Desejo-lhes uma boa noite que março traga boas vibrações! Agora fiquem com capítulo novo de Rush e será dois POVs masculinos. Boa leitura!
Capítulo 9: O lado deles
James POV (Superstar)
Acordei
com aquela dor de cabeça causada pela bebida. E na cama estava ela. Minha
“Suzie”. Para mim, Louise McGold é a essência de uma bela mulher. É tão bonita
quanto minha esposa, que preferiu alguém como Richard Burton. Ok, acho que
mereci esse abandono. A pergunta sempre povoando minha mente é como fui
escolher Louise entre tantas mulheres ao meu redor? Bem, isso é um pouco
complicado de responder, mas posso dar uma base da resposta.
Além de
linda, ela tem atitude, gosta de dançar e beber como eu e cheia de sedução. A
amiga dela, a francesa Odile também tem essas qualidades, contudo, era “Suzie”
quem me dominava por completo. Ela atraia muitos olhares masculinos e fazia os
homens se renderem. Se desse uma ordem qualquer, obedeceriam como se ela fosse
uma rainha.
Tive de
suportar as pequenas fisgadas de ciúmes quando a vi com Clay Regazzoni e outras
vezes com outros caras. Embora alguns deles sejam do seu circulo de amizades,
não conseguia vê-la com outro homem. A única pessoa que podia muito bem aceitar
esse tipo de relação amistosa era Niki. O resto é nada. Apenas obstáculos a
serem tirados. Clay foi um deles. Se bem
que percebi que outro cara esteja de olho nela. E não é austríaco. É alemão.
Afinal, o que o jogador do Bayern de Munique quer com minha Suzie?
Perguntas
e perguntas. E mais perguntas...
Algumas
semanas antes do grande prêmio no Brasil, Louise e eu tomamos café juntos na
minha casa. Mesmo acordando e com cabelo loiro bagunçado, ela estava incrível.
A nossa noite foi intensa, avassaladora.
--
Estive pensando, não acha melhor planejar nosso casamento?
--
Loirão, ainda é cedo pra essas coisas. E além do mais, a recém divorciou da sua
esposa.
-- Eu
sei, mas eu quero você ao meu lado, doçura.
Nos
beijamos ali mesmo e nos levantamos para irmos ao quarto. Coisa que não
conseguimos pois Lord Hesketh apareceu.
-- Bom
dia, pombinhos. Não quero interromper este momento tão apaixonado. Estou aqui
apenas para avisar sobre a reunião com o pessoal da MacLaren, junto com Peter.
Melhor se arrumar logo, superstar.
-- Está
bem. – Respondi e em seguida beijando Louise. – Te vejo mais tarde, Suzie.
-- Até
mais, loirão!
Na
reunião, tudo que pensava era em Louise e sua beleza. Só de saber que dentro de
uma hora logo me encontraria com ela no apartamento onde vive com Odile, já me
deixava mais feliz e cheio de vontade. Na saída, Hesketh já fala sobre uma
possível festa a ser feita em Interlagos. Para mim seria ótimo e para Suzie
também. No fim da tarde, tomei banho e coloquei uma roupa confortável. Usei um
pouco de perfume e peguei o buque de flores comprado antes de voltar para casa.
Dirigi
por uns trinta minutos até chegar ao apartamento de Louise. No entanto, notei
algo no estacionamento. Há mais um carro ali. Imediatamente lembrei-me do rato.
A essa altura ele deve estar namorando a linda mulher francesa. Peguei o
elevador e na subida, senti que algo pode surpreender. Ignorei esse fato e
toquei a campainha. Ouvi vozes femininas e masculinas. E pareciam falar em
alemão.
-- Oi
James! – Louise abriu a porta e logo me puxou para perto dela. Trocamos aquele
beijo intenso até ouvir o rato, digo, Niki, zombando de nós.
--
Cuidado, Lulu. Esse cara é muito perigoso. – Niki servia um pouco de vinho para
Odile (agora é confirmado: ele namora a amiga da Suzie).
-- Seu
chato! – Disse Louise de forma divertida. – Venha, junte-se a nós.
Adentrei
a sala e me deparo com uma cena um tanto chocante para mim. Esperava uma
“reunião de casais”. Em vez disso, vejo Niki, a namorada e aqueles dois
jogadores alemães. Aquele cara...
Me
sentei no sofá e aproveitei para beijar um pouco Louise e depois ela sentou no
meu colo.
--
James, temos visitas importantes. – Dizia ela, evitando minhas mãos e sorrindo.
--
Calma, eles são amigos do Niki. Está tudo bem. – Obviamente não estava. No
fundo queria jogar aquele alemão na janela. Melhor, usar meu carro e atropelar
na pista de Mônaco, isso sim seria um show e tanto.
Tivemos
uma boa conversa, embora somente eu e Suzie demos atenção um ao outro. Volta e
meia uma pergunta era feita a nós e sempre ela respondia com elegância e bom
humor. Mais tarde Odile colocou na vitrola um disco dos Carpenters e uma música
muito bonita tocou. Fomos até a sacada admirar a lua e Louise me revela algo.
-- Sabe,
alguns meses atrás Odile e eu fomos ao show dos Carpenters aqui em Londres e
conseguimos autógrafos. Conversei com Karen e pedi se fosse possível escrever
uma música. Ela disse que já tem uma música, mas não sabia o título a ser
colocado e sugeri “Superstar”. Porquê me lembra você!
De todas
as mulheres que sempre viam ao meu alcance, apenas uma desejei. E essa era
Louise. Meu nível de amor por ela ficou elevado ao saber que fui transformado
em título de música. Outra vez a beijei, desta vez mais forte e mais intenso
dos anteriores até deixá-la sem ar.
-- Eu
vou ao banheiro, Suzie. Já volto.
-- Ok.
Lavei o
rosto e tentei recuperar o fôlego. Estava mais que certo. Não havia mais
ninguém que possa nos separar. Quando sai do banheiro caminhei até o corredor e
notei o quarto de Louise aberto, fui entrar e me deparo com mais uma coisa.
Gerd Müller ali.
-- O que
faz aqui? – Questionei do lado de fora.
-- Só
conhecendo o quarto da amiga da Odile. Ela está apresentando todo o apartamento
para nós.
-- Ah
sim... – Falei apenas para disfarçar meu incomodo. A vontade que tinha era
matar agora o chucrute. Ele saiu e bloqueei sua saída e falei em alemão. – Ouça com atenção, cara. Fica longe dela!
-- De
quem está falando? – Perguntou claramente fingindo inocência.
-- Ora,
não me faça rir. Da loirinha, olhos azuis, rosto de anjo e pele de porcelana. Ou
para todos os efeitos, ela se chama Louise McGold.
-- Não
quero nada com ela e, além disso, sou casado!
Aquilo
não me convenceu e já preparava uma nova contra resposta se não fosse à
intervenção de Suzie.
--
James, vem pra sala!
-- Estou
indo. – Falei e em seguida lancei em direção ao jogador antes de ir à sala. –
Mais uma vez, alemão: fica longe da Louise!
Minutos
mais tarde eles foram embora e o rato e sua amada francesa se trancaram no
quarto. Louise e eu ficamos mais um pouco aos beijos e bebendo um pouco. Ela
comentou que não gostou do fato de Odile mostrar o resto do apartamento para os
jogadores, mas a idéia era de Niki por isso teve de concordar. Depois disso ela
me levou ao seu quarto e fizemos amor loucamente até que senti algo me
arranhando.
-- AI!
QUE DROGA!
Afastamos-nos
e vimos o gato chamado Meia Noite na cama.
-- Meia
Noite vá arranhar um pouco as pernas do Niki! – Disse Louise, levando o gatinho
no quarto ao lado.
Aquela
noite é praticamente nossa!
Gerd POV (Der Bomber)
Não sei
se foi uma boa idéia acompanhar Niki Lauda na visita as suas duas amigas.
Apenas sei que Franz não parava de falar nela, pelo menos não na frente do
Niki. Por diversas vezes alertei em não
deixar na cara do piloto ou então haveria problemas. Ele não queria perder a
amizade, mas também odiava a idéia de ficar distante da bela francesa.
E quanto
a mim? Detestava admitir que estivesse caído de amores pela amiga dela chamada
Louise McGold. Procurava pensar em outras coisas do tipo esportes e mulheres.
Nesta parte fui um tanto infiel, por estar pensando em outra mulher estando
casado. É nesta parte que fiquei bastante desapontado. Uma coisa é não parar de
admirar a beleza exótica daquela mulher incrível e a outra ser ameaçado pelo
namorado dela, se é que dá pra chamar de namorado aquele piloto, James Hunt,
segundo a descrição de Niki, o homem mais perigoso das pistas.
Em casa,
não dormi nada. Aqueles olhos tão reluzentes eram a luz que precisava. Sai da
cama e peguei a sacola onde tinha guardado uma manta. Sim, eu roubei a manta de
Louise que encontrei no quarto dela. Fui pra sala e olhei aquela manta em
minhas mãos. Macia e cheirosa, como as rosas. Adormeci ali mesmo e sonhando...
Onde estou?
Pelo cenário tão florido me lembra algum país do norte
ou quem sabe alguma parte de Gales. Caminhei por muito tempo e ao longe vi a
bela garota colhendo rosas e margaridas
e guardando num cesto. Caminhei até onde estava. Ao que parece ela percebeu
minha presença e correu para longe.
-- ESPERE! – Gritei para ela.
If you're travelin' down to
north country fair
The winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She was once a true love of mine
The winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She was once a true love of mine
-- Por favor espere!
Espere...
-- Gerhard!
ACORDA!
Abri os
olhos e num susto vi minha esposa Uschi de camisola e a janela aberta, com os
raios de sol atingindo a sala.
-- Hum...
que horas são? – Perguntei.
-- Oito e
meia. E que cobertor é esse?
-- Eu ganhei
de uma fã. – Menti descaradamente para
não falar do meu assalto num quarto de uma linda mulher.
-- Certo.
Agora vá treinar. Herr Lattek ligou hoje as sete reclamando dos seus atrasos.
-- Ok. –
Disse sem muita convicção. Tomei um rápido banho e comi apenas uma maçã e segui
rumo ao estádio.
Chegando ao
treinamento, todos faziam aquecimento com alguns exercícios e nenhum sinal do
treinador Lattek.
-- Atrasado
como sempre. – Comentou meu amigo Franz enquanto praticava algum chute.
-- Me deixa em paz. Não dormi quase nada
na noite passada e... – Não deu para terminar minha reclamação pois senti um
cheiro de perfume e vinha do próprio Franz. – Que... que cheiro é esse?
-- Err...
nada. – Respondeu um pouco nervoso. —É apenas um perfume francês.
Ainda olhava
para ele com aquela desconfiança. Obviamente Franz estava mentindo assim como
eu menti para minha esposa no caso da manta roubada. Depois disso ele me puxou
para o armário e ali dentro tirou um frasco transparente e nele estava escrito
“Chanel Nº05”.
-- Onde
comprou esse frasco?
-- Eu
não comprei... Eu roubei. – Disse enquanto guardava novamente no armário.
-- E de
quem?
--
Lembra da namorada francesa do Niki? Foi dela que peguei.
Por um
momento achei ser uma brincadeira de mau gosto dele, porém lembrei que fiz
exatamente isso ontem a noite. E veja no que resultou. Agora são dois
jogadores, apaixonados por duas mulheres inalcançáveis que viraram ladrões.
-- FICOU
DOIDO? ONDE JÁ SE VIU? ROUBAR O PERFUME DE UMA GAROTA? AINDA MAIS A NAMORADA DE
NIKI LAUDA?
-- Gerd!
– Ele tapou minha boca abafando os gritos de tamanha indignação. – Não grita,
as paredes tem ouvidos.
Ao voltar
para o campo não consegui parar de pensar das nossas atitudes, tanto do Franz
quanto a minha. Neste momento cogitei em devolver mas como?
-- Não
acha melhor devolver? Eu também peguei algo daquela loira. – Disse enquanto
chutava para gol.
--
Devolver? Jamais! Aquele perfume é minha única lembrança que tenho da francesa!
-- Vamos
ser sinceros: Temos esposas e você tem filhos. Sendo assim, vamos esquecer
essas duas, antes que acabamos enlouquecendo.
-- Quem
enlouquece aqui? – Sepp acabou pegando um pouco da conversa.
--
Ninguém. Agora cale- se e vamos treinar! – Franz se encontrava irritado e mal
se concentrava nas jogadas.
No fim
expliquei para Sepp sobre a visita que fizemos ao apartamento da namorada de
Niki Lauda, o fato de descobrir que a amiga dela tem um (pior) namorado.
-- Vamos
ver se entendi. Você e Franz conheceram a namorada e amiga do Niki, foram
convidados para conhecer onde elas moram e roubam um perfume francês chique e
uma manta? -- Indagou o goleiro
arregalando os olhos e quando respondi afirmadamente, caiu na risada.
-- Qual
é a graça? – Neste momento o Kaiser (como Franz é chamado) para seu treino para
conversar.
-- Seus
ladrões! É por essas e outras que fico rindo. Adoro esses momentos hahaha!
Kaiser ladrão de perfumes Chanel e o Bombardeiro que ama uma mantinha! E pra
piorar, olhem quem está chegando...
Vi ao
longe Niki caminhando até nós com... Aquelas duas?! Oh não, Louise... Relaxa,
Gerd, aquela loira te odeia e nem que te ver pintado de ouro. Encare numa boa.
Franz e Sepp foram conversar com eles e Louise se distanciou para fumar. Voltei
aos chutes e vez ou outra olhava para ela. Percebi também que ela também me
olhava. Será um bom ou mau sinal?
Depois
pude ouvir um pequeno comentário (ou seria uma indireta?) entre as duas
mulheres e justamente sobre o sumiço das coisas.
-- Ainda
não acredito. Como pode ter sumido meu Chanel Nº05? Niki afirma não ter pegado.
E agora?
-- Eu
juro que pego o desgraçado e mato ele com o taco de cricket. Mas antes, ele vai
devolver minha manta e pedir desculpas pelo furto!
Quando
Louise terminou de falar aquilo, ela lançou um olhar para mim e eu claro,
disfarcei. Sim, é sinal de indireta e
ela esperava alguma ação de minha parte, para comprovar que tenha sido eu.
Imagino
que as duas continuem a procurar pelos objetos roubados. E eu não estava
disposto a devolver. Sei que é errado. Muito errado. A manta com cheiro de
rosas e se tornou a única coisa de melhor para mim, a única lembrança da bela
atriz chamada Louise.
A noite
peguei novamente aquela manta e dormi sentindo aquela maciez toda e o perfume
adocicado dele. Imaginei Louise nos meus braços, com perfume de rosas e a pele
tão macia...
Continua...

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