domingo, 1 de setembro de 2013

Laços do Blues (6º Capítulo)

Olá pessoal!
Hoje vamos para o sexto capítulo de Laços do Blues. O título seria "Wrapping Paper", mas por motivo que teremos a participação especial dos Beatles, mudamos para "Run For Your Life". Boa leitura.


Capítulo 6: Run For Your Life


Rosie POV

Aquilo não podia estar acontecendo. Os Beatles aqui em Oxford. Minha mente custava a processar a informação dita por Jane e Marianne e pelo visto pegou Eric e Ginger de surpresa.

-- Ok, eu... só preciso tomar banho e trocar de roupa.  Volto em 15 minutos.

Demorei mais que míseros 15 minutos. Não parava de pensar na incrível possibilidade de me encontrar com John Lennon. Meu último encontro com ele achava que seria em 1964, mas foi no show do Shea Stadium no ano passado, quando tive a audácia de invadir o camarim dele e... repetimos a dose de ocorreu em 1964.*

Quando voltei para sala, não encontrei mais Eric e Ginger.

-- Mari, o que houve com Eric e o Ginger? Onde estão?

-- Eles foram embora. Tinham de voltar pro apartamento deles para que o Jack não desconfie de nada, afinal, aquele maluco é doido por você.

-- Ah, tá. Achei que fosse algo referente a noticia dos Beatles na faculdade de Oxford. Menos mal, eu acho.

Embora Mari me garantisse que Clapton não ficou um pouco estremecido com isso, no fundo não conseguia ficar tranquila, só pelo fato de ver outra vez  Lennon.  Não tomei nem o café com torradas preparado pelas meninas. Jane e Mary foram acordar os rapazes e só ficou Marianne e eu conversando. Esta, por sua vez percebeu meu nervosismo e perguntou.

-- O que está havendo, Rosie?

-- Não há nada. Por que me perguntou isso?

-- Está tão estranha e nervosa. Deveria ficar feliz. Primeiro o Cream se apresenta, agora é a vez dos Beatles. Quem deveria ser a próxima banda a se apresentar na faculdade? Talvez The Who, Yardbirds, Hollies ou trazer aqueles cantores Peter & Gordon. O que você acha?

Não havia prestado atenção na minha amiga. A vontade que sentia era de chorar. Por que tinha de acontecer logo agora, que me sentia tão feliz e sentido finalmente ter encontrado alguém para amar de verdade?

-- ROSIE! – Gritou Marianne, para chamar minha atenção. – Está me ouvindo?

-- Desculpe, eu não estou legal hoje. Vou pro quarto. – Falei e procurando evitar as lágrimas nos olhos.

Antes mesmo de entrar no meu quarto, alguém bate na porta. Mari foi atender e era meu chefe, Sam Benson.

-- Olá, Marianne. A Rosie está?

-- Está sim. Só um momento que vou chama-la.

-- Não precisa, eu já estou descendo.

Desci as escadas com a cara de desanimo. Sam e eu ficamos conversando na sala e Mari e o restante se retirou para ficar tudo a vontade.
-- Rosie, vou precisar mais uma vez de sua ajuda.

-- É a respeito dos Beatles?

-- Isso e como soube? Ah, isso não importa. O importante é que estou com os Beatles e o Cream, que felizmente fecharam contrato para mais uns shows para temporada agora de inverno e a chegada do natal. O problema é que os Beatles chegaram da sua última turnê finalizada em São Francisco e terminaria o ciclo de viagens. Agora Brian Epstein me aparece na agência em pleno domingo para avisar que pretende que os Beatles façam uma apresentação na faculdade de Oxford. Ele gostou da repercussão que o Cream teve e gostaria que seus “meninos” tivessem o mesmo, como forma de fechar com chave de ouro o ciclo de turnês de vez. E pra piorar, Brian deu uma data de show que já fechei com Cream. Eu não sei o que dizer e nem o que fazer.

-- Bom... Marque uma reunião com Brian e os Beatles na segunda-feira e eu vou estar junto com o senhor para persuadir a mudar de data.

-- Obrigado, Rosie. Sabia muito bem que posso contar com você. Agora descanse, aproveite o domingo e desculpe o incomodo.

-- Tudo bem, senhor. Eu estava no ócio mesmo hehehe. Tenha um bom dia!

Tenha um bom dia! Juro que meu dia não estava tão bom assim. Se ao menos Sam soubesse do caco emocional que me encontro...

Na segunda-feira, assisti as duas primeiras aulas do Código Penal Inglês e depois parti para agencia. Nem esperei meu chefe ordenar para fazer o chá de maçã, já estava na cozinha preparando quando ouvi dois carros estacionando em frente à porta. Ali desceram Brian Epstein, John Lennon e Paul McCartney e no outro carro George Harrison e Ringo Starr.

-- Sejam Bem- Vindos a Agência Oxford Music. Sintam-se a vontade!

Deixei o medo de ser reconhecida por eles de lado e fui servir o chá. Brian foi extremamente educado, Paul, George e Ringo também. Mas quando foi a vez de John, me lembrei de quando conheci e me apaixonei por Eric Clapton.  John pegou a xícara e discretamente tocou de leve minha mão e de forma proposital. Ele me olhava com aquele jeito sedutor que uma vez tive o privilégio em 1964.

Retirei-me para cozinha na esperança de Benson me chamar na conversa com eles e vi John seguindo para o banheiro. Fingi que não o vi. Olhei na direção e não o vi mais e quando me virei, ele estava na minha frente e rindo.

-- Desta vez te assustei, musa? – Perguntou John, sempre com aquele sorriso maroto.

-- Não mesmo e, por favor, não me chame mais assim.  Já me conformei que nunca ficaremos juntos.

-- E se eu disser que quero realmente você ao meu lado?

-- Eu sei que não é verdade. Não consegue e nem pode largar sua esposa por causa do filho.

-- Faço tudo por você. Diga o que realmente gostaria de ouvir, musa. Diga!

Olhei bem no fundo dos seus olhos. Paul também foi ao banheiro e quando saiu de lá, nos viu e perguntou discreto.

-- Errr... Tá tudo bem, John?

-- Tá sim, Paul. Só agradeci a ruiva pelo chá. – Disse John, ainda olhando pra mim e conseguindo responder para o amigo.

John voltou para sala com Paul e eu fiquei na cozinha, pensando se poderia dizer ou não. Sim, eu estava pela primeira vez dividida entre ele e Eric Clapton. Como poderia ser? Tinha certeza, Eric me completava de um modo incrível e John... John foi só o “primeiro”.

Não pensei muito, pois ouvi uma buzina em frente a agencia. Sai da cozinha e vi pela janela o Cream saindo do carro e junto o empresário.

-- Sr. Benson, o grupo Cream está aqui.

-- Oh meu deus. Rosie deixe-os entrar.

Abri a porta e cumprimentei todos e Eric estava bem feliz ao me ver. Percebi que ele desejava me beijar, mas se conteve e só houve  sorrisos. No entanto aquele sorriso do guitarrista sumiu quando viu outro guitarrista... chamado John Lennon.

-- Pessoal, este é o grupo Cream, banda de maior ascensão do blues e rock! E esses são os...

-- Não precisa nos apresentar, Benson. Eles já devem saber quem somos.—Disse John, bem arrogante e dirigindo seu olhar pro Eric.

-- John! – Repreendeu Brian Epstein. – Me desculpe, Benson e Cream. John é às vezes cínico com as pessoas sem saber.

Graças a deus que Danny Gillian era bem compreensivo e levou tudo na esportiva, embora o Cream inteiro estava ofendido e fingiu legal  que foi tudo uma brincadeira.
Aquela conversa era tão entediante que sai de fininho pra rua e depois alguém tapa meus olhos com as mãos.

-- Advinha quem é?

-- Clapton, o deus!

-- Acertou e merece um prêmio!

Eric me beijou bem apaixonado.  Nunca havia sentido nada igual naquele beijo, nem mesmo quando Les Chadwick me beijou de forma rápida e contendo pouca intensidade. Terminamos os beijos e logo vi o beatle John nos olhando de forma furiosa pra mim e pro Eric na porta.

-- Rosie, minha fada, o que houve? – Perguntou Eric, que me via assustada.

-- ELA NÃO É FADA E NUNCA FOI. ELA É MINHA MUSA!!!!

Eric ficou amedrontado com o aquele grito, mas se recuperou.

-- O que está dizendo, seu maluco?

-- Estou dizendo que ela é minha e não sua, seu magrelo! – Xingou o beatle, mais furioso, seguindo em nossa direção e depois pegando meu braço.

-- John, me solta!

-- Solta ela, seu ordinário!  Quem é você para dizer uma coisa dessas? Por acaso a conhece?— Eric agora retribuiu o xingão e me salvou.

-- Por que não pergunte isso pra ela? Fala pro Deus, Musa, sobre nós em 1964 e em 1965 no backstage do Shea Stadium.

-- Que história é essa, Rosie?—Eric estava em choque com aquelas coisas ditas.

Havia finalmente chegado a hora.

-- John e eu... Tivemos um caso em 1964 em Liverpool.

-- Na era da “beatlemania”?

-- Sim e naquela época eu era fã dos Beatles e...

-- E se envolveu com ele? POR QUE COM ELE?

-- Eric me escuta, eu gostava do John, mas sabia que não daria certo. Ok, aconteceu de novo quando fui assistir o show dos Beatles nos Estados Unidos no Shea Stadium e depois disso nunca mais. E te conheci, é você que eu amo!

-- Não acredito... não acredito... NÃO ACREDITO QUE ME DIZ ISSO, MUSA!

-- Acredite, John. Deixe de ser canalha, tome vergonha na cara e me deixe em paz. Eu te amei e agora amo ele, Eric Clapton!

-- Eu... – John estava completamente louco de ciúmes. – EU PREFIRO TE VER MORTA DO QUE COM OUTRO HOMEM!

E depois tudo foi meio rápido demais. John partiu pra cima de Eric e os dois brigavam furiosamente um contra o outro. Benson, Brian, Os Beatles e o Cream saíram da agência pra verem o que estava acontecendo e se horrorizaram com tudo.

-- Rosie, meu deus, o que deu neles?

-- Sr. Benson, eu...

Os urros e socos trocados por parte do Eric contra John interromperam tudo. Jack por sua vez ria de tudo aquilo.

-- Há há há há , isso aí, Eric! Soca ele, chuta esse besouro! E ai pessoal, façam suas apostas, o besouro que afirma ser mais popular que Jesus ou o Deus da guitarra e do blues? Vamos minha gente, apostem!

George queria apartar a briga, mas era impossível.

-- John... Para com isso! Paul, Ringo, me ajudem aqui!

Quem disse que Paul e Ringo ajudaram? Que nada!

-- Aposto 10 xelins que o John ganha! – Falou Paul, feliz e entregando o dinheiro para Jack Bruce.

-- Eu também aposto no John. Detona com ele, Lennon! – Torcia Ringo, fazendo pose de lutador de boxe.

-- Ora, vamos Marianne, eu sei que o Ginger te dá grana. Aposta vai!

-- Pare com isso, Jack. Olha lá o Eric se estropiando e ... Ginger!

-- Pago 15 xelins que o Eric esmaga o besouro! – Disse Ginger passando a grana e falando em voz alta que o Clapton esmaga.

Aquela briga estava intensa, precisava ser parada o quanto antes. O povo já estava ali vendo tudo. Ia à direção dos dois guitarristas no intuito de ajudar George a apartar aquela desavença no entanto ouvi um grito de mulher.

-- ERIC CLAPTON!—Gritou uma mulher alta, bem vestida, com sotaque francês bem proeminente e maquiagem bem feita e delicada.

-- Não!... Você é.... – Gaguejou Eric, quando ia dar um soco na cara de John, segurando seu colarinho.

-- Espere! Quem é você? – Perguntei e fiquei na frente dela.

-- Charlotte Martin, a namorada de Eric Clapton.

O que? Namorada dele? Abri a boca de espanto e como se fosse automático, minha mente ecoava com aquela afirmação. Dava pra ver que custei por uns 5 segundos que aquela francesa ruiva disse sobre isso.

-- Você é... a namorada de Eric Clapton?

-- Sim, mocinha. Sabe se ele tem outra ou se mantém sozinho?

Aquilo era demais. Levo um choque por John e Eric brigar por minha causa e agora me surge essa francesa sabe-se-lá-onde pra me dizer que ela e Eric são amantes.

-- Charlotte, o que faz aqui?—Eric largou John e foi-se na direção de nós duas. George o socorreu e a plateia viu tudo e vi rapidamente que Mari ia querer apostar, mas não deu o dinheiro só pra ver o que ia acontecer.

-- Vim falar com Sam Benson a respeito do desfile de moda em Oxford e vi essa movimentação toda. Por que batia no John Lennon.

-- Isso não é da sua conta. Volte pra casa e fale com meu chefe amanhã! – Respondi mesmo sendo meio grossa.

-- Escute aqui,  eu não vim de Sorbonne até essa cidade caipira da Inglaterra pra  receber ordens de uma anã ruiva e depois se hospedar em qualquer hotel chinfrim. Queridinha, eu quero falar com Sam Benson.

-- Ele tá ocupado! Volte amanhã!

-- Não volto nada e quem é você, sua espoleta?

-- Roselyn Anne Donovan, namorada firme do Eric Clapton!

Agora é Charlotte que fica boquiaberta e todo mundo na rua também. Naquele momento sabia que teria minha primeira rivalidade.


Continua...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Brit Characters: Anastacia Rosely

Olá!
Hoje vamos com mais Brit Characters e Anastacia Rosely é que ganhará forma hoje. Também personagem criada pela blogueira Mariana Greyjoy, ela apareceu em Glow Girl, depois em Love Sell Out e Pictures of Lily e provavelmente em Laços do Blues. Fiquem agora com sua ficha!


Nome Real: Anastacia Harriet Raskólnikov Rosely Romanov

Idade: 20 (Visto em Glow Girl)

Data: 9 de setembro de 1945

Cidade Natal: Ripley

Cidade Atual: Londres  

Profissão: Vendedora(anteriormente), Jornalista

Hobby: Cuidar do Robespierre, ler, estudar história, praticar russo e nadar.

Relacionamento(s): Eric Clapton (1962 a 1964) e John Entwistle (1966 em diante)

Características: Das meninas, Ana é considerada quieta e introvertida. Mas nem por isso deixa de ser espontânea. E gosta de viver intensamente suas emoções e sentimentos e acima de tudo escrever, o que considera sua melhor aptidão.

Medo: Palhaços

Do que mais gosta: Viajar

Do que menos gosta: De brigas e de ficar longe das pessoas que ama.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Brit Characters: Marie Greyhound

Olá!
Mais uma vez com nosso Brit Characters. A personagem da vez será Marie Greyhound, criado pela blogueira Mariana Greyjoy, que surgiu na fanfic do Who, Pictures of Lily e ganhará participações especiais na minha fic Laços do Blues e outras. Vamos conhecer essa personagem tão fofa?


Nome Real: Marie Gwenevive Villeneuve Greyhound

Idade: 23 (Visto em Pictures of Lily)

Data: 13 de julho de 1944

Cidade Natal: Paris, França

Cidade Atual: Londres  

Profissão: Jornalista - Editora

Hobby: Ler, ir ao cinema, praticar saxofone e cozinhar.

Relacionamento(s): Serge Gainsbourg (1960 a 1963), Giles Mackenzie (abril de 1964), Graham Bond (julho de 1964 a 1966), Roger Daltrey (1966 a 1967) Jim Morrison (1967) e Roger Daltrey (1968 em diante).

Características: Das quatro meninas que trabalham da revista Rolling Stone, Marie é mais calma e sempre simpática com todos e também muito meiga e gentil. É organizada e talvez um pouco metódica. E sempre que pode, Marie ajuda todo mundo. 

Medo: Aviões

Do que mais gosta: Caminhar e assistir suas séries favoritas Doctor Who e Agente 86.

Do que menos gosta: Meter-se em brigas.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

The Air That I Breathe (4º Capítulo)

Boa leitura!

Capítulo 4: I’m Alive
Tony POV
O fim de semana passou muito rápido.  Passei estudando, compondo e ajeitando minha guitarra. Nossa banda estava inscrita, tudo combinado. Iriamos arrasar na apresentação, impressionar os jurados e finalmente, conseguir lançar o primeiro disco.  Embora tudo aquilo fosse o suficiente para nos animar,  para mim, o que me animava realmente era Jennifer. Conversei com ela por telefone e pelo MSN. Ela não estava feliz totalmente. O irmão dela ainda estava hospitalizado, não havia possibilidade dele ganhar alta, o que é muito preocupante. E ela me disse que na semana que vem vai começar a faltar um pouco às aulas e nem vai comparecer mais aos ensaios na casa da avó do Bern por causa disso. Como todo bom amigo compreendi a situação e prometi também ficar perto dela caso fosse necessário.
Na segunda-feira tivemos mais aquelas aulas que davam dor de cabeça, química e física. Jennifer veio junto com seu primo Terry e não ficou para aula de física.
No intervalo Terry conversou conosco e deu dicas de musica e como devemos impressionar os jurados. Todos nós gostamos muito do Terry... com exceção de uma pessoa: Graham Nash.  Também não era pra menos, ele teme que Terry seja tão bom guitarrista a ponto de substitui-lo.  Falei para Graham se acalmar que isso não vai acontecer, mas ele ficou quieto de repente e seguiu afinando a guitarra.  Percebi que Allan faltara o dia e perguntei para Holly o que tinha acontecido.
-- Sei lá, Tony. Allan anda muito estranho desde sexta-feira passada, no ensaio. Ele passou o fim de semana em casa, justo ele que gosta de sair com os amigos. Ele tá relativamente estranho.
-- Meu deus, isso é sério. Graham, sabe o que aconteceu com Allan?
-- Não. Eu liguei pra ele no sábado marcando uma pizzaria com a galera e ele me mandou pro inferno e desligou na minha cara.
-- Sério? Mas, o que aconteceu?
-- Não sei, gente. Juro que não sei!
Todos se entreolharam naquele instante e retornamos as aulas. Segundas-feiras não tinha ensaio, era nossa folga para colocar nossos estudos em dia. Na terça-feira, mais um dia transcorreu legal. Jennifer e eu ficamos em dupla para um trabalho de Literatura, uma matéria que não curtia porém, ela amava mais. O celular dela toca e por sorte a professora não estava e ela pôde atender. Segui fazendo o trabalho e depois que ela desligou o telefone, começou a chorar e se desesperar.
-- Jennifer, o que houve?—Perguntei e passando a mão nos seus cabelos.
-- Tony... meu irmão...
-- O que houve com ele?
-- Ele morreu!

Graham POV
Pela primeira vez a sala inteira se mobilizou com aquela noticia. Jennifer recebendo a noticia da morte do irmão daquele jeito em plena aula. A professora também ficou sabendo disso e dispensou Jenny da aula. Tony avisa a banda que não teremos ensaios por algum tempo, mas que ainda vamos participar do concurso. Ele acompanhou Jenny no trajeto de casa.
Na saída Bobby se questiona sobre isso.
-- O que vai acontecer? Quando voltaremos a ensaiar, Graham?
-- Não sei, Bobby. Depois do enterro do irmão da Jenny, vamos saber.
-- E temos de avisar o Allan sobre isso. Vai que ele invente de ir pra garagem hoje.
Fui pra casa com Anne ao meu lado. Desde sexta passada me sentia mal pelo que fiz. Trai a garota que amo com Suzanne. Sim, eu a beijei.

Flashback ON
-- Adorei a canção de hoje, Graham. Foi ideia sua?—Perguntou Suzanne, enquanto guardava seus livros.
-- Foi do Allan e acredito que o Tony teve participação.
-- Foi bem legal.
A conversa rolou bem... até o momento que ela deixa cair o seu casaco e eu fui pegar no exato momento que ela também se agacha para pegar e sem querer nossos lábios se encontraram e rolou  aquele beijo. Um beijo que confesso, foi muito bom. Depois que paramos,  juramos  esquecer aquilo e voltarmos a ser amigos, escondendo de todos e principalmente, de Anne.
Flashback OFF
Essa traição me corrói muito. Tenho vontade de contar a verdade para Anne, muito mesmo. O que me impede é o fato que Anne confia quase cegamente em mim e essa revelação só iria levar a ruína toda nossa confiança. Eu precisava conversar disso com alguém e esse deve ser meu melhor amigo, Allan.

Allan POV
Faltei duas aulas, alegando para meus pais que estava com dor de barriga e diarreia. Na terça de tarde recebi a ligação de aviso do Bern Calvern, dizendo que não haverá ensaios, pois estamos de luto.
-- Mas quem morreu, Bernie?
-- O irmão da Jenny Eccles. Ela recebeu a noticia na aula de literatura. Tony vai nos dizer via MSN quando vai ser o enterro para poder ir.
-- Ok. Eu irei neste enterro. Nos falamos no MSN, até depois, cara.
-- Até depois, Allan.
Mal terminei a ligação do Bern, recebi mais uma chamada e era do Graham Nash.
-- Alô?
-- Sou eu. Allan, podemos conversar?
Juro que não estava afim de conversar com ele, contudo, eu o mandei pra longe da última vez que nos falamos, era hora de pedir desculpas.
-- Certo. Fale.
-- Cara, estou numa encrenca.
-- O que houve?
No momento que Graham ia falar, minha mãe abre a porta do meu quarto.
-- Allan, sua amiga Carrie Anne está aqui.
-- TÁ!
-- Allan?
-- Graham, vou desligar. Tenho visitas. Falo com você no MSN, tchau!
Nem deu tempo de ouvir a tal encrenca e nem da sua despedida. Recebi Anne na sala e conversamos. Ela parecia triste e não era por causa da Jenny. Era por causa do Graham.
-- Graham anda muito distante comigo. Não consegue compor, anda de cabeça baixa... Sabe o que ele tem, Allan?
-- Não sei.—Menti. Eu sabia sim.—Olha, vamos esquecer isso, é passageiro o que Graham deve ter. Ouça essa canção. Eu mesmo escrevi.
-- Que legal. Como se chama?
-- I’m Alive.
Peguei o violão e comecei o ritmo e a cantar.
Did you ever see a man with no heart
Baby, that was me
Just a lonely, lonely man with no heart
'Til you set me free
Now I can breathe
I can see
I can touch
I can feel
I can taste all the sugar sweetness in your kiss
You give me all the things I've ever missed
I've never felt like this
I'm alive, I'm alive, I'm alive
I used to think I was living
Baby, I was wrong
No I never knew a thing about living
'Til you came along
Now I can breathe
I can see
I can touch
I can feel
I can taste all the sugar sweetness in your kiss
You give me all the things I've ever missed
I've never felt like this
I'm alive, I'm alive, I'm alive
Now I can breathe
I can see
I can touch
I can feel
I can taste all the sugar sweetness in your kiss
You give me all the love I've ever missed
I've never felt like this
I'm alive, I'm alive, I'm alive, I'm alive, I'm alive
-- É demais, Allan. Quando os rapazes saírem do luto, mostra pra eles.
-- Sabe, Anne, eu escrevi neste fim de semana que estive sofrendo por uma garota que não pode ser minha.
-- Puxa vida, e quem é ela?
-- Você!
Nem mal terminei de falar e dei um beijo rápido em Anne. Ela ficou bastante surpresa.
-- Allan...
-- Me desculpe. Anne, eu te amo mas... você e o Graham estão juntos e ...
-- Fica tranquilo. Eu não vou contar isso pro Graham mas me promete que depois disso vamos ser amigos ainda.
-- Tudo bem.
Depois que Anne foi embora, senti que deveria voltar com a banda e largar essa depressão. E impedir que essa canalhice do Graham prolongue antes que alguém se machuque.


Continua...


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brit Characters: Marianne Jones (editado)

Boa noite pessoal!
Hoje mais uma vez vamos com mais um Brit Characters. A personagem é Marianne Jones, mais uma personagem criada por mim e pela blogueira Mariana Greyjoy. Marianne, ou simplesmente Mari, surgiu em um dos capitulos da fic do Cream, Laços do Blues, para fazer par romântico com baterista Ginger Baker. Em breve veremos mais evoluções desta personagem e agora fiquem com sua ficha técnica.



Nome Real: Marianne Veronica Jones

Idade: 20 (Na fanfic Laços do Blues e 21 em Inverno de Amor)

Data: 12 de maio de 1946

Cidade Natal: Sheffield

Cidade Atual: Oxford

Profissão: Cursando Jornalismo e Roteirista de Peças de Teatro

Hobby: Fotografar, fazer visitas a exposições de arte, pintura, ir ao cinema e tocar piano.

Relacionamento(s): Ginger Baker (1966 a 1970, 1976, 1982, 1984 e 2011), Art Garfunkel (1971 a 1973), Robert De Niro (dezembro de 1974 em diante), Bill Nighy (1976 a 1978, 1983, 1989, 1995, 2007)

Características: Marianne é uma garota extrovertida e graças a isso, conquistou facilmente amizade com todos na faculdade, principalmente com Rosie Donovan, que se torna sua grande melhor amiga por toda vida. As vezes Marianne é um pouco insegura em poucas situações mas extremamente corajosa em outras.

Medo:  Fogos de Artificio

Do que mais gosta: Fotografia e sair para se divertir.

Do que menos gosta: Ser comparada com uma groupie.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

The Air That I Breathe (3º Capítulo)

Mais um capítulo da fic dos Hollies para quem sentiu falta. Boa leitura!



Capítulo 3: Searchin’

Tony POV
Finalmente chegou sexta-feira e era um dos dias que mais gostava, pois ficaria até tarde para compor ou tocar guitarra para inventar uma melodia.  Desde que Jennifer me deu aquele beijo, não parei de pensar nela.  Imaginava-me namorando ou até mesmo casando com ela. Ok, talvez um pouco cedo pra isso, mas a verdade é que ela já fazia parte de minha vida. Só precisava demonstrar com mais gestos.  Hoje antes de entrar na aula fiquei um pouco desolado. Vi Jennifer sentada ao lado de um cara cabeludo, com um penteado meio tigela, um pouco parecido com do Paul McCartney, namorado de Mandy.
Não é meu costume cumprimentar uma garota acompanhada, ainda mais quando o acompanhante é um cara.
-- O... Oi Jennifer. —Falei mesmo gaguejando e com as bochechas coradas pela timidez.
-- Oi Tony. Este é meu primo, Terrence. Ele veio de Liverpool para estudar aqui com a gente em Londres.
-- Ah, que legal! Eu também era novato até poucos dias, mas logo se acostuma, viu?—Disse bem aliviado com a revelação. Ainda bem que ele é o primo.
-- Não esquenta. Consigo me acostumar com as coisas por aqui. Vem cá, cara. A Jenny me falou que você tem uma banda.
-- Sim, se chama Hollies.  Se quiser pode vir no ensaio hoje à tarde. Está convidado.
Imediatamente fiz amizade com Terrence Sylvester (que prefere ser chamado de Terry) e trocamos ideias sobre música, ritmos, poesia e guitarras, pois ele também é guitarrista porém, sem banda. No intervalo, me reuni com o grupo para discutir o assunto que vem martelando minha mente: a nossa participação do Concurso de Bandas.

Graham POV
Tony veio com uma ideia que para mim pareceu um pouco utópica: nossa banda participar do Concurso Anual de Bandas.  Primeiramente tínhamos poucas músicas próprias e o restante é tudo cover de outras bandas de nosso favoritismo.
-- Tony, isso é legal, mas... Não temos tanta experiência assim. – Disse um pouco preocupado.
-- É verdade. – Reforçou Allan. – E as músicas? Não temos material suficiente para tocar.
-- Poxa, pessoal. Vamos pensar como banda. E até porque é uma ótima oportunidade para ter um patrocínio e lançar nosso primeiro disco. O que acham?
Confesso que aquela ideia de lançar um disco me encheu de alegria. Era meu sonho de pré-adolescência: lançar um disco, fazer sucesso.
Todos recearam com ideia e no final das contas...
-- Ok, vamos fazer nossa inscrição no Concurso. Mandaremos ver!

Allan POV
Por muito tempo fiquei pensando na ideia do Tony em fazer a banda participar do famoso concurso anual. Depois de muita conversa, ele finalmente nos convenceu que é melhor, para aumentar nossa fama e poder lançar um disco. Nunca pensei em cantar para uma plateia grande. Sendo assim era melhor começar a melhorar minha voz.
Hoje a tarde fomos para casa da avó do Bern. Desta vez sem composições novas por parte do Graham ou minha e muito menos do Tony, embora este último esteja muito feliz do que de costume.
Também reparei que dos convidados que estavam ali presentes, apenas estavam minha prima Holly, Jennifer com seu violão e seu primo, o tal Terry, que se diz fã da nossa banda e Suzanne, que lia um livro do Dostoievski. Onde estava Annie?
-- Holly, o que houve com a Annie?
-- Annie está gripada e foi daquele dia com chuva. Por isso ela não veio.
Ah estava explicado o motivo.  Hoje cantamos um cover de Leiber/Stoller chamada “Searchin’”.
Gonna find her
I'm gonna find her
I'm gonna find her, Yeah

Now searchin'
Been searchin'
searchin' every way which way oh yay
Oh Lord now searchin'
Yeah searchin'
Searchin' every way which way oh yay
I'm like that Northwest Mountie -
you know I'll bring her in someday
If I have to swim a river
you know I will
And if I have to climb a mountain
you know I will
And if I had to up-a on a Blueberry Hill
you know I'm gonna find that child you know I will
'Cos I've been searchin' Whoah Lord now searchin'
for goodness searchin' every way which way oh yay
I'm like the Northwest Mountie -
you know I'll bring her in someday
Yeah well Sherlock Holmes and old Sam Spade
They got and old Blackie
Sergeant Friday Charlie Chan
They got nothing child on me
'Cause no matter where she hides
Man she's gonna hear me comin'
I'm gonna walk right down that street
Just like a Bulldog Drummond
Rimos do final da música por julgar um pouco engraçada mas muito boa em cantar.  Depois que terminou os ensaios, todos foram para casa e eu fui ao banheiro para aliviar minhas mãos que estavam cheias de calos por tocar violão. Quando voltei para garagem de ensaio, vi algo que não podia acreditar mesmo estando ali pra testemunhar. Como Graham Nash pode fazer isso com a Annie, beijando Suzanne ali na garagem. Sai dali sem ser percebido.
-- Ei Allan, o que houve? – Perguntou Bobby Eliott, caminhando para o lado oposto da rua.
-- Tchau! – Disse bem estupidamente. Eu estava muito indignado. Indignado com Graham trair Annie, indignado que provavelmente não terei coragem de falar disso pra ela.
O que vou fazer?


Continua...


Lista de personagens

Jennifer Eccles: @MikeNesfish
Carrie Anne: @inarasantos
Suzanne: @PsicoSubmarino

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Brit Characters: Rosie Donovan

Olá!
Sabem que dia é hoje? Ok, tirando meu aniversário, hoje é dia também de Brit Characters, para apresentar nossa querida Rosie Donovan, que "nasceu" nesse dia em 2008, no objetivo para postar uma fanfic dos Beatles num conceituado site brasileiro da banda. Sonho que infelizmente não se concretizou, mas para quem leu as aventuras dessa ruiva que despertou paixões nos músicos de sua época, vai adorar essa breve ficha técnica dela.



Nome Real: Roselyn Anne Donovan

Idade: 20 (Na fanfic Laços do Blues, 18 na fanfic PS I Love You, John!)

Data: 22 de janeiro de 1946

Cidade Natal: Liverpool

Cidade Atual: Oxford

Profissão: Relações Públicas e Secretária

Hobby: Ler livros, escutar seus discos dos Beatles,Cream e outros artistas, desenhar, pintar quadros e escrever poesias.

Relacionamento(s): John Lennon(1964), Les Chadwick (Julho de 1964), Eric Clapton (1966 a 1968, 1978, 1982 e 2011), Graham Nash (1969 a 1971) e Al Pacino (1972 a 1974).

Características: Rosie é o tipo de mulher que para os rapazes desperta mistério e charme, mas para quem a conhece, ela é uma pessoa alegre, de bem com a vida e sempre disposta a ajudar seus amigos e quem quer que fosse. Apesar disso tudo, Rosie não desperdiça uma boa festa, agitação e claro, mais Rock'n'Roll. 

Medo:  Baratas e Ratos

Do que mais gosta: Escrever e pintar.

Do que menos gosta: Ficar sozinha.