quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Birthday (Série Holiday Romance - Parte 1)

Olá pessoal!
Uma boa noite e ontem foi aniversário de Gerd "Ursinho McDreamy" Müller! Nada melhor do que uma oneshot de presente! Boa leitura!
PS: tem continuação mas para o aniversário da Fefe, que comemora um dia depois do ursinho!



Birthday__ Maya Amamiya


Louise POV

Ainda me senti de ressaca do fim de semana maluco que passei. No domingo foi o grande dia do jogo do Bayern contra o Manchester United. Deveria ser no estádio Old Trafford mas devido as reformas, foi transferido para cá em Londres, no Boleyn Ground, a casa do West Ham. Assistimos todos juntos, eu, Odile, minhas amigas, Mickey, Alice, Jim e Chris. No mesmo dia eles partiram rumo à Alemanha.

Na segunda-feira acordei de má vontade. Para minha sorte, a turma de Artes Cênicas não teria aula durante uma semana por conta da oficina de teatro que os veteranos do último ano.

-- Estou com a sensação que hoje é um dia importante... – Comentei para mim mesma naquela manhã enquanto tomava leite.

Cheguei na universidade e entrei na oficina. Estava tendo uma palestra com um ator chamado Patrick Shepperd, que trabalha na Escola de Atores e Atrizes, dentro da prefeitura de Londres. Me sentei ao lado dos meus McCutties, Dianna Mackenzie e Davy Jones. Di não é do curso de teatro mas ela quis participar por causa de Davy. Ao meu lado estava Alice Stone, minha alma gêmea.

-- Oi pequena! – Ela me beijou de selinho. – O Nez não pode vir. Ficou preso na aula de música.

-- Olá, amorzinho! Alice, hoje acordei com a impressão que hoje é um dia importante... mas não sei o que é.

-- Tem certeza que não sabe?Hoje é aniversário do McDreamy.

Cuspi meu suco que comprei na lancheria e saí pra rua com Alice, berrando a todo pulmão.

-- O QUE? É HOJE? OH MEU DEUS, O QUE FAÇO? – Entrando em pânico.

-- LIGA PRA ELE DIZ QUE A GENTE AMA ELE! – Sugeriu Alice, bem animada. -- Manda uns nudes acho que ele vai curtir.

Rapidamente liguei para ele, torcendo para que me atendesse.

-- Alô?

-- Gerd, ursinho! Sou eu! – Estava nervosa mas continuei a falar. – Feliz aniversário! Te desejo felicidades e todo amor e carinho neste mundo.

-- Ursinha! Você lembrou! Fico tão feliz com isso!Muito obrigado! – Liguei o viva voz para Alice também ouvir. – Sei que deveria ter feito isso no seu aniversário e...

-- Ursinho aquilo foi um acidente.Tem alguém que quer muito falar com você. – Passei o telefone para Alice.

Ela se encontrava mais nervosa do que eu.

-- Fe - Feliz Ani-Ver-Ver-Sario Gerd, tudo de bom pra você, amo você. – Dizia Alice.

-- Obrigado, Alice! Você é um amiga para minha ursinha e muita adorável.

Alice me devolveu o celular e vi o quanto ela se realizou.

-- E como eu poderia esquecer do aniversário da pessoa mais importante da minha vida? – Falei isso e Alice me beliscou. -- É claro, depois da Alice. Enfim, amor te desejo tudo de bom, e eu só queria estar aí pra beijar essa sua boca linda e te apertar muito, meu ursinho.

-- Não tanto quanto eu desejo você, ursinha...

Quando terminamos de falar e eu desliguei, comecei a chorar.

-- Pequena!

-- Eu sinto falta dele, Alice! Eu queria estar com ele hoje! – Confessei. – Mas eu estou em Londres e ele em Munique.

Alice me abraçou, limpou minhas lágrimas e nos beijamos bem envolvente e forte. Paramos para recuperar o fôlego.

-- O que posso fazer?

-- Se quer ir a Munique, então vá! – Alice me motivava.

-- Mas como? Meus pais foram viajar e eu não tenho dinheiro suficiente.

-- Eu tenho um pouco de dinheiro, se você quiser, não é muito. – Alice tirava uma parte de euros da carteira.

-- Amor, eu não posso aceitar. Você é minha alma gêmea. – Recusei.

-- Aceite uma parte, o dinheiro das passagens, como presente de Natal. – Ela sorria pra mim, me deixando corada. -- De trem é mais barato, Pequena!

Agarrei Alice e trocamos outro beijo, bem mais forte.

-- Eu te amo, Alice Stone! E não falo apenas porque é minha amiga... mas porque eu te amo... como mulher e minha alma gêmea.

-- Amo você como minha amiga, minha mulher e minha alma gêmea! Não sou nada sem você.—Declarou minha amada galesa de olhos azuis.

Corri para a casa das Donovans e falei do plano para Odile.

-- Viajar a Munique? – Perguntou Odile, mal acreditando. – Ficou louca?

-- Só se for de amor! – Dizia enquanto arrumava minha mochila e guardava apenas algumas roupas, uma toalha e produtos de higiene e beleza e o presente do Gerd.

Fui tomar banho demorado. Quando sai do banho, encontrei Mickey, Marie, Fefe, Ana e Nora na sala. Rosie e Vivian estavam na cozinha.

-- O que vocês fazem aqui? – Indaguei enquanto secava meu cabelo.

-- Cada um de nós juntou um pouco de dinheiro durante o ano. – Disse Marie, sorrindo.

-- Queremos ajudar você a ir ver seu amor. – Ana me abraçava.

-- Como você nunca viajou pra outro lugar fora da Inglaterra, eu vou te acompanhar nesta expedição, jovem aventureira. – Odile estava com sua mochila pronta.

-- E pra garantir, eu vou junto! – Mickey se oferecia pra ir junto. Logo meu irmão que sempre me impedia, está ali, querendo me ajudar.

-- Normalmente eu devia te impedir... mas... – Fefe estava séria. Depois ela sorriu -- Como você ama aquele alemão e te vi hoje chorando, me corta o coração te ver assim. Mas mantenha contato!

-- Está em boas mãos, Odile sabe se virar nesse continente!

-- Você poderia mandar algo pro Katze? Quer dizer pro Sepp? – Nora me mostrava o CD-Rom do jogo The Sims atualizado e mais um gatinho de pelúcia.

-- Eu levo pra ele. – Guardando na mochila.

-- E você leva essa carta pro Paul? – Ana me estendeu a carta e peguei, concordando em levar pra ele.

-- Meninas... – Chorei, emocionada. – Mal tenho palavras para agradecer. Vocês são demais!

Depois disso houve abraço grupal e em seguida pegamos um táxi que nos levou para o aeroporto e compramos as passagens para Berlim classe econômica.  Esperamos por meia hora até anunciarem nosso vôo. Enfim embarcamos no avião.

-- Agora são 11h da manhã. – Dizia Odile, pesquisando quanto tempo de viagem levaremos para chegar a Berlim. – Acredito que em 45 minutos ou uma hora estaremos na Alemanha.

-- Relaxa, maninha! Vai dar tudo certo. – Mickey me acalmava. – Como daquela vez que viajamos a Madri!

Peguei um dos meus mangás de suspense, O Jogo do Rei, li um pouco e acabei cochilando. Quase trinta minutos depois me acordei com uma agitação ao meu lado. Olhei e vi Mickey e Odile discutindo baixinho.

-- Eu mudei mesmo. Não quero você apenas pra sexo. Eu amo você, de verdade, Odile. Não negue que gostou desse beijo.

-- Você só queria sexo toda hora. Nunca caminhamos de mãos dadas, nunca visitamos museus e nem ao cinema juntos, só os dois. Agora estou com Franz. É ele quem eu amo!

-- Gente! – Interrompi a conversa. – O que está havendo?

Eles se olharam e depois responderam em uníssono.

-- Nada!

O restante dos minutos se passou e desembarcamos tranqüilo. Fomos até a estação de trem para seguir o caminho final: Munique.  Notei que Mickey estava bem calado e Odile um pouco agitada.

-- Vocês estão bem? – Questionei. – Eu incomodo?

-- Não pense nisso, mon cheri! – Odile afagava meu cabelo. – Só estamos ansiosos.

-- E também pro aniversário! Estou louco para beber! – Disse Mickey.

Finalmente chegamos a Munique e lá encontramos Paul Breitner e Uli Hoeness.

-- Ei! – Gritou Uli. – Venham aqui!

Nos aproximamos dos dois jogadores, vestidos com roupas esportivas. Decerto o treino havia terminado.

-- Sr. Breitner! Uli! – Cumprimentei os dois. – Como souberam que eu ia chegar?

Paul mostrou o celular e o aplicativo do Skype. Sim, Ana avisou sobre isso.

-- Ah sim... – Peguei a carta e entreguei pra ele. – Sua amada me mandou isso.

-- Obrigado! – Ele agradeceu me abraçando.

Quando embarcamos no carro de Paul, vieram mais questionamentos.

-- Pra onde vamos? – Perguntei. – Será na casa do ursinho?

--Se formos pra casa do Gerd agora vai parecer estranho. – Disse Odile.

-- Por que vocês não vão lá pra casa? E se aprontam pra festa? – Sugeriu Uli. – A festa será às oito da noite e vocês podem descansar e dormir.

-- Peraí! – Mickey achava que não teria isso. -- Festa?

-- Ya! Vamos beber em homenagem ao Gerd!

-- Vocês parecem bárbaros que acabaram de invadir uma pobre e indefesa vila!

Odile repreendeu meu irmão com um cutucão e depois ela pediu.

-- Vocês podem me deixar com Franz?

Eles cruzaram na casa de Franz Beckenbauer. O apartamento dele é lindo. Não é preciso dizer que os olhos azuis de cobalto do Franz brilharam ao rever seu amor. Mickey não gostou, mas preferiu ficar quieto.

Chegamos ao apartamento do Paul e Uli. Um lugar comum pra ser exato, com dois jogadores e amigos dividindo juntos.

-- Estou com sono ainda... – Me queixei e deitei no sofá mesmo. – Uli, me deixa dormir? E me acorde quando for hora da festa.

Era estranho. Me queixava de sono e ao mesmo tempo ouvia a conversa do meu irmão com Paul algo sobre filosofia, psicologia (ao que parece Paul conversava legal com Mickey) e, claro, sobre Ana.

-- Não consegue dormir? – Perguntou Uli, sentando no chão perto de mim e ligando a TV.

-- Não. Acho que minha ansiedade não deixa... – Respondi.

Tive a leve impressão de ter visto uma foto da Marie na cômoda... Acho que estou louca e adormeci. Duas horas antes da festa Paul me acordou.

-- O que foi? – Perguntei sonolenta.

-- Vou te levar pra casa do Franz. – Ele disse, pegando minha mochila. – Odile me ligou exigindo que você esteja lá pra se arrumar e depois para festa.

Mickey e eu embarcamos no carro e questões de minutos chegamos ao apê do Kaiser. Não me pergunte como Mickey não tretou com Franz por causa de minha amiga mas tudo correu bem. Tomei outro banho, fiquei no quarto junto dela e tentava ver que roupa usar e cheguei uma conclusão: nenhuma das minhas roupas daria pra vestir.

-- Eu sei que está pensando! – Ela me deu uma sacola de compras e dali tirei um vestido florido e um cardigã cor de vinho. – Por isso passei o resto do tempo nas compras.

-- Obrigada, amiga! – Abracei Odile e continuamos a nos vestir.

Odile usava um vestido roxo, um cardigã preto, meia calça com a mesma cor do vestido e sapatilha preta. No meu caso, não quis usar salto e optei pelo AllStar vermelho que uso. Peguei os presentes meu e da Alice. Ela comprou a edição de luxo do Watchmen porque ela acha que o ursinho se parece com O Comediante. Concordo com isso e eu comprei as edições de Fullmetal Alchemist.

Mickey se vestia quase a rigor e então seguimos para uma cervejaria onde será realizada a festa. Chegamos nós cinco e estava vazia, a não ser por uns clientes de meia idade bebendo e conversando.

-- Vocês ficam aqui. Logo chamo para os parabéns! – Franz recepcionou Sepp e mais uma turma.

Todos do Bayern de Munique, desde os jogadores titulares até os reservas. Até mesmo o pessoal da mannschaft (seleção alemã) estava ali. Vi os irmãos Kroos e lembrei de Alana. Ela ia amar.

-- Odile, estou nervosa! – Tremia de medo. – Tem muita gente!

-- Você é atriz,terá de enfrentar uma platéia maior do que esse bar,então calma! – Odile me acalmava mas tremia nas pernas.

-- Acho que vou ter um troço e se ele não gostar?

-- Louise Christina McGold olha pra mim! Você cruzou metade de um continente a toa pra ele não te querer? É claro que ele te quer porque se ele reclamar, ele leva uns tabefes então acalme-se, sorria e mostre que você é a ursinha mais fofa desse universo.

-- É, maninha, relaxa! – Dizia Mickey.
Observamos a comemoração e vimos que todos se ergueram para o grande brinde. E também, vi ele. Meu ursinho. Ele usava uma calça preta, sapatos pretos e camisa azul. Por um momento achei estar olhando para as fanarts do Ikki de Fênix.

-- Antes de brindamos, quero anunciar que uma pessoa muito importante está aqui pra ver você, meu amigo! – Franz erguia o copo de chope.

Ele abriu a porta e Mickey e Odile que foram na frente, me conduziam para a mesa grande onde o pessoal estava. Todo mundo me olhava como se eu fosse de outro mundo.

-- A novinha do Gerd! – Disse um dos jogadores, um tipo meio parecido com um gnomo.

Vi em seus olhos uma incredulidade. Não era pra menos, aparecer assim, atravessando o mundo para vê-lo, devia causar isso nele e nos outros. Ele largou o copo e correu para me abraçar bem forte.

-- Meu ursinha! Você veio!

-- Ursinho! – Comecei a chorar. – Eu não podia ficar de fora num dia tão importante de sua vida. Então... eu...

-- Não diga mais nada! – Ele me beijou. – Você é tudo pra mim.

Franz apresentou Odile para todo time do Bayern e da mannschaft. Um dos jogadores, Gunter Netzer, parecia não tirar os olhos da minha amiga, o que desagradou o Kaiser. Bastian aproveitou para pedir desculpas para minha amiga, o que não entendi. Mickey fez amizade com os jogadores e bebia com eles. Ele desafiou o jogador brasileiro Rafinha quem bebia mais doses de gim.

E quanto a mim... Só nos beijos com meu ursinho. Sepp me ofereceu cerveja e bebi um pouco, evitando ressacas.

-- Bebe mais que você consegue! – Sepp servia mais cerveja.

-- Ela não é uma barbara que invade vilas, saqueando e estuprando mulheres! – Berrava Mickey.

-- Amigo, pare com esses estereótipos do mal! – Pedia Paul pro meu irmão. 

Dançamos e cantamos bem alegremente. Gerd me convidou para ir ao seu apartamento, alegando que a festa vai continuar lá, mas de modo particular. Acho que sei onde termina. Falei isso para Odile e Mickey.

-- Ir com ele? Nem pensar! – Mickey se opôs.

-- Deixa-a com Gerd. Ele vai cuidar dela mesmo. – Disse Odile, me defendendo. – Além disso, Lulu está ciente de tudo!

Mickey ficou no apartamento de Paul e Uli, Odile teve sua noite com Franz. E na minha vez... Fiquei nervosa. Aproveitei que Gerd ligava o rádio e colocando numa música romântica e olhei na bolsinha um monte de... camisinhas!

Ele me puxa para uma dança bem envolvente. Dei uma cheirada no pescoço dele, usando um daqueles perfumes masculinos caros. Trocamos um beijo quente e depois um pouco de carinho. Ele beijava meu pescoço.

-- Eu te desejar muito, ursinha.  – Sussurrou no meu ouvido e pegando minha mão, deixando ali no meio das pernas. Senti a excitação dele.

-- Ursinho, não quero te desapontar. Eu nunca fiz isso. – Estava muito nervosa e ele me tranqüilizou.

-- Você é minha amor, vai dar tudo certo.

Ele mesmo me carregou em seus braços, levando pro quarto.

Ainda aos beijos, me livrei do tênis e ele dos sapatos. Por fim das roupas. Pela primeira vez eu vejo “aquela parte” que Odile e Fefe tanto falavam e diziam os tamanhos. Nos deitamos e ficamos nas preliminares. Ali mesmo lembrei do que me aconteceu com Jim Stone e o sexo oral. E quando me dei conta, ele estava fazendo em mim e de um jeito...

Fui para o céu em instantes.

-- Ursinho... – Gemi.

Abri os olhos e o vi colocando a camisinha. Outra vez lembrei de outras coisas, como aqueles conselhos sexuais que Odile e Felicity sempre diziam, ao mesmo tempo em que ele deitava por cima de mim e me penetrava com cuidado.

-- Ai! – Gritei e fechei os olhos. – Ursinho...

-- Calma! Vai dar tudo certo... confia... em... mim...

A voz dele rouca e com sotaque alemão se mostrou suave e sedutora, aquecendo meu coração e me fazendo sentir um prazer inimaginável com as estocadas leves. Aos poucos aquele medo e a dor, passaram a ser algo tão bom... Gemia mais e mais. Abracei Gerd e o arranhava nas costas.

-- Ursinho... ursinho! Ahhhhh... ahhhhhh...

-- Vem comigo!

Ele ainda me carregou em seus braços e ele sentou na cama e eu fiquei em seu colo, bem próxima a ele.

-- Eu te amo, Gerhard! – Disse enquanto continua os movimentos.

Continuamos a gritar demais e novamente voltamos pra cama, onde ele mordeu meus seios e sugava os mamilos, me deixando louca de tesão.

-- Ahhhh... Ursinho... eu...

Poucos minutos depois chegamos juntos ao orgasmo.

-- Eu te amo, Louise! Seja só minha! – Ele dizia muito ofegante.

Não sei se estava calor ou o que, mas eu suei como se estivesse na academia e ao mesmo tempo ria.

-- O que foi? – Ele perguntou, também rindo.

-- Foi lindo. Intenso. – Olhei para ele e o afaguei no rosto. – Quero fazer mais vezes com você. Quero você em minha vida.

Trocamos mais um beijo quando o celular do Gerd tocou.

-- Alô?

-- Gibt Ihnen den Mund halten? Jeder hat Anspruch auf die Schreie hören. (Dá para vocês calarem a boca? Todo mundo está ouvindo os gritos.)

-- Warum gehst du nicht ausschalten und kümmern uns um Ihr Französisch? Lass mich in Ruhe! (Porque você não desliga e cuida de sua francesa? Me deixa em paz!)

Ele desligou o celular e voltou-se para mim.

-- Quem era?

-- Franz! Ele ouviu tudo. Mas deixa! Vem aqui!

Foi uma longa noite...

O celular apitou as sete e Gerd e eu acordamos juntos, tomamos banho juntos e tivemos um belo café da manhã. Me arrumei e ele foi abrir a porta e deu de cara com o time gritando igual aquele pessoal das cataratas do Niágara no episódio do Pica Pau. Neste momento Mickey e Odile apareceram.

-- Vamos logo, Louise! Precisamos pegar o trem para Berlim e depois o avião!

-- Tô com sua mochila, Lulu, agora vamos que hoje é aniversário da Fefe! – Disse Mickey.

O que não contávamos era o Manuel ter ouvido a conversa e os olhos azuis ganharem um brilho especial ao saber que a “fraulein” dele está comemorando mais um ano de vida.

-- Mein Fraulein... de aniversário hoje?

-- Acho que sim... – Disfarcei.

-- Sim, alemão viciado em Nutella, hoje é o aniversário dela. – Irritou-se Mickey e depois resmungou da burrada feita.

-- Eu quero ir com vocês! Ver a mein Fraulein! – Disse Manuel, animado.

-- Eu querer ir! – Gerd me abraçou como se quisesse me proteger e eu gostei. – Quero ficar perto do meu ursinha!

-- Eu querer ir também. – Agora Franz agarrava Odile, deixando Mickey furioso.

-- Se eles forem, eu vou! – Se prontificou Paul.

-- E eu também, mas para ver Marie! – Disse Uli e por fim Sepp se ofereceu.

-- E eu quero a Katzchen!

-- Eu e minha boca... – Lamentou e se desculpou Mickey. – Me perdoe, Freud.

-- Talvez seu inconsciente esteja agindo sobre você, Michael! – Odile zoou do meu irmão e todos riram até eu e Gerd.

-- Ok! Vamos todos pra festa da Fefe, mas vamos agora!

Agora o dia vai começar bem...


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