Hoje estou de ressaca do meu aniversário ontem (fiz 25 anos). E hoje vamos começar agosto com novo capítulo de Holiday Romance. Amanhã teremos Brit Father's Day. Boa leitura!
Capítulo 3: Entre vampiros e lobisomens
Rosie POV
Enfim meu primeiro dia de
aula na faculdade de História. Não foi fácil convencer minha mãe e minha irmã a
saírem de Liverpool pra tentar a sorte em Londres. No ônibus,
fiquei lendo o terceiro livro da Saga Crepúsculo, Eclipse. Ganhei aquele livro
de presente de aniversário, minha irmã que me deu. E desde então fui me apaixonando pela saga,
pelos vampiros e lobisomens. Alias, foi através deste livro que me apaixonei
pelas criaturas fantásticas em geral.
Vi filmes de terror
vampiresco como Anjos da Noite e Drácula; vi as criaturas lupinas em Um Lobisomem
Americano em Paris e acabei por assistir atualidades como a
Liga Extraordinária e Van Helsing.
Na literatura, li muito
Bram Stoker e Anne Rice por sugestão do meu melhor amigo, Graham Bond, que
também ama coisas sobrenaturais, para tanto curte Harry Potter e Supernatural.
Cheguei no horário e fui
para sala de aula. Por enquanto só umas seis pessoas e consegui encontrar meu
amigo.
Caminhei até ele e notei
que os poucos colegas me olhavam espantados. Era por causa da prótese na perna.
-- Oi, Bond! –
Cumprimentei dando um abraço bem caloroso nele.
-- Oi, Rosie! – Ele
retribuiu. – Que bom que está aqui. Seremos colegas.
-- Colegas para tudo,
Bond. Ehhh, até que enfim lavou o cachecol!
-- Também, depois de dias,
ele precisava de uma lavada.
Sabia que Bond só lavava
aquele maldito cachecol de Sonserina na base de muita conversa, envolvendo
pizza e maratona de filmes do HP em
casa. Ou em raras vezes na briga mesmo. Alguém além de mim convenceu meu amigo
gordinho a limpar seu cachecol.
-- Ok, quem é a pessoa? –
Perguntei já encarando seus olhos e rindo.
-- Ninguém. Eu quis lavar.
– Respondeu Graham, também rindo e não sabendo como mentir.
-- Graham John Clifton
Bond, a mim você não engana não! Quem foi que te convenceu a isso?
Antes de responder, um
rapaz entra na sala de aula ajeitando os materiais de aula e a mesa do
professor. Pensei que ele fosse professor, contudo, considerei improvável por
ser um pouco jovem demais para lecionar numa faculdade, já que aparentava ter
uns vinte e quatro ou vinte e cinco anos.
Fiquei encarando por muito
tempo aquele rapaz. Ele tinha algo que lembrava os personagens enigmáticos dos
filmes de época vitoriana. Por um momento enxerguei uma versão do Dorian Gray
misturado com Lestat.
-- Rosie! – Graham estalou
os dedos perto do meu rosto, me chamando atenção. – O que houve com você?
-- Nada, Bond. Não foi
nada.
Ainda encarando, o rapaz
logo lançou a atenção para mim, o que me causou um tremendo desconforto e em
seguida falou.
-- Olá, pessoal! Sou John
Lennon, o monitor. Logo o professor Evans estará aqui. Esperem por mais cinco
minutos.
Neste mesmo instante
entram mais alunos e todos ficaram me olhando por causa da minha perna. Uma garota,
um ano mais nova que o monitor John, adentrou a sala e imediatamente o beijou
na frente de todos e depois me olhou.
-- Ta olhando o quê,
perneta? – Ela falou pra mim se referindo a minha prótese. E pra piorar, todos
riram.
-- Nada. – Respondi. – Só
vi uma loira burra bancando a tal na frente de todos os calouros.
Bond riu desta vez e uma
parcela de alunos também. John também segurou o riso mas a namorada dele não
gostou e foi embora. John não fez nada a principio e foi-se na minha direção.
-- Me desculpe pela
Cynthia. Ela...
-- Ela não respeita os
deficientes, monitor. Mas fica tranqüilo. Não irei denunciar ao professor. Só
quero que me deixem em paz! – Falei soando um pouco de grosseria. Pelo visto
John percebeu e deu um sorriso amarelo e se retirou.
-- Não provoca, Rosie.
Assim estaremos fadados ao fracasso e alvo de chacota dos colegas. – Alertou
Bond.
-- Então que não haja mais
coisas desse tipo. Não irei engolir sapo como nos tempos do colegial.
Faculdade, vida nova, meu amigo!
Finalmente o professor
apareceu e começou todo aquele negocio de apresentação da classe, o discurso,
falou das matérias e critérios de nota. Para dar um pontapé inicial nos pediu
um relatório de cinqüenta linhas sobre as eras históricas. Podia ser qualquer
época. Graham optou pelo Egito antigo e eu quis a Grécia.
Na ida pra casa, encontrei
Felicity e um grupo de garotas.
-- Oi Rosie. Bem vinda a
faculdade! – Falou Fefe me abraçando.
-- Oi Felicity. Obrigada.
Durante as apresentações,
uma grande surpresa. Bond ficou hiper feliz quando reencontrou Marie.
-- Marie!
-- Graham! Não sabia que
era amigo da Rosie!
-- Somos amigos desde os
oito anos. E agora ela é minha colega. Rosie, esta é Marie Greyhound, filha da
escritora Serena Greyhound.
-- Oh meu deus, uma
celebridade! Epa! Foi ela, Bond?
-- Ela o quê? – Questionou
Marie.
-- Foi você que convenceu
meu amigo a lavar o cachecol dele?
Marie deu risada e
confirmou com sinal de cabeça. As meninas também riram e nos acompanharam até o
colégio onde minha irmã Vivian estuda. No caminho conheci Christopher, o irmão
mais velho de Anastacia Rosely. Ele tem dezoito anos e é formado em Engenharia Civil. Chris era muito engraçado e
gentil conosco. Fez umas piadas legais e inteligentes da minha prótese, nada
maldoso.
Quando Vivian saiu
acompanhada dos outros alunos, foi na minha direção e ficou estática quando viu
Christopher. Mais apresentações. Na
conversa, trocamos endereços cibernéticos das redes sociais e telefones e Bond
convida Marie, eu e Vivian para uma sessão de cinema na casa dele na sexta no
qual minha nova amiga aceita, bem feliz.
Depois nos separamos e
fomos pra casa. Além de meu amigo, Bond também é meu vizinho, por isso não
tivemos tanta dificuldade. Mamãe só iria aparecer as seis da tarde por conta do
trabalho na prefeitura.
-- Ai Rosie. Adorei muito
o Christopher. Quando o veremos novamente?
-- Vai ser difícil. Ele
logo fará estagio e possivelmente será efetivado. E outra coisa, ele é de maior
de idade e você só tem quatorze anos.
-- Quatorze e meio. Daqui
uns meses farei quinze.
-- Aham.
Fiquei estudando na sala,
pois Vivian assistia um anime no notebook e com volume alto. Ainda comprarei um
fone de ouvido pra ela. Ouvi meu celular apitando mensagem. Peguei o aparelho e
vi a mensagem de Bond.
“Amanhã toma cuidado com aquele
monitor. Ele parece os vampiros do cinema pela palidez e ele seduz novinhas.”
Este meu amigo... Sempre
foi assim, dizendo que caras bonitões são suspeitos de serem monstros ou
vampiros, mais propensamente vampiros mesmo. Ri da situação e voltei para os
livros.
-- Rosie, vamos para
padaria? Não temos pão e nem manteiga. – Perguntou Vivian com cara de fome.
-- Ok, vamos logo e pega
minha bolsa!
Compramos os pães
quentinhos e a manteiga e no caminho encontramos um menino com olhar tímido,
sentado na praça e tocando guitarra. Quando me viu, correu até nós.
-- Oi. Você é a Rosie? –
Perguntou o estranho jovem. Ele tinha um penteado parecido com do ator Logan
Lerman, o interprete dos filmes Percy Jackson.
-- Sou eu. E quem é você?
-- Sou Eric Clapton.
Namorado da Anastacia. Ela me pediu para entregar este livro pra você. – Me dando um da Saga Crepúsculo, Amanhecer.
– Ela disse que você curte a saga e então achou melhor te dar o livro, sabe? Ela
não gostou do modo como a Stephanie Meyer fez os vampiros e lobisomens.
-- Pra falar a verdade,
nem eu. A estória é muito boa, só errou em conduzir os vampiros para brilharem
no sol.
-- Falou tudo. – Disse
Clapton rindo.
Apesar de ser namorado de
Ana, achei Clapton muito atraente. Talvez o jeito tímido dele me atiçou. Ou o
fato que ele poderia parecer um lobisomem disfarçado também seja o fator. Em casa Vivian e eu
discutimos a possibilidade de Eric Clapton ser realmente o Logan Lerman, não
como Percy Jackson e sim como Charlie em As Vantagens de Ser
Invisível.
Continua...

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