terça-feira, 25 de julho de 2017

Bears Comedy (4º Episódio)

Olá pessoal!
Lembram do pronunciamento? Pois bem, como estava numa bad horrível, ia encerrar as atividades mas, foi mais forte do que eu. E hoje resolvi postar mais um ep da comédia dos ursos. Boa leitura!



Episódio 4: Festas e desapegos


As garotas do call center chegaram cedo e se logaram nas máquinas mas antes de ativar, esperaram mais alguns minutos para iniciar a jornada de trabalho. Na vez de Suzan, o computador apitou três vezes e por fim queimou parando os apitos. As garotas e outros operadores se assustaram e viram a fumaça exalando do cooler da CPU.

-- Ihh Sue, já era! – ironizou Elena.

-- Vou comunicar o Ed sobre isso. – Rosie saiu de seu ponto de atendimento e chamou o supervisor.

Edmund também viu e ligou para a equipe de manutenção, solicitando que o computador fosse retirado e colocado outro que estivesse em perfeitas condições de funcionamento. E pela falta de p.a, Suzan acabou permanecendo na cadeira, conversando com as garotas um pouco. E foi assim durante a jornada inteira, com a equipe colocando outro computador, fazendo as devidas configurações e outras coisas.

Na pausa do almoço, elas se juntaram com Louise McGold, a jovem auxiliar administrativa de Edmund e conversaram sobre diversos assuntos.

-- Me esqueci de falar. – disse Suzan. – Tenho uma boa e uma má notícia. Qual querem ouvir?

-- A boa. – respondeu Rosie, de cara.

-- A boa notícia é que meu vizinho poetinha atrapalhado trabalha aqui e na área de back-office.

Rosie cuspiu o suco e Jane quase se engasgou.

-- Sério? – todas se impressionaram, menos Louise que estava rindo.

-- Ela diz a verdade. – confirmou Lulu, bebendo o suco. – Aliás, ele está bem ali. – apontando para Peter Tork comendo um sanduíche com alguns supervisores.

Olharam disfarçado e logo riram. Voltaram a sua conversa.

-- E qual é a má notícia? – questionou Elena.

-- A má é que ele voltou pra irlandesa. – lamentou Suzan. – Parece que foi tudo um mal entendido e o melhor amigo dele nunca faria isso.

-- Caramba! Ele parece aquele outro supervisor paranóico, o Simon. – disse Rosie, se lembrando do ex-chefe que namorou sua colega, Fanny Fitzwilliam mas terminaram por conta do ciúme exarcebado dele, o que levou sua demissão por justa causa.

-- Aproveitando que a Sue disse uma má notícia eu também tenho algo pra contar. Eu terminei pra valer com Facchetti e decidi desapegar do crush alemão que é meu vizinho.

As meninas exclamaram negativamente. Sabiam de toda história de amor enrolada de Louise e tentavam ajudar com conselhos e cuidados.

-- Olha, Lulu, não quero ser megera nem nada, mas não acha que toda vez que você arranja um cara legal ou tem crush numa pessoa, Alice trata de tirar bem debaixo do seu nariz?

Lulu tinha mesmo reparado nisso mas por amar Alice demais não dizia nada e por essa razão desistiu por completo do vizinho.  Na realidade a menina andava cogitando em viver sozinha...

-- Não tinha percebido. – disfarçou e mudou de assunto. – Garotas, que tal hoje à noite fazermos um happy hour?

Todas toparam. O local foi definido num karaokê. As horas custaram para passar ainda mais para elas que ansiavam pela noite das garotas no karaokê. Rosie também comenta sobre o cliente abusado que vive ligando para seu ramal unicamente para conversar com ela e jogar charme. Elas riram.

-- E qual é o nome dele? – perguntou Louise, enquanto olhava o celular.

-- Acho que é.. Graham... Graham Nash.

Um raio de ideia atingiu Lulu, se lembrando quem é a pessoa.

-- Nossa!

-- O que foi? – indagou Suzan, assustada.

-- Ele é meu vizinho! – confirmou Louise.

-- Seu vizinho? – Rosie se chocou. – Ele me liga todos os dias.

-- Sim. Ele divide o apartamento com Gerd.

-- Com seu crush alemão. – mencionou Jane.

Lulu corou e fechou a cara.

-- Me desculpem. Não devia falar dele, logo eu que quero desapegar.

-- Às vezes é bom falar do boy até quando queremos desapegar, amiga. – confirmou Suzan.

O problema era que Louise conseguia com dificuldade esse desapego.

Bond terminou de corrigir as provas e após guardar tudo na pasta, ligou o notebook de Nash e acessou o Youtube. Dos canais mais populares havia um que chamava bastante atenção e era de um tal de George Best, o homem dos animais fofinhos.

-- Farsante! – resmungou Bond. – Diz que ama os animais só pra chamar atenção. Fala sério.

Neste momento Gerd chegou em casa, cansado por conta do trabalho exaustivo em limpar o bar e fazer umas mudanças.

-- O que tem de bom aí? – perguntou o alemão.

-- Nada que realmente preste! – respondeu e desligou o notebook. – Hoje você abre o bar?

-- Não. Só no domingo. – Gerd caminhou até o banheiro. – E também hoje vamos sair.

-- Mas pra onde?

-- Tem um pub que tem um karaokê. – sugeriu Gerd, ligando o chuveiro. – Fica no Soho. E eu soube que a crush francesa vai comparecer.

O inglês abriu um sorriso e foi para o quarto verificar roupas boas para saideira. Nash também entrou na casa e sentou-se no sofá.

-- Estou cansado.

-- Mas hoje é sexta-feira. – resmungou Nash, quase dormindo.  – Qual é? Vamos dormir e aí amanhã caímos na gandaia.

Não deu em outra. Os três seguiram para o Soho no fim da tarde e chegaram ao pub que há um karaokê. Sentaram numa das mesas perto da janela.

-- Nash, para de usar esse telefone. – Bond reclamava cada vez que o amigo leva o celular em dias de saideira.

-- O Tinder não vai te ajudar, Nash. -- afirmou Gerd, brincando e depois avistando a garçonete Alana Watson, chamando para sua mesa. – Alana, minha querida. O que vai ser para nós?

-- Seu sorriso não vai te salvar, Gerd. – Alana servia os petiscos para os rapazes. – Meu chefe tá no meu bico porque não quer que eu sirva fiado pra vocês.

Neste momento Nash mostra seu cartão de crédito.

-- Ponha na minha conta, Smurfette. – sorrindo.

Alana ria dos três e pegou o bloco para anotar os pedidos.

-- O que vão querer?

-- O de sempre. – respondeu Bond. – Pizza tamanho família com sabores de pepperoni, quatro queijos e presunto e sua melhor bebida.

-- E vão cantar no karaokê? – indagou a garçonete.

-- Se o Gerd ficar bêbado, sim. – disse Nash e em seguida dando gargalhadas.

Alana serviu os rapazes com cerveja e se retirou. Gerd bebeu um pouco e vendo que há pouco movimento na máquina de karaokê, decidiu.

-- Quero cantar!

-- O que vai ser? – perguntou Bond, se divertindo e vendo Alana trazendo a bandeja de pizza com os pratos e talheres.

-- Eu tava brincando. – Nash parava de rir. – A última vez que ele ficou bêbado, atacou de Blue Velvet do Bob Vinton.

-- Hoje vou de Johnny Cash.

Os rapazes e a garçonete se surpreenderam.

-- Bem, tenha sorte de encontrar sua June Carter. – finalizou e entregando a conta.

Subindo ao palco, escolheu com cuidado a música. E justamente foi Ring of Fire.

-- Quer apostar, Nash? – Bond adorava apostar mesmo envolvendo Gerd.

-- Já tentamos isso, Graham. E não deu certo.

Enquanto Gerd cantava, a porta se abriu, revelando as meninas do call Center do London Bank e Louise. Se sentaram numa mesa atrás dos rapazes. Rosie foi a primeira lamentar.

-- Merda! Chegamos tarde. Já tem gente cantando. – reclamou a ruiva.

Nash ouviu a voz da moça e se virou.

-- Eu conheço essa voz...

Como por instinto, ele e Rosie se viram e o técnico de informática se encantou. A mais bela ruiva de olhos verdes que já viu.

-- Meu Deus... Conheço Você?

Rosie ficou vermelha e logo Louise reconheceu o vizinho.

-- Hey Nash e Bond. Quero que conheçam minhas amigas e colegas de trabalho. Esta é Elena Valdez. Ela é estudante de Enfermagem e operadora 18-06, Suzan Hardison, do departamento financeiro e o ramal é 10-03, Jane Berkley a doce, porém boca suja operadora 25-06 e Rosie Donovan a operadora....

-- 20-01. – Nash respondeu de cara, completamente apaixonado. – Você é a dona daquela voz que gentilmente me atendeu, conversou comigo nos outros dias e...

-- E me fez ser pontuada pelo TMA*. – Rosie ria, mas estava surpresa. – Desculpa, mas não imaginava conhecer agora o meu cliente, que é vizinho da Louise.

-- Eu sim. – Nash beijou a mão dela. – Por vários dias sonhei com o dia que ia te conhecer. Só não imaginava que você é bonita mesmo. Oh meu Deus! Eu...Eu devia ter vestido uma calça e uma cueca da Calvin Klein pra ficar melhor apresentado.

Rosie deu risada. Ela gostou do rapaz e gentilmente o convidou e junto com Bond para se juntar a confraternização. Depois que Gerd é ovacionado pelo público, ele vê seus amigos com uma turma de garotas e... a vizinha loira lésbica.

-- Olá! – cumprimentando todos. – Meus amigos me abandonaram mas ganho novos amigos.

Lulu quase se engasgou e fez as devidas apresentações. Ele ainda fez questão de sentar-se ao lado da loira. Neste momento Rosie faz um convite a Nash.

-- Sabe, eu adoro karaokê e adoraria cantar. Quer ir comigo? – convidou Rosie.

-- Nossa... Faz tempo que não canto mas... Só se me deixar escolher uma música.

-- Combinado.

Os dois subiram ao palco e Nash de cara solicitou Crazy On You, do Heart.

-- Pronta?

-- Sim!


If we still have time, we might still get by
Every time I think about it, I want to cry
With bombs and the devil, and the kids keep comin'
No way to breathe easy, no time to be young
But I tell myself that I was doin' all right
There's nothin' left to do at night
But go crazy on you
Crazy on you
Let me go crazy, crazy on you, oh
My love is the evenin' breeze touchin' your skin
The gentle, sweet singin' of leaves in the wind
The whisper that calls after you in the night
And kisses your ear in the early moonlight
And you don't need to wonder, you're doing fine
My love, the pleasure's mine
Let me go crazy on ya
Crazy on you
Let me go crazy, crazy on you, ohhh
Wild man's world is cryin' in pain
What you gonna do when everybody's insane
So afraid of one who's so afraid of you
What you gonna do, ohh
Oohh crazy on ya
Crazy on you
Let me go crazy, crazy on you
I was a willow last night in my dream
I bent down over a clear running stream
Sang you the song that I heard up above
And you kept me alive with your sweet flowing love
Crazy
Yeah, crazy on ya
Let me go crazy, crazy on you, oh
Crazy on ya
Crazy on you
Let me go crazy, crazy on you, yeah
Crazy on ya
Crazy on you
Let me go crazy, crazy on you



Enquanto os dois cantavam, Elena e Jane foram pro banheiro e Suzan flertava com um rapaz que viu no balcão.

-- Gente, com licença. – ela se retira da mesa.

Louise ia alertar a amiga que o tal cara era ninguém menos que Micky Dolenz, o amigo de Peter Tork. Bond também pediu licença para ir ao banheiro e deixando somente Gerd e Louise sozinhos.

-- Faz algum tempo que não te vejo. – comentou o barman, tomando mais uma cerveja. – Quer dizer, a última vez foi... Na sua casa, com Alice...

-- É, eu sei. – concordou Louise, fria e olhando para os lados.

-- Posso te pagar uma bebida?

Louise mostrou um copo de Martini ainda cheio.

-- Já estou bebendo uma que eu mesma paguei. – falando em tom de grosseria.

-- Então... – ele ficava mais perto da garota e quase tocando a mão dela. – Gostaria de cantar algo comigo?

Louise o olhou, muito brava.

-- Não. – respondeu mais fria do que antes e em seguida pediu. – Gerd, você é um cara legal, mas... Por favor, pare. Está feio.

-- Tudo bem... – ele concordou e continuou insistindo. – Eu quero essa noite me divertir com você. Te fazer sorrir porque vi que andava triste por esses dias.

Apesar das boas intenções do vizinho, Lulu não se abateu e continuava brava.

-- E se eu disser que quero me divertir, mas sem você?

-- Eu vou entender. – respondeu resignado.

-- Quer saber... – ela sacou duas notas de dinheiro e deixou na mesa. – Eu vou embora. Só de ver você estragou minha noite.

E foi embora, sem se despedir das amigas. No meio do caminho Louise resistiu a vontade de ligar para Facchetti. Sempre que se deprimia ela discava o número dele no celular para conversar. As garotas, Bond, Rosie e Nash retornaram para mesa.

-- Poxa, cadê a Louise? – estranhou Jane.

-- Foi embora. – respondeu o alemão, tomando seu último gole de cerveja.

Meia hora depois ouviram mais uma música no karaokê. Gerd de novo cantando e um pouco bêbado.

I could feel at the time
There was no way of knowing
Fallen leaves in the night
Who can say where they're blowing
As free as the wind
And hopefully learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning


-- O que deu no Gerd pra cantar Roxy Music? – Bond estranhou pois o amigo alemão nunca canta músicas tristes.

-- Acho que levou o fora da vizinha. – confirmou Nash.

As meninas concordaram ao mesmo tempo em que viram Suzan indo embora com Micky.

-- Quem mandou ele se envolver com a morena, sabendo que ele quer a loira. – Bond se servia de mais cerveja.

-- Nós avisamos mas ele não nos ouve. – disse Nash. – Ele tem que se acertar logo com a Louise.

-- A Lulu quer desapegar. – comentou Rosie. – E do jeito que está... Não sei...


More than this, there is nothing
More than this, tell me one thing
More than this, there is nothing


Lulu voltou pro apartamento, ainda chorando. Cada dia ela estava mais apaixonada pelo vizinho alemão, contudo Alice demonstrou mais essa paixão, tornando mais difícil de lidar com a situação amorosa.


Continua...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Stop! In Name of Love (Capítulo 19 e 20)

Olá pessoal!
Mal terminei uma postagem e já temos outra. Este capítulo não tem nada de McGüller mas tem uma carga dramática média com outros ships. Preparem os lencinhos. Boa leitura!



Capítulo 19: The Girl I Knew Somewhere


Alana POV

Sabe aqueles momentos de Lei de Murphy? Quando acha que vai dar errado, é certo que vai e da pior maneira possível? Pois é... Vou contar exatamente o porquê e onde terminou essa palhaçada.

Começou com a filmagem na boate, fugi do Nesmith e ele me seguiu no banheiro. Ok, digo que rolou um “repeteco” e dos bons! Quando saí do banheiro, dei de cara com... a giganta loira chamada Emma Carlisle. E eu com o cabelo desarrumado, o vestido todo baganhado, o batom desmanchado e sem calcinha (o maldito teve a audácia de rasgá-la) saí de fininho dali e dei uma virada pra trás e ela entrou, mas Mike não saiu do banheiro feminino.

Como pude ser burra em cair nessa?

Tento não pensar que Mike e Emma ficaram também no banheiro ou numa negativa e quanto mais eu pensava, mais ansiosa ficava e mais triste também. Às vezes chorava, mas não perto dos rapazes. Até que um dia Kroos percebeu isso e foi numa noite.

-- Smurf, o que aconteceu? – perguntou ele, alisando meu braço.

-- Nada. – neguei. – É coisa minha.

Toni me abraçou por trás e de novo aquela sensação do mau caratismo de minha parte. Mesmo ele ausente, se mostrava gentil, carinhoso e se preocupando comigo. E ainda sim meu coração balançou mesmo com Mike Nesmith, o pior tipo de cara.  Antes de ir para o estúdio passei em frente a uma loja de roupas. Bastou um relance e vi Nez beijando sua ex, ou melhor, uma de suas ex namoradas e justamente Alice Stone. O que fiz? Dei dois passos pra trás e dei a volta no quarteirão, desejando esquecer isso.

Lei de Murphy é certa do pessimismo. Nunca duvide disso. No outro dia gravamos mais faixas para a trilha sonora e estive sozinha na sala. Foi aí que Nez apareceu.

-- Oi, Alana!

E o próximo ato foi jogar o baixo contra ele.

-- O que foi? – ele perguntou, espantado.

-- E ainda pergunta? Canalha! – peguei a guitarra do Edward e errei em acertar um golpe no Nesmith. – AFINAL DE CONTAS, O QUE VOCÊ QUER DE MIM? ME TORNAR MAIS UMA DA SUA LISTA?

-- Alana...

-- VAI À MERDA!

Em ponto de bala caí fora da sala e nem encarei os outros. Me dei um dia de folga sem avisar ninguém. Obrigada Lei de Murphy.


          Capítulo 20__ A Kiss from the rose


Rosie POV

Respire fundo... Apague tudo em sua mente... Como sentia falta do cigarro e da minha bebida. Mas parei terminantemente por causa da gravidez. Best não parava de falar nisso, idealizando o nosso filho e tal. De certo modo gostava, mas agora tem me irritado constantemente e para não me incomodar, ignorei.

Mas não era só George Best que me irritava. Marianne Jones também. Desde que ela se uniu a Anastacia Rosely para serem as co-autoras do roteiro novo, percebi que elas andavam se (re)aproximando. Antes de eu conhecer Marianne, ela estava com Ana num relacionamento bom e no momento que entrei na vida dela, se separaram. Agora vejo que elas voltaram, ou pelo menos acho. Para evitar mais complicações na gravidez, deixei de novo pra lá.

Apesar de serem poucos meses, tomava todo cuidado para não me irritar e provocar outros problemas na minha saúde. Certo dia aquele nhem-nhem-nhem delas estourou meu limite e saí sem avisar o Best ou outra pessoa. Embarquei no carro e segui para meu apartamento. Comecei arrumar as malas e depois escrevi uma carta de demissão do elenco da Odile. O celular tocou. Era o Best na tela. Ignorei a chamada e disquei o número de Liverpool.

-- Oi, sou eu. Desisti daquela filmagem. Você sabe o motivo.

-- Rosie... Elas não voltaram. Acredite em mim. Marianne é co-autora.

-- Já estou me incomodando demais e Marianne é só um bônus que veio junto.

-- Fala da Anastacia?

-- Ela também e do Best! Não agüento mais ele!

A voz do outro lado se calou e deu um suspiro.

-- Você pode ficar em Liverpool com sua mãe e depois vir comigo. Tenho uma casa aqui na Escócia. Só pra você e eu. E o bebê.

Aceitei e finalizei a ligação. Ouvi alguém abrindo a porta e pensei que fosse o Best e aí teria de enfrentar. Não era e sim Marianne.

-- Por que você sumiu?

-- Isso não é da sua conta! – tentei passar, mas Marianne não deixou.

-- Odile e eu esperamos você para terminar de filmar.

-- Arranje outras. – disse enquanto vestia um casaco. -- Peça pra Ana te ajudar, vocês parecem se acertar.

-- Ana e eu? – Mari se espantou. – Rosie, somos amigas.

-- O cacete de amizade! – levando a mala e Marianne insistindo na afirmação.

-- É amizade sim!



-- Não! – Ela fechou a porta pra mim.

-- Vai me ouvir também! Não estou tendo caso com ninguém. Você nunca acredita em mim?

-- Passei a não acreditar desde que Ana apareceu.

-- Ana é minha amiga de longa data e ela sabe que eu amo você. Ela tem uma namorada também.

-- Vai à merda! Some!

-- Vai tomar no seu... – Marianne agora começou me xingar. -- Eu sei que está indo ficar com o meu irmão. O Best me ligou.

-- Se acha que estou indo ficar com Edmund, é porque se enganou. Vai ficar com a Ana. E para sua informação, estou indo para Liverpool ficar na casa da minha mãe pra me afastando de tudo!

-- Não vou deixar você ir embora. Não estou ficando com ela e o bebê é  dele, não é?

Não respondi e dei as costas para Marianne. Peguei o elevador e embarquei no táxi que chamei. Vi atrás que o Best correu até mim.

-- Acelera! – pedi ao taxista.

E não dei nem ao menos um adeus.


Best POV

Eu sabia que Rosie não estava bem. Na verdade as coisas começaram a ficar tensas quando ela engravidou. Tentava fazer de tudo pra ela sentir-se bem, mas nada do que fazia adiantava e pra piorar, ela evitava meus carinhos, negava meus beijos e minha atenção, preferindo se isolar. Cheguei a suspeitar que ela ainda estivesse apaixonada por Bobby Moore, seu antigo namorado. Mas não pode ser. Eles são amigos e se respeitam.

E hoje, quando ficamos perto de finalizar uma cena, Rosie abandonou o set sem avisar ninguém. Liguei pra ela e não fui atendido.

-- Best! – Odile apareceu. – O que deu na Rosie? Poxa, falta pouco pra encerrar a parte dela.

-- E-eu não sei. – como poderia explicar isso que minha esposa foi embora. – Ela saiu e não me mandou mensagem e estou ligando pra ela e não sou atendido.

Me lamentar não adiantava e então fui a Liverpool no outro dia e chegando a casa da minha sogra, com quem não tenho bom convívio, chamei por Rosie. Por três vezes e nada. Da janela encontrei Vivian, a irmã adolescente.

-- Best, o que está fazendo? – ela usava pijama, presumo que Vivian estava dormindo.

-- Vivian, me ajuda. Rosie está aí? Preciso falar com ela.

-- Rosie? Ela não está aqui.

Como assim? Marianne tinha dito que ela foi para Liverpool ficar com a mãe. Será que...

-- Tem certeza?

-- George,  eu falo com a Rosie toda semana e ela não me disse nada em vir pra cá e nem de alguma viagem. A última vez que falei com ela foi semana passada e era do filme e o bebê.

Antes de dizer algo, o telefone tocou e era ela.

-- Rosie, onde você está?

-- Não interessa. – respondia friamente. – Best, vou ser curta e grossa. Acabou nosso casamento.

O coração pesou. O que eu fiz para ela? Eram tantas perguntas...

-- Rosie... O que eu fiz? – me desesperei.

-- Você não me ama, eu não te amo, não nos amamos. Acabou nosso casamento.

-- NÃO! EU TE AMO E VAMOS TER UM BEBÊ! – gritei.

-- George, onde você não entendeu? Quando podemos ser felizes e também esse filho não é seu. É do Edmund Jones.

Não ouvi mais nada, apenas desliguei. Por quê?



Rosie POV

Se ele desligou, era que entendeu. Guardei o celular na bolsa e fui para cozinha. Edmund fazia outra daquelas omeletes que amo comer.

-- Não é como em Liverpool, mas fiz como você gosta.

Comi com extrema vontade e depois assisti um pouco de tv. Ed escrevia bastante para revista, como editor chefe exigia muito dele. Mas quando ficávamos na cama, ele se mostrava um vulcão sexual. Não posso reclamar da minha estadia, pois foi mais que perfeita. Foram muitos dias vivendo ali. Até que recebi, mesmo na casa do Edmund, uma caixa. Abri e era um dvd gravado e escrito: “Não me importa se volta ou fica, mas precisa assistir isso”.

Coloquei no PC e vi a cena que Best e eu gravamos. Começa com a discussão nossa e depois com um olhar penetrante e finaliza com um beijo e a cena de sexo. Que por sinal era boa. Quando anoiteceu, não dormi pensando no Best e no que eu fiz. Toquei na barriga e deu angústia.

-- Amor? – Edmund se acordou e passou a mão em minhas costas.

-- Volte a dormir. Amanhã quero voltar para gravar as cenas.

-- Tem certeza?

-- Sim.

-- Só pra não dizer que abandonei o trabalho.

E retornei ao estúdio. Olhei para Odile, depois para Marianne, Anastacia e meu marido, se é que posso chamar de marido.

-- Rosie... – Best estava destruído e pela primeira vez, penalizei.

-- Precisamos conversar sério, antes de filmar.

Best merecia saber da verdade sobre eu e Edmund e meu filho. E se meu casamento iria acabar não me importava, apenas que nada saísse errado...




Continua...

Laços dos Blues (Capítulo Final)

Olá pessoal!
Tenham uma boa noite e agora fiquem com o capítulo final de Laços. Sim. Vai encerrar. Mas aguardem o epílogo!




Capítulo Final: I Wanna Be Free

Rosie POV

Não deveria ter ido à Escócia. Como me arrependo disso. O que deveria ser os melhores dias possíveis, viraram um inferno. Mal fechou uma semana e recebemos outra visita. Até achei que fosse alguém da família mas não. E sim o tal James Stone, um jornalista ruivo, galês e colega de Edmund.

Não tenho nada contra os dois serem amantes e tal mas precisava Ed ter me ignorado por completo? Durante o resto da semana?  Meu único consolo foi ouvir Os Monkees na vitrola do quarto. A próxima banda que ia trazer na faculdade eram justamente eles. Porém, como fui demitida automaticamente, isso não poderá ser feito.

E a semana se passou arrastada. Ninguém acordou cedo. Arrumei calmamente as malas e deixei uma carta na mesa. Abri com cuidado a porta e caminhei um pouco até encontrar um táxi e embarcar. Cheguei à estação de trem e paguei minha passagem para retornar a Oxford.

Embarquei no trem e esperei. Tive medo que Edmund viesse atrás de mim. Ou Marianne. Ninguém veio. Por um lado, alívio. No outro doeu meu coração. Outra vez a música dos Monkees tocou e justamente a mesma durante a semana na Escócia.

I wanna be free
Like the bluebirds flying by me
Like the waves out on the blue sea
If your love has to tie me
Dont try me--say goodbye

I wanna be free
Don't say you love me, say you like me
But when I need you beside me
Stay close enough to guide me
Confide in me, whoa whoa

I wanna hold your hand
Walk along the sand
Laughing in the sun
Always having fun
Doing all those things
Without any strings to tie me down

I wanna be free
Like the warm September wind, babe
Say you'll always be my friend, babe
We can make it to the end, babe
Again, babe
I've gotta say

I wanna be free
I wanna be free
I wanna be free...

Como pode a voz do Davy Jones ser tão verdadeira e suave? E ainda me fazer chorar? Precisava decidir o que fazer da minha vida. Não posso continuar me remoendo com coisas do passado e continuar desprezando pessoas que me fizeram mal e brigar comigo mesma sobre Ed e Marianne. Deixe-os viver sua vida!

A semana começou desta vez melhor. Minha mãe e minha tia me enviam uma carta avisando sobre o retorno na sexta. Ok e como é segunda-feira, tenho muito tempo para repor minha vida. Arrumei a casa e dei uma volta na vizinhança. E várias semanas se passaram.  Visitei a universidade e me deparei com uma cena preocupante. Era Marianne, usando uma blusa branca e com os dizeres “SOU UMA VADIA GRÁVIDA”.

O pessoal a maltratava e dizia coisas de baixo calão. Teve uns que gritaram algo do tipo:

-- Hey, Marianne! Cadê sua comunista russa?

-- Avisa o papai pra ele te tirar da universidade! – berrou uma menina, usando jaleco feito médico. – Ah, lembrei! Ele te expulsou de casa.

E mais risos e escárnios. Aquilo estava demais. Puxei Marianne e a levei para longe. Rasguei a blusa e a levei para a república onde eu costumava morar.

-- Foram eles que te colocaram isso? – perguntei.

Marianne negou mas apontou para o pessoal de Direito e Medicina. Aliás todos olhavam com reprovação para Marianne. Chegamos na antiga moradia e um aluno que nunca vi já nos recebeu com grosseria.

-- Não queremos uma puta barriguda na república!

Não deixei o fulano fechar a porta na minha cara.

-- Eu quero falar com Mike! – exigiu veemente. – Agora!

-- E quem é você?

-- Sou Rosie Donovan.

Quando falei meu nome, recuou um pouco e chamou Mike. O resto da turma de amigos surgiu e me abraçaram.

-- Ah, Rosie! Estamos felizes em te ver! – disse Mary, mais animada.

-- Eu rezei tanto para você voltar para nós. – um certo Peter chorou e me deu um abraço.

-- Pessoal! – falei e trouxe Marianne para perto. – Eu sei que não estudo mais aqui, mas, se ainda se importam comigo, por favor, peço que cuidem da Marianne e sejam compreensivos. Façam por mim.

-- Eu só trago problemas. – disse Marianne, triste. – Só isso que sei fazer.

Um deles quase respondeu mas se calou.

-- Olha, Rosie. Nós podemos deixar a Marianne ficar aqui. De boa. Mas sobre o que aconteceu... Não tivemos culpa. – se defendeu Mike.

-- Tudo bem. Mas ela fica aqui. Até se formar. Pode ser?

Todos concordaram. O resto do tempo passei com aquela turma e Marianne foi-se pro quarto. Enquanto o lanche não era preparado, fui conversar com ela no quarto.

-- O que aconteceu?

Mari guardava os livros e parava de chorar. Me encarou, sério.

-- Eu passei mal. Fui para o hospital da faculdade. Os exames foram feitos e... estou de três semanas e na saída um aluno me reconheceu...

Entendi tudo. Já não bastava Marianne ser vista como um “Judas”, agora com a gravidez, se complicou tudo. Me pergunto onde está o Ginger. Não acredito que ele seja tão canalha assim.

-- Ginger sabe disso? – perguntei, brava. – Ele precisa saber.

-- Bem... eu...

Neste momento outra visita acontece. Reconheço ser do vice reitor Cornelius Oak. Mike me chamou e fiquei diante dele.

-- Srta. Donovan, podemos conversar na minha sala?

Que maravilha! Decerto os mais extremistas me denunciaram por defender Marianne e agora vão me punir por visitar meus amigos. Estranhei que durante o caminho, a sala do vice era mesmo do reitor. Ele não estava lá, o que é bom. Não terei de encarar aquele rosto inchado de bebida. O vice parecia um pouco Churchill e se serviu de conhaque.

-- Já deve saber, Srta. Donovan, que o antigo reitor renunciou o cargo.

-- Hã... Não. – estava surpresa.

-- Devido ao escândalo de corrupção, estou no cargo interinamente. E pergunto para você se ainda deseja retomar seus estudos?

Meu sonho se tornou realidade. Como eu desejava voltar estudar e concluir o curso.

-- Wow! Sim! Eu quero! – respondi com tamanha vontade que queria abraçar alguém.

-- Então, pode ir à secretaria, refazer sua matricula e pegar seu novo horário!

Por sorte eles ainda tinham meus documentos e foi mais tranqüilo. Os funcionários praticamente sorriam pra mim. Peguei a lista de livros e horários novos do curso de História. A primeira coisa que fiz foi comunicar para o pessoal da república. Todo mundo vibrou como se fosse em 66 com os quatro gols da Inglaterra na Copa. E na hora do jantar uma maravilha. Marianne não desceu. Todo mundo seguiu para uma festa num dos prédios da universidade e outros para um pub. Fiquei na república, cozinhando algo bom pra Marianne. Levei o jantar para o quarto.

-- Oi! – entrando com a bandeja e deixando na mesa.

-- Olá. – Marianne chorava e saiu da cama, ela vestia uma camisola e ouvia Rockin’ Ramrods.

-- Trouxe seu jantar. Eu mesma fiz conforme o que você gosta.

-- Oh, muito obrigada. – se ajeitando na mesma e depois me olhando. – Sei que me odeia, mas preciso de ajuda.

Já entendi tudo. Marianne explicou que todos da sua família agora a odeiam. Inclusive Edmund. Logo ele, o irmão protetor, agora se voltou contra a irmã.

-- Ele me culpa por você ter ido embora. – justificou Marianne.

-- Marianne, me desculpe o que vou dizer. Mas fui embora por causa dele! – respondi, indignada. – Ele parou de me dar atenção no exato momento que aquele galês idiota apareceu. Eu fui ignorada. Então, ele foi o errado e não você.

-- Eu sei mas Ed acredita que fui eu. Me acusou de falar algo pra você que a fez ir embora. – me abraçando e chorando. – Me perdoa por tudo e por ser tão horrível. Por ter provocado tantas coisas ruins na sua vida.

-- Seu único erro foi não ter me contado sobre aquela russa antes do nosso envolvimento. Mas te perdôo mesmo assim.

-- Você e a Olívia são as únicas que sabem. – pausou um pouco e depois seguiu. – Estou pensando em tirá-lo.

-- Tirar uma vida que você está gerando é arriscado demais. Olha, quando ele nascer, você vem morar comigo em Liverpool. E depois compramos um apartamento em Londres. Seremos uma família.

-- Tudo bem...

Enquanto Marianne jantava ouvi a campainha tocar. Fui atender e a pessoa que vi... Era Edmund.

-- O que quer? – perguntei.

-- Pedir desculpas por você ir embora assim. – nem convidei o folgado e já entrou no alojamento. – Seja lá o que Marianne tenha dito não é verdade.

-- Em primeiro lugar, Marianne não teve absolutamente nada a ver com minha saída e sim aquele galês filho da puta desgraçado! – xinguei e continuei, mesmo com a irmã dele ouvindo tudo na cozinha, escondida.  – Se queria que ele viesse junto, era só ter me avisado. Eu perdi a viagem de minha tia e minha mãe por sua causa! E chega, Edmund! Já estou saturada de homens como você. O Lennon traiu a esposa e agora está com uma japonesa horrível, Clapton é outro que é chegado numa japa. Tanto que terminou comigo, não posso ficar com George Best porque ele é um canalha de marca maior e você é mais complicado do que eu. Seu pai me ferrou!

De repente tudo balançou... Tudo escureceu. Acordei no hospital com um gosto horrível na boca e deitada numa cama branquinha. Ao meu lado está Marianne me observando.

-- Oh Rosie. – me abraçando. – Fiquei preocupada.

-- O que aconteceu comigo? – sinceramente não me lembrava.

-- Você brigava com meu irmão, chorou tanto que se desequilibrou, vomitou e desmaiou. Nós te trazemos aqui com a ajuda da Ana.

-- Como é?

-- Ana estava bem na frente do alojamento porque veio me visitar e aconteceu isso.

Queria questionar se ela voltou com a comunista, mas me poupei disso. Independendo da resposta, perdoei Marianne contudo não prometi nada se voltaria pra ela, exceto na amizade. Permaneci na cama até o doutor me dizer uma novidade que jamais imaginei que pudesse me acontecer: estou grávida.

Estava tão envolvida nas idéias que nem critiquei quando Ana se ofereceu para nos levar pro alojamento. E pior que ela entrou no apartamento. Entrou na cozinha, nos outros cômodos e nos quartos. Subi as escadas e abri a porta, ameaçadora:

-- Muito obrigada, abusada. – agradeci mesmo xingando e notando o olhar dela ao redor. – O que foi desta vez?

-- É que... Eu estudei aqui alguns anos atrás e fiquei justamente neste quarto.

O enjôo tomou conta de mim. O quarto que dormi desde julho de 65 pertenceu à russa safada. Durante todo esse tempo guardei coisas e segredos naquele quarto e descobrir que era da Ana só aumentou o repugno no meu corpo. Imediatamente precisava sair daquele lugar. Passei mal no banheiro e chorei. Pedi expressamente pra ficar sozinha.

Ali pensei em mil coisas. Uma delas é como contarei pra minha mãe que estou esperando um bebê e do “meu primo”? A outra idéia era abortar. Nunca quis ser mãe e não vai ser agora. Lavei o rosto e sai do banheiro. Ana tinha ido embora. Marianne apareceu.

-- Rosie...

-- Estou bem. – falei.

Trocamos o velho olhar da adivinhação. Na realidade nem é preciso adivinhar já que conversou com o médico e ele contou tudo. Ela tocou minha barriga.

-- O que pretende?

-- Tirar esse bebê. – respondi com raiva.

-- Mas você mesma não disse que não vale a pena tirar? – disse, me pegando na palavra. – Por que agora vai abortar?

-- Eu não quero carregar um bebê do seu irmão!

-- Você dá a luz o filho do Edmund e ele cuida. Você não precisa participar disso.

Se o bebê é meu filho, como mãe eu devo participar. E foi o que fiz. Disse para Edmund e ele se alegrou tanto que nem viu o meu descontentamento.

-- Vamos nos casar! – disse Edmund, em tom de grito. – E cuidar do nosso filho.

-- Pare! – coloquei a mão na frente. – Eu recuso. Não quero casar com você. Só quero que fique perto de mim, cuide de mim até que nosso filho nasça. E você vai cuidar dele.

-- Por que fala assim, Rosie? – Edmund não acreditou que eu fosse assim.

-- Bem, deve saber que não quero ser mãe. E esse bebê só veio atrapalhar meus estudos. E também vou me mudar daqui.

-- Seus amigos não te aceitam?

-- Não. – respondi secamente. – É porque eu não quero mais ficar aqui. Este lugar passou a me enojar depois que descobri que Ana morou aqui e dormiu justamente onde dormi desde julho de 65. Não quero nada que me ligue àquela russa!

-- Eu vou alugar um apartamento para nós vivermos juntos. – disse Edmund, com bons planos. – Eu, você e minha irmã.

Está bom demais pra ser verdade, mas faltava uma coisa: o amante galês.

-- O galês ruivo vem junto? – perguntei.

Edmund se calou e tentou responder enrolado e exigi.

-- Edmund! Te fiz uma pergunta. O galês vem junto ou não?

-- Não! Jim terá o canto dele. Ele está em Nova Iorque e ficará bastante tempo.

Terminei de arrumar as malas e tomei água. Voltei a falar com calma no entanto alterando à medida que mencionava o amante que estragou minha viagem.

-- Melhor assim. Enquanto eu estiver carregando seu filho, exijo no mínimo aquele filho da puta de cabelo vermelho longe daqui! E agora quem sabe ele arranje outro e te esqueça.

Não sei se isso é a gravidez ou a raiva que tinha por Edmund, mas confesso: estou adorando humilhá-lo. Outra vez me despedi dos meus colegas e continuei freqüentando as aulas até o quarto mês e tranquei. Toda aquela situação de gravidez era complicada. Nem trabalhar podia mais e oficialmente me demiti com decência.

No meio disso tudo me dei conta de uma coisa: não tinha mesmo amigos. As únicas eram minhas amigas de infância, Suzan e Jane. E tem a Marianne. Ela visitava Anastacia todos os dias e ela também retribuía as visitas. Ana trazia pacotes de fraldas para Mari e outro para mim. Recusei.

-- Dê para Marianne. – pedi.

-- Mas comprei pra você. – confirmou Ana, gentil. – Chelsea e eu...

-- VÁ PRO INFERNO VOCÊ, CHELSEA E AS FRALDAS! – joguei os pacotes contra Ana.

-- Tudo bem, eu dou para ela...

A vida naquele apartamento se tornou meu segundo inferno, o primeiro foi na Escócia. Os meses foram avançando e foi aí que descobri que Ed estava tendo um caso com Alice, a irmã do galês Jim. Ela só parou quando um dia, de forma divertida, me apresentei pra ela, com meu barrigão e dizendo com muito “orgulho” que é do Edmund. Depois era só choro. Chorava toda hora, não procurava Marianne por teimosia, dormia sozinha, sofria pacas. Desejava que alguma coisa acontecesse pra não ter aquele bebê.

Todo tempo relembrei como eu era. Uma garota vinda de Liverpool, sozinha e pra estudar Direito. Conheci Marianne no primeiro dia e quando fui procurar um lugar pra ficar, surgiu aquele alojamento. Ela também foi para lá e ficamos mais amigas. Meses depois ganhei um emprego, aprendi a lidar com publicidade e música e virou diversão. E veio numa xícara de chá o meu segundo amor, Clapton.

Com o tempo achei que ia durar... Mas foi um lindo engano. Ele terminou comigo. Marianne se tornou mais do que uma amiga. Foi alguém que amo como pessoa e mulher. Por que ela tinha de beijar a russa se era despedida? E por que não me contou antes?

Tantos questionamentos... Encontrei Mari no outro quarto, olhando e chorando pra uma foto do Ginger. Saudade dele. Abracei-a e fui tomada pela pena, remorso e tristeza.

-- Eu parei de te odiar. – falei. – Mas estou de coração bem partido.

Ela compreendeu e novamente nos abraçamos. Prometemos ficar juntas, independendo do que fosse. Marianne nunca ia me deixar e eu não vou abandoná-la.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Top 10 Grindhouse: Os filhos da Grind

Olá pessoal!
Um bom feriado para todos e vamos começar com o post de maio com um top 10. Os filhos da Grind vão ser o destaque. No grupo do What'sApp falamos dos filhos das personagens mais lindos e que provocam suspiros na mulherada e nas autoras. Olha, confesso que foi difícil e tive de escolher a dedo. São muitos os galãs mas somente uns merecem estar nesta lista. Vamos lá!


10) Thomas Müller


A palavra que define Tommy: vacilão. Mas o que é isso, Inara? Por que? Vou dizer. Tommy cometeu dezenas de erros, tanto fora do campo quanto dentro. Traiu Becky Jones com Josephine Truffaut, brigou com Max Breitner, humilhou Humberto Zoff na frente da família e ainda renegou sua amizade que tinha com Melanie Beckenbauer. Com tudo isso ele adoeceu, quase morreu mas viveu para corrigir seus erros. No fim Tommy pediu perdão para todos, foi honesto com Becky e pediu divórcio sem brigas e ainda se acertou com as pessoas que ama. Apesar dos erros, ele nunca deixou de ser íntegro, um bom pai para seus filhos e irmão mais velho. E fora isso o anão ganhou muitos corações. Louise McGold e Gerd Müller estão de parabéns.



9) Henry Jones


Sem piadinhas, minha gente. Ele não estudou numa escola musical tipo High School Musical mas confirmo que ele namorou uma Vanessa Hudgens da vida chamada Rachell Noone. O melhor amigo de Suzanne Rain é um dos fofinhos que o casal D&D gerou. Tirando os olhos azuis, Henry é totalmente o Davy. Sabe cantar, dançar, atuar, escrever músicas e outras funções. Ele poderia ter a garota que quisesse, já que como um Jones macho, atraía bastante o público feminino. Entre tantas mulheres exuberantes e lindas, somente uma ganhou seu coração e é sua melhor amiga. Henry é tão apaixonado por ela que inclusive aceitou numa boa o pequeno Ciro, filho de Suzanne com Giorgio Chinaglia Jr. Mas com ela, teve mais dois filhos, Laura e Zac. Para ele está tudo ok!




8) Filippo Zoff


E vamos para o segundo vacilão (mas nem tanto quanto Tommy) dos filhos. Filippo, ou só Pippo, consegue ser tão bom jogador e um ótimo amante. Tendo altura de Chelsea O'Malley e charme italiano de Dino Zoff, está completo pra ele. Em seu currículo amoroso, conquistou duas belas garotas: Karin Townshend e Eva Müller. Com Karin foi amor à primeira vista e não mediu esforços pra ganhar a filha de Pete Townshend. Mas durante o namoro com a menina, ele se envolvia com Eva e foi mais casualidade. O problema foi no final quando as duas descobriram que ficavam com o mesmo cara e principalmente para Pippo foi um choque saber que Eva e Karin são melhores amigas. Bem que tentou reconquistar Karin, sendo seu rival na Beatleweek 2011. Não conseguiu. Pippo pode não ter conseguido com nenhuma das duas mas ganhou um novo amor que atende pelo nome de Anthony Greyhound McGold, o Little Tony.



7) Dorian Donovan Jones


Edmund Jones e Rosie Donovan tiveram a maior e melhor de suas noites de amor e desta união veio seu filho, cujo nome foi uma clara referência ao livro de Oscar Wilde. Dorian, ou Dodo para os íntimos, viveu maior parte da vida com o pai mas nunca deixou de amar sua mãe. Na forma adulta, Dodo veio pra causar. Foi um dos primeiros amantes de Max Breitner e já namorou Clarice Wilson. Hoje, ele é sugar daddy de Valentine Wright. Gatão de sorte!



6) Max Breitner 


Benzadeus Paul Breitner e Anastacia Rosely quando fizeram Max Breitner. Melhor dia de suas vidas. O menino nasceu pra grandeza. Ele pode não ter se dado bem no futebol mas na literatura garantiu seu primeiro livro publicado ainda na infância, um TCC bem elaborado, um prêmio Nobel e mais livros de grande sucesso. Por trás de toda essa inspiração existem duas pessoas em sua vida: Thomas Müller e Lyla Best. Max ficou conhecido na Grind por salvar a vida de Tommy e por trair Lyla com Ann-Marie Godard. Um erro que ele carregou por muito tempo mas recuperou o amor de sua ruiva e ainda o coração do seu amigo anão. 


5) Michael Nesmith Jr.



Outra criação se chama Robert Michael Nesmith Jr. Parabéns para Mike e Emma pela concepção desse lindo boneco que mais parece o Ken da Barbie. Brincadeiras à parte. Esse aí foi eleito segundo o clube feminino A Costela de Adão, como um dos colírios dos olhos. Merecido até porque ele é a cara do pai e também o mais romântico da prole masculina Nesmith. Nez Jr. se relacionou com um monte de garotas mas uma não foi mencionada pela Maris Campos na X-Brit e se chama Michelle Watson, ou simplesmente Mickie. Durou bastante tempo contudo, ele conheceu a melhor amiga dela, Aurora Fitzwilliam. A amizade delas chegou acabar por causa dele mas no final deu tudo certo e Mickie aceitou de boas. Outra revelação mas bem inusitada: Nez Jr foi crush master de Rachel, a filha de Moses Smith com Marianne Jones. Segredo guardado em sete chaves.



4) James Daltrey


O Ministério da Saúde da Grindhouse adverte: favor não confundir James Daltrey com Owen Wilson! Outra brincadeira por parte da blogueira. Se vocês acham que James nasceu igual ao Roger Daltrey, um perfeito encrenqueiro? Considero um meio certo. Por que? Porque James Daltrey é também parecido com o pai em alguns pontos. Briguento e ciumento. Mas romântico e um amante super quente. Quem dera pois ele foi o primeiro de Joey Townshend e namorou Aminta. O romance durou mas não deu. No entanto gerou um fruto chamado Henry. James é outro colírio merecedor do Costela de Adão pois algumas garotas já confessaram ter mergulhado neste pecado loiro maravilhoso. Aminta foi que teve sorte grande e não é pra menos. Marie e Roger merecem nosso ok!



E agora vamos para o pódio de medalhas!



3) Chris e Nikolai Entwistle


Agora os parabéns são direcionados para John Entwistle e Ana. Os gêmeos mais fofos e queridos (teve época que eu e as outras autoras shipamos eles com as gêmeas Jones do D&D) da família Romanov são bem diferentes um do outro. Chris é o mais velho em questão de segundos. No começo, Chris era festeiro e pegava todas, até que se viu amando as duas irmãs McGolds, Susila e por fim Brianna, com quem é casado e tem dois filhos. Já no amor masculino amor Ned Maier mas custou pra admitir que seu grande amor mesmo é Jordi Cruyff.´Não há dúvidas que Chris é um pouco parecido com Ana. Nikolai é mais trevoso como o pai, é mais energético e tem aquele senso de humor estranho e uma capacidade de dedução excepcional mas que irrita algumas pessoas. Amou intenso Joey mas sua alma gêmea é Dimitri Martin. Com as garotas se envolveu com Mandy mas se apaixonou por Karin quando a mesma tinha 16 anos. Depois teve um lance com Sofia Baker que durou 8 meses mas seu amor mesmo é Karin e hoje vive muito bem com ela e sua filha, Nina. Os gêmeos são como sol e lua, ying e yang.Medalha de bronze pra eles!


2) Ned Maier


A medalha de prata é pra esse alemão misturado com escocês, o nosso amado ruivo Eddard "Ned" Maier. Como o pai goleiro, Ned seguiu seus passos. Quando criança, era um menino assustado porém alegre. Tinha muitos amigos mas um se destaca: Joey Townshend. E as mulheres com quem se envolveu são muitas, entre elas Melanie Beckenbauer, Olga McGold, Lily Daltrey e por fim Emma Townshend, que viria se tornar sua esposa. Mesmo com toda perfeição, Ned cometeu um erro grave: traiu e enganou Emma por seis meses, se envolvendo com Elsie Charlton. Separados por quase dois anos mas o amor novamente os uniu e hoje Ned e Emma são um dos casais mais adoráveis e conhecidos dos amigos.  Vale lembrar que ele é alemão mas curte usar um kilt. Altas fantasias para a mulherada!


1) Joey Townshend


E agora, senhoras! Saúdem o vencedor e medalha de ouro do Top 10, o macho alfa dos filhos da Grind e o primeiro de muitas (quase 97% das filhas da Grind) mulheres e rapazes. Joseph Townshend, ou Joey, no começo era o típico garoto esquisito. No entanto o freak cresceu, a puberdade foi legal e o transformou num homão da porra e podre de rico! Entre tantas garotas teve um romance com Cece Jones que foi constantemente interrompido pelo pai dela, Davy. Ok, não deu. Seu amor de infância foi Mandy Smith e com ela tiveram Rory, sua filha adolescente. Foi casado com Sofia Baker por 17 anos e com ela tiveram Roger e Betty, seus dois filhos mais velhos e hoje é casado com Audrey Entwistle. Nos amores masculinos Joey teve casos com todos eles, até com alguns teens como Oleg, irmão mais novo de Audrey. Mas Ned Maier é o dono de sua alma e seu amor. Joey é fogoso, insaciável e romântico, olhos azuis do pai mas ousadia da mãe. Pete e Fefe tiveram aquela noite merecida pra fazerem esse lindo. Se o padrão de homem ideal fosse definido, Joey é esse padrão. Te cuida, Rodrigo Hilbert!




É isso aí, pessoal! Deixem seus comentários para concordar ou discordar. Em breve, Top 10 dos Teens!