quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Brit Characters: Robert Parker

Olá pessoal!
Dia de ficha de personagem novo no Brit Characters. Confiram a nova safra de personagens!





Nome Real: Robert Theodore Parker.

Idade: 38 (em Rush)

Data de Nascimento: 02 de novembro de 1936.

Cidade natal: Edimburgo,Escócia.

Cidade atual: Edimburgo, Glasgow, Londres, Cardiff, São Francisco, Paris, Berlim, Inveness.

Profissão: Jornalista - Escritor.

Hobby: Carpintaria e fotografia.

Relacionamentos: Kitty Beltrand (1959 a 1962), Cilla Black (1963 a 1965), Petula Clark (1967 a 1969), Jane Asher (1972 a 1974), Irene Adler (1974 a 1979), Kate Jackson (1982 em diante).

Características: Robert ou Bert para os amigos, é um homem que gosta de liberdade e apegado quando se trata de amor. É um verdadeiro amante na cama e escritor criativo. Seu grande amor foi sem dúvida, Irene Adler, a quem dedica quase sempre seus livros em sinal que ainda a ama.

Medo: fogos de artifício.

Do que mais gosta: Escrever, dias chuvosos, a Escócia o sorriso de Irene Adler.

Do que menos gosta: calor e despedidas.

A White Demon Love Song (4º Episódio)

Olá, pessoal!
Uma boa noite e fiquem com penúltimo episódio de White Demon. Confirmo que vai ter a Temporada 2. Se preparem pras novas emoções! Boa leitura!



Episódio 4: A descoberta

Hunt discava várias vezes o número do celular de Louise e nada de ser atendido. E isso ele achou estranho. Louise não saia de casa e tampouco deixava de atender o celular. Ali mesmo desconfiou de algo errado enquanto retornava para o carro e testar junto com os outros mecânicos.

Em casa, Louise voltava a se vestir enquanto Gerd dormia. Ela pegou o celular dele e viu as inúmeras fotos de Alice. Uma parcela de ciúme tomou conta dela e desligou. Ela verificou em seu celular se James havia ligado. Ignorou as ligações e voltou a se vestir, acordando o amante.

-- Ursinho!
-- Hum... O que foi? – Gerd abria os olhos e mal conseguia enxergar Lulu.

-- Está na hora de ir. Hunt pode chegar. – Alertou a moça, enquanto abria à persiana.

O jogador se arrumou logo e se despediu beijando a boca dela.

Minutos após a saída dele, James apareceu, sério.

-- Por que não me atendeu? – Perguntou, quase irritado.

-- Estava passando roupa. – Mentiu. – E depois cuidando do jardim. Não ouvi o celular tocando.

James seguiu para o banheiro, bufando de raiva. Em seu íntimo, percebia que a relação com Louise estava bem desgastada. Cogitou em terminar o namoro, contudo, certamente ela jogaria na cara que o motivo mais óbvio é o aborto espontâneo sofrido meses atrás. Era melhor pensar em outra coisa... Em seus pensamentos estava à melhor amiga de Louise, a bela francesa Odile. Desde a festa organizada em sua casa quinze dias atrás, sentira algo incrível e gostoso. E passou a desejá-la, mais do que sua namorada. E agora era o momento. 

No apartamento, Felicity digitava mais um texto para a coluna de crônicas. Nora havia ligado para avisar que ficaria na casa de Sepp Maier e levou Godard. Praticamente, a fotógrafa se encontrava sozinha. No fundo ela cogitou na visita de Franz. Porém ao se lembrar de um dia ter aparecido na casa dele e encontrar Stefan e Noel, os dois filhos dele, os encontros ficaram um pouco difíceis.

Ouviu a campainha e correu para a porta. Ela achou que fosse o líbero de olhos azuis como cobalto. Quando abriu, surpreendeu-se.

-- Estava te esperando... – Calou-se ao ver que não era o capitão do Bayern de Munique. – Lily?

-- Saudades de mim? – Lily puxou a galesa para um beijo forte e quente e quando pararam, passou a língua nos lábios dela. – Pois eu senti muitas saudades, amorzinho.

Fefe e Lily Campbell se conhecem desde os eventos que participaram da fotografia e também já trabalharam juntas em diversas ocasiões. Entre muitos encontros, acabaram se apaixonando. Mesmo namorando o baixista Jack Bruce, Lily é bissexual e nunca teve problemas com isso. Felicity também não sofrera com isso. Ela tem atração por homens, mas também se relaciona com mulheres.

Felicity abraçou Lily e a levou para o quarto, onde se livraram das roupas e fizeram amor intenso e selvagem, denotando a paixão guardada e a saudade. Após atingirem o orgasmo juntas, ficaram abraçadas e suadas.

-- Ah minha paixão – Beijando Lily e apertou um pouco o bumbum. – Quando chegou?

-- Faz dois dias que estou em Munique. – Respondeu Lily e em seguida mudou a expressão. – Você passa mais tempo com aquela escocesa e nem me dá atenção.

-- Paixão, eu ainda amo você demais, mas Nora é minha alma gêmea. – Segurando o rosto da amada.

-- Então por que não respondeu meus emails? Nem me mandou uma mensagem? – Se afastando da amada.  – Fiquei esperando uma mensagem desde a última noite que tivemos.

Fefe sentiu que deveria ser honesta com Lily e segurando a mão dela, confessou.

-- Eu conheci um cara e estou afim dele. – Disse Fefe, um pouco triste. – Não me sinto assim desde... o Pete.

-- Você o ama, amorzinho? – Tocando o rosto dela.

-- Sim... – Começando a chorar. – Estou apaixonada por ele. Contudo, foi casado com uma amiga minha.

Lily consolou a galesa abraçando-a e afagando seus cabelos negros.

-- Amorzinho, detesto vê-la sofrendo e então te incentivo a ficar com ele. Lute por ele. – Beijando no rosto dela. – E, por favor, mantenha-me avisada de tudo. E dê um tempo pra aquela escocesa!

Felicity riu um pouco e elas voltaram a se amar, de forma agressiva e sempre mantendo o romantismo entre elas.

-- Eu te amo, Lilian Campbell. – Gemia Felicity, sendo tocada por Lily.

-- Eu te amo mais ainda. Sou louca por você, Felicity McGold. – Em seguida fazendo sexo oral na mulher.

No outro dia, Lily apareceu no apartamento de Fefe, acompanhada do namorado. Conversaram bastante, beberam um pouco e dançaram. Lily e Jack se beijaram e Felicity assistiu um pouco e quase se retira quando a mão dela lhe puxar pra perto.

-- Jack e eu queremos fazer um ménage... Quer participar? – Convidou, bem sedutora.

Felicity agarrou Lily de forma agressiva e a beijou mais.

-- Venham! – Puxando também Jack Bruce. Os três foram pro quarto, onde os desejos foram realizados.

Jack se masturbava demais e gemia também por ver sua namorada sendo amada por Felicity. E não podia negar que a bela galesa alta de cabelos negros é incrivelmente sedutora. Lily beijava Felicity e ao mesmo tempo apalpava o seio, enquanto a mulher mais alta a tocava ali na região íntima, bem molhada. Quando terminaram, Jack possuiu Lily, enquanto Fefe beijava a amada e apalpava seu corpo.

Jack parou um pouco o ato e falou para Lily.

-- Eu posso terminar com a Felicity? – Pediu, um tanto safado.

-- Sim... – Lily estava ofegante e depois olhou para amada. – Agrade meu namorado.

Felicity e Jack se beijaram também bem forte e ela ficou por cima dele, iniciando os movimentos sexuais.

-- Aaahhh... Ahhhhh... --- Gemia Felicity, sentindo a mão de Lily e ouvindo os gritos de Jack.

No último instante, Jack gritou de prazer e a galesa suspirou e deitou por cima dele.

-- Amorzinho... – Lily puxou Fefe para perto dela. – Está tudo bem?

-- Meu deus... Isso foi maravilhoso! – Exclamou Fefe, deitada ao lado de Jack e Lily.

-- Eu também achei maravilhoso... – Disse Jack, respirando fundo.

Alguns minutos depois adormeceram, menos Felicity. Ela ainda pensava em Franz, nos seus olhos, os beijos. Mesmo com a visita dela ter sido uma surpresa com a presença dos filhos, não deixou de amá-lo.  O celular vibrou na mesinha e Felicity pegou a tempo. Na tela era o número dele. Se levantou com cuidado e caminhou até o quarto de Nora, atendendo.

-- Alô?

-- Olá, moça bonita. – Era Franz. – Como vai você?

-- Olá, Franz. – O coração dela batia rápido demais devido a animação em ouvir a voz dele. – Estou muito bem. E você?

-- Eu vou bem...Felicity a gente tem que conversar sobre a noite passada...sobre o que aconteceu. Sei que você... Ficou constrangida com tudo... Mas não precisa ficar desse jeito perto dos meninos. – Se desculpava o jogador, enquanto pegava um pacote de bolachas para os filhos.

-- Franz. – Interrompeu Fefe. – Eu não quero atrapalhar...

-- Mas você não está atrapalhando, pelo contrário. Você me faz bem e os meninos adoraram você. Até me perguntam quando você virá de novo.

Felicity sorria. Mesmo achando que iria prejudicar o jogador, no fim ela acabou sendo uma felicidade.

-- Amanhã posso visitar você? Podemos depois caminhar por aquele jardim que me mostrou.

-- Está bem. Te esperamos amanhã à tarde e... – A atenção dele voltou para o filho mais velho. – Stefan, deixe Noel assistir o desenho.

Antes de continuar a conversa, ouve-se vozes de crianças.

-- Paiê, eu não quero ver Peppa Pig. – Dizia Stefan, o mais velho.

-- Eu quero leite. – Pedia Noel, segurando um copo.

-- Felicity, eu vou desligar. Os meninos...

-- Eu sei, amor. Boa noite para você e os seus anjinhos.

-- Boa noite.

Ao desligar o celular, Fefe retornou para seu quarto e se deitou ao lado de Jack Bruce, tocando a mão de Lily, num gesto carinhoso.

Um novo dia surge e Alice não se encontrava num bom momento. Não que seu relacionamento com Gerd esteja caminhando pro fim, mas sentia que devia terminar com Page. Outro fator que tem tirado um pouco o foco era Louise. Desde a festa, ela não conseguia parar de pensar na loira e do beijo trocado...

FLASHBACK ON

Quando chegaram à casa de James Hunt, o casal não esperava que houvesse mais pessoas como da outra vez na residência de Jackie Stewart. Gerd e Alice foram bem recebidos e Hunt os cumprimentou, muito alegre. Gerd se afastou um pouco de Alice, se sentindo perdido. Alice foi para o jardim e ali conversou com Nora e Anastacia.

Enquanto elas falavam de suas vidas, Alice avistou Jimmy Page chegando e neste momento se retirou discretamente sem avisar as mulheres. Resolveu ir até a cozinha pegar uma bebida e sem querer, se surpreende com uma cena perturbadora. James Hunt beijava Odile Greyhound, a melhor amiga de Louise.

-- Oh Odile... – Ele suspirava enquanto beijava a francesa. – Você é linda, perfeita...
-- Oh Hunt... – Odile gemia também e abraçava o piloto mais forte.

Alice saiu dali antes que algo piore e ao cruzar no corredor, a porta do banheiro se abre e a puxa para dentro. Se deu conta que a pessoa responsável era Louise.

-- O que aconteceu, boneca? – Louise olhava para a médica, um tanto preocupada. – Está pálida.

Alice quase disse a verdade. Porém, algo lhe impedia e era o rosto angelical do demônio branco. Talvez o ar de bondade lhe causasse isso.

-- Não era nada. – Sorria para a loura.

-- Ainda bem. – Tocando o rosto de Alice.

White demon love song on the hall
White demon shadow on the road
Back up your mind there is a call
He isn't coming after all of this time
She likes the way he sings
White demon love songs in her dreams

Louise aproximou sua boca com a de Alice e esta tentava se afastar.

-- N-não. – Negava Alice.

-- Não tenha medo... – Ela dizia suavemente. – Beije-me, abra sua boca... para mim, boneca... abra...

Não resistindo, Alice e Louise se beijaram de forma quente e provocante, deixando ambas excitadas a ponto de masturbarem uma a outra. Depois disso, as duas pararam e Louise saiu do banheiro, feliz, deixando a amada galesa alta tentando acreditar no que ocorreu. Apenas se sabe que após a festa, de uma forma mágica, ela e Gerd se amaram violentamente em casa, reacendendo a paixão antes apagada.


FLAHSBACK OFF

Depois daquele dia, Alice nunca mais esqueceu o beijo dela. Para a médica, esperava essa atitude ousada por parte de suas amigas. Mas de Louise... era uma surpresa. Para ela, a namorada de James Hunt é uma menina jovem, doce e meiga. Parece ingênua mas possuía algo que mexia em seu íntimo.

Seus pensamentos são interrompidos quando um dos médicos entra no quarto e a chama.

-- Dra. Alice? – Era Patrick.
-- Sim?

-- Tem alguém querendo falar com você no quarto dos enfermos do segundo andar.

-- Está bem.

A médica subiu as escadas calmamente e entrou no quarto dito. Encontrou uma mulher de estatura baixa, usando um vestido cor de pêssego e cabelo louro como o sol. Ela se virou, revelando a moça.

-- Louise!

A garota abraçou a doutora e trancou a porta.

-- Me desculpe, Alice... – Desenhando os lábios dela com os dedos. – Pelo beijo e outras coisas... Mas...

Alice fez o mesmo na boca de Louise e sentiu um prazer inexplicável pela garota.

-- Eu gostei, pequena.

-- Você me deixa mais louca do que meu amante.  – Abraçando a médica e apalpando os seios.

-- Você me faz perder a cabeça mais do que meu amante. – Confessou Alice em seguida beijando a garota.

Para a sorte delas, não havia nenhuma emergência e Alice aproveitou para amar a bela Louise e ignorou seu encontro furtivo com Page. Após a troca de carinhos e um pouco de sexo, Alice se manteve aninhada nos braços delicados de Louise.

-- Tem algo que queira compartilhar? – Perguntou Louise, solícita.

Alice resolveu ser honesta.

-- Eu... tenho mesmo um amante.  – Disse um pouco triste. – O nome dele é James Page. Ele é médico.

Louise sabia disso e muito mais. Se manteve impassível.

-- E você... ama esse tal Page... mais do que o Gerd?

-- Antes sim. Hoje não sinto mais nada. Com Gerd, sinto que renovei a paixão que tinha por ele. É tão estranho, Louise. Desde que tivemos aquele momento, voltamos para a casa e fizemos amor como no tempo de namoro. E foi tão bom, maravilhoso!

Louise pela primeira vez não sentiu ciúme. Na verdade, ali mesmo parou com aquele sentimento e se descobriu amando Alice e ao mesmo tempo Gerd. Cada um a sua maneira.

-- Estou feliz por você, boneca.

-- Oh Louise... – Beijando a amante loura.

-- Não me sinto feliz mais com Hunt... – Lamentou Louise. – E desta vez não há salvação e eu estou exausta em fazer de tudo pra salvar nosso namoro.

-- Pequena, deixe o Hunt de uma vez. – Sugeriu Alice, preocupada. – Se ele não está te fazendo feliz como antes, acabe logo antes de tudo piorar.

-- Não é tão simples. Ele pode me jogar na cara que estamos terminando por conta daquele dia... do meu aborto. E ele sabe disso. Quando perdi meu filho, ele nunca mais foi o mesmo de antes.

-- Minha amada... – Outra vez Alice beijou Louise, desta vez as duas se entregaram aos prazeres na cama de hospital.

Quando voltou para casa, Alice saiu do banho e viu o noivo se preparando para sair. Ela correu até a porta, ficando na frente dele.

-- O que está fazendo? – Perguntou o jogador.

-- Hoje você é meu! – Deixando a toalha cair, revelando sua nudez e em seguida empurrando Gerd para a cama.

Ali mesmo os dois executaram os movimentos de forma selvagem e tresloucada, com direito a roupas rasgadas, arranhões e marcadas nas pernas de Gerd e nos seios de Alice. Adormeceram juntos e abraçados. Gerd sentiu que seu amor por Alice foi renovado e a mesma também chegou a essa conclusão. De um jeito ou de outro, o demônio branco ajudou nisso.

Odile saiu da casa de James Hunt depois de passar uma manhã de amor e sexo selvagem. Ela caminhou na avenida comercial e encontrou Franz e os dois filhos brincando na saída da floricultura. Ela os seguiu e pode ouvir um comentário de seu filho, Noel.

-- Tia Fefe vai gostar de rosas vermelhas. – Disse o menino, segurando o buquê que o pai comprou.

-- Ela vai gostar de margaridas. – Comentou Stefan, com outro ramo de flores comprado.

-- Ela gostará de todos! – Garantiu Franz.

-- Vai mesmo! – Disse a voz feminina atrás deles.

-- Mamãe!

Noel e Stefan abraçaram Odile e esta cumprimentou Franz.

-- Está tudo bem?

-- Muito bem. Eu vou levar os meninos para English Garden. – Respondeu Franz, procurando se acalmar.

-- E vai se encontrar com... – Odile tentava esconder seu ciúme ao saber que o amor de sua vida esteja saindo com a amiga de sua irmã. – ... a Felicity?

-- E se for o que tem a dizer?

Perto dali, Felicity saía da loja de brinquedos com dois pacotes e acabou sendo vista por Stefan e Noel

-- Tia Fefe! – Gritaram os dois meninos e correram em direção à moça.

-- Olá, anjinhos! – Abraçou os dois.

-- Vem com a gente! – Stefan pegava a mão da fotógrafa. – Vamos te levar até o papai!

Eles caminharam e a conversa entre Franz e Odile aparentemente se encontrava calma.

-- Eu não tenho nada a dizer sobre isso. – Disfarçou Odile e respirando fundo. – Mas queria conversar com você sobre outra coisa e só você pode me ajudar.

-- Odile, podemos conversar outra hora? Eu tenho de me encontrar com a Fefe.

-- Por favor! Por mim... – Ela o puxou para um beijo. E sem saber, os filhos do líbero apareceram junto com Fefe.

Ela viu a cena toda e se desmanchou de tristeza. Na verdade ela se encontrava com raiva e ressentida.  Franz parou o beijo e viu a amada ali, quase chorando.

-- Fefe? Espere... não é o que está pensando.

-- Felicity, relaxa. – Pediu Odile.

-- Estou bem. – A fotógrafa sorria e em seguida olhou para os meninos, entregando os presentes para cada um. – Meninos, eu vou indo. Me lembrei que tenho compromisso urgente! Até mais!

Ela saiu em direção ao estacionamento e entrou no carro, tentando ligar. Franz a seguiu, batendo no vidro.

-- Por favor, vamos conversar! – Pedia Franz.

-- Franz, me deixa. – Felicity não conseguia colocar a chave na ignição por conta do nervosismo. – Estou ocupada.

-- Não para mim! – Ele abriu a porta e embarcou. – Sobre o beijo...

-- SAIA DO MEU CARRO! – Berrou a mulher, a ponto de buzinar sem querer. – Me deixa! Está mais do que claro que fui só mais uma na sua vida! SAIA!

Ele saiu do carro e ela foi embora, voltando pra casa, chorando. Ela ligou para Lily.

-- Alô?

-- Lily! – Fefe chorava. – Lily, tenho muitas coisas a serem ditas mas antes, me responda uma coisa. Aquela proposta de trabalhar com você em Barcelona está de pé?

-- Sim, amorzinho. Por quê?

-- Quando posso partir?

Depois da ligação, Fefe explicou para Lily sobre ocorrido e ali decretou sua partida para a cidade catalã.

-- Não fico um minuto a mais em Munique! – Disse para si mesma, pegando as malas e guardando as roupas.

No outro dia Nora viu a amiga daquele jeito.

-- Marie me ligou. – Comentou a amiga. – Ela falou o que aconteceu. Não fui culpa da Odile.

-- Não foi culpa dela? – Resmungava Fefe, sentada na cama. – Nora, ela o beijou na minha frente!

-- Fefe, eu sei que é difícil. – A escocesa consolava a amiga. – Isso aconteceu comigo, quando Holly beijou Sepp na minha frente e é claro, eu fiquei triste mas conversei com ele e principalmente com ela. O caso é que quando terminamos um relacionamento ficamos assim. A Odile está assim. Ela esperou pelo Franz, esperou pelo austríaco e agora espera pelo Hunt.

-- Como assim? Que história é essa? Odile está sacaneando a Louise? – Felicity não acreditava no que ouvia.

-- Deixa que vou te explicar. Marie me explicou que Louise está dormindo com Alice e Gerd. Os dois ao mesmo tempo. E aí o Hunt se apaixonou pela Odile e ela está confusa, algo que é natural. Porque Odile esperou mais que Amy Pond. E ainda mais, que ela está grávida. Ela vai expor tudo pra você.

Felicity não se comoveu nem um pouco. Apenas suspirou pesadamente.

-- Eu não quero falar com ela! – Respondeu a galesa, séria. – Já parou pra pensar, Nora, que Hunt é o maior filho da puta? Ele está deixando a Louise porque o namoro dele afundou feio depois que ela perdeu o bebê e encontrou na Odile uma oportunidade de se livrar dela, sem sofrimento! Mas o “x” da questão é: por que raios ela beijou o Franz e na minha frente?

Nora não respondeu, parece que desta vez a amiga e amante a pegou.

-- Eu não sei, amiga...

-- Pois é.... – Se acalmando. – O jeito mesmo é que depois de amanhã, vou para Barcelona, trabalhar com a Lily. Finalmente meu sonho está se tornando realidade.

-- Tem certeza que é em Barcelona que você quer ir? – Nora puxou a amiga para a cama e afagou seu rosto. – Poxa, eu estou grávida do Sepp. Eu quero você aqui comigo. Não fica pelo Franz, fica por mim. Eu te amo mais do que tudo, por favor, fica!

Felicity pegou a mão de Nora e a beijou.

-- Não fico um minuto a mais. Contudo, eu vou te ver sempre. E quero ser uma das primeiras a segurar seu filho.

Elas se abraçaram ali, não deixando marcas.

Hunt chegou em casa, disposto a terminar com Louise naquela tarde. Ao entrar, viu as malas e a mochila dela na sala. A garota descia as escadas, chorando.

-- Suzie...

-- Cala a boca! – Ordenou Louise, calmamente e pegando os pertences. – Eu não sei quem eu odeio, se é você ou a Odile. Mas quero que seja feliz com ela e dê todo carinho que precisa e principalmente do rebento que ela espera, algo que não pude te dar.
Ela embarcou num táxi, guardou as malas no carro. Seu destino é a casa de Paul Breitner e Anastacia Rosely. Ao mesmo tempo ela digitava no celular mensagens para Gerd e Alice.

Para o alemão, era assim:

Eu sai da casa do Hunt. Terminei com ele ao saber que ele estava saindo com minha melhor amiga e a engravidou. Vou viver com Ana e Paul. Amanhã depois do treino, venha falar comigo. Leve Alice com você. É uma coisa muito séria.

Para Alice:

Amorzinho,
Descobri que o Hunt é um desgraçado, ele saía com a Odile e a engravidou. Quero conversar com você, me encontre na casa dos Breitners. Leve Gerd com você, precisamos conversar.

Chegando a casa de Paul e Ana, Louise contou toda a verdade e eles como bons ouvintes, sensibilizaram com isso e a consolaram.

Ao fim da tarde James Hunt se encontrou com Odile no cinema. Ela comprava o ingresso para uma sessão e ele a abordou.

-- Hunt?

-- Antes que me dê um fora ou diga algo, eu realmente estou apaixonado por você. Não sinto que seja só sexo, sinto que o que temos aqui é algo maior eu te amo Odile,seja minha, por favor.

A declaração apaixonada pegou a francesa de jeito e rapidamente o beijou. Quando pararam, ela falou.

-- James, eu também sinto isso... Mas... Preciso falar com a Louise. Não quero que ela me odeie.

Hunt concordou e eles ficaram no cinema.

Amanheceu um novo dia e Louise acordou cedo, tomou café da manhã com os Breitners e ansiava pela visita do casal Müller e os esclarecimentos. Antes de sair, Ana e Lulu se beijaram calmamente.

-- Calma, meu amor. Vai dar tudo certo.

Eles saíram e deixaram a loira sozinha na casa. Duas horas depois, ela abre a porta, recebendo os Müllers. Ficaram todos na sala e encararam Louise. Ela olhou para Gerd e viu o rosto sério do alemão. Percebeu ali que ele sabe da verdade.

-- Vocês... – Ela balbuciou, quase chorando.

-- Eu contei para ele sobre nós... – Dizia Alice. – Pequena, não chora.

-- Quero pedir desculpas por tudo o que fiz na vida dos dois. Eu estava motivada por um plano obsessivo e louco. Eu amo tanto vocês dois! Não consigo fazer mal a nenhum de vocês! – Louise tentava se explicar aos dois, contudo, as lágrimas não deixavam. -- Eu enganei vocês! Eu desejei coisas ruins a vocês sou a pior pessoa do mundo.

-- Já passou, meu amor. – Alice depositava um beijinho nos lábios juvenis da menina.

-- Vamos recomeçar... – Gerd sorria e segurava as mãos das duas amadas. – Nós três juntos.

Louise não conseguia acreditar no que ouvia. O casal a queria em sua vida. E isso deixou a moça mais emocionada.

-- Vocês... me querem... em suas vidas? – Ela sorria para os dois.

-- McDreamy e eu conversamos,analisamos e vimos que não só queremos você na nossa vida, de como precisamos muito de você!

-- Oh meu deus! – Os três se abraçaram mais. – Eu amo vocês dois! Demais!

-- Você me perdoa, ursinho?

-- Sim, minha ursinha. --- Ele a beijou de selinho.

A verdadeira felicidade nasceu e começou bem para os três, que além de perdoarem Louise, queriam muito o demônio branco em suas vidas. E Lulu não poderia mais pedir, se não o amor incondicional do casal Müller.

Felicity resolveu sair para fazer compras em sua preparação para a viagem. Quando entrou na loja de roupas, começou a tocar a música Take Chance On Me, do Abba. De um jeito estranho ela associou a música a Franz.

-- Só pode ser coincidência... – Comentou a fotógrafa.

Saindo da loja, ela foi comprar uns livros e de repente ela ouve a música. E isso se repetiu quando foi atravessar a rua e parecia ouvir um eco dos rádios dos carros e todos tocando em perfeita sintonia música do Abba. Felicity entrou num cybercafé e ficou acessando a internet do seu smartphone e ao olhar para a rua, ela olhou para um outdoor... com a foto de Franz, posando de cueca para a divulgação da marca Calvin Klein.

-- MAS QUE MERDA! – Ela gritou, despertando a atenção dos clientes ao redor. – Desculpem... a internet não colabora.

E no caminho de volta para casa, a música outra vez a atormentou com seus vizinhos colocando a todo volume.

-- Mas que droga! – Reclamou a mulher, indo para o quarto e encontrando Nora por lá, só de camisola. – O universo está conspirando contra mim, Nora.

-- O que houve, amiga?

-- Eu fiquei ouvindo a manhã inteira a música favorita do Franz. Aquela do Abba.

-- Take Chance On Me?

-- Essa mesma! – Se sentou na cama e tirando os sapatos. – Eu não podia entrar numa loja sem ter que ouvir essa droga!

-- Bem... isto pode ser um sinal. – Resignou-se Nora, massageando os ombros da amiga. – Eu deixei de ser cética das coisas. Se você ouviu essa música, pode ser um sinal que Franz mereça uma chance com você.

Fefe não concordava com isso, mas acabou aceitando o fato e o que mais chamou atenção da fotógrafa era a imagem de Franz, só de cueca branca...

No outro dia quando foi trabalhar no estúdio fotográfico a pedido de seu chefe, que pedira a Fefe para tirar fotos dos modelos para a campanha publicitária da marca Calvin Klein e dos ternos Hugo Boss, ela passou a arrumar seu material fotográfico, sem saber que outra pessoa estava ali.

-- Quem está aí? – Ela ouviu o barulho da porta se fechando enquanto montava o cavalete.

-- Aquele que deseja e merece uma chance. – Respondeu o dono da voz grave.

Ela reconheceu a voz e ao se virar, o avistou, de camisa azul, combinando com a cor dos seus olhos azuis como cobalto e só de cueca branca.

-- Você... Por favor... eu... – Ela se afastava dele, algo impossível pois Franz a puxou para um beijo longo e quente.

E ninguém na imprensa suspeitava o que se passava no estúdio de Fefe...

Naquela manhã Hunt foi procurar Louise em todos os lugares. Ao parar diante de um shopping, ele encontra a ex-namorada... aos beijos com Gerd. Ali mesmo foi tomado por um ciúme louco. Mesmo amando Odile, o piloto cogitava em manter Louise ao seu lado, talvez... casando com ela e com a melhor amiga. E pra piorar, quando Gerd foi embora, ela também encontrou Alice e trocavam caricias e beijos, enervando mais o piloto da MacLaren.

-- Cevert tinha razão. Page tinha razão sobre ela. – Comentou Hunt, enfurecido e ao se lembrar quando o piloto francês e o médico inglês falaram sobre Louise e ainda por cima, mostraram um vídeo dela fazendo sexo com Gerd Müller no carro, no dia que foi realizado a festa de Jackie Stewart. – Mas isto não vai ficar assim!

Ele a seguiu para onde estava morando e justamente na casa dos Müllers. Esperou uns minutos e desembarcou, caminhando até a porta e tocando a campainha.

-- James? – Louise ficou surpresa. – O que faz aqui?

-- Quero falar com você, vadia! – Mal respondeu a pergunta e ele acertou um tapa bem forte na cara de Louise, derrubando a moça ao chão.

Hunt entrou na casa e fechou a porta rapidamente e continuou a pancadaria contra a ex-namorada, com mais tapas, socos e chutes.

-- Agora entendi porque me negava e nunca me respondia minhas mensagens. – Ele berrava, ofegante. – Você estava com ele! E depois com a namorada dele!

-- E você... – Ela se levantava com dificuldade e cuspia sangue. – Me trocou pela minha melhor amiga! Podia ser qualquer uma, menos ela! E ainda engravidou Odile! TUDO ISSO PORQUE EU PERDI SEU FILHO!

-- CALA A BOCA! – Socando Louise. – Cala a boca, vagabunda! Vai sofrer bastante... mas não hoje!

James saiu da casa e foi embora, deixando uma Louise espancada e chorosa, deitada sob o chão. Ela telefonou para Gerd e Alice por ajuda.

Aquilo precisava terminar!


Continua...

sábado, 7 de novembro de 2015

Brit Characters: Fiona Rivers

Olá pessoal!
Tenham um bom dia e começa a temporada de novos personagens da Grindhouse. Confiram!



Nome Real: Fiona Sara Rivers

Idade: 25 (em Rush)

Data de nascimento: 31 de agosto de 1949

Cidade natal: Londres

Cidade atual: Londres, Munique, Tóquio, Nova Iorque

Profissão: Fisioterapeuta

Hobby: Fazer esculturas de gesso 

Relacionamento(s): Léon Ramirez (1969 a 1971), David Gilmour (1972 a 1973), Uli Hoeness (1973 a 1975), Neil Bells (1975 em diante)

Características: Fiona é filha de pai mexicano e mãe americana. Tem o lado doce e amoroso da mãe mas também é bastante temperamental como o pai. Exemplo disso quando quase brigou com Belle Blue e Marie Greyhound. Ela é amiga de infância de Holly Grey e Felicity McGold e também é grande amiga de Lola Banks e Irene Adler. Mesmo com seu temperamento, Fiona tem bom coração e é apaixonada. Outra característica marcante de Fiona é sua determinação. Com ela é 8 ou 80, não existe meio termo ou indecisão, ela decide e pronto.

Medo: Perder quem ama.

Do que mais gosta: Viajar para outros lugares, cuidar de seus pacientes, dançar.

Do que menos gosta: Indecisões 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Birthday (Série Holiday Romance - Parte 1)

Olá pessoal!
Uma boa noite e ontem foi aniversário de Gerd "Ursinho McDreamy" Müller! Nada melhor do que uma oneshot de presente! Boa leitura!
PS: tem continuação mas para o aniversário da Fefe, que comemora um dia depois do ursinho!



Birthday__ Maya Amamiya


Louise POV

Ainda me senti de ressaca do fim de semana maluco que passei. No domingo foi o grande dia do jogo do Bayern contra o Manchester United. Deveria ser no estádio Old Trafford mas devido as reformas, foi transferido para cá em Londres, no Boleyn Ground, a casa do West Ham. Assistimos todos juntos, eu, Odile, minhas amigas, Mickey, Alice, Jim e Chris. No mesmo dia eles partiram rumo à Alemanha.

Na segunda-feira acordei de má vontade. Para minha sorte, a turma de Artes Cênicas não teria aula durante uma semana por conta da oficina de teatro que os veteranos do último ano.

-- Estou com a sensação que hoje é um dia importante... – Comentei para mim mesma naquela manhã enquanto tomava leite.

Cheguei na universidade e entrei na oficina. Estava tendo uma palestra com um ator chamado Patrick Shepperd, que trabalha na Escola de Atores e Atrizes, dentro da prefeitura de Londres. Me sentei ao lado dos meus McCutties, Dianna Mackenzie e Davy Jones. Di não é do curso de teatro mas ela quis participar por causa de Davy. Ao meu lado estava Alice Stone, minha alma gêmea.

-- Oi pequena! – Ela me beijou de selinho. – O Nez não pode vir. Ficou preso na aula de música.

-- Olá, amorzinho! Alice, hoje acordei com a impressão que hoje é um dia importante... mas não sei o que é.

-- Tem certeza que não sabe?Hoje é aniversário do McDreamy.

Cuspi meu suco que comprei na lancheria e saí pra rua com Alice, berrando a todo pulmão.

-- O QUE? É HOJE? OH MEU DEUS, O QUE FAÇO? – Entrando em pânico.

-- LIGA PRA ELE DIZ QUE A GENTE AMA ELE! – Sugeriu Alice, bem animada. -- Manda uns nudes acho que ele vai curtir.

Rapidamente liguei para ele, torcendo para que me atendesse.

-- Alô?

-- Gerd, ursinho! Sou eu! – Estava nervosa mas continuei a falar. – Feliz aniversário! Te desejo felicidades e todo amor e carinho neste mundo.

-- Ursinha! Você lembrou! Fico tão feliz com isso!Muito obrigado! – Liguei o viva voz para Alice também ouvir. – Sei que deveria ter feito isso no seu aniversário e...

-- Ursinho aquilo foi um acidente.Tem alguém que quer muito falar com você. – Passei o telefone para Alice.

Ela se encontrava mais nervosa do que eu.

-- Fe - Feliz Ani-Ver-Ver-Sario Gerd, tudo de bom pra você, amo você. – Dizia Alice.

-- Obrigado, Alice! Você é um amiga para minha ursinha e muita adorável.

Alice me devolveu o celular e vi o quanto ela se realizou.

-- E como eu poderia esquecer do aniversário da pessoa mais importante da minha vida? – Falei isso e Alice me beliscou. -- É claro, depois da Alice. Enfim, amor te desejo tudo de bom, e eu só queria estar aí pra beijar essa sua boca linda e te apertar muito, meu ursinho.

-- Não tanto quanto eu desejo você, ursinha...

Quando terminamos de falar e eu desliguei, comecei a chorar.

-- Pequena!

-- Eu sinto falta dele, Alice! Eu queria estar com ele hoje! – Confessei. – Mas eu estou em Londres e ele em Munique.

Alice me abraçou, limpou minhas lágrimas e nos beijamos bem envolvente e forte. Paramos para recuperar o fôlego.

-- O que posso fazer?

-- Se quer ir a Munique, então vá! – Alice me motivava.

-- Mas como? Meus pais foram viajar e eu não tenho dinheiro suficiente.

-- Eu tenho um pouco de dinheiro, se você quiser, não é muito. – Alice tirava uma parte de euros da carteira.

-- Amor, eu não posso aceitar. Você é minha alma gêmea. – Recusei.

-- Aceite uma parte, o dinheiro das passagens, como presente de Natal. – Ela sorria pra mim, me deixando corada. -- De trem é mais barato, Pequena!

Agarrei Alice e trocamos outro beijo, bem mais forte.

-- Eu te amo, Alice Stone! E não falo apenas porque é minha amiga... mas porque eu te amo... como mulher e minha alma gêmea.

-- Amo você como minha amiga, minha mulher e minha alma gêmea! Não sou nada sem você.—Declarou minha amada galesa de olhos azuis.

Corri para a casa das Donovans e falei do plano para Odile.

-- Viajar a Munique? – Perguntou Odile, mal acreditando. – Ficou louca?

-- Só se for de amor! – Dizia enquanto arrumava minha mochila e guardava apenas algumas roupas, uma toalha e produtos de higiene e beleza e o presente do Gerd.

Fui tomar banho demorado. Quando sai do banho, encontrei Mickey, Marie, Fefe, Ana e Nora na sala. Rosie e Vivian estavam na cozinha.

-- O que vocês fazem aqui? – Indaguei enquanto secava meu cabelo.

-- Cada um de nós juntou um pouco de dinheiro durante o ano. – Disse Marie, sorrindo.

-- Queremos ajudar você a ir ver seu amor. – Ana me abraçava.

-- Como você nunca viajou pra outro lugar fora da Inglaterra, eu vou te acompanhar nesta expedição, jovem aventureira. – Odile estava com sua mochila pronta.

-- E pra garantir, eu vou junto! – Mickey se oferecia pra ir junto. Logo meu irmão que sempre me impedia, está ali, querendo me ajudar.

-- Normalmente eu devia te impedir... mas... – Fefe estava séria. Depois ela sorriu -- Como você ama aquele alemão e te vi hoje chorando, me corta o coração te ver assim. Mas mantenha contato!

-- Está em boas mãos, Odile sabe se virar nesse continente!

-- Você poderia mandar algo pro Katze? Quer dizer pro Sepp? – Nora me mostrava o CD-Rom do jogo The Sims atualizado e mais um gatinho de pelúcia.

-- Eu levo pra ele. – Guardando na mochila.

-- E você leva essa carta pro Paul? – Ana me estendeu a carta e peguei, concordando em levar pra ele.

-- Meninas... – Chorei, emocionada. – Mal tenho palavras para agradecer. Vocês são demais!

Depois disso houve abraço grupal e em seguida pegamos um táxi que nos levou para o aeroporto e compramos as passagens para Berlim classe econômica.  Esperamos por meia hora até anunciarem nosso vôo. Enfim embarcamos no avião.

-- Agora são 11h da manhã. – Dizia Odile, pesquisando quanto tempo de viagem levaremos para chegar a Berlim. – Acredito que em 45 minutos ou uma hora estaremos na Alemanha.

-- Relaxa, maninha! Vai dar tudo certo. – Mickey me acalmava. – Como daquela vez que viajamos a Madri!

Peguei um dos meus mangás de suspense, O Jogo do Rei, li um pouco e acabei cochilando. Quase trinta minutos depois me acordei com uma agitação ao meu lado. Olhei e vi Mickey e Odile discutindo baixinho.

-- Eu mudei mesmo. Não quero você apenas pra sexo. Eu amo você, de verdade, Odile. Não negue que gostou desse beijo.

-- Você só queria sexo toda hora. Nunca caminhamos de mãos dadas, nunca visitamos museus e nem ao cinema juntos, só os dois. Agora estou com Franz. É ele quem eu amo!

-- Gente! – Interrompi a conversa. – O que está havendo?

Eles se olharam e depois responderam em uníssono.

-- Nada!

O restante dos minutos se passou e desembarcamos tranqüilo. Fomos até a estação de trem para seguir o caminho final: Munique.  Notei que Mickey estava bem calado e Odile um pouco agitada.

-- Vocês estão bem? – Questionei. – Eu incomodo?

-- Não pense nisso, mon cheri! – Odile afagava meu cabelo. – Só estamos ansiosos.

-- E também pro aniversário! Estou louco para beber! – Disse Mickey.

Finalmente chegamos a Munique e lá encontramos Paul Breitner e Uli Hoeness.

-- Ei! – Gritou Uli. – Venham aqui!

Nos aproximamos dos dois jogadores, vestidos com roupas esportivas. Decerto o treino havia terminado.

-- Sr. Breitner! Uli! – Cumprimentei os dois. – Como souberam que eu ia chegar?

Paul mostrou o celular e o aplicativo do Skype. Sim, Ana avisou sobre isso.

-- Ah sim... – Peguei a carta e entreguei pra ele. – Sua amada me mandou isso.

-- Obrigado! – Ele agradeceu me abraçando.

Quando embarcamos no carro de Paul, vieram mais questionamentos.

-- Pra onde vamos? – Perguntei. – Será na casa do ursinho?

--Se formos pra casa do Gerd agora vai parecer estranho. – Disse Odile.

-- Por que vocês não vão lá pra casa? E se aprontam pra festa? – Sugeriu Uli. – A festa será às oito da noite e vocês podem descansar e dormir.

-- Peraí! – Mickey achava que não teria isso. -- Festa?

-- Ya! Vamos beber em homenagem ao Gerd!

-- Vocês parecem bárbaros que acabaram de invadir uma pobre e indefesa vila!

Odile repreendeu meu irmão com um cutucão e depois ela pediu.

-- Vocês podem me deixar com Franz?

Eles cruzaram na casa de Franz Beckenbauer. O apartamento dele é lindo. Não é preciso dizer que os olhos azuis de cobalto do Franz brilharam ao rever seu amor. Mickey não gostou, mas preferiu ficar quieto.

Chegamos ao apartamento do Paul e Uli. Um lugar comum pra ser exato, com dois jogadores e amigos dividindo juntos.

-- Estou com sono ainda... – Me queixei e deitei no sofá mesmo. – Uli, me deixa dormir? E me acorde quando for hora da festa.

Era estranho. Me queixava de sono e ao mesmo tempo ouvia a conversa do meu irmão com Paul algo sobre filosofia, psicologia (ao que parece Paul conversava legal com Mickey) e, claro, sobre Ana.

-- Não consegue dormir? – Perguntou Uli, sentando no chão perto de mim e ligando a TV.

-- Não. Acho que minha ansiedade não deixa... – Respondi.

Tive a leve impressão de ter visto uma foto da Marie na cômoda... Acho que estou louca e adormeci. Duas horas antes da festa Paul me acordou.

-- O que foi? – Perguntei sonolenta.

-- Vou te levar pra casa do Franz. – Ele disse, pegando minha mochila. – Odile me ligou exigindo que você esteja lá pra se arrumar e depois para festa.

Mickey e eu embarcamos no carro e questões de minutos chegamos ao apê do Kaiser. Não me pergunte como Mickey não tretou com Franz por causa de minha amiga mas tudo correu bem. Tomei outro banho, fiquei no quarto junto dela e tentava ver que roupa usar e cheguei uma conclusão: nenhuma das minhas roupas daria pra vestir.

-- Eu sei que está pensando! – Ela me deu uma sacola de compras e dali tirei um vestido florido e um cardigã cor de vinho. – Por isso passei o resto do tempo nas compras.

-- Obrigada, amiga! – Abracei Odile e continuamos a nos vestir.

Odile usava um vestido roxo, um cardigã preto, meia calça com a mesma cor do vestido e sapatilha preta. No meu caso, não quis usar salto e optei pelo AllStar vermelho que uso. Peguei os presentes meu e da Alice. Ela comprou a edição de luxo do Watchmen porque ela acha que o ursinho se parece com O Comediante. Concordo com isso e eu comprei as edições de Fullmetal Alchemist.

Mickey se vestia quase a rigor e então seguimos para uma cervejaria onde será realizada a festa. Chegamos nós cinco e estava vazia, a não ser por uns clientes de meia idade bebendo e conversando.

-- Vocês ficam aqui. Logo chamo para os parabéns! – Franz recepcionou Sepp e mais uma turma.

Todos do Bayern de Munique, desde os jogadores titulares até os reservas. Até mesmo o pessoal da mannschaft (seleção alemã) estava ali. Vi os irmãos Kroos e lembrei de Alana. Ela ia amar.

-- Odile, estou nervosa! – Tremia de medo. – Tem muita gente!

-- Você é atriz,terá de enfrentar uma platéia maior do que esse bar,então calma! – Odile me acalmava mas tremia nas pernas.

-- Acho que vou ter um troço e se ele não gostar?

-- Louise Christina McGold olha pra mim! Você cruzou metade de um continente a toa pra ele não te querer? É claro que ele te quer porque se ele reclamar, ele leva uns tabefes então acalme-se, sorria e mostre que você é a ursinha mais fofa desse universo.

-- É, maninha, relaxa! – Dizia Mickey.
Observamos a comemoração e vimos que todos se ergueram para o grande brinde. E também, vi ele. Meu ursinho. Ele usava uma calça preta, sapatos pretos e camisa azul. Por um momento achei estar olhando para as fanarts do Ikki de Fênix.

-- Antes de brindamos, quero anunciar que uma pessoa muito importante está aqui pra ver você, meu amigo! – Franz erguia o copo de chope.

Ele abriu a porta e Mickey e Odile que foram na frente, me conduziam para a mesa grande onde o pessoal estava. Todo mundo me olhava como se eu fosse de outro mundo.

-- A novinha do Gerd! – Disse um dos jogadores, um tipo meio parecido com um gnomo.

Vi em seus olhos uma incredulidade. Não era pra menos, aparecer assim, atravessando o mundo para vê-lo, devia causar isso nele e nos outros. Ele largou o copo e correu para me abraçar bem forte.

-- Meu ursinha! Você veio!

-- Ursinho! – Comecei a chorar. – Eu não podia ficar de fora num dia tão importante de sua vida. Então... eu...

-- Não diga mais nada! – Ele me beijou. – Você é tudo pra mim.

Franz apresentou Odile para todo time do Bayern e da mannschaft. Um dos jogadores, Gunter Netzer, parecia não tirar os olhos da minha amiga, o que desagradou o Kaiser. Bastian aproveitou para pedir desculpas para minha amiga, o que não entendi. Mickey fez amizade com os jogadores e bebia com eles. Ele desafiou o jogador brasileiro Rafinha quem bebia mais doses de gim.

E quanto a mim... Só nos beijos com meu ursinho. Sepp me ofereceu cerveja e bebi um pouco, evitando ressacas.

-- Bebe mais que você consegue! – Sepp servia mais cerveja.

-- Ela não é uma barbara que invade vilas, saqueando e estuprando mulheres! – Berrava Mickey.

-- Amigo, pare com esses estereótipos do mal! – Pedia Paul pro meu irmão. 

Dançamos e cantamos bem alegremente. Gerd me convidou para ir ao seu apartamento, alegando que a festa vai continuar lá, mas de modo particular. Acho que sei onde termina. Falei isso para Odile e Mickey.

-- Ir com ele? Nem pensar! – Mickey se opôs.

-- Deixa-a com Gerd. Ele vai cuidar dela mesmo. – Disse Odile, me defendendo. – Além disso, Lulu está ciente de tudo!

Mickey ficou no apartamento de Paul e Uli, Odile teve sua noite com Franz. E na minha vez... Fiquei nervosa. Aproveitei que Gerd ligava o rádio e colocando numa música romântica e olhei na bolsinha um monte de... camisinhas!

Ele me puxa para uma dança bem envolvente. Dei uma cheirada no pescoço dele, usando um daqueles perfumes masculinos caros. Trocamos um beijo quente e depois um pouco de carinho. Ele beijava meu pescoço.

-- Eu te desejar muito, ursinha.  – Sussurrou no meu ouvido e pegando minha mão, deixando ali no meio das pernas. Senti a excitação dele.

-- Ursinho, não quero te desapontar. Eu nunca fiz isso. – Estava muito nervosa e ele me tranqüilizou.

-- Você é minha amor, vai dar tudo certo.

Ele mesmo me carregou em seus braços, levando pro quarto.

Ainda aos beijos, me livrei do tênis e ele dos sapatos. Por fim das roupas. Pela primeira vez eu vejo “aquela parte” que Odile e Fefe tanto falavam e diziam os tamanhos. Nos deitamos e ficamos nas preliminares. Ali mesmo lembrei do que me aconteceu com Jim Stone e o sexo oral. E quando me dei conta, ele estava fazendo em mim e de um jeito...

Fui para o céu em instantes.

-- Ursinho... – Gemi.

Abri os olhos e o vi colocando a camisinha. Outra vez lembrei de outras coisas, como aqueles conselhos sexuais que Odile e Felicity sempre diziam, ao mesmo tempo em que ele deitava por cima de mim e me penetrava com cuidado.

-- Ai! – Gritei e fechei os olhos. – Ursinho...

-- Calma! Vai dar tudo certo... confia... em... mim...

A voz dele rouca e com sotaque alemão se mostrou suave e sedutora, aquecendo meu coração e me fazendo sentir um prazer inimaginável com as estocadas leves. Aos poucos aquele medo e a dor, passaram a ser algo tão bom... Gemia mais e mais. Abracei Gerd e o arranhava nas costas.

-- Ursinho... ursinho! Ahhhhh... ahhhhhh...

-- Vem comigo!

Ele ainda me carregou em seus braços e ele sentou na cama e eu fiquei em seu colo, bem próxima a ele.

-- Eu te amo, Gerhard! – Disse enquanto continua os movimentos.

Continuamos a gritar demais e novamente voltamos pra cama, onde ele mordeu meus seios e sugava os mamilos, me deixando louca de tesão.

-- Ahhhh... Ursinho... eu...

Poucos minutos depois chegamos juntos ao orgasmo.

-- Eu te amo, Louise! Seja só minha! – Ele dizia muito ofegante.

Não sei se estava calor ou o que, mas eu suei como se estivesse na academia e ao mesmo tempo ria.

-- O que foi? – Ele perguntou, também rindo.

-- Foi lindo. Intenso. – Olhei para ele e o afaguei no rosto. – Quero fazer mais vezes com você. Quero você em minha vida.

Trocamos mais um beijo quando o celular do Gerd tocou.

-- Alô?

-- Gibt Ihnen den Mund halten? Jeder hat Anspruch auf die Schreie hören. (Dá para vocês calarem a boca? Todo mundo está ouvindo os gritos.)

-- Warum gehst du nicht ausschalten und kümmern uns um Ihr Französisch? Lass mich in Ruhe! (Porque você não desliga e cuida de sua francesa? Me deixa em paz!)

Ele desligou o celular e voltou-se para mim.

-- Quem era?

-- Franz! Ele ouviu tudo. Mas deixa! Vem aqui!

Foi uma longa noite...

O celular apitou as sete e Gerd e eu acordamos juntos, tomamos banho juntos e tivemos um belo café da manhã. Me arrumei e ele foi abrir a porta e deu de cara com o time gritando igual aquele pessoal das cataratas do Niágara no episódio do Pica Pau. Neste momento Mickey e Odile apareceram.

-- Vamos logo, Louise! Precisamos pegar o trem para Berlim e depois o avião!

-- Tô com sua mochila, Lulu, agora vamos que hoje é aniversário da Fefe! – Disse Mickey.

O que não contávamos era o Manuel ter ouvido a conversa e os olhos azuis ganharem um brilho especial ao saber que a “fraulein” dele está comemorando mais um ano de vida.

-- Mein Fraulein... de aniversário hoje?

-- Acho que sim... – Disfarcei.

-- Sim, alemão viciado em Nutella, hoje é o aniversário dela. – Irritou-se Mickey e depois resmungou da burrada feita.

-- Eu quero ir com vocês! Ver a mein Fraulein! – Disse Manuel, animado.

-- Eu querer ir! – Gerd me abraçou como se quisesse me proteger e eu gostei. – Quero ficar perto do meu ursinha!

-- Eu querer ir também. – Agora Franz agarrava Odile, deixando Mickey furioso.

-- Se eles forem, eu vou! – Se prontificou Paul.

-- E eu também, mas para ver Marie! – Disse Uli e por fim Sepp se ofereceu.

-- E eu quero a Katzchen!

-- Eu e minha boca... – Lamentou e se desculpou Mickey. – Me perdoe, Freud.

-- Talvez seu inconsciente esteja agindo sobre você, Michael! – Odile zoou do meu irmão e todos riram até eu e Gerd.

-- Ok! Vamos todos pra festa da Fefe, mas vamos agora!

Agora o dia vai começar bem...