Uma boa noite e ontem foi aniversário de Gerd "Ursinho McDreamy" Müller! Nada melhor do que uma oneshot de presente! Boa leitura!
PS: tem continuação mas para o aniversário da Fefe, que comemora um dia depois do ursinho!
Birthday__ Maya Amamiya
Louise POV
Ainda me senti de ressaca
do fim de semana maluco que passei. No domingo foi o grande dia do jogo do
Bayern contra o Manchester United. Deveria ser no estádio Old Trafford mas
devido as reformas, foi transferido para cá em Londres, no Boleyn Ground, a
casa do West Ham. Assistimos todos juntos, eu, Odile, minhas amigas, Mickey,
Alice, Jim e Chris. No mesmo dia eles partiram rumo à Alemanha.
Na segunda-feira acordei
de má vontade. Para minha sorte, a turma de Artes Cênicas não teria aula
durante uma semana por conta da oficina de teatro que os veteranos do último
ano.
-- Estou com a sensação
que hoje é um dia importante... – Comentei para mim mesma naquela manhã
enquanto tomava leite.
Cheguei na universidade e
entrei na oficina. Estava tendo uma palestra com um ator chamado Patrick
Shepperd, que trabalha na Escola de Atores e Atrizes, dentro da prefeitura de
Londres. Me sentei ao lado dos meus McCutties,
Dianna Mackenzie e Davy Jones. Di não é do curso de teatro mas ela quis
participar por causa de Davy. Ao meu lado estava Alice Stone, minha alma gêmea.
-- Oi pequena! – Ela me
beijou de selinho. – O Nez não pode vir. Ficou preso na aula de música.
-- Olá, amorzinho! Alice,
hoje acordei com a impressão que hoje é um dia importante... mas não sei o que
é.
-- Tem certeza que não
sabe?Hoje é aniversário do McDreamy.
Cuspi meu suco que comprei
na lancheria e saí pra rua com Alice, berrando a todo pulmão.
-- O QUE? É HOJE? OH MEU
DEUS, O QUE FAÇO? – Entrando em pânico.
-- LIGA PRA ELE DIZ QUE A
GENTE AMA ELE! – Sugeriu Alice, bem animada. -- Manda uns nudes acho que ele
vai curtir.
Rapidamente liguei para
ele, torcendo para que me atendesse.
-- Alô?
-- Gerd, ursinho! Sou eu!
– Estava nervosa mas continuei a falar. – Feliz aniversário! Te desejo
felicidades e todo amor e carinho neste mundo.
-- Ursinha! Você lembrou!
Fico tão feliz com isso!Muito obrigado! – Liguei o viva voz para Alice também
ouvir. – Sei que deveria ter feito isso no seu aniversário e...
-- Ursinho aquilo foi um
acidente.Tem alguém que quer muito falar com você. – Passei o telefone para
Alice.
Ela se encontrava mais
nervosa do que eu.
-- Fe - Feliz
Ani-Ver-Ver-Sario Gerd, tudo de bom pra você, amo você. – Dizia Alice.
-- Obrigado, Alice! Você é
um amiga para minha ursinha e muita adorável.
Alice me devolveu o
celular e vi o quanto ela se realizou.
-- E como eu poderia
esquecer do aniversário da pessoa mais importante da minha vida? – Falei isso e
Alice me beliscou. -- É claro, depois da Alice. Enfim, amor te desejo tudo de
bom, e eu só queria estar aí pra beijar essa sua boca linda e te apertar muito,
meu ursinho.
-- Não tanto quanto eu
desejo você, ursinha...
Quando terminamos de falar
e eu desliguei, comecei a chorar.
-- Pequena!
-- Eu sinto falta dele,
Alice! Eu queria estar com ele hoje! – Confessei. – Mas eu estou em Londres e
ele em Munique.
Alice me abraçou, limpou
minhas lágrimas e nos beijamos bem envolvente e forte. Paramos para recuperar o
fôlego.
-- O que posso fazer?
-- Se quer ir a Munique,
então vá! – Alice me motivava.
-- Mas como? Meus pais
foram viajar e eu não tenho dinheiro suficiente.
-- Eu tenho um pouco de
dinheiro, se você quiser, não é muito. – Alice tirava uma parte de euros da
carteira.
-- Amor, eu não posso
aceitar. Você é minha alma gêmea. – Recusei.
-- Aceite uma parte, o
dinheiro das passagens, como presente de Natal. – Ela sorria pra mim, me
deixando corada. -- De trem é mais barato, Pequena!
Agarrei Alice e trocamos
outro beijo, bem mais forte.
-- Eu te amo, Alice Stone!
E não falo apenas porque é minha amiga... mas porque eu te amo... como mulher e
minha alma gêmea.
-- Amo você como minha
amiga, minha mulher e minha alma gêmea! Não sou nada sem você.—Declarou minha
amada galesa de olhos azuis.
Corri para a casa das
Donovans e falei do plano para Odile.
-- Viajar a Munique? –
Perguntou Odile, mal acreditando. – Ficou louca?
-- Só se for de amor! –
Dizia enquanto arrumava minha mochila e guardava apenas algumas roupas, uma
toalha e produtos de higiene e beleza e o presente do Gerd.
Fui tomar banho demorado.
Quando sai do banho, encontrei Mickey, Marie, Fefe, Ana e Nora na sala. Rosie e
Vivian estavam na cozinha.
-- O que vocês fazem aqui?
– Indaguei enquanto secava meu cabelo.
-- Cada um de nós juntou
um pouco de dinheiro durante o ano. – Disse Marie, sorrindo.
-- Queremos ajudar você a
ir ver seu amor. – Ana me abraçava.
-- Como você nunca viajou
pra outro lugar fora da Inglaterra, eu vou te acompanhar nesta expedição, jovem
aventureira. – Odile estava com sua mochila pronta.
-- E pra garantir, eu vou
junto! – Mickey se oferecia pra ir junto. Logo meu irmão que sempre me impedia,
está ali, querendo me ajudar.
-- Normalmente eu devia te
impedir... mas... – Fefe estava séria. Depois ela sorriu -- Como você ama
aquele alemão e te vi hoje chorando, me corta o coração te ver assim. Mas
mantenha contato!
-- Está em boas mãos,
Odile sabe se virar nesse continente!
-- Você poderia mandar
algo pro Katze? Quer dizer pro Sepp? – Nora me mostrava o CD-Rom do jogo The
Sims atualizado e mais um gatinho de pelúcia.
-- Eu levo pra ele. –
Guardando na mochila.
-- E você leva essa carta
pro Paul? – Ana me estendeu a carta e peguei, concordando em levar pra ele.
-- Meninas... – Chorei,
emocionada. – Mal tenho palavras para agradecer. Vocês são demais!
Depois disso houve abraço
grupal e em seguida pegamos um táxi que nos levou para o aeroporto e compramos
as passagens para Berlim classe econômica.
Esperamos por meia hora até anunciarem nosso vôo. Enfim embarcamos no
avião.
-- Agora são 11h da manhã.
– Dizia Odile, pesquisando quanto tempo de viagem levaremos para chegar a
Berlim. – Acredito que em 45 minutos ou uma hora estaremos na Alemanha.
-- Relaxa, maninha! Vai
dar tudo certo. – Mickey me acalmava. – Como daquela vez que viajamos a Madri!
Peguei um dos meus mangás
de suspense, O Jogo do Rei, li um
pouco e acabei cochilando. Quase trinta minutos depois me acordei com uma
agitação ao meu lado. Olhei e vi Mickey e Odile discutindo baixinho.
-- Eu mudei mesmo. Não
quero você apenas pra sexo. Eu amo você, de verdade, Odile. Não negue que
gostou desse beijo.
-- Você só queria sexo
toda hora. Nunca caminhamos de mãos dadas, nunca visitamos museus e nem ao
cinema juntos, só os dois. Agora estou com Franz. É ele quem eu amo!
-- Gente! – Interrompi a
conversa. – O que está havendo?
Eles se olharam e depois
responderam em uníssono.
-- Nada!
O restante dos minutos se
passou e desembarcamos tranqüilo. Fomos até a estação de trem para seguir o
caminho final: Munique. Notei que Mickey
estava bem calado e Odile um pouco agitada.
-- Vocês estão bem? –
Questionei. – Eu incomodo?
-- Não pense nisso, mon
cheri! – Odile afagava meu cabelo. – Só estamos ansiosos.
-- E também pro
aniversário! Estou louco para beber! – Disse Mickey.
Finalmente chegamos a
Munique e lá encontramos Paul Breitner e Uli Hoeness.
-- Ei! – Gritou Uli. –
Venham aqui!
Nos aproximamos dos dois
jogadores, vestidos com roupas esportivas. Decerto o treino havia terminado.
-- Sr. Breitner! Uli! –
Cumprimentei os dois. – Como souberam que eu ia chegar?
Paul mostrou o celular e o
aplicativo do Skype. Sim, Ana avisou sobre isso.
-- Ah sim... – Peguei a
carta e entreguei pra ele. – Sua amada me mandou isso.
-- Obrigado! – Ele
agradeceu me abraçando.
Quando embarcamos no carro
de Paul, vieram mais questionamentos.
-- Pra onde vamos? –
Perguntei. – Será na casa do ursinho?
--Se formos pra casa do
Gerd agora vai parecer estranho. – Disse Odile.
-- Por que vocês não vão
lá pra casa? E se aprontam pra festa? – Sugeriu Uli. – A festa será às oito da
noite e vocês podem descansar e dormir.
-- Peraí! – Mickey achava
que não teria isso. -- Festa?
-- Ya! Vamos beber em
homenagem ao Gerd!
-- Vocês parecem bárbaros
que acabaram de invadir uma pobre e indefesa vila!
Odile repreendeu meu irmão
com um cutucão e depois ela pediu.
-- Vocês podem me deixar
com Franz?
Eles cruzaram na casa de
Franz Beckenbauer. O apartamento dele é lindo. Não é preciso dizer que os olhos
azuis de cobalto do Franz brilharam ao rever seu amor. Mickey não gostou, mas
preferiu ficar quieto.
Chegamos ao apartamento do
Paul e Uli. Um lugar comum pra ser exato, com dois jogadores e amigos dividindo
juntos.
-- Estou com sono ainda...
– Me queixei e deitei no sofá mesmo. – Uli, me deixa dormir? E me acorde quando
for hora da festa.
Era estranho. Me queixava
de sono e ao mesmo tempo ouvia a conversa do meu irmão com Paul algo sobre
filosofia, psicologia (ao que parece Paul conversava legal com Mickey) e,
claro, sobre Ana.
-- Não consegue dormir? –
Perguntou Uli, sentando no chão perto de mim e ligando a TV.
-- Não. Acho que minha
ansiedade não deixa... – Respondi.
Tive a leve impressão de
ter visto uma foto da Marie na cômoda... Acho que estou louca e adormeci. Duas
horas antes da festa Paul me acordou.
-- O que foi? – Perguntei
sonolenta.
-- Vou te levar pra casa
do Franz. – Ele disse, pegando minha mochila. – Odile me ligou exigindo que
você esteja lá pra se arrumar e depois para festa.
Mickey e eu embarcamos no
carro e questões de minutos chegamos ao apê do Kaiser. Não me pergunte como
Mickey não tretou com Franz por causa de minha amiga mas tudo correu bem. Tomei
outro banho, fiquei no quarto junto dela e tentava ver que roupa usar e cheguei
uma conclusão: nenhuma das minhas roupas daria pra vestir.
-- Eu sei que está
pensando! – Ela me deu uma sacola de compras e dali tirei um vestido florido e
um cardigã cor de vinho. – Por isso passei o resto do tempo nas compras.
-- Obrigada, amiga! –
Abracei Odile e continuamos a nos vestir.
Odile usava um vestido
roxo, um cardigã preto, meia calça com a mesma cor do vestido e sapatilha
preta. No meu caso, não quis usar salto e optei pelo AllStar vermelho que uso.
Peguei os presentes meu e da Alice. Ela comprou a edição de luxo do Watchmen
porque ela acha que o ursinho se parece com O Comediante. Concordo com isso e
eu comprei as edições de Fullmetal Alchemist.
Mickey se vestia quase a
rigor e então seguimos para uma cervejaria onde será realizada a festa.
Chegamos nós cinco e estava vazia, a não ser por uns clientes de meia idade
bebendo e conversando.
-- Vocês ficam aqui. Logo
chamo para os parabéns! – Franz recepcionou Sepp e mais uma turma.
Todos do Bayern de
Munique, desde os jogadores titulares até os reservas. Até mesmo o pessoal da
mannschaft (seleção alemã) estava ali. Vi os irmãos Kroos e lembrei de Alana.
Ela ia amar.
-- Odile, estou nervosa! –
Tremia de medo. – Tem muita gente!
-- Você é atriz,terá de
enfrentar uma platéia maior do que esse bar,então calma! – Odile me acalmava
mas tremia nas pernas.
-- Acho que vou ter um
troço e se ele não gostar?
-- Louise Christina McGold
olha pra mim! Você cruzou metade de um continente a toa pra ele não te querer? É
claro que ele te quer porque se ele reclamar, ele leva uns tabefes então
acalme-se, sorria e mostre que você é a ursinha mais fofa desse universo.
-- É, maninha, relaxa! –
Dizia Mickey.
Observamos a comemoração e
vimos que todos se ergueram para o grande brinde. E também, vi ele. Meu
ursinho. Ele usava uma calça preta, sapatos pretos e camisa azul. Por um
momento achei estar olhando para as fanarts do Ikki de Fênix.
-- Antes de brindamos,
quero anunciar que uma pessoa muito importante está aqui pra ver você, meu
amigo! – Franz erguia o copo de chope.
Ele abriu a porta e Mickey
e Odile que foram na frente, me conduziam para a mesa grande onde o pessoal
estava. Todo mundo me olhava como se eu fosse de outro mundo.
-- A novinha do Gerd! –
Disse um dos jogadores, um tipo meio parecido com um gnomo.
Vi em seus olhos uma
incredulidade. Não era pra menos, aparecer assim, atravessando o mundo para
vê-lo, devia causar isso nele e nos outros. Ele largou o copo e correu para me
abraçar bem forte.
-- Meu ursinha! Você veio!
-- Ursinho! – Comecei a
chorar. – Eu não podia ficar de fora num dia tão importante de sua vida.
Então... eu...
-- Não diga mais nada! –
Ele me beijou. – Você é tudo pra mim.
Franz apresentou Odile
para todo time do Bayern e da mannschaft. Um dos jogadores, Gunter Netzer,
parecia não tirar os olhos da minha amiga, o que desagradou o Kaiser. Bastian
aproveitou para pedir desculpas para minha amiga, o que não entendi. Mickey fez
amizade com os jogadores e bebia com eles. Ele desafiou o jogador brasileiro
Rafinha quem bebia mais doses de gim.
E quanto a mim... Só nos
beijos com meu ursinho. Sepp me ofereceu cerveja e bebi um pouco, evitando
ressacas.
-- Bebe mais que você
consegue! – Sepp servia mais cerveja.
-- Ela não é uma barbara
que invade vilas, saqueando e estuprando mulheres! – Berrava Mickey.
-- Amigo, pare com esses
estereótipos do mal! – Pedia Paul pro meu irmão.
Dançamos e cantamos bem
alegremente. Gerd me convidou para ir ao seu apartamento, alegando que a festa
vai continuar lá, mas de modo particular. Acho que sei onde termina. Falei isso
para Odile e Mickey.
-- Ir com ele? Nem pensar!
– Mickey se opôs.
-- Deixa-a com Gerd. Ele
vai cuidar dela mesmo. – Disse Odile, me defendendo. – Além disso, Lulu está
ciente de tudo!
Mickey ficou no
apartamento de Paul e Uli, Odile teve sua noite com Franz. E na minha vez...
Fiquei nervosa. Aproveitei que Gerd ligava o rádio e colocando numa música
romântica e olhei na bolsinha um monte de... camisinhas!
Ele me puxa para uma dança
bem envolvente. Dei uma cheirada no pescoço dele, usando um daqueles perfumes
masculinos caros. Trocamos um beijo quente e depois um pouco de carinho. Ele
beijava meu pescoço.
-- Eu te desejar muito,
ursinha. – Sussurrou no meu ouvido e
pegando minha mão, deixando ali no meio das pernas. Senti a excitação dele.
-- Ursinho, não quero te
desapontar. Eu nunca fiz isso. – Estava muito nervosa e ele me tranqüilizou.
-- Você é minha amor, vai
dar tudo certo.
Ele mesmo me carregou em
seus braços, levando pro quarto.
Ainda aos beijos, me livrei do tênis e ele dos
sapatos. Por fim das roupas. Pela primeira vez eu vejo “aquela parte” que Odile
e Fefe tanto falavam e diziam os tamanhos. Nos deitamos e ficamos nas
preliminares. Ali mesmo lembrei do que me aconteceu com Jim Stone e o sexo
oral. E quando me dei conta, ele estava fazendo em mim e de um jeito...
Fui para o céu em instantes.
-- Ursinho... – Gemi.
Abri os olhos e o vi colocando a camisinha. Outra
vez lembrei de outras coisas, como aqueles conselhos sexuais que Odile e
Felicity sempre diziam, ao mesmo tempo em que ele deitava por cima de mim e me
penetrava com cuidado.
-- Ai! – Gritei e fechei os olhos. – Ursinho...
-- Calma! Vai dar tudo certo... confia... em...
mim...
A voz dele rouca e com sotaque alemão se mostrou
suave e sedutora, aquecendo meu coração e me fazendo sentir um prazer
inimaginável com as estocadas leves. Aos poucos aquele medo e a dor, passaram a
ser algo tão bom... Gemia mais e mais. Abracei Gerd e o arranhava nas costas.
-- Ursinho... ursinho! Ahhhhh... ahhhhhh...
-- Vem comigo!
Ele ainda me carregou em seus braços e ele sentou
na cama e eu fiquei em seu colo, bem próxima a ele.
-- Eu te amo, Gerhard! – Disse enquanto continua os
movimentos.
Continuamos a gritar demais e novamente voltamos
pra cama, onde ele mordeu meus seios e sugava os mamilos, me deixando louca de
tesão.
-- Ahhhh... Ursinho... eu...
Poucos minutos depois chegamos juntos ao orgasmo.
-- Eu te amo, Louise! Seja só minha! – Ele dizia
muito ofegante.
Não sei se estava calor ou
o que, mas eu suei como se estivesse na academia e ao mesmo tempo ria.
-- O que foi? – Ele
perguntou, também rindo.
-- Foi lindo. Intenso. –
Olhei para ele e o afaguei no rosto. – Quero fazer mais vezes com você. Quero
você em minha vida.
Trocamos mais um beijo
quando o celular do Gerd tocou.
-- Alô?
-- Gibt Ihnen den Mund halten? Jeder hat Anspruch
auf die Schreie hören. (Dá para vocês calarem a boca? Todo mundo está ouvindo
os gritos.)
-- Warum gehst du nicht
ausschalten und kümmern uns um Ihr Französisch? Lass mich in Ruhe! (Porque você não desliga e cuida de sua
francesa? Me deixa em paz!)
Ele desligou o celular e
voltou-se para mim.
-- Quem era?
-- Franz! Ele ouviu tudo.
Mas deixa! Vem aqui!
Foi uma longa noite...
O celular apitou as sete e
Gerd e eu acordamos juntos, tomamos banho juntos e tivemos um belo café da
manhã. Me arrumei e ele foi abrir a porta e deu de cara com o time gritando
igual aquele pessoal das cataratas do Niágara no episódio do Pica Pau. Neste
momento Mickey e Odile apareceram.
-- Vamos logo, Louise!
Precisamos pegar o trem para Berlim e depois o avião!
-- Tô com sua mochila,
Lulu, agora vamos que hoje é aniversário da Fefe! – Disse Mickey.
O que não contávamos era o
Manuel ter ouvido a conversa e os olhos azuis ganharem um brilho especial ao
saber que a “fraulein” dele está comemorando mais um ano de vida.
-- Mein Fraulein... de
aniversário hoje?
-- Acho que sim... –
Disfarcei.
-- Sim, alemão viciado em
Nutella, hoje é o aniversário dela. – Irritou-se Mickey e depois resmungou da
burrada feita.
-- Eu quero ir com vocês!
Ver a mein Fraulein! – Disse Manuel, animado.
-- Eu querer ir! – Gerd me
abraçou como se quisesse me proteger e eu gostei. – Quero ficar perto do meu
ursinha!
-- Eu querer ir também. –
Agora Franz agarrava Odile, deixando Mickey furioso.
-- Se eles forem, eu vou!
– Se prontificou Paul.
-- E eu também, mas para
ver Marie! – Disse Uli e por fim Sepp se ofereceu.
-- E eu quero a Katzchen!
-- Eu e minha boca... –
Lamentou e se desculpou Mickey. – Me perdoe, Freud.
-- Talvez seu inconsciente
esteja agindo sobre você, Michael! – Odile zoou do meu irmão e todos riram até
eu e Gerd.
-- Ok! Vamos todos pra
festa da Fefe, mas vamos agora!
Agora o dia vai começar
bem...

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