaram a se amar, de forma
agressiva e sempre mantendo o romantismo entre elas.
-- Eu te amo, Lilian Campbell. – Gemia Felicity, sendo tocada por
Lily.
-- Eu te amo mais ainda. Sou louca por você, Felicity McGold. – Em
seguida fazendo sexo oral na mulher.
No outro dia, Lily apareceu no apartamento de Fefe, acompanhada do
namorado. Conversaram bastante, beberam um pouco e dançaram. Lily e Jack se
beijaram e Felicity assistiu um pouco e quase se retira quando a mão dela lhe
puxar pra perto.
-- Jack e eu queremos fazer um ménage... Quer participar? – Convidou,
bem sedutora.
Felicity agarrou Lily de forma agressiva e a beijou mais.
-- Venham! – Puxando também Jack Bruce. Os três foram pro quarto,
onde os desejos foram realizados.
Jack se
masturbava demais e gemia também por ver sua namorada sendo amada por Felicity.
E não podia negar que a bela galesa alta de cabelos negros é incrivelmente
sedutora. Lily beijava Felicity e ao mesmo tempo apalpava o seio, enquanto a
mulher mais alta a tocava ali na região íntima, bem molhada. Quando terminaram,
Jack possuiu Lily, enquanto Fefe beijava a amada e apalpava seu corpo.
Jack parou
um pouco o ato e falou para Lily.
-- Eu posso
terminar com a Felicity? – Pediu, um tanto safado.
-- Sim... –
Lily estava ofegante e depois olhou para amada. – Agrade meu namorado.
Felicity e
Jack se beijaram também bem forte e ela ficou por cima dele, iniciando os
movimentos sexuais.
-- Aaahhh...
Ahhhhh... --- Gemia Felicity, sentindo a mão de Lily e ouvindo os gritos de
Jack.
No último
instante, Jack gritou de prazer e a galesa suspirou e deitou por cima dele.
-- Amorzinho... – Lily puxou Fefe para perto dela. – Está tudo
bem?
-- Meu deus... Isso foi maravilhoso! – Exclamou Fefe, deitada ao
lado de Jack e Lily.
-- Eu também achei maravilhoso... – Disse Jack, respirando fundo.
Alguns minutos depois adormeceram, menos Felicity. Ela ainda
pensava em Franz, nos seus olhos, os beijos. Mesmo com a visita dela ter sido
uma surpresa com a presença dos filhos, não deixou de amá-lo. O celular vibrou na mesinha e Felicity pegou
a tempo. Na tela era o número dele. Se levantou com cuidado e caminhou até o
quarto de Nora, atendendo.
-- Alô?
-- Olá, moça
bonita. – Era Franz. – Como vai
você?
-- Olá, Franz. – O coração dela batia rápido demais devido a
animação em ouvir a voz dele. – Estou muito bem. E você?
-- Eu vou bem...Felicity a gente tem que
conversar sobre a noite passada...sobre o que aconteceu. Sei que você... Ficou
constrangida com tudo... Mas não precisa ficar desse jeito perto dos meninos. – Se desculpava o jogador, enquanto pegava um pacote de
bolachas para os filhos.
-- Franz. – Interrompeu Fefe. – Eu não quero
atrapalhar...
-- Mas você não está atrapalhando, pelo contrário. Você me
faz bem e os meninos adoraram você. Até me perguntam quando você virá de novo.
Felicity sorria. Mesmo achando que iria prejudicar o jogador, no
fim ela acabou sendo uma felicidade.
-- Amanhã posso visitar você? Podemos depois caminhar por aquele
jardim que me mostrou.
-- Está bem.
Te esperamos amanhã à tarde e... – A atenção dele voltou para o filho
mais velho. – Stefan, deixe Noel assistir
o desenho.
Antes de continuar a conversa, ouve-se vozes de crianças.
-- Paiê, eu não quero ver Peppa Pig. – Dizia Stefan, o mais velho.
-- Eu quero leite. – Pedia Noel, segurando um copo.
-- Felicity,
eu vou desligar. Os meninos...
-- Eu sei, amor. Boa noite para você e os seus anjinhos.
-- Boa
noite.
Ao desligar o celular, Fefe retornou para seu quarto e se deitou
ao lado de Jack Bruce, tocando a mão de Lily, num gesto carinhoso.
Um novo dia surge e Alice não se encontrava num bom momento. Não
que seu relacionamento com Gerd esteja caminhando pro fim, mas sentia que devia
terminar com Page. Outro fator que tem tirado um pouco o foco era Louise. Desde
a festa, ela não conseguia parar de pensar na loira e do beijo trocado...
FLASHBACK ON
Quando
chegaram à casa de James Hunt, o casal não esperava que houvesse mais pessoas
como da outra vez na residência de Jackie Stewart. Gerd e Alice foram bem
recebidos e Hunt os cumprimentou, muito alegre. Gerd se afastou um pouco de
Alice, se sentindo perdido. Alice foi para o jardim e ali conversou com Nora e
Anastacia.
Enquanto
elas falavam de suas vidas, Alice avistou Jimmy Page chegando e neste momento
se retirou discretamente sem avisar as mulheres. Resolveu ir até a cozinha
pegar uma bebida e sem querer, se surpreende com uma cena perturbadora. James
Hunt beijava Odile Greyhound, a melhor amiga de Louise.
-- Oh
Odile... – Ele suspirava enquanto beijava a francesa. – Você é linda,
perfeita...
-- Oh
Hunt... – Odile gemia também e abraçava o piloto mais forte.
Alice saiu
dali antes que algo piore e ao cruzar no corredor, a porta do banheiro se abre
e a puxa para dentro. Se deu conta que a pessoa responsável era Louise.
-- O que
aconteceu, boneca? – Louise olhava para a médica, um tanto preocupada. – Está
pálida.
Alice quase
disse a verdade. Porém, algo lhe impedia e era o rosto angelical do demônio
branco. Talvez o ar de bondade lhe causasse isso.
-- Não era
nada. – Sorria para a loura.
-- Ainda
bem. – Tocando o rosto de Alice.
White demon
love song on the hall
White demon
shadow on the road
Back up your
mind there is a call
He isn't
coming after all of this time
She likes
the way he sings
White demon
love songs in her dreams
Louise
aproximou sua boca com a de Alice e esta tentava se afastar.
-- N-não. –
Negava Alice.
-- Não tenha
medo... – Ela dizia suavemente. – Beije-me, abra sua boca... para mim,
boneca... abra...
Não
resistindo, Alice e Louise se beijaram de forma quente e provocante, deixando ambas
excitadas a ponto de masturbarem uma a outra. Depois disso, as duas pararam e
Louise saiu do banheiro, feliz, deixando a amada galesa alta tentando acreditar
no que ocorreu. Apenas se sabe que após a festa, de uma forma mágica, ela e
Gerd se amaram violentamente em casa, reacendendo a paixão antes apagada.
FLAHSBACK
OFF
Depois daquele dia, Alice nunca mais esqueceu o beijo dela. Para a
médica, esperava essa atitude ousada por parte de suas amigas. Mas de Louise...
era uma surpresa. Para ela, a namorada de James Hunt é uma menina jovem, doce e
meiga. Parece ingênua mas possuía algo que mexia em seu íntimo.
Seus pensamentos são interrompidos quando um dos médicos entra no
quarto e a chama.
-- Dra. Alice? – Era Patrick.
-- Sim?
-- Tem alguém querendo falar com você no quarto dos enfermos do
segundo andar.
-- Está bem.
A médica subiu as escadas calmamente e entrou no quarto dito.
Encontrou uma mulher de estatura baixa, usando um vestido cor de pêssego e
cabelo louro como o sol. Ela se virou, revelando a moça.
-- Louise!
A garota abraçou a doutora e trancou a porta.
-- Me desculpe, Alice... – Desenhando os lábios dela com os dedos.
– Pelo beijo e outras coisas... Mas...
Alice fez o mesmo na boca de Louise e sentiu um prazer
inexplicável pela garota.
-- Eu gostei, pequena.
-- Você me deixa mais louca do que meu amante. – Abraçando a médica e apalpando os seios.
-- Você me faz perder a cabeça mais do que meu amante. – Confessou
Alice em seguida beijando a garota.
Para a sorte delas, não havia nenhuma emergência e Alice
aproveitou para amar a bela Louise e ignorou seu encontro furtivo com Page.
Após a troca de carinhos e um pouco de sexo, Alice se manteve aninhada nos
braços delicados de Louise.
-- Tem algo que queira compartilhar? – Perguntou Louise, solícita.
Alice resolveu ser honesta.
-- Eu... tenho mesmo um amante.
– Disse um pouco triste. – O nome dele é James Page. Ele é médico.
Louise sabia disso e muito mais. Se manteve impassível.
-- E você... ama esse tal Page... mais do que o Gerd?
-- Antes sim. Hoje não sinto mais nada. Com Gerd, sinto que
renovei a paixão que tinha por ele. É tão estranho, Louise. Desde que tivemos
aquele momento, voltamos para a casa e fizemos amor como no tempo de namoro. E
foi tão bom, maravilhoso!
Louise pela primeira vez não sentiu ciúme. Na verdade, ali mesmo
parou com aquele sentimento e se descobriu amando Alice e ao mesmo tempo Gerd.
Cada um a sua maneira.
-- Estou feliz por você, boneca.
-- Oh Louise... – Beijando a amante loura.
-- Não me sinto feliz mais com Hunt... – Lamentou Louise. – E
desta vez não há salvação e eu estou exausta em fazer de tudo pra salvar nosso
namoro.
-- Pequena, deixe o Hunt de uma vez. – Sugeriu Alice, preocupada.
– Se ele não está te fazendo feliz como antes, acabe logo antes de tudo piorar.
-- Não é tão simples. Ele pode me jogar na cara que estamos
terminando por conta daquele dia... do meu aborto. E ele sabe disso. Quando
perdi meu filho, ele nunca mais foi o mesmo de antes.
-- Minha amada... – Outra vez Alice beijou Louise, desta vez as
duas se entregaram aos prazeres na cama de hospital.
Quando voltou para casa, Alice saiu do banho e viu o noivo se
preparando para sair. Ela correu até a porta, ficando na frente dele.
-- O que está fazendo? – Perguntou o jogador.
-- Hoje você é meu! – Deixando a toalha cair, revelando sua nudez
e em seguida empurrando Gerd para a cama.
Ali mesmo os dois executaram os movimentos de forma selvagem e
tresloucada, com direito a roupas rasgadas, arranhões e marcadas nas pernas de
Gerd e nos seios de Alice. Adormeceram juntos e abraçados. Gerd sentiu que seu
amor por Alice foi renovado e a mesma também chegou a essa conclusão. De um
jeito ou de outro, o demônio branco ajudou nisso.
Odile saiu da casa de James Hunt depois de passar uma manhã de
amor e sexo selvagem. Ela caminhou na avenida comercial e encontrou Franz e os
dois filhos brincando na saída da floricultura. Ela os seguiu e pode ouvir um
comentário de seu filho, Noel.
-- Tia Fefe vai gostar de rosas vermelhas. – Disse o menino,
segurando o buquê que o pai comprou.
-- Ela vai gostar de margaridas. – Comentou Stefan, com outro ramo
de flores comprado.
-- Ela gostará de todos! – Garantiu Franz.
-- Vai mesmo! – Disse a voz feminina atrás deles.
-- Mamãe!
Noel e Stefan abraçaram Odile e esta cumprimentou Franz.
-- Está tudo bem?
-- Muito bem. Eu vou levar os meninos para English Garden. –
Respondeu Franz, procurando se acalmar.
-- E vai se encontrar com... – Odile tentava esconder seu ciúme ao
saber que o amor de sua vida esteja saindo com a amiga de sua irmã. – ... a
Felicity?
-- E se for o que tem a dizer?
Perto dali, Felicity saía da loja de brinquedos com dois pacotes e
acabou sendo vista por Stefan e Noel
-- Tia Fefe! – Gritaram os dois meninos e correram em direção à
moça.
-- Olá, anjinhos! – Abraçou os dois.
-- Vem com a gente! – Stefan pegava a mão da fotógrafa. – Vamos te
levar até o papai!
Eles caminharam e a conversa entre Franz e Odile aparentemente se
encontrava calma.
-- Eu não tenho nada a dizer sobre isso. – Disfarçou Odile e
respirando fundo. – Mas queria conversar com você sobre outra coisa e só você
pode me ajudar.
-- Odile, podemos conversar outra hora? Eu tenho de me encontrar
com a Fefe.
-- Por favor! Por mim... – Ela o puxou para um beijo. E sem saber,
os filhos do líbero apareceram junto com Fefe.
Ela viu a cena toda e se desmanchou de tristeza. Na verdade ela se
encontrava com raiva e ressentida. Franz
parou o beijo e viu a amada ali, quase chorando.
-- Fefe? Espere... não é o que está pensando.
-- Felicity, relaxa. – Pediu Odile.
-- Estou bem. – A fotógrafa sorria e em seguida olhou para os
meninos, entregando os presentes para cada um. – Meninos, eu vou indo. Me
lembrei que tenho compromisso urgente! Até mais!
Ela saiu em direção ao estacionamento e entrou no carro, tentando
ligar. Franz a seguiu, batendo no vidro.
-- Por favor, vamos conversar! – Pedia Franz.
-- Franz, me deixa. – Felicity não conseguia colocar a chave na
ignição por conta do nervosismo. – Estou ocupada.
-- Não para mim! – Ele abriu a porta e embarcou. – Sobre o
beijo...
-- SAIA DO MEU CARRO! – Berrou a mulher, a ponto de buzinar sem
querer. – Me deixa! Está mais do que claro que fui só mais uma na sua vida!
SAIA!
Ele saiu do carro e ela foi embora, voltando pra casa, chorando.
Ela ligou para Lily.
-- Alô?
-- Lily! – Fefe chorava. – Lily, tenho muitas coisas a serem ditas
mas antes, me responda uma coisa. Aquela proposta de trabalhar com você em
Barcelona está de pé?
-- Sim, amorzinho. Por quê?
-- Quando posso partir?
Depois da ligação, Fefe explicou para Lily sobre ocorrido e ali
decretou sua partida para a cidade catalã.
-- Não fico um minuto a mais em Munique! – Disse para si mesma,
pegando as malas e guardando as roupas.
No outro dia Nora viu a amiga daquele jeito.
-- Marie me ligou. – Comentou a amiga. – Ela falou o que
aconteceu. Não fui culpa da Odile.
-- Não foi culpa dela? – Resmungava Fefe, sentada na cama. – Nora,
ela o beijou na minha frente!
-- Fefe, eu sei que é difícil. – A escocesa consolava a amiga. –
Isso aconteceu comigo, quando Holly beijou Sepp na minha frente e é claro, eu
fiquei triste mas conversei com ele e principalmente com ela. O caso é que
quando terminamos um relacionamento ficamos assim. A Odile está assim. Ela esperou
pelo Franz, esperou pelo austríaco e agora espera pelo Hunt.
-- Como assim? Que história é essa? Odile está sacaneando a
Louise? – Felicity não acreditava no que ouvia.
-- Deixa que vou te explicar. Marie me explicou que Louise está
dormindo com Alice e Gerd. Os dois ao mesmo tempo. E aí o Hunt se apaixonou
pela Odile e ela está confusa, algo que é natural. Porque Odile esperou mais
que Amy Pond. E ainda mais, que ela está grávida. Ela vai expor tudo pra você.
Felicity não se comoveu nem um pouco. Apenas suspirou pesadamente.
-- Eu não quero falar com ela! – Respondeu a galesa, séria. – Já
parou pra pensar, Nora, que Hunt é o maior filho da puta? Ele está deixando a
Louise porque o namoro dele afundou feio depois que ela perdeu o bebê e
encontrou na Odile uma oportunidade de se livrar dela, sem sofrimento! Mas o
“x” da questão é: por que raios ela beijou o Franz e na minha frente?
Nora não respondeu, parece que desta vez a amiga e amante a pegou.
-- Eu não sei, amiga...
-- Pois é.... – Se acalmando. – O jeito mesmo é que depois de
amanhã, vou para Barcelona, trabalhar com a Lily. Finalmente meu sonho está se
tornando realidade.
-- Tem certeza que é em Barcelona que você quer ir? – Nora puxou a
amiga para a cama e afagou seu rosto. – Poxa, eu estou grávida do Sepp. Eu
quero você aqui comigo. Não fica pelo Franz, fica por mim. Eu te amo mais do
que tudo, por favor, fica!
Felicity pegou a mão de Nora e a beijou.
-- Não fico um minuto a mais. Contudo, eu vou te ver sempre. E
quero ser uma das primeiras a segurar seu filho.
Elas se abraçaram ali, não deixando marcas.
Hunt chegou em casa, disposto a terminar com Louise naquela tarde.
Ao entrar, viu as malas e a mochila dela na sala. A garota descia as escadas,
chorando.
-- Suzie...
-- Cala a boca! – Ordenou Louise, calmamente e pegando os
pertences. – Eu não sei quem eu odeio, se é você ou a Odile. Mas quero que seja
feliz com ela e dê todo carinho que precisa e principalmente do rebento que ela
espera, algo que não pude te dar.
Ela embarcou num táxi, guardou as malas no carro. Seu destino é a
casa de Paul Breitner e Anastacia Rosely. Ao mesmo tempo ela digitava no
celular mensagens para Gerd e Alice.
Para o alemão, era assim:
Eu
sai da casa do Hunt. Terminei com ele ao saber que ele estava saindo com minha
melhor amiga e a engravidou. Vou viver com Ana e Paul. Amanhã depois do treino,
venha falar comigo. Leve Alice com você. É uma coisa muito séria.
Para Alice:
Amorzinho,
Descobri que
o Hunt é um desgraçado, ele saía com a Odile e a engravidou. Quero conversar
com você, me encontre na casa dos Breitners. Leve Gerd com você, precisamos
conversar.
Chegando a casa de Paul e Ana, Louise contou toda a verdade e eles
como bons ouvintes, sensibilizaram com isso e a consolaram.
Ao fim da tarde James Hunt se encontrou com Odile no cinema. Ela
comprava o ingresso para uma sessão e ele a abordou.
-- Hunt?
-- Antes que me dê um fora ou diga algo, eu realmente estou
apaixonado por você. Não sinto que seja só sexo, sinto que o que temos aqui é
algo maior eu te amo Odile,seja minha, por favor.
A declaração apaixonada pegou a francesa de jeito e rapidamente o
beijou. Quando pararam, ela falou.
-- James, eu também sinto isso... Mas... Preciso falar com a
Louise. Não quero que ela me odeie.
Hunt concordou e eles ficaram no cinema.
Amanheceu um novo dia e Louise acordou cedo, tomou café da manhã
com os Breitners e ansiava pela visita do casal Müller e os esclarecimentos.
Antes de sair, Ana e Lulu se beijaram calmamente.
-- Calma, meu amor. Vai dar tudo certo.
Eles saíram e deixaram a loira sozinha na casa. Duas horas depois,
ela abre a porta, recebendo os Müllers. Ficaram todos na sala e encararam
Louise. Ela olhou para Gerd e viu o rosto sério do alemão. Percebeu ali que ele
sabe da verdade.
-- Vocês... – Ela balbuciou, quase chorando.
-- Eu contei para ele sobre nós... – Dizia Alice. – Pequena, não
chora.
-- Quero pedir desculpas por tudo o que fiz na vida dos dois. Eu
estava motivada por um plano obsessivo e louco. Eu amo tanto vocês dois! Não
consigo fazer mal a nenhum de vocês! – Louise tentava se explicar aos dois,
contudo, as lágrimas não deixavam. -- Eu enganei vocês! Eu desejei coisas ruins
a vocês sou a pior pessoa do mundo.
-- Já passou, meu amor. – Alice depositava um beijinho nos lábios
juvenis da menina.
-- Vamos recomeçar... – Gerd sorria e segurava as mãos das duas
amadas. – Nós três juntos.
Louise não conseguia acreditar no que ouvia. O casal a queria em
sua vida. E isso deixou a moça mais emocionada.
-- Vocês... me querem... em suas vidas? – Ela sorria para os dois.
-- McDreamy e eu conversamos,analisamos e vimos que não só
queremos você na nossa vida, de como precisamos muito de você!
-- Oh meu deus! – Os três se abraçaram mais. – Eu amo vocês dois!
Demais!
-- Você me perdoa, ursinho?
-- Sim, minha ursinha. --- Ele a beijou de selinho.
A verdadeira felicidade nasceu e começou bem para os três, que
além de perdoarem Louise, queriam muito o demônio branco em suas vidas. E Lulu
não poderia mais pedir, se não o amor incondicional do casal Müller.
Felicity resolveu sair para fazer compras em sua preparação para a
viagem. Quando entrou na loja de roupas, começou a tocar a música Take Chance On Me, do Abba. De um jeito
estranho ela associou a música a Franz.
-- Só pode ser coincidência... – Comentou a fotógrafa.
Saindo da loja, ela foi comprar uns livros e de repente ela ouve a
música. E isso se repetiu quando foi atravessar a rua e parecia ouvir um eco
dos rádios dos carros e todos tocando em perfeita sintonia música do Abba.
Felicity entrou num cybercafé e ficou acessando a internet do seu smartphone e
ao olhar para a rua, ela olhou para um outdoor... com a foto de Franz, posando
de cueca para a divulgação da marca Calvin Klein.
-- MAS QUE MERDA! – Ela gritou, despertando a atenção dos clientes
ao redor. – Desculpem... a internet não colabora.
E no caminho de volta para casa, a música outra vez a atormentou com
seus vizinhos colocando a todo volume.
-- Mas que droga! – Reclamou a mulher, indo para o quarto e
encontrando Nora por lá, só de camisola. – O universo está conspirando contra
mim, Nora.
-- O que houve, amiga?
-- Eu fiquei ouvindo a manhã inteira a música favorita do Franz.
Aquela do Abba.
-- Take Chance On Me?
-- Essa mesma! – Se sentou na cama e tirando os sapatos. – Eu não
podia entrar numa loja sem ter que ouvir essa droga!
-- Bem... isto pode ser um sinal. – Resignou-se Nora, massageando
os ombros da amiga. – Eu deixei de ser cética das coisas. Se você ouviu essa
música, pode ser um sinal que Franz mereça uma chance com você.
Fefe não concordava com isso, mas acabou aceitando o fato e o que
mais chamou atenção da fotógrafa era a imagem de Franz, só de cueca branca...
No outro dia quando foi trabalhar no estúdio fotográfico a pedido
de seu chefe, que pedira a Fefe para tirar fotos dos modelos para a campanha
publicitária da marca Calvin Klein e dos ternos Hugo Boss, ela passou a arrumar
seu material fotográfico, sem saber que outra pessoa estava ali.
-- Quem está aí? – Ela ouviu o barulho da porta se fechando
enquanto montava o cavalete.
-- Aquele que deseja e merece uma chance. – Respondeu o dono da
voz grave.
Ela reconheceu a voz e ao se virar, o avistou, de camisa azul,
combinando com a cor dos seus olhos azuis como cobalto e só de cueca branca.
-- Você... Por favor... eu... – Ela se afastava dele, algo
impossível pois Franz a puxou para um beijo longo e quente.
E ninguém na imprensa suspeitava o que se passava no estúdio de
Fefe...
Naquela manhã Hunt foi procurar Louise em todos os lugares. Ao
parar diante de um shopping, ele encontra a ex-namorada... aos beijos com Gerd.
Ali mesmo foi tomado por um ciúme louco. Mesmo amando Odile, o piloto cogitava em manter Louise ao seu
lado, talvez... casando com ela e com a melhor amiga. E pra piorar, quando Gerd
foi embora, ela também encontrou Alice e trocavam caricias e beijos, enervando
mais o piloto da MacLaren.
-- Cevert tinha razão. Page tinha razão sobre ela. – Comentou
Hunt, enfurecido e ao se lembrar quando o piloto francês e o médico inglês
falaram sobre Louise e ainda por cima, mostraram um vídeo dela fazendo sexo com
Gerd Müller no carro, no dia que foi realizado a festa de Jackie Stewart. – Mas
isto não vai ficar assim!
Ele a seguiu para onde estava morando e justamente na casa dos
Müllers. Esperou uns minutos e desembarcou, caminhando até a porta e tocando a
campainha.
-- James? – Louise ficou surpresa. – O que faz aqui?
-- Quero falar com você, vadia! – Mal respondeu a pergunta e ele
acertou um tapa bem forte na cara de Louise, derrubando a moça ao chão.
Hunt entrou na casa e fechou a porta rapidamente e continuou a
pancadaria contra a ex-namorada, com mais tapas, socos e chutes.
-- Agora entendi porque me negava e nunca me respondia minhas
mensagens. – Ele berrava, ofegante. – Você estava com ele! E depois com a
namorada dele!
-- E você... – Ela se levantava com dificuldade e cuspia sangue. –
Me trocou pela minha melhor amiga! Podia ser qualquer uma, menos ela! E ainda
engravidou Odile! TUDO ISSO PORQUE EU PERDI SEU FILHO!
-- CALA A BOCA! – Socando Louise. – Cala a boca, vagabunda! Vai
sofrer bastante... mas não hoje!
James saiu da casa e foi embora, deixando uma Louise espancada e
chorosa, deitada sob o chão. Ela telefonou para Gerd e Alice por ajuda.
Aquilo precisava terminar!
Continua...

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