quarta-feira, 5 de março de 2014

Inverno de Amor (2º Capítulo)

Olá pessoal!
Há 1 ano e meio, a blogueira Mariana Greyjoy lançou a fanfic Inverno de Amor (focada no casal Marianne Jones e Ginger Baker), dando inicio a "Grindhouse" das fanfics. No entanto, ela pensou e achou melhor continuar com a história de amor do baterista ruivão que se apaixonou por sua "pequena" amada Mari. Confiram!


-Marianne esta ai? - perguntou Mike.
Olhei para porta,mas naquela hora não pude abrir.Estava revelando as fotos que havia tirado de Ginger,e não queria ser perturbada.Abaixei o volume do rádio,bem no momento em que o Bob Dylan cantava o comecinho de Mr. Tambourine Man e fui em direção à porta,mas não abri ela.
-O que é que você quer,Mike? - perguntei.
-Rosie esta mandando você vir almoçar - falou ele.
-Eu já vou - falei - falta só revelar mais uma foto,diga a ela que já vou.
-Ela esta impaciente - respondeu ele - é porque,seu namorado esta ai!
-Ginger esta aqui? - apaguei a luz vermelha,e sai com cuidado  da sala de fotos e encontrei Mike impaciente.
-Ah eles estão aqui sim - respondeu eles - os três ainda por cima!
Mike e eu fomos conversando o caminho todo sobre o fato desta visita ter nos pegado de surpresa,porque ninguém imaginava que o eles iam aparecer para almoçar e,que iam trazer o Jack,já que ele nunca havia aparecido na república.Perguntei todas essas coisas a Mike,mas tudo o que ele me respondeu foi:
-Seu namorado não é da mesma banda que ele?Ele que devia responder essas coisas!
Quando chegamos ao nosso apartamento,encontramos Rosie desesperada cozinhando junto Jane e a nova moradora da república vindo de Harvard,Maggie. E na sala,estavam Jack,Eric e Ginger, vendo um programa sobre esportes na t.v.,na maior paz do mundo.
-Olá rapazes - disse eu,fui na direção de Ginger e me sentei no sofá ao seu lado,apertando Jack para o canto do sofá,fazendo com que ele souta-se um pequeno "Ai!" - olá meu bem - disse dando um beijo quente em Ginger.
-Como você esta? - perguntou ele.E quando estava pronta para responder,Rosie apareceu na minha frente,segurando uma faca,achei que ela ia me matar mas ela pegou e me puxou pelo braço.
-Ela vem comigo - gritou Rosie.
-Ihhh - disse Eric - acho que o almoço não deu certo.
Rosie me levou para a cozinha e me entregou um avental,disse que era para eu cortar o meio de um pedaço de carne e rechear com cenoura.
-Posso colocar bacon? - perguntei.
-Pode - respondeu ela - Ginger gosta de bacon?
-Gosta - respondi - mas eu gosto mais!Ah aliás,sugiro que veja o molho que Maggie esta fazendo,esta com um cheiro estranho...
Rosie olhou desesperada para Maggie,que tentava temperar o molho de para o capelete e Jane ao meu lado tentava fazer a massa do capelete,mas se frustava mais e mais.Até começamos a conversar para distrair.
-Eles chegaram assim do nada? - perguntei.
-Sim - respondeu Jane - a Maggie que atendeu a porta,deu um grito daqueles quando viu o Eric e depois tivemos que explicar toda a história pra ela.Até falamos que o Eric e o Ginger passaram algumas noites aqui.Ai ela ficou perguntando pra eles quem namorava quem e esse tipo de coisa,e depois Rosie mandou Mike caçar você pelo campus.Aonde estava?
-Revelando umas fotos - respondi.
Terminamos o almoço,colocamos os pratos na mesa e os rapazes vieram se sentar.Eric se sentou na frente de Rosie,Jack na frente de Maggie,Jane ao lado de Mike e Ginger ao meu lado.Conversamos bastante sobre as férias de inverno que estavam prestes a começar,sobre o que iríamos fazer nelas e tudo mais.Maggie ainda ficou nos perguntando como nós nos conhecemos o Cream e tudo mais.Acabei contando toda a história.
-A Rosie trabalha como secretária do Sam Benson,que é publicitário e a banda estava procurando um lugar bacana pra fazer um show,e a ai a Rosie sugeriu aqui a faculdade.E quando o Eric veio trazer as credenciais e ai eu estava dando uma volta e vi o Ginger junto com o Eric e me apaixonei.
-É - respondeu Ginger me lançando um olhar apaixonado - foi bem assim mesmo!E depois do show,namoramos um pouquinho,hehehe.
-E depois ficaram gritando "Eu te amo Ginger!","Eu te amo,Marianne!" - falou Eric.
-E você ficou,lá todo derretido pela Rosie que eu sei - respondi e Rosie acabou ficando um pouco envergonhada com isso.
-Hum - disse Maggie - então vocês duas são tipo groupies não é?
-Groupies? - perguntou Jane.
Jack estava comendo um pedaço de carne e acabou se engasgando,bati com força nas costas dele e ele conseguiu engolir o pedaço de carne.
-Groupies?Elas duas?Até que não seria má ideia - disse Jack.
-Jack! - respondi,dando um tabefe com mais força nas costas dele.
-Não,não!Minha pequena não é nenhuma gropie!- bufou Ginger ficando vermelho - ela e a ruiva do Clapton são pra casar! - ele pegou a faca sem ponta que usava pra comer e apontou para Maggie - pra casar!!!
-Ok,vamos com calma! - disse Maggie assustada - não que elas eram ou sejam groupies,mas agiram como uma,eu também já fui groupie,fiquei com o Brian Jones e com o Paul McCartney,numa festa no último verão em Nova York!
-A noite deve ter sido boa - disse Jack rindo.
-Que noite nada cara! - respondeu Maggie - foi a melhor tarde da minha vida!Bem,se vocês me dão licença,eu tenho que ir pro prédio de Filosofi,fumar um baseado com o pessoal e depois eu volto pra dormir.Até mais. - ela se levantou,pegou seu prato,levou até a pia e depois pegou seu casaco e saiu.
-Americanos - disse Mike,"quebrando o gelo" - nunca vou entendê-los.
-Nem eu - respondeu Jane.
Terminamos de almoçar em silêncio,e depois levei Ginger ao meu quarto,e ele acabou se deitando em minha cama,e falou:
-Você não vai acreditar no que aquela menina disse,vai?
-No que?Que eu ser uma groupie?Não mesmo!
-Mas isso te perturbou um pouco,não é?
Ele tinha razão,aquilo martelava minha cabeça mais do que tudo e eu me perguntava por que eu ainda pensava nisso.Não sou uma groupie e nunca seria.Dei os ombros e me deitei-me ao lado dele,ele me abraçou e beijou minha testa.
-Oh minha pequena! - dizia ele - daqui a alguns meses você será a Miss Baker,então não se preocupe.
Ouvindo isso,encostei minha cabeça em seu peito,ouvi algumas garras de gatos arranharem seus pulmões e adormeci.
Acordei com a chuva batendo na janela,que estava um pouco aberta,feixe-a e fui atrás de um cobertor no meu guarda-roupa,me enrolei e cobri Ginger,que dormia feito um bebê.Tentei voltar a dormir,mas o sono sumiu.Olhei para o relógio e eram apenas 15h45. Me levantei e fui para a cozinha,e procurei no fundo do armário onde guardávamos as panelas e tudo mais,minha caixa de bombons,que eu escondia de todos,já que todos ali amavam chocolate e se vissem aquele,eu não teria mais nenhuma guloseima.
-Aonde estão os meus chocolates? - perguntei.
-O que aconteceu? - perguntou Jack,que acabava de sair do banheiro.
-Meus chocolates!! - respondi - eu tinha os guardado aqui!Porque sabia que ninguém ia encontrar!!!!
Eric e Rosie saíram do quarto e nas mãos de Eric,estava minha caixa de bombons,sem nenhum bombom!
-Meus bombons!! - gritei para Eric.
-Ah...er...eram seus? - perguntou Eric.
-Sim!! - respondi com outro grito - como você encontrou?
-É,amor - disse Rosie - como você achou?
-Bem,eu estava procurando uns doces e ai eu acabei encontrando essa caixa de bombons - respondeu Eric um pouco sem jeito!
-No lugar onde estavam as panelas?! - perguntei com outro grito.
-Sem gritos por favor - disse Rosie.
-Não bastou ter comido os da Nora no aniversário dela!E agora come os da pequena do Ginger - falou Jack rindo.
-E ainda apanhei do Ray Davies por sinal,por ter feito isso! - respondeu Eric.
-Você mereceu! - disse Rosie - é pra aprender mesmo!Espero que o Ginger te de uma lição!
-O que diabos esta acontecendo aqui? - perguntou Ginger acabando de acordar - acordei com um grito da minha pequena,o que você fez Jack?
-O que eu fiz? - perguntou Jack atônito - o que você deveria perguntar é o que o Eric fez?Nunca vou entender o porque de você sempre joga a culpa em mim!
Ginger olhou para mãos de Eric e viu que ele,segurava minha caixa de bombons,aberta e sem nenhum chocolate.
-Ah Eric,não acredito que você fez isso de novo! - disse Ginger - Não te bato,porque você é meu amigo!Mas você vai comprar quatro caixas de bombons pra minha pequena!
-Quatro!Não pode ser uma? - perguntou ele - eu fico com três e ela com apenas um!
-Não começa seu guloso! - disse Rosie a Eric.Ela se virou para mim e sussurrou para mim - vê se da próxima vez,você esconde num lugar melhor!Se não ele vai encontrar!
-Ok,tudo bem! - respondi - vou esconder entre os meus cobertores!Acho que vou esconder entre os meus cobertores!
-Tenho que certeza que lá ele não vai encontrar! - respondeu ela com uma piscadela.
-Então - disse Eric - me desculpe por tudo Mari,eu só queria uns doces,sabe?
-Tudo bem,Eric! - respondi - mas controle-se da próxima vez!
-É,porque eu não vou te salvar de outra briga não - respondeu Jack.
-Que tal irmos comprar os doces agora? - sugeriu Rosie.
-É uma ótima ideia - respondi.
Pegamos nossos casacos,e nossos cachecóis já que o frio estava intenso.Até que vi Jack,ainda sentado no sofá,com uma certa cara triste.
-Você vem Jack? - perguntei.
-É seria bom ter alguém para zoar um pouco - disse Ginger.Jack deu os ombros e pegou o seu casaco.
-Posso até achar algum doce que minha noiva goste! - respondeu Jack.
-Noiva? - perguntei.
-Sim,estou noivo já faz um mês! - respondeu ele - o nome dela é Lily Campbell,e ela é fotografa.
-Ah - falei - você nunca contou dela para nós!
-E porque eu deveria? - perguntou ele - ela ainda nem sabe de vocês!
Ele saiu pela porta e gritou.
-Estou esperando no carro!
Eric e Rosie foram na frente,e disse a Ginger que queria mostrar uma coisa para ele na sala em que eu estava revelando as fotos.Levei-o até lá e vi que as fotos já estavam prontas.Peguei uma e entreguei a ele.
-Um presente para você se lembrar de mim! - falei.
Era uma foto de nós dois,no parque,com a minha cabeça encostada em seu ombro.
-Mas você não vai querer ficar com ela? - perguntou ele.
-Fiz uma cópia para mim! - respondi.
Sorri e ele me puxou para um beijo quente.
-Vamos,eles estão nos esperando! - disse ele.
Sorri e segurei sua mão e fomos encontrar Eric,Rosie e Jack.


terça-feira, 4 de março de 2014

Brit Characters: Sam Benson

Olá!
Mais um personagem ganha ficha no Brit Characters. Estamos falando de Sam Benson, o "chefão" do cenário musical de Oxford e patrão de Rosie Donovan. Confiram!


Nome Real: Samwell David Benson White

Idade: 45 (em Laços do Blues, 46 em Inverno de Amor e Love Sell Out)

Data: 10 de janeiro de 1921

Falecimento: 30 de julho de 1983

Cidade natal: Bristol

Cidade atual: Oxford e em 1970 se muda para Londres

Hobby: Ler livros sobre economia, assistir tv e sair com os amigos para festas.

Profissão: Publicitário e produtor

Relacionamento(s): Jean Shrimpton (1962- 1963), Veruschka (1965- até o fim das filmagens de Blow Up), Elizabeth Taylor (1967 a 1976).

Características: Sam é um homem poderoso, muito compromissado com seu trabalho no mundo da publicidade. Apesar disso tudo, também possui qualidades humanas, como tendo um lado paternal para Rosie Donovan, sua secretária e talvez sua única amiga e pessoa de maior confiança. Ele conhece todas as pessoas importantes tais como Andy Warhol, Michelangelo Antonioni, Sergio Leone, Francis Ford Coppola e até mesmo o polêmico Timothy Leary. É amigo de Richard Sullivan, editor chefe da revista Rolling Stone. 

Medo: Aparentemente não demonstra ter medo algum...

Do que mais gosta: Agendar apresentações de grupos de rock em lugares ótimos, participar das produções de discos e entrevistas.

Do que menos gosta: Invasão de privacidade


Inspiradora (Oneshot)

Mais um re-lançamento de fanfic do Who. Boa leitura!


Inspiradora__ Maya Amamiya



Pete Townshend POV

Poderia muito bem desenhá-la nas minhas molduras e deixar penduradas na parede do quarto para todos os dias contemplar seu angelical rosto. No entanto ela é tão inalcançável. Uma distância nos separa. Não falo em questões geográficas e sim por diferenças, mínimas diferenças. Ela é a irmã de um dos meus melhores amigos. E eu um estudante comprometido e com aliança no dedo.
Gosto muito da Karen desde que nos tornamos colegas no primeiro dia de aula. De inicio o relacionamento foi muito bom. Depois vieram indecisões, brigas intensas, ciúmes por parte dela e o compromisso. Mesmo assim, gosto muito dela e gostei em usar aliança de compromisso.  Roger e John me alertaram para não aceitar. Ignorei os avisos e o que aconteceu? Tudo piorou! E me veio à conclusão. Karen é apenas uma amiga. Nossa relação amorosa se tornou um inferno. Desde então procurei uma saída para esse problema sem prejudica - lá... Até conhecer Lilian Marie Moon, a bela irmã de Keith Moon.
Foi um impacto universal dentro de mim.  Eu a vi com Keith na entrada da faculdade, conversando sobre o que preparar para o jantar e depois ela se despediu e seguiu em direção ao colégio Shepeard. Uma estudante do último ano, eu pensei.  E ela é mesmo a estudante do colegial segundo Keith quando me contou sobre ela.  Todo dia pensava em Lily e inclusive nas aulas. Nos ensaios da banda brincava de cantar seu nome e claro, sem que ninguém ouvir. Temia que Keith me odiasse se soubesse da paixão platônica por sua irmã.  Resolvi falar para alguém que sabia que poderia me ouvir sempre, a qualquer hora e momento: o baixista John Entwistle. Ele me ouviu sem muita alegria, mas aconselhou que devesse conquistá-la e deixar de vez Karen Astley.  Estava tudo tranqüilo até me acontecer outra coisa: John também estava apaixonado por Lily.
Enquanto lia uma edição da história em quadrinho do Homem-Aranha, constatei que me parecia com Peter Parker. Ele renunciou a atual namorada — uma líder de torcida --- para ficar com Gwen Stacy, a linda loira que o arrebatou. O preço disso foi muito prejudicial para ele. Gwen não conseguiu largar Harry Osborn e ainda mais num momento delicado que passava pela morte do pai.  Eu era exatamente como Parker. Deixei Karen e arranquei aquele anel prateado do dedo e segui rumo ao destino nos braços delicados de uma garota de 18 anos de olhos meigos e castanhos claros como os do Keith e uma voz doce que parece um anjo. Meu azar foi vê-la nos braços de Entwistle, toda carinhosa para o baixista grandão. Minha vontade era voar no pescoço dele e esganá-lo até ficar roxa aquela face sem expressão. Meu amigo de infância me apunhalou total.  No outro dia ele me pediu desculpas por não confessar que também gostava dela do mesmo jeito.  E como todo bom amigo aceitei na boa, prometendo superar a derrota.  Uma parte do problema começou e terminou razoavelmente bem. A outra parte só começou.
Nunca traí Karen durante nosso namoro. E pelo visto John não seguiu essa mesma regra de fidelidade que eu. Todas as noites ele vadiava com os amigos para beber, caçar garotas nos inferninhos do bairro e gritava feito louco na vizinhança. Participava também de tudo. Só parei com isso depois de descobrir a verdade do namoro do meu amigo com a irmã de Keith.  Enojou-me naquela noite. Voltei para casa como se algo de ruim me afetasse o estômago e vomitar a qualquer momento. Meu deus, onde fui me meter ao admitir perder a garota dos meus sonhos para o meu amigo?
Ela descobriu por conta própria. Entwistle tentou se explicar em vão. Lily é uma garota de decisões rápidas e coerentes. Jurou nunca mais vê-lo. Por semanas ele a visitou e só era bem recebido por Keith e só quando este estava de bom humor. Keith também descobriu tudo. Para amizade não se desmanchar, forçou Ox (apelido do John) nunca mais se encontrar com Lilian e que apenas seja amizade e mais nada. Minha esperança em reconquistar a garota foi renovada.
Era um dia chuvoso e tinha esquecido o guarda-chuva na cama do meu irmão. Saí mesmo com mundo caindo na cabeça. Ao chegar à casa do Keith, encontrei Lily chorando. Ela foi espancada na rua pelos vagabundos.  O irmão dela não tinha chegado do mercado e ela correu para casa, se escondendo de tudo.  Oh deus, aquela criatura delicada, machucada por um bando de animais ensandecidos.  Ela tentou usar os primeiros socorros no braço machucado, mas não conseguia pela dor tão delirante. Ajudei.  E recebi um prêmio. Não era um “muito obrigada Pete.” E sim o leve toque de seus lábios macios como as pétalas de rosas vermelhas da primavera. Quando sua língua começou a dançar tão loucamente dentro da minha boca, constatei ser um beijo dela. E que beijo!
Minhas roupas foram postas para secar. E minha alma foi aquecida com a energia humana e gentil do anjo de olhos castanhos. Teríamos feito muito mais naquele dia se a presença assustadora de Keith, Roger e do “traíra” John. Ninguém suspeitou de nada e nem o próprio Moonie reparou que usava suas roupas enquanto as minhas estavam penduradas para secar. John olhou para Lily de um jeito enigmático, mas ela desviou e segurou meu braço para me guiar.  Nosso ensaio não foi nada mal. Roger e John foram embora e pedi a Keith se podia passar a noite em sua casa.  A resposta foi uma afirmação.  Sorte minha que tinha um quarto de hóspedes na casa dos Moon.  A noite de sábado foi gelada porém para mim não foi tanto assim, com a companhia suave de Lily Moon. “Amo-te, Pete.”, ela disse ao adormecer em meus braços.  Esperei tanto por esse momento. Eu também, minha adorada Lilian. Amo-te, minha deusa de olhos de garota.


FIM


N/A: Inspirada nas músicas do The Who. E referência ao super herói Homem-Aranha.

Behind Blue Eyes (Songfic)

Oi gente.
Mais uma vez sou eu de novo e hoje vou postar duas antigas fanfics do Who foi apresentado no blog Wholigans. Boa leitura!


John Entwistle POV
Não era minha escolha. Ou talvez fosse minha escolha. Poupei-a de um destino incerto do meu lado. Se ao menos tivesse nos conhecido em outras situações, seriamos felizes. O meu problema foi permitir uma mentira. Não sou malvado, mas me julgaram como tal.  Inclusive ela.   Deus, se você existe mesmo, então por que não permitiu Lily viver comigo? Por que me deixou num caminho solitário, numa estrada sem destino e caminhando como um morto-vivo*? ELA ERA MEU DESTINO! Ela viu através dos meus olhos o que nem a Alison viu. Ela acreditou em mim.

No one knows what it's like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
No one knows what it's like, to be hated
To be fated, to telling only lies
(Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás de olhos azuis
E ninguém sabe como é, ser odiado,
Ser destinado, a contar só mentiras...)

Lily Moon POV
Mamãe é uma desgraçada mesmo. Preferiu aquele mecânico cafetão do Oliver do que acreditar nas minhas palavras. Por que não fugi de casa junto com Keith? Era muito melhor do que suportar o porco do meu novo padrasto. Mas quem iria dar abrigo para uma garota de 15 anos e ainda no começo do colegial? A periferia deBurnchain* em Londres tinha leis rígidas que o governo fez e se caso saisse de casa antes dos 18, minha punição seria no reformatório.  Suportei tudo até a maioridade. E no meu aniversário, aconteceu aquilo que era a gota d’água. Oliver me estrupou. E ainda antes de mamãe chegar em casa com o bolo e os presentes. “ Se disser uma palavra para sua mãe ou outra pessoa, te mato num instante, menina!”, ele disse enquanto fechava o zíper da calça e acariciava meu rosto tão cinicamente eu chorava desesperada.
Não teve outra. Assim que ele saiu, arrumei minhas coisas e rumei estrada afora até Soho, o bairro mais legal de Londres. E onde meu irmão de 20 anos mora.  A Queen Victoria Aquittany Street 12 podia ser uma das ruas mais modestas de Londres se não fosse a Edward Vanderbilt Street 45, com índices de limpeza bem altos. Encontrei a casa número 367. Era com dois andares e o estilo lembrava as casas reais dos nobres e as cores eram cinza e branco e na porta uma placa dizendo “República Rock. Seja bem vindo”. Timidamente, bati na porta com a expectativa de ser atendida pelo meu irmão.  Mas ao invés do Keith, foi outro cara.

But my dreams they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
(Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre)

John Entwistle POV
Talvez fosse lisergia das drogas pesadas conseguidas com Roger ou as bebidas que Pete e Keith conseguiram com um barman de Soho no entanto o que vi não era miragem ou ilusão optica.  Era uma garota. Uma linda garota de olhos castanhos claros,  nariz aquilino e cabelos negros curtos. Ela usava uma blusa rosa e calça jeans preta, combinando com o tênis Allstar rosa shocking com estrelas negras.

-- O... Oi. —ela estava muito nervosa por me ver daquele jeito, todo desequilibrado. —O meu irmão... Keith, ele mora nessa casa?
Ela disse Keith? Não acreditava que a garota fosse irmã de Keith.
-- Só um momento. Eu vou chamá-lo. – chamei Keith, que dormia no chão a dois palmos perto de Roger e Pete. Poderia dizer que ele é gay, se não pegasse tantas garotas colegiais nos clubes.

-- Keith. Acorda, Keith! Keith—Tive de sacudi-lo para acordar de vez.

-- Hum... Ahm... Que... Que… onde… John? O que houve?
-- Tem uma menina que diz ser sua irmã.  Está esperando ali na porta.
-- Nossa!—se levantou rápido, meio atrapalhado. —Se for quem penso, preciso me apresentar bem.
Keith correu pra sala e assim que viu a jovem, gritou alegremente.
-- Lily!
-- Keith John!
Os tremores do meu amigo e meus se confirmaram: ela é irmã dele. Roger e Pete se acordaram com os gritos dos irmãos Moon.
-- Hei o que está acontecendo?—perguntou Roger, muito grogue.
-- Que porra é essa, Ox?—Pete e seu desbocado linguajar. Ele sempre fala palavrão quando acorda e na maior parte do dia, menos perto das garotas.
-- Ah mana, que saudades de você. —dizia Keith contemplando-a.
-- Eu também senti saudades, meu irmão.  Antes de perguntar, serei direta: fugi de casa.-- Mas... Por quê? Ah, já sei. Foi o Oliver, né?
O silêncio dela foi à resposta necessária. Todos ficaram quietos e depois se aproximaram de Keith e da menina.
-- Lily, esses são meus amigos. Roger Daltrey você deve conhecê-lo, né? Já foram colegas.
-- Sim,  como não hei de lembrar-se do loiro rebelde. Você ta legal, Roger?
-- É, to seguindo firme. – Roger respondeu muito sem jeito.
-- E esse é Peter Townshend. Mas pode chamá-lo de Pete.
-- É um prazer em conhece - lá, garota. Sou Pete.
-- E eu sou Lilian, no entanto, me chamem de Lily.
-- Lily... – Pete repetiu o nome com vontade. Percebi as intenções dele.-- E esse cara que te atendeu e tem jeito bruto de touro é o John Entwistle, um dos mais velhos do time, se não o único mais velho.
Keith Moon como sempre tentando me sacanear na frente de meninas, e ainda mais na frente da irmã dele. Epa! Por que me preocupo com que essa moça pensa de mim?
-- Encantada, John!
-- Igualmente. Se quiser, me chame de Ox.
-- Por que Ox?
-- Sei lá. A galera me chamou assim num show e nem falei nada.
E a partir daquele momento, da chegada de Lily, nossos dias nunca mais foram os mesmos e nem os meus dias. E tudo por causa do anjo chamado Lily.

No one knows what it's like, to feel these feelings
Like I do, and I blame you
No one bites back as hard, on their anger
None of my pain or woe, can show through
(Ninguém sabe como é, sentir estes sentimentos
Como eu sinto, e a culpa é sua!
Ninguém ferroa tão ferozmente, em sua ira
Nenhuma das minhas aflições ou dores.. podem transparecer)


Lily Moon POV
Foi 1 ano que passei a viver com meu irmão.  Já tinha tudo planejado desde o inicio. Eu mesma bancaria minhas próprias despesas, ajudaria Keith na casa e na banda. E por falar em banda, Keith junto com aqueles três amigos estranhos, formaram uma banda de rock que toca nos clubes de rhythm & blues todas as noites nos arredores de Londres, desde os mais chiques como em Buckinghamshire Street até mesmo no Carnaby e no boêmio e divertido bairro Soho. De dia eles estudam Artes na Faculdade Londrina, à noite arrebentam com uma sonoridade super envolvente. E quanto a mim, permaneci nos estudos e trabalhando na padaria George’s Baker de apenas meio turno.
Viver com Keith foi uma decisão sábia... Mas trouxe umas conseqüências quase irreversíveis.  Nem em meus vazios sonhos me ocorreu me apaixonar por dois homens totalmente diferentes e ainda sim não souber decidir.  
Afeiçoei-me primeiramente com o enigmático John.  Desde minha chegada não trocamos uma palavra exceto naquela vez em que me atendeu. No entanto, um dia quando Keith saiu para comprar pão e leite e Roger e Pete ainda não vieram para os ensaios, fiquei limpando os instrumentos sem saber que alguém me observava.

-- Tome cuidado ao limpar meu Alembic*.
Foi um susto.
-- Me... me desculpe.
-- Não tem problema. Para falar a verdade, não tolero que ponham as mãos nos meus contrabaixos.  No entanto, eu permito que toque apenas para limpeza.
-- Ok. E serei mais cuidadosa. —finalizei com uma voz misturando calma e nervosismo.
No fundo tremia de medo dele. John era tão sombrio, calado e dotado de um humor sarcástico estilo dark.  Tinha de admitir que aquele rapaz de certo modo me encantava muito. E ainda por cima não tinha a menor intenção de mostrar essa “intenção” minha a ele. No aniversário dele foi surpreendente. Keith e a turma fizeram uma festa num bar perto de casa e eu fiquei presa no trabalho em plena sexta à noite. Pelo menos deu tempo em comprar o presente. Assim que entrei na sala, encontrei John chorando na cozinha. Fui até onde ele chorava.
-- John.
-- Hm.. Lily...—ele falava com tanta dificuldade.—To legal é que só... um problema nos olhos.
-- Eu sei bem.  Ah, olha! Feliz Aniversário. —entreguei o presente nas mãos dele e transmitindo segurança e alegria.
-- Puxa muito obrigado pelo... —os olhos faiscantes azulados de John brilharam ao verem a trompa francesa das orquestras. --... presente. Como soube que tocava também esse instrumento?
-- Keith me disse e passei a juntar uma grana para comprá-lo.  Você merece,  Ox.
A partir daquele dia, minha ligação Entwistle se tornou mais profunda e além da amizade. (N/A rápido: essa vai ser a parte em que terá um momento NC-17)


But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
(Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
Passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre)


Lily Moon POV
Não imaginava que depois da noite do aniversário,  John passasse a me ignorar por completo. A mágoa invadiu minha alma. Estava a beira de um abismo. Não tinha vontade de estudar,  nem de trabalhar.  Amar um dos melhores amigos do meu irmão é pecado? Então o que devo fazer?  
Não era de sofrer por um cara. E muito menos jogar tudo no buraco.  Fui tentar tirar a coisa à limpo com ele e só recebia respostas frias.
Ele está me escondendo algo.
Resolvi encara-lo nos olhos.
-- Afinal de contas, o que está havendo? Por que me ignora tanto assim, John?
A resposta foi a mais cortante que já ouvi. O pesadêlo de toda garota que encontra o cara ideal.
-- Sou casado.

When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool
(Quando meus punhos cerrarem, abra-os até quebrar...
Antes que eu os use e perca a calma.
Quando eu sorrir, me dê algumas notícias ruins...
Antes que eu sorria e aja como um tolo.)

Pete Townshend POV
Tão perto e tão incapaz de chegar perto dela.  Uma parte disso é  consideração por ela ser a irmã de Keith, meu grande amigo. O máximo onde consegui foi apenas nas longas conversas que mantivemos. Quanto a ela, sua atenção era prendida na presença do Ox. E o pior que ele me garantiu sem envolvimentos com Lily e olhe no que deu: não suportou esconder a verdade e contou tudo. A pobrezinha chorava todas as noites, trancava-se no quarto durante horas e faltou até uns dias de aula e trabalho. Como tive vontade de acertar um murro na cara de John e não me importaria com nossa amizade de longa data. 
No fim de setembro, Lily retornou sua rotina mas ainda sofria por Ox. O maldito estragou a vida dela. E da pior possível, como a Lei de Murphy é capaz de fazer.  Fui para o meu quarto e no caminho cruzei com a porta aberta do quarto de Lily. Ela estava deitada na cama, toda encolhida e olhando fixo para a janela.
Não tive palavras para o conforto da alma e então peguei o edredon e cobri seu corpo tremido pelo frio. Ela me olhou e sorriu como se dissesse um “obrigada, Pete.” Também sorri para ela.

Lily Moon POV
-- Me desculpe por tudo que causei Pete.
Não sabia se era o certo pedir desculpas a alguém que não tinha culpa disso tudo.
-- Não precisa pedir desculpas. Sabe... Eu também amei uma pessoa. Ela não correspondeu minhas expectativas e sofri muito.
-- Mas por que ela te rejeitou?—fique curiosa.
-- Ela... Tinha um namorado e só ficava comigo para fazer ciúmes nele.
Meu coração se encheu de ódio por essa garota. Se ela tinha namorado, por que usou Pete?
-- Ela é uma vadia. —falei na maior naturalidade rebelde.
-- O que disse?
-- Disse que ela é uma vadia por ter usar feito objeto e jogar fora.
Depois dessas palavras inspiradoras, os braços do guitarrista me enlaçaram por completa. Aquele abraço aqueceu minha alma, reviveu meu coração.
Ele me trouxe a vida.

And if I swallow anything evil
Put your finger down my throat
And if I shiver, please give me your blanket
Keep me warm, let me wear your coat
(se eu beber de algo maligno;
Enfie seu dedo na minha garganta.
E se eu tremer me dê seu cobertor;
Me mantenha aquecido, deixe-me usar seu casaco.)

John Entwistle POV
Não devia ter escondido esse segredo do casamento. O tempo não pode ser voltado para trás. E se desse para isso, consertaria tranqüilo tudo para salvar meu amor por ela. Eu fui malévolo involuntariamente. Tornei-me alguém triste, mas não permiti esse abalo. Ainda tenho certeza: tudo se resolverá.
Amada Lily...
Perdoe-me pelos erros. Fui um tolo por mentir desse jeito e reprimir esse sentimento tão indômito como o amor. Me perdoe, querida...


No one knows what it’s like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
(Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás de olhos azuis)


FIM




Brit Characters: Lily Moon (menção honrosa!)

Olá pessoas!
Mais um personagem no Brit Characters e hoje vamos apresentar Lily Moon, a irmã fictícia de Keith Moon, namorada de John Entwistle e amada de Pete Townshend, como é descrita aos leitores que conheceram minhas primeiras fanfics da banda. Agora se pergunta o motivo dela ganhar a menção honrosa e eu digo: ela uma personagem feita para o The Who nas fics de universo alternativo (leia-se tempos modernos cujo cenário não é dos anos 60) e ela foi "interpretada" por 3 atrizes. Primeiro por Ashley Greene em Behind Blue Eyes (primeira fanfic do Who), depois por Anne Hathaway (Inspiradora, baseada na música Girl's Eyes) e finalmente por Zooey Deschanel (em Love Reign O'er Me e posteriormente em Love Ain't For Keeping onde ela faz a personagem Athena e hoje ela é a Nora Smith) Vamos conhecer a ficha dela!


Nome Real: Lilian Marie Moon

Idade: 19 (em Behind Blue Eyes, 20 em Inspiradora, 23 em Love Reign O'er Me)

Data: 1 de setembro

Cidade natal: Chiswick

Cidade atual: Londres

Profissão: Estudante da faculdade de Artes

Hobby: Ler livros, jogar pinball e pintar as unhas

Relacionamento(s): John Entwistle e Pete Townshend 

Características: Lily é a irmã sensata de Keith. Sensível e delicada, sempre procura ajudar quem precisa. Quando conheceu a banda de seu irmão, apaixonou-se perdidamente por John Entwistle mas no fundo seu coração batia por Pete Townshend.

Medo: Morte

Do que mais gosta: Sair com seu amor e passear.

Do que menos gosta: Ficar sem fazer nada.


segunda-feira, 3 de março de 2014

The Air That I Breathe (6º Capítulo)

Olá pessoas!
Hoje mais um capitulo de fanfic sai no blog e pelo hiato, estamos falando de The Air That I Breathe, que a Maria Alice tanto me implorou para escrever. Boa leitura!

PS: A irmã do Tony, Maureen vai ser encarnada pela blogueira @ICanSeeForMaris


Capitulo 6: Jennifer Eccles

Tony POV
Passaram- se quinze dias desde que o irmão de Jennifer Eccles havia morrido e teve o enterro dele. Mesmo com minha visita, Jenny se recusava a freqüentar as aulas, o que deixava seus pais e seu primo um tanto preocupados. E eu principalmente. Todos os dias eu ligava para ela, conversava pelo MSN até altas horas mas nada a fazia mudar de idéia.
Neste meio tempo, minha irmã Maureen voltou a morar conosco, para o desespero de nossos pais, que a colocaram no colégio interno de Cambridge.  Me dou muito bem com minha irmã, mesmo ela sendo dois anos mais nova que eu. Na semana que meus pais a matricularam na mesma escola que eu, falei sobre nossos colegas, meus amigos, a banda e as meninas que se tornaram nossas amigas e principalmente, falei de Jennifer Eccles.
-- Escreva uma música para ela. – Sugeriu Maureen, enquanto comia seu sanduíche preparado.
-- Mas... o que? Sobre o quê escrevo essa música? – Perguntei com dúvidas na cabeça.
-- Seja sutil na sua declaração para ela e demonstre no final da música. É bem simples, meu irmão.
Apesar das idéias sugeridas de minha irmã, eu não conseguia escrever. Nem mesmo Allan e Graham que são bons de poesia com rima, não sabiam como dar inicio a minha composição.
Fiquei uma tarde inteira sem nada para fazer. Já tinha feito os trabalhos de escola e reservei o tempo livre para escrever.  Aos poucos fui dando forma uns versos mas logo apagava ou rasgava a folha. Naquele dia, Terry Sylvester veio me visitar.
-- Tony, seu colega está aqui! – Gritou minha mãe.
-- Pode trazê-lo, mãe!
Terry trouxe o violão e falou que veio unicamente tentar me ajudar.
-- É bem difícil de compor algo, Tony. Contudo, não desista, meu amigo. Não desista dela.
-- A quem se refere, Terry. A música ou...
-- Jenny?
-- Errrr... bem...
-- Calma, cara. Eu já sei que você gosta dela. Fica tranqüilo. Vamos escrever a música.
Depois desta revelação, fiquei mais motivado e cheio de idéias. E com a colaboração de Terry, a canção para Jenny finalmente foi concluída.



Graham POV
Naquela tarde, conversei seriamente com Anne sobre nosso relacionamento. A reação não foi diferente. Ela ficou bastante arrasada pelo fim do namoro. Quase falei a verdade o motivo. A coragem me faltou quando vi os lindos olhos de Anne se encher de lágrimas. Senti-me um completo canalha. Fui pra minha casa com aquele maldito peso na consciência.
Fui para o quarto chorar e me lamentar. Mais uma vez telefonei para meu amigo Allan.
-- Alô?
-- Allan, é o Graham. Ta tudo bem?
-- Estou bem, só com dor no pé pelo jogo de hoje. E você?
-- Estou péssimo... – Mal conseguia falar pelo telefone e não tive escolha. --- Pode cruzar aqui em casa? Tenho uma coisa para contar.
-- Puxa, Graham. Peraí que já pego meu casaco e vou correndo pra sua casa. Até mais!
Assim que desliguei o telefone, vi que a janela do MSN piscava. Era Tony me dizendo que amanhã precisa conversar com a banda no recreio. Já imagino que ele vá falar do concurso de bandas ou sobre a Jenny.
Allan chegou fazia dez minutos e ficamos conversando na varanda de minha casa, tocando um pouco de violão. Tomei coragem e disse.
-- Eu terminei com a Carrie Anne. – Falei ainda olhando pro violão e cordas.
-- Mas... como, Graham? Qual foi o motivo?
-- Eu a trai com a Suzanne. Beijei ela num ensaio da casa da avó do Bernie. E descobri que eu e a Anne... não temos nada em comum.
-- Ao menos você falou a verdade para ela?
-- Não.
Allan ficou com cara de poucos amigos, olhou para o céu e disse que tudo ficaria bem e que ao menos fiz uma coisa que achei ser o certo. Não persistir num relacionamento sem amor.
No outro dia, Tony reuniu o grupo e nos mostrou a música nova. Era uma clara homenagem/ dedicatória a Jennifer e nós não criticamos. Ensaiamos ali mesmo no recreio mesmo sem os instrumentos. Ao longe vi Suzanne conversando com a prima de Allan, Holly e ainda me encarando de forma alegre. Será que ainda tinha chances com ela?


Allan POV
Não esperava que Graham me contasse sobre a traição e que terminasse com Anne. O que para mim gerou dúvidas e um pouco de raiva, também teve alegria, pois ela estaria livre... livre do Graham... livre para mim.
Tony nos fala da música e após os ensaios rápidos, combina com o grupo a comparecer na casa de Jenny. Terry também estava para ajudar.
Eram três da tarde e começamos a trazer os instrumentos e instalamos no jardim amplo da casa dos pais de Jenny. Os próprios pais da menina também nos ajudaram, afinal, qualquer coisa que possa fazer Jenny voltar ao seu estado normal estaria de valendo para eles.
Meia hora de montagem depois os pais de Jenny a acordaram de seu descanso e a chamaram para o jardim.
-- Preparem-se, garotos! – Disse o pai de Jenny.
Quando ela apareceu, viu a enorme faixa escrita:
NÓS TE AMAMOS, JENNIFER ECCLES!
-- Meu deus... obrigada papai, mamãe, Terry e meus amigos! – Dizia Jenny abraçada a Terry e contendo um sorriso depois de quinze dias de luto.
-- Agora vamos cantar, pessoal! – Gritou Tony para começar a cantar!
E tocamos!
White chalk written on red brick
Our love told in a heart
It's there drawn in the playground
Love kiss hate or adore
I love Jennifer Eccles
I know that she loves me
I love Jennifer Eccles
I know that she loves me
La la la la la la la
la la la la la la
La
la la la la la la
la la la la la la
I used to carry her satchels
She used to walk by my side
But when we got to her doorstep
her dad wouldn't let me inside
One Monday morning found out I'd made the grade
Started me thinking had she done the same
I hope Jennifer Eccles
is going to follow me there
Our love is bound to continue
Love kiss hate or adore Singing

Após a canção, Tony se aproximou de Jenny com um buquê de rosas e se ajoelhou para ela.
-- Quer namorar comigo, Jennifer Eccles?
Jenny ficou mais surpresa com essa declaração vinda do guitarrista. Ela encarou os pais que pelo visto aprovaram Tony e então ela respondeu.
-- Levanta, Tony. Eu quero sim ser sua namorada!
Todos vibraram com a resposta e Jenny deu um beijo gostoso em Tony.  Para continuar com o clima romântico deles repetimos o refrão da música.
I love Jennifer Eccles
I know that she loves me
I love Jennifer Eccles
I know that she loves me

Enquanto cantava, vi os olhos de Anne de encontro com os meus. Pelo visto ela pensava o mesmo que eu sobre a possibilidade de nós dois juntos... ou permanecer com nossa amizade.


Continua...