domingo, 8 de março de 2015

Happy Women's Day

Olá pessoal!
Dia 08 de março é Dia Internacional da Mulher e nada melhor do que o blog Invasão Britânica dedicar essa incrível montagem com só as personagens femininas da linhagem Grindhouse de fanfics,  desde as principais, com as coadjuvantes e as vilãs, contabilizando quase 30 personagens. Obrigada!






segunda-feira, 2 de março de 2015

Rush - No Limite da Paixão (9º Capítulo)

Olá pessoal!
Desejo-lhes uma boa noite que março traga boas vibrações! Agora fiquem com capítulo novo de Rush e será dois POVs masculinos. Boa leitura!




Capítulo 9: O lado deles

James POV (Superstar)
Acordei com aquela dor de cabeça causada pela bebida. E na cama estava ela. Minha “Suzie”. Para mim, Louise McGold é a essência de uma bela mulher. É tão bonita quanto minha esposa, que preferiu alguém como Richard Burton. Ok, acho que mereci esse abandono. A pergunta sempre povoando minha mente é como fui escolher Louise entre tantas mulheres ao meu redor? Bem, isso é um pouco complicado de responder, mas posso dar uma base da resposta.
Além de linda, ela tem atitude, gosta de dançar e beber como eu e cheia de sedução. A amiga dela, a francesa Odile também tem essas qualidades, contudo, era “Suzie” quem me dominava por completo. Ela atraia muitos olhares masculinos e fazia os homens se renderem. Se desse uma ordem qualquer, obedeceriam como se ela fosse uma rainha.
Tive de suportar as pequenas fisgadas de ciúmes quando a vi com Clay Regazzoni e outras vezes com outros caras. Embora alguns deles sejam do seu circulo de amizades, não conseguia vê-la com outro homem. A única pessoa que podia muito bem aceitar esse tipo de relação amistosa era Niki. O resto é nada. Apenas obstáculos a serem tirados. Clay foi um deles.  Se bem que percebi que outro cara esteja de olho nela. E não é austríaco. É alemão. Afinal, o que o jogador do Bayern de Munique quer com minha Suzie?
Perguntas e perguntas. E mais perguntas...
Algumas semanas antes do grande prêmio no Brasil, Louise e eu tomamos café juntos na minha casa. Mesmo acordando e com cabelo loiro bagunçado, ela estava incrível. A nossa noite foi intensa, avassaladora.
-- Estive pensando, não acha melhor planejar nosso casamento?
-- Loirão, ainda é cedo pra essas coisas. E além do mais, a recém divorciou da sua esposa.
-- Eu sei, mas eu quero você ao meu lado, doçura.
Nos beijamos ali mesmo e nos levantamos para irmos ao quarto. Coisa que não conseguimos pois Lord Hesketh apareceu.
-- Bom dia, pombinhos. Não quero interromper este momento tão apaixonado. Estou aqui apenas para avisar sobre a reunião com o pessoal da MacLaren, junto com Peter. Melhor se arrumar logo, superstar.
-- Está bem. – Respondi e em seguida beijando Louise. – Te vejo mais tarde, Suzie.
-- Até mais, loirão!
Na reunião, tudo que pensava era em Louise e sua beleza. Só de saber que dentro de uma hora logo me encontraria com ela no apartamento onde vive com Odile, já me deixava mais feliz e cheio de vontade. Na saída, Hesketh já fala sobre uma possível festa a ser feita em Interlagos. Para mim seria ótimo e para Suzie também. No fim da tarde, tomei banho e coloquei uma roupa confortável. Usei um pouco de perfume e peguei o buque de flores comprado antes de voltar para casa.
Dirigi por uns trinta minutos até chegar ao apartamento de Louise. No entanto, notei algo no estacionamento. Há mais um carro ali. Imediatamente lembrei-me do rato. A essa altura ele deve estar namorando a linda mulher francesa. Peguei o elevador e na subida, senti que algo pode surpreender. Ignorei esse fato e toquei a campainha. Ouvi vozes femininas e masculinas. E pareciam falar em alemão.
-- Oi James! – Louise abriu a porta e logo me puxou para perto dela. Trocamos aquele beijo intenso até ouvir o rato, digo, Niki, zombando de nós.
-- Cuidado, Lulu. Esse cara é muito perigoso. – Niki servia um pouco de vinho para Odile (agora é confirmado: ele namora a amiga da Suzie).
-- Seu chato! – Disse Louise de forma divertida. – Venha, junte-se a nós.
Adentrei a sala e me deparo com uma cena um tanto chocante para mim. Esperava uma “reunião de casais”. Em vez disso, vejo Niki, a namorada e aqueles dois jogadores alemães. Aquele cara...
Me sentei no sofá e aproveitei para beijar um pouco Louise e depois ela sentou no meu colo.
-- James, temos visitas importantes. – Dizia ela, evitando minhas mãos e sorrindo.
-- Calma, eles são amigos do Niki. Está tudo bem. – Obviamente não estava. No fundo queria jogar aquele alemão na janela. Melhor, usar meu carro e atropelar na pista de Mônaco, isso sim seria um show e tanto.
Tivemos uma boa conversa, embora somente eu e Suzie demos atenção um ao outro. Volta e meia uma pergunta era feita a nós e sempre ela respondia com elegância e bom humor. Mais tarde Odile colocou na vitrola um disco dos Carpenters e uma música muito bonita tocou. Fomos até a sacada admirar a lua e Louise me revela algo.
-- Sabe, alguns meses atrás Odile e eu fomos ao show dos Carpenters aqui em Londres e conseguimos autógrafos. Conversei com Karen e pedi se fosse possível escrever uma música. Ela disse que já tem uma música, mas não sabia o título a ser colocado e sugeri “Superstar”. Porquê me lembra você!
De todas as mulheres que sempre viam ao meu alcance, apenas uma desejei. E essa era Louise. Meu nível de amor por ela ficou elevado ao saber que fui transformado em título de música. Outra vez a beijei, desta vez mais forte e mais intenso dos anteriores até deixá-la sem ar.
-- Eu vou ao banheiro, Suzie. Já volto.
-- Ok.
Lavei o rosto e tentei recuperar o fôlego. Estava mais que certo. Não havia mais ninguém que possa nos separar. Quando sai do banheiro caminhei até o corredor e notei o quarto de Louise aberto, fui entrar e me deparo com mais uma coisa. Gerd Müller ali.
-- O que faz aqui? – Questionei do lado de fora.
-- Só conhecendo o quarto da amiga da Odile. Ela está apresentando todo o apartamento para nós.
-- Ah sim... – Falei apenas para disfarçar meu incomodo. A vontade que tinha era matar agora o chucrute. Ele saiu e bloqueei sua saída e falei em alemão.  – Ouça com atenção, cara. Fica longe dela!
-- De quem está falando? – Perguntou claramente fingindo inocência.
-- Ora, não me faça rir. Da loirinha, olhos azuis, rosto de anjo e pele de porcelana. Ou para todos os efeitos, ela se chama Louise McGold.
-- Não quero nada com ela e, além disso, sou casado!
Aquilo não me convenceu e já preparava uma nova contra resposta se não fosse à intervenção de Suzie.
-- James, vem pra sala!
-- Estou indo. – Falei e em seguida lancei em direção ao jogador antes de ir à sala. – Mais uma vez, alemão: fica longe da Louise!
Minutos mais tarde eles foram embora e o rato e sua amada francesa se trancaram no quarto. Louise e eu ficamos mais um pouco aos beijos e bebendo um pouco. Ela comentou que não gostou do fato de Odile mostrar o resto do apartamento para os jogadores, mas a idéia era de Niki por isso teve de concordar. Depois disso ela me levou ao seu quarto e fizemos amor loucamente até que senti algo me arranhando.
-- AI! QUE DROGA!
Afastamos-nos e vimos o gato chamado Meia Noite na cama.
-- Meia Noite vá arranhar um pouco as pernas do Niki! – Disse Louise, levando o gatinho no quarto ao lado.
Aquela noite é praticamente nossa!

Gerd POV (Der Bomber)
Não sei se foi uma boa idéia acompanhar Niki Lauda na visita as suas duas amigas. Apenas sei que Franz não parava de falar nela, pelo menos não na frente do Niki.  Por diversas vezes alertei em não deixar na cara do piloto ou então haveria problemas. Ele não queria perder a amizade, mas também odiava a idéia de ficar distante da bela francesa.
E quanto a mim? Detestava admitir que estivesse caído de amores pela amiga dela chamada Louise McGold. Procurava pensar em outras coisas do tipo esportes e mulheres. Nesta parte fui um tanto infiel, por estar pensando em outra mulher estando casado. É nesta parte que fiquei bastante desapontado. Uma coisa é não parar de admirar a beleza exótica daquela mulher incrível e a outra ser ameaçado pelo namorado dela, se é que dá pra chamar de namorado aquele piloto, James Hunt, segundo a descrição de Niki, o homem mais perigoso das pistas.
Em casa, não dormi nada. Aqueles olhos tão reluzentes eram a luz que precisava. Sai da cama e peguei a sacola onde tinha guardado uma manta. Sim, eu roubei a manta de Louise que encontrei no quarto dela. Fui pra sala e olhei aquela manta em minhas mãos. Macia e cheirosa, como as rosas. Adormeci ali mesmo e sonhando...
Onde estou?
Pelo cenário tão florido me lembra algum país do norte ou quem sabe alguma parte de Gales. Caminhei por muito tempo e ao longe vi a bela garota  colhendo rosas e margaridas e guardando num cesto. Caminhei até onde estava. Ao que parece ela percebeu minha presença e correu para longe.
-- ESPERE! – Gritei para ela.
If you're travelin' down to north country fair
The winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She was once a true love of mine

-- Por favor espere!
Espere...
-- Gerhard! ACORDA!
Abri os olhos e num susto vi minha esposa Uschi de camisola e a janela aberta, com os raios de sol atingindo a sala.
-- Hum... que horas são? – Perguntei.
-- Oito e meia. E que cobertor é esse?
-- Eu ganhei de uma fã.  – Menti descaradamente para não falar do meu assalto num quarto de uma linda mulher.
-- Certo. Agora vá treinar. Herr Lattek ligou hoje as sete reclamando dos seus atrasos.
-- Ok. – Disse sem muita convicção. Tomei um rápido banho e comi apenas uma maçã e segui rumo ao estádio.
Chegando ao treinamento, todos faziam aquecimento com alguns exercícios e nenhum sinal do treinador Lattek.
-- Atrasado como sempre. – Comentou meu amigo Franz enquanto praticava algum chute.
-- Me deixa em paz. Não dormi quase nada na noite passada e... – Não deu para terminar minha reclamação pois senti um cheiro de perfume e vinha do próprio Franz. – Que... que cheiro é esse?
-- Err... nada. – Respondeu um pouco nervoso. —É apenas um perfume francês.
Ainda olhava para ele com aquela desconfiança. Obviamente Franz estava mentindo assim como eu menti para minha esposa no caso da manta roubada. Depois disso ele me puxou para o armário e ali dentro tirou um frasco transparente e nele estava escrito “Chanel Nº05”.
-- Onde comprou esse frasco?
-- Eu não comprei... Eu roubei. – Disse enquanto guardava novamente no armário.
-- E de quem?
-- Lembra da namorada francesa do Niki? Foi dela que peguei.
Por um momento achei ser uma brincadeira de mau gosto dele, porém lembrei que fiz exatamente isso ontem a noite. E veja no que resultou. Agora são dois jogadores, apaixonados por duas mulheres inalcançáveis que viraram ladrões.
-- FICOU DOIDO? ONDE JÁ SE VIU? ROUBAR O PERFUME DE UMA GAROTA? AINDA MAIS A NAMORADA DE NIKI LAUDA?
-- Gerd! – Ele tapou minha boca abafando os gritos de tamanha indignação. – Não grita, as paredes tem ouvidos.
Ao voltar para o campo não consegui parar de pensar das nossas atitudes, tanto do Franz quanto a minha. Neste momento cogitei em devolver mas como?
-- Não acha melhor devolver? Eu também peguei algo daquela loira. – Disse enquanto chutava para gol.
-- Devolver? Jamais! Aquele perfume é minha única lembrança que tenho da francesa!
-- Vamos ser sinceros: Temos esposas e você tem filhos. Sendo assim, vamos esquecer essas duas, antes que acabamos enlouquecendo.
-- Quem enlouquece aqui? – Sepp acabou pegando um pouco da conversa.
-- Ninguém. Agora cale- se e vamos treinar! – Franz se encontrava irritado e mal se concentrava nas jogadas.
No fim expliquei para Sepp sobre a visita que fizemos ao apartamento da namorada de Niki Lauda, o fato de descobrir que a amiga dela tem um (pior) namorado.
-- Vamos ver se entendi. Você e Franz conheceram a namorada e amiga do Niki, foram convidados para conhecer onde elas moram e roubam um perfume francês chique e uma manta?  -- Indagou o goleiro arregalando os olhos e quando respondi afirmadamente, caiu na risada.
-- Qual é a graça? – Neste momento o Kaiser (como Franz é chamado) para seu treino para conversar.
-- Seus ladrões! É por essas e outras que fico rindo. Adoro esses momentos hahaha! Kaiser ladrão de perfumes Chanel e o Bombardeiro que ama uma mantinha! E pra piorar, olhem quem está chegando...
Vi ao longe Niki caminhando até nós com... Aquelas duas?! Oh não, Louise... Relaxa, Gerd, aquela loira te odeia e nem que te ver pintado de ouro. Encare numa boa. Franz e Sepp foram conversar com eles e Louise se distanciou para fumar. Voltei aos chutes e vez ou outra olhava para ela. Percebi também que ela também me olhava. Será um bom ou mau sinal?
Depois pude ouvir um pequeno comentário (ou seria uma indireta?) entre as duas mulheres e justamente sobre o sumiço das coisas.
-- Ainda não acredito. Como pode ter sumido meu Chanel Nº05? Niki afirma não ter pegado. E agora?
-- Eu juro que pego o desgraçado e mato ele com o taco de cricket. Mas antes, ele vai devolver minha manta e pedir desculpas pelo furto!
Quando Louise terminou de falar aquilo, ela lançou um olhar para mim e eu claro, disfarcei.  Sim, é sinal de indireta e ela esperava alguma ação de minha parte, para comprovar que tenha sido eu.
Imagino que as duas continuem a procurar pelos objetos roubados. E eu não estava disposto a devolver. Sei que é errado. Muito errado. A manta com cheiro de rosas e se tornou a única coisa de melhor para mim, a única lembrança da bela atriz chamada Louise. 
A noite peguei novamente aquela manta e dormi sentindo aquela maciez toda e o perfume adocicado dele. Imaginei Louise nos meus braços, com perfume de rosas e a pele tão macia...

Continua...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Brit Trailers: The Spy Who Loved Me

De novo sou eu!
Disse que vai ter dobradinha de trailers e o segundo está aqui. Chamado de The Spy Who Loved Me, veremos Felicity McGold (a "Isis" do CSI: München) como uma espiã britânica enviada para matar Franz Beckenbauer (o delegado badass-que-sofre-de-taquicardia e "Comendador") um terrorista alemão que vem tirando o sono do pessoal do MI-6. Minissérie de 5 capítulos. Confiram!




Brit Trailer 2: The Spy Who Loved Me


(É mostrado o majestoso prédio do MI-6, de todos os ângulos e o hino da Inglaterra toca ao fundo)

Recepcionista: Seja bem vinda a Inteligência, agente McGold!

Felicity: Obrigada!

(Na sala de reunião)

Sr. Townshend: Ele conhece todos nossos agentes e eliminou um por um.

Sr. Wright: Possui um vasto conhecimento de armas e habilidade de luta sem igual.

(Mostra Franz lutando e matando os agentes de todas as formas)

Sr. Daltrey: Isso sem falar...

(Rápido close para Franz sorrindo e viajando de avião)

Sr. Daltrey: Ele nunca é encontrado. O que vamos fazer?

(O diretor olha pra janela e responde, tocando ao fundo Live And Let Die)

Graham Bond: Já tenho a pessoa perfeita para deter Franz Beckenbauer.

Sr. Townshend: Quem?
(Mostra uma cena de Felicity bebendo no bar alemão e observando Franz numa mesa e ouve-se Bond respondendo)

Graham Bond: Minha melhor agente, Felicity Jane McGold, codinome Lady Phoenix.

Say live and let die
(Live and let die)
Live and let die
(Live and let die)

(Cena de Felicity lutando contra os inimigos, atirando e outra cena dela roubando arquivos, destrancando portas e usando disfarces.)


Espiões...

Felicity: Não costumo deixar rastros.

Graham Bond: É bom mesmo. Seria desastroso.

Nunca se enganam!

(Cena de Felicity usando uma pistola silenciadora contra um guarda)

Espiões...

Felicity: Acha possível o destino unir duas pessoas tão diferentes?

Franz servindo tomando um pouco de vinho: Talvez... Mas acredito...

(Cena do casal se amando romanticamente no quarto)

Franz: ...Que uma determinada pessoa possa entrar na sua vida, com um propósito.


Nunca amam!


(Toca ao fundo a versão instrumental de The World is Not Enough)

Franz: VOCÊ É UMA ESPIÃ?

Felicity chorando: Eu sou... Por favor, deixe-me explicar...

Franz segura a espiã pelo pescoço e mira o revolver na cabeça dela: NÃO QUERO! NADA DO QUE ME DIZER VAI SALVAR VOCÊ!

(Ouve-se mais tiros e gritos dos homens)

Felicity soca Franz e o rende: Se me ouvir, prometo que te tiro daqui com vida e nunca mais nos veremos!

(Cenas dos dois escapando do tiroteio e viajando de trem para Hamburgo e são encurralados pelos agentes do MI-6)


Sr. Townshend: Cumpriu com sua promessa, Lady Phoenix. Agora o mate!


The world is not enough
The world is not enough
Nowhere near enough
the world is not enough...


(Rápidos flashbacks de Felicity e Franz felizes e caminhando juntos pelas ruas e Munique, até apontar para as situações de perigo)

Felicity mirando a pistola para o terrorista: É assim que os britânicos se despedem, Herr Beckenbauer!

(Tem três tiros e tela preta, mostrando o título)







THE SPY WHO LOVED ME

By: Maya Amamiya


EM BREVE!



Brit Trailers: Love is A Laserquest

Olá pessoal!
Hoje vamos ter duas brit trailers de duas minisséries e a primeira delas será Love Is A Laserquest, escrito por Mariana Greyjoy e eu, Maya Amamiya. Vocês vão gostar!



Ele tinha tudo que um homem deseja

(Mostra George Harrison saindo com Mary Anne)


Sucesso...

(Mostra os Beatles tocando no Cavern Club)


Fama

(Cena da histeria das fãs. Um grupo perseguindo George)


Reconhecimento

(Outra cena com George sendo premiado de melhor guitarrista e aplausos)


E uma garota linda

(Close para o rosto de Mary Anne e depois mostrando o beijo dela com George)


Porém...

                             (Ouve-se um badalar do relógio)


Algo lhe falta!

(Ouve-se ao fundo a música “Love is A Laserquest”)


George: amo demais Mary Anne, mas desde que ela engravidou...

(Pequenos flashbacks do guitarrista sofrendo)


George: Não sinto mais nada por ela. O que faço, Nora?

(Close para Nora)

Nora: Quem sabe...


(Mostra cenas de George e Nora se amando escondidos)


Nora: Possa te ajudar.


Do you still feel younger than you thought
You would by now?
Or, darling, have you started feeling old yet?
Don't worry, I'm sure that you're still breaking hearts


Mas uma outra pessoa...

(cenas de pistas de Fórmula 1 com carros correndo em alta velocidade)


Mudará o rumo...


Cevert: Você deve ser Nora Smth?

Nora: Sim. E como sabe meu nome?

Cevert: Conheci sua prima, Angie. Eu sou François Cevert, colega do Jackie Stewart.


(Cena de François roubando um beijo de Nora e os dois se amando no Box)



Das mesmas autoras de Love Sell Out, Rush – No Limite da Paixão e Holiday Romance



(Efeito Fade in para o título na tela preta)



LOVE IS A LASERQUEST

BY: MARIANA GREYJOY E MAYA AMAMIYA

EM BREVE


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Close To You (Songfic What If - Grindhouse)

Olá pessoal!
Vamos hoje para uma songfic dentro da What If e o casal é Niki Lauda (que está de aniversário hoje) e Odile Greyhound. Sabemos que esses dois são par romântico em Rush e que tal dar um rumo definitivo a eles? E para finalizar feliz aniversário Mariana "Walrus Girl" Campos! Boa leitura!



Close To You__ Maya Amamiya


Aquele domingo estava ensolarado e perfeito. Ao menos na visão de Odile Greyhound. Acordara cedo, muito animada pelo dia e ansiosa em vê-lo. Seu namorado, Niki Lauda, irá correr no Grande Prêmio da Inglaterra. Embora sendo começo de temporada, poderia muito bem iniciar o ano com vitória e pontos a frente de seus rivais, entre eles James Hunt.
Preparou o café da manhã para ela e sua amiga e colega de quarto, Louise McGold, que dormia tranquilamente, depois da noite passada ter se divertido numa festa. Pegou rapidamente o jornal e viu Niki e outros pilotos na primeira página, atraindo os leitores para a competição.


Why do birds suddenly appear
Everytime you are near?
Just like me, they long to be
Close to you
Why do stars fall down from the sky
Everytime you walk by?
Just like me, they long to be,
Close to you

(Por que os pássaros aparecem de repente
Toda vez que você está perto?
Assim como eu, eles querem estar
Perto de você...
Por que as estrelas desabam do céu
Toda vez que você passa?
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você)


Todas as equipes se encontravam ali no circuito de Silverstone, prontos para mais uma corrida desafiadora. Niki se encontrava muito concentrado. Assim como Odile acordara cedo mais para se reunir com a equipe da Ferrari. Após a última reunião em Maranello para renovação do contrato, sentiu que desta vez poderá ser campeão mundial. Outro fator benéfico foi Odile. No ano passado, onde corria ainda na Fórmula 3, conheceu a atriz através da amiga dela, Louise. O primeiro contato foi imediato a ele. E os novos encontros com ele, como foi em Pompéia num café da manhã em grupo e depois a festa de Lord Hesketh que trazia outros pilotos convidados, foi o bastante para se sentir apaixonado pela bela francesa.


On the day that you were born
The angels got together
And decided to create a dream come true
So they sprinkled moondust in your hair
And golden starlight in your eyes of blue
That is why all the girls in town
Follow you, all around
Just like me, they long to be
Close to you

(No dia em que você nasceu
Os anjos se reuniram
E decidiram tornar um sonho realidade
Então eles espalharam poeira da lua em seus cabelos
E luz dourada das estrelas em seus olhos azuis
É por isso que todas as garotas da cidade
Seguem você, por toda parte
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você)


Odile e Louise chegaram por volta das nove horas da manhã, ainda com os preparativos da grande corrida. Os fãs de Fórmula 1 já começavam a ocupar os lugares nas arquibancadas.

-- Eu vou ver o Niki, já volto! – Disse Odile para sua amiga Louise.

-- Ok e não demora. A largada será as dez.

Ao sair dali, a atriz chega ao corredor dos boxes e entrou justamente o da scuderia italiana, Ferrari. Chegando ali estavam os mecânicos dando os últimos ajustes no carro e avistou também Niki, conversando com o chefe deles e Clay Regazzoni. Este último avisa seu colega da chegada da namorada.  O piloto austríaco sorriu e se aproximou da amada, roubando um beijo rápido.

-- Ma Belle, estou feliz em te ver. – Disse Niki, abraçando a amada.

-- Meu ratinho austríaco... – Sussurrou Odile e novamente beijando-o, desta vez mais quente que o anterior.

A saudade dos dois era tanta que Niki e Odile resolveram se afastar dali da garagem e foram para área de design do box, onde trancaram a porta e resolveram fazer amor ali no chão, matando a saudade de tantos dias longe um do outro.

-- Tem certeza que ninguém virá aqui? – Indagou Odile, com Niki beijando seu corpo.

-- Absoluta!

E continuaram assim até faltar quinze minutos para os pilotos se preparem na largada. Se vestiram e trocaram mais um beijo, selando outra vez seu amor um pelo outro. Cinco minutos depois Odile retornou para arquibancada ficando ao lado de Louise, torcendo para tudo der certo a Niki.


On the day that you were born
The angels got together
They decided to create a dream come true
So they sprinkled moondust in your hair
Of gold and starlight in your eyes of blue
That is why all the girls in town
Follow you, all around
Just like me, they long to be
Close to you

(No dia em que você nasceu
Os anjos se reuniram
E decidiram tornar um sonho realidade
Então eles espalharam poeira da lua em seus cabelos dourados
E luz das estrelas em seus olhos azuis
É por isso que todas as garotas da cidade
Seguem você, por toda parte
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você)



Foi dada a grande largada. Niki conseguiu uma boa vantagem ultrapassando muitos concorrentes até alcançar uma posição favorável.  Aquelas voltas todas na pista deixavam Odile um pouco apreensiva. Não é difícil de ver que ela tenha medo de algum possível acidente que possa prejudicar Niki, até de modo fatal. Já vira muitos pilotos perderem a vida por isso.
Após quase uma hora de corrida, Niki consegue a tão desejada pole position. Agora faltavam apenas duas voltas para se sagrar campeão. O problema era dois pilotos atrás que viam em uma velocidade quase surpreendente e eram Jackie Stewart e Ronnie Peterson. Apesar do cansaço físico, não se deu por vencido. Iria até o fim com aquela competição como sempre faz. Poucos metros para a linha de chegada e Niki alcança a vitória. Odile e Louise vibraram junto com outros fãs e torcedores e até mesmo os funcionários da Ferrari.
Ao parar o carro perto do box, ele desembarca e indo até as arquibancadas grita o nome da amada.

-- ODILE!

Não foi preciso os pedidos de Niki, pois a amada saiu dali e foi de encontro com ele, abraçando de forma intensa.


Just like me, they long to be
Close to you
(Assim como eu, elas querem estar
Perto de você)


No pódio se encontravam Niki em primeiro lugar, com uma coroa de louros e um buque de flores, simbolizando sua vitória. Em segundo estava Ronnie Peterson e terceiro Jackie Stewart. Depois de cantarem o hino, veio a comemoração de champanhe e neste momento Lauda aproveita e puxa sua amada atriz para perto dele no pódio,  presenteando com uma caixa vermelha. Ao abrir, Odile vê um brilhante anel e Niki se ajoelha, perguntando.

-- Odile Greyhound, ma belle, quer casar comigo?

Ao fundo Odile ouviu sua música favorita, Close To You, dos Carpenters e deduziu que seu ratinho austríaco foi bem esperto em impressioná-la em pelo grande prêmio.

-- Eu aceito, Niki Lauda. Quero você perto de mim! – Respondeu e depois o beijando cheio de desejo e amor, emocionando todos ali presentes e recebendo os aplausos de toda equipe Ferrari e dos colegas pilotos.

Sem sombra de duvida foi um grande dia para o piloto Niki Lauda.


Woo... close to you...
(Aah... Perto de você...)



FIM




sábado, 21 de fevereiro de 2015

A White Demon Love Song (Episódio 2)

Olá pessoal!
Uma boa madrugada e ficam agora com segundo episódio de White Demon. Boa leitura!



Episódio 2: O toque do Demônio Branco


As mãos dela tão macias e delicadas. Tocavam seu corpo que estremecia. Aquele toque  é o bastante para se render a ela. Depois sentiu a boca descendo beijos e pequenas mordidas no peito nu. Desejava tudo aquilo... não queria acordar. Permitiu ao Demônio Branco seus carinhos, seus toques mágicos de sedução.

O sonho não foi concluído, pois seu celular despertou. Olhou para o relógio e percebeu o quanto estava atrasado para o treino no Allianz. Tomou banho rapidamente e se vestiu, apenas comendo uma maçã no meio do caminho.

Naquela manhã, Louise acordou cedo e fez todas as tarefas domésticas enquanto seu namorado foi novamente a scuderia para treinar. Fazia um mês que se instalou em Munique e neste meio tempo conheceu pessoas novas e lugares novos. E novas atividades.  E também fazia um mês que esperava uma vida dentro dela. Sim, constatou estar grávida de James e quando contou ao namorado, se encheu de alegria. Contudo, havia um problema. Eles não contaram aos amigos e isso incluía Gerd Müller e Alice Stone.

Apenas seu amigo de longa data, Jimmy Page sabia disso. A amizade desses dois aconteceu na época em que Louise namorava François Cevert, piloto da Tyrell Ford. Certa vez Louise foi consultar no hospital de Londres e quando entrou, viu uma cena um tanto perturbadora. Seu amigo e médico fazendo amor com uma das enfermeiras chamada Lori no consultório. Apesar da situação constrangedora, Louise prometeu guardar segredo, em troca ele faria algo para ajudar sua protetora.

Eis que surgiu uma oportunidade. Page foi transferido a Munique, onde conheceu Alice Stone e adquiriu uma paixão sem limites por ela. O único obstáculo era o namorado dela, o jogador alemão.

Nesta época Louise terminara com Cevert por conta dos ciúmes doentio dele e conheceu James Hunt na pista de Crystal Palace, onde disputava mais uma corrida de Fórmula 3. A pedido do amigo procurou investigar sobre o piloto e descobriu que ele é amigo do namorado da médica apaixonada.  Desde então passou ajudá-lo a conquistar a bela doutora ao passo que Louise teria de roubar o coração do jogador. De inicio não achou ser um bom plano, porém ao conhecê-lo, seus planos mudaram embora prometesse continuar prestando auxilio ao seu amigo Mago.

Não houve grandes novidades naquele treinamento e Gerd pensou em ir embora mais cedo, ficar em casa descansando e preparando o jantar para a amada. E havia mais uma coisa: sua cabeça voltada para a belíssima Louise. Desde o jantar na casa do seu amigo James e a pequena visita onde resultou num breve e amistoso encontro com ela, Gerd não conseguia se livrar da imagem angelical. Para ele, Louise é um anjo. Um belo anjo caído e que precisa ser cuidado.

Durante o caminho, cruzou na casa de James e resolveu vê-la mais uma vez. Quando se aproximou da porta, ouviu uns gemidos de dor. Constatou o som vindo da porta dos fundos. Resolveu ir até lá e encontrou Louise, caída no chão, chorando e gemendo.

-- Oh meu deus, Louise! – Gerd a socorreu e ao tocar suas mãos, viu manchas de sangue e principalmente vindo das pernas dela.

-- Gerd, me ajuda! Por favor... não... quero  morrer...—Implorava Louise, entre lágrimas e desespero.

Sabendo que não daria tempo de alguma ambulância aparecer, carregou a menina nos braços e a colocou dentro do carro, onde dirigiu para o hospital central. Pela primeira vez, Gerd temia pela vida da jovem.

Chegando ao hospital, Gerd carregou a menina ensangüentada mais uma vez e gritou por Alice.

-- ALICE! ALICE, ME AJUDE!

Os médicos e enfermeiras tentaram de tudo para ajudar, mesmo sob protestos do jogador que exigia a presença de sua namorada médica.

No corredor de cardiologia, Alice caminhava até um quarto vazio. Ao entrar, estava ele, seu amado Page, com uma cara mais séria que na noite anterior.
-- Já decidiu sobre minha proposta? – Perguntava Page, ainda olhando para a janela.

-- Jim me dê mais alguns dias... Não é fácil terminar um relacionamento que vem durando três anos.

-- Então por que me escolheu? – Perguntou ao se virar e encarar Alice.

-- Porquê você é o único que trouxe minha vida um novo propósito. Uma aventura. Só você me dá isso.

Por mais impaciência estivesse sentindo naquele momento, Jimmy ignorou isso e abraçou a amada, mas não conseguiu beijá-la. Uma enfermeira entrou no quarto, nervosa procurando pela doutora.

-- Dra. Alice, venha comigo para a enfermaria. Seu namorado trouxe uma moça loira e sangrando demais! Venha!

-- Oh meu deus, deve ser a... LOUISE! – Disse a médica, correndo para a enfermaria. No quarto, Jimmy sorria outra vez. Mais uma parte do plano é concluído.

Entrando no quarto, Alice se depara com Louise chorando mais ainda e demonstrando raiva, ao mesmo tempo que um dos doutores, o obstetra Udo Jurgens explicava a Gerd algumas coisas.

-- Dr. Jurgens, eu posso assumir daqui. – Disse Alice.

-- Onde você estava? Bem, não importa. Está resolvido em partes.  – Respondeu friamente o médico e em seguida se retirou.

Alice se encontrava em estado de choque e comoção. E Louise é tomada por uma tristeza misturado com raiva pelo modo como chorava e gritava.

-- Ela estava grávida do James e sofreu aborto espontâneo. – Comentou Gerd, um pouco sério.

-- Oh nossa...

-- Onde você estava? Gritei para esse hospital inteiro te procurar e nada.

-- Eu cuidava de um paciente terminal. Me desculpa.

Não havia o que se desculpar naquele instante. Gerd avisa que ligara para Hunt avisando sobre o ocorrido. Meia hora depois James aparece, também com lágrimas nos olhos, abalado com a noticia da perda do bebê. Gerd foi embora, arrasado.  Alice ficou por conta do plantão. Precisava se recuperar e acima de tudo se redimir por não ajudar um paciente.

Foi até o hall de entrada e presenciou outro socorro. A ambulância trazia uma moça de cabelos negros e pele branca, deitada numa maca e desmaiada. Correu até eles para ajudar.

-- O que aconteceu? – Perguntava Alice, enquanto usava o estetoscópio para ouvir o coração da vitima.

-- Ela foi atropelada. Tem algumas escoriações no rosto e uns arranhões no braço.  – Respondeu um dos enfermeiros.

No quarto a médica junto com a enfermeira chamada Emma cuidava dos ferimentos da jovem, enquanto esta acordava aos poucos.

-- Onde... onde estou?

-- Hospital Central de Munique. E qual é o seu nome? – Perguntava a enfermeira Emma.

-- Sou Felicity McGold.

Ao ouvir o sobrenome, imediatamente Alice se lembrou de Louise e resolveu indagar mais.

-- Perdoe minha curiosidade mas, você é irmã de Louise McGold?

-- Sou prima dela. Estava vindo pra cá quando um carro freou e me atingiu. Não pude ver quem era o cara. Queria soca-lo.

-- Entendo. – Dizia Alice. – Se quiser, ela está no quarto ao lado com James Hunt. Ela perdeu o bebê.

-- Que pena... – Comentou a jovem, um pouco friamente.

Depois dos cuidados, a médica ordena Felicity a permanecer mais uma hora no hospital e depois chamaria um taxi para levá-la pra casa. Ao sair do quarto, vê alguém sentado no banco de espera. Se aproximou do individuo e reconheceu ser Franz Beckenbauer, amigo de Gerd.

 -- Alice, como está a paciente aí?

-- Ela está se recuperando aos poucos. Peraí, foi você que atropelou a Felicity?

-- Sim. – Admitiu o libero. – Me distrai e acabei acertando ela. Não foi por maldade.

-- Tenha calma, vou falar com ela e sugiro que não fale e nem se aproxime dela, pode piorar sua situação.

Franz acabou aceitando isso e foi embora. A culpa por causar esse acidente e ainda mais ferir uma moça tão bonita como aquela, foi um golpe muito forte em seu coração. Rezou para nada mais acontecer de ruim para ela e assim que se recuperasse totalmente, iria falar com a jovem.


MAIS ALGUMAS SEMANAS DEPOIS...

A temporada de jogos da Bundesliga e Liga dos Campeões haviam terminado e só retornarão no fim de agosto. Neste tempo Gerd e Alice viajaram e aproveitaram o tempo sozinhos, para recuperar a energia e namorar. Quanto a James Hunt e Louise a relação deles não era mais a mesma desde o aborto da namorada. Contudo, Hunt procurava ser o melhor namorado para sua amada. Louise não estava nada satisfeita com aquela vida de dona de casa. Queria sair, se aventurar e principalmente voltar a atuar. Jurara que seu relacionamento com James pudesse melhorar algo nela.

Porém, viu o pior. O piloto praticamente a mantém presa em casa e raramente sai. Numa visita de sábado à tarde, Alice e Louise resolveram sair juntas ao shopping e depois de muitos assuntos, a menina resolve desabafar.

-- Eu não me sinto bem. Desde que perdi meu bebê, Hunt tem sido menos carinhoso e ainda me mantém presa em casa. Não agüento mais isso.

-- Já falou pra ele sobre isso?

-- Não adianta. Ele ignora isso. Acha que é melhor pra mim.

Por um momento Alice sentiu pena de Louise e medo de Hunt. Medo do que pode fazer em relação à namorada, chegando a ponto de enlouquecer. Como modo de aproximação dos dois, resolveu promover um almoço em casa.
O sábado chegou e os casais se entrosaram numa conversa amistosa. James não demonstrava algum sentimento de luto ou angustia depois da perda do filho. Alice deduziu que ele esteja sendo forte o suficiente para não mostrar aos outros,  o que considera seu lado fraco.

Após o almoço, Hunt recebe uma ligação da MacLaren e Alice foi arrumar as coisas. Louise aproveitou disso para ir ao banheiro, chorar um pouco. Não sabia bem o que sentia. Chorava por frustração amorosa, chorava pela perda do filho, chorava por ele. Apesar da regra de se manter fria diante da sedução, não conseguiu manter a palavra para Jimmy.

-- É melhor parar aqui mesmo, Demônio Branco. – Comentou para si ao secar o rosto inchado de tanto chorar.

Quando saiu do banheiro, trombou com Gerd na saída do quarto de casal.

-- Está tudo bem? – Perguntou o jogador, mirando nos olhos vermelhos de Louise.

-- Não, mas estou... tentando ficar bem... – Não conseguia mais falar com o sentimento de tristeza tomando conta dela.

Vendo que a menina iria derramar mais lágrimas, Gerd puxou a para perto de si, consolando e dando o devido carinho.

-- Tudo... errado... – Dizia ela.

Mesmo sem entender o que se passava em sua mente, Gerd desejava ela mais que tudo. Como última alternativa encostou de leve sua boca perto dela por poucos segundos. Louise queria muito aquele momento. Entretanto sabia do medo dele.  Com uma das mãos tocou o rosto dele e a outra estava no ombro dele.

-- Abra... sua boca... para mim... – Sussurrava de modo doce a menina que recebeu com paixão o beijo mais excitante de sua vida. E possivelmente da vida dele.

Por breves momentos trocaram mais beijos porém tiverem de parar ao ouvir alguém subir as escadas.  Era James ainda no celular e em seguida falando.

-- Suzie, saia do banheiro agora e vamos pra casa!

Se olharam mais uma vez. Sinal claro do “erro” deles ser esquecido. Louise desceu as escadas e foi embora com Hunt. Gerd ficou na sala com Alice, pensando em como manter perto a bela garota angelical em seu coração.

White demon, widen your heart scope
White demon, who let your friend go?
White demon, widen your heart scope
White demon, who let your friend... go?


É possível resistir àquela tentação? , perguntou Gerd mentalmente. E por conta disso, não conseguia se concentrar em Alice nos momentos íntimos, preferindo dormir ou ler um livro. A verdade é que o toque do demônio branco o tirou de sua rota.
Virou rotina para Gerd. Todo o dia cruzava de carro e ficava vendo Louise cuidando do jardim da casa de James ou às vezes quando a garota saía para o mercado ou farmácia.

Semanas se passaram e Jackie Stewart, também piloto de Fórmula 1 da scuderia Tyrell Ford, promove uma grande festa de aniversário em sua casa, convidando colegas e amigos mais próximos.

James Hunt e Louise também foram convidados.

-- James! – Jackie o abraçou e beijou a mão de Louise. – Que bom ver você e sua bela garota!

-- Agradeço os elogios, Jackie. E a festa está boa.

-- Que nada, só está começando. – Disse o piloto, trazendo dois copos de Martini e oferecendo aos dois.

Mais e mais convidados apareciam. Até mesmo os jogadores de futebol alemão marcaram presença. Angie Smith, noiva de Jackie, convidou sua prima, a jornalista Nora e com ela trouxe seu namorado, o goleiro Sepp Maier. Junto deles, vieram Paul Breitner e sua namorada russa Anastacia, Uli Hoeness e Marie e por fim Franz Beckenbauer. Gerd e Alice compareceram e deram as devidas felicitações ao aniversariante.

Apesar de conversar com muitas pessoas, Franz tentava procurar a menina que atropelou semanas atrás. Antes da festa, resolveu visitá-la no apartamento onde vive com Nora. No começo ela queria mesmo acertar um soco na cara dele, depois de alguns minutos de persuasão,  Franz vence a resistência dela e passaram a conversar e sair para vários lugares. E hoje na festa de Jackie Stewart ela não estava.

-- O que houve com a Felicity? – Perguntou Franz ao pegar uma bebida.

-- Você sabe, ela nunca foi de festas. Preferiu ficar em casa.

-- É uma pena... – Lamentou-se e saiu caminhando entre os convidados.

Na piscina, Louise transmitia sua atenção aos amigos de Hunt e quando foi pegar mais um Martini, trombou em François Cevert, colega de Jackie e ex-namorado.

-- Olá, vadia. Lembra de mim? – François a olhava com certa raiva e ironia ao mesmo tempo.

-- Claro que lembro. O francês mais safado e ciumento da Tyrell Ford. Ainda não superou me perder, Cevert? – Louise também estava irônica. Queria devolver aquele desaforo para o ex-namorado.

-- Acha que vai fazer o Hunt de otário? E percebi também que está de olho no amigo dele.

-- Ele tem vários amigos, me especifica.

-- O alemão esquisito. Müller. Ele tem namorada, sabia? Vai arranjar outro idiota, sua manipuladora! – Disse e em seguida foi embora, deixando Louise transtornada. Se não fosse a festa de Jackie, com certeza teria dado um soco ou tapa na cara do francês.
Como James se encontrava bêbado, insano e ocupado com os amigos, resolveu ir embora sem avisar o aniversariante.

Gerd estava perdido. Alice se distanciou dele e resolveu caminhar pelo jardim. Avistou Jackie e Angie tentando fazer amor na garagem, mas saindo dali por medo dos olhares curiosos.
Alice procurou por vários cantos da casa seu amante. Recebera poucos minutos atrás que ele estava ali junto com os convidados.  Ao cruzar no banheiro, sentiu pegarem em seu braço e a arrastá-la para dentro. Quase gritou por socorro se não fosse Jimmy Page, abafando o grito.

-- Me desculpa... – Sussurrou Page. --- Aqui não irão nos encontrar.

Não era preciso dizer mais nada. O casal proibido de médicos se entregou aos prazeres amorosos ali mesmo num dos banheiros.

 Era a terceira mensagem que Gerd enviava para o celular de Alice e não obteve resposta.  Seguiu procurando a noiva por toda a casa e por fim avistou Louise, mais uma vez chorando. Correu até o jardim e a alcançou.

-- Louise... – Não tinha palavras para mais uma vez consolar a menina.

-- Só quero ir embora, Gerd. Cada vez mais pego raiva do Hunt... cada...vez mais...—Resmungava Louise e socava o muro, demonstrando o sentimento falado.

Ela parou com os socos quando o alemão segurou as mãos dela, massageando-as e em seguida beijando-as. Lembrou-se dos antigos namorados. Nenhum foi tão atencioso quanto Gerd.  Se perguntava como Alice pudera escolher Page e não preferir o jogador alemão. Ela lutava para não deixar a tentação tomar conta. Algo que não adiantou.
Sem se importar se os convidados ou Cevert ou Hunt pudessem ver, puxou Gerd para perto e o beijou loucamente. E foi aceita. E ele abraçava mais, sentindo o corpo frágil da menina. Quando se separaram, entraram novamente na casa de Jackie, onde os convidados dançavam, bebiam e cantavam. Hunt se encontrava completamente bêbado e rodeado de mulheres. Louise e Gerd ignoraram isso e subiram até os quartos. Certificaram se haviam casais ali. Num dos quartos, acabaram vendo Sepp e Nora dormindo entre os cobertores. No outro quarto Uli praticamente executava os movimentos amorosos com Marie.

-- É melhor parar por aqui. – Disse Louise, tristemente e descendo as escadas.

Saiu da casa de Jackie e seguiu caminhando na calçada. Gerd novamente a segue.

-- Por que? Você sabe o que estamos sentindo... o que eu sinto por você...

-- E quanto a Alice? Por mais que odeie o Hunt, ele não merece e nem a Alice.

Certo modo, ela estava certa. Porém o lado emocional deles berrava por aquela aventura. E ambos se desejavam demais. Novamente o jogador pega a mão da jovem e a leva para o carro, onde abriu a porta para ela e embarcou. Gerd também entrou no veiculo e fechou a porta e a janelas, deixando apenas o ar condicionado ligado. Mirou os olhos azuis dela e tocou timidamente a perna esquerda, subindo a barra da saia azul que ela usava.

Louise nota a pequena parcela de medo e timidez por parte de Gerd e resolveu tranqüilizá-lo com beijos no pescoço dele e mordidas levas na orelha, deixando-o excitado e pronto. Poucos minutos depois se amaram ali no carro dele, de modo desesperado e intenso. Certos de que aquela noite seria a primeira de muitas outras. Do lado de fora, poucos metros dali, alguém fotografa o casal no carro e inclusive filmava o que se passa ali.

-- Vamos ver se vai fazer o Hunt de corno, sua manipuladora! – Disse Cevert, sorrindo de modo maléfico. Iria acabar com a raça de Louise.

No apartamento, Felicity preparava mais um sanduíche natural. Embora sendo duas horas da madrugada, ela tinha insônia e fome. Na companhia de Godard, o gato de Nora, ficou assistindo mais um filme na televisão quando a campainha apitou. Viu no olho mágico e se surpreendeu quem era. Abriu a porta e cumprimentou.

-- Boa noite, Franz. – A fotografa vestia apenas um shorts e um moletom cinza.

-- Boa noite, bela dama. Há espaço para um solitário jogador?

Ela sorriu e permitiu a entrada dele. Felicity sentiu que sua noite será melhor em tão boa companhia, além do bichinho de estimação da amiga.


Continua...