sábado, 9 de agosto de 2014

Holiday Romance (3º Capítulo)

Oi pessoas!
Hoje estou de ressaca do meu aniversário ontem (fiz 25 anos). E hoje vamos começar agosto com novo capítulo de Holiday Romance. Amanhã teremos Brit Father's Day. Boa leitura!



Capítulo 3: Entre vampiros e lobisomens


Rosie POV

Enfim meu primeiro dia de aula na faculdade de História. Não foi fácil convencer minha mãe e minha irmã a saírem de Liverpool pra tentar a sorte em Londres. No ônibus, fiquei lendo o terceiro livro da Saga Crepúsculo, Eclipse. Ganhei aquele livro de presente de aniversário, minha irmã que me deu.  E desde então fui me apaixonando pela saga, pelos vampiros e lobisomens. Alias, foi através deste livro que me apaixonei pelas criaturas fantásticas em geral.

Vi filmes de terror vampiresco como Anjos da Noite e Drácula; vi as criaturas lupinas em Um Lobisomem Americano em Paris e acabei por assistir atualidades como a Liga Extraordinária e Van Helsing.
Na literatura, li muito Bram Stoker e Anne Rice por sugestão do meu melhor amigo, Graham Bond, que também ama coisas sobrenaturais, para tanto curte Harry Potter e Supernatural.

Cheguei no horário e fui para sala de aula. Por enquanto só umas seis pessoas e consegui encontrar meu amigo.

Caminhei até ele e notei que os poucos colegas me olhavam espantados. Era por causa da prótese na perna.

-- Oi, Bond! – Cumprimentei dando um abraço bem caloroso nele.

-- Oi, Rosie! – Ele retribuiu. – Que bom que está aqui. Seremos colegas.

-- Colegas para tudo, Bond. Ehhh, até que enfim lavou o cachecol!

-- Também, depois de dias, ele precisava de uma lavada.

Sabia que Bond só lavava aquele maldito cachecol de Sonserina na base de muita conversa, envolvendo pizza e maratona de filmes do HP em casa. Ou em raras vezes na briga mesmo.  Alguém além de mim convenceu meu amigo gordinho a limpar seu cachecol.

-- Ok, quem é a pessoa? – Perguntei já encarando seus olhos e rindo.

-- Ninguém. Eu quis lavar. – Respondeu Graham, também rindo e não sabendo como mentir.

-- Graham John Clifton Bond, a mim você não engana não! Quem foi que te convenceu a isso?

Antes de responder, um rapaz entra na sala de aula ajeitando os materiais de aula e a mesa do professor. Pensei que ele fosse professor, contudo, considerei improvável por ser um pouco jovem demais para lecionar numa faculdade, já que aparentava ter uns vinte e quatro ou vinte e cinco anos.

Fiquei encarando por muito tempo aquele rapaz. Ele tinha algo que lembrava os personagens enigmáticos dos filmes de época vitoriana. Por um momento enxerguei uma versão do Dorian Gray misturado com Lestat.

-- Rosie! – Graham estalou os dedos perto do meu rosto, me chamando atenção. – O que houve com você?

-- Nada, Bond. Não foi nada.

Ainda encarando, o rapaz logo lançou a atenção para mim, o que me causou um tremendo desconforto e em seguida falou.

-- Olá, pessoal! Sou John Lennon, o monitor. Logo o professor Evans estará aqui. Esperem por mais cinco minutos.

Neste mesmo instante entram mais alunos e todos ficaram me olhando por causa da minha perna. Uma garota, um ano mais nova que o monitor John, adentrou a sala e imediatamente o beijou na frente de todos e depois me olhou.

-- Ta olhando o quê, perneta? – Ela falou pra mim se referindo a minha prótese. E pra piorar, todos riram.

-- Nada. – Respondi. – Só vi uma loira burra bancando a tal na frente de todos os calouros.

Bond riu desta vez e uma parcela de alunos também. John também segurou o riso mas a namorada dele não gostou e foi embora. John não fez nada a principio e foi-se na minha direção.

-- Me desculpe pela Cynthia. Ela...

-- Ela não respeita os deficientes, monitor. Mas fica tranqüilo. Não irei denunciar ao professor. Só quero que me deixem em paz! – Falei soando um pouco de grosseria. Pelo visto John percebeu e deu um sorriso amarelo e se retirou.

-- Não provoca, Rosie. Assim estaremos fadados ao fracasso e alvo de chacota dos colegas. – Alertou Bond.

-- Então que não haja mais coisas desse tipo. Não irei engolir sapo como nos tempos do colegial. Faculdade, vida nova, meu amigo!

Finalmente o professor apareceu e começou todo aquele negocio de apresentação da classe, o discurso, falou das matérias e critérios de nota. Para dar um pontapé inicial nos pediu um relatório de cinqüenta linhas sobre as eras históricas. Podia ser qualquer época. Graham optou pelo Egito antigo e eu quis a Grécia.

Na ida pra casa, encontrei Felicity e um grupo de garotas.

-- Oi Rosie. Bem vinda a faculdade! – Falou Fefe me abraçando.

-- Oi Felicity. Obrigada.

Durante as apresentações, uma grande surpresa. Bond ficou hiper feliz quando reencontrou Marie.

-- Marie!

-- Graham! Não sabia que era amigo da Rosie!

-- Somos amigos desde os oito anos. E agora ela é minha colega. Rosie, esta é Marie Greyhound, filha da escritora Serena Greyhound.

-- Oh meu deus, uma celebridade! Epa! Foi ela, Bond?

-- Ela o quê? – Questionou Marie.

-- Foi você que convenceu meu amigo a lavar o cachecol dele?

Marie deu risada e confirmou com sinal de cabeça. As meninas também riram e nos acompanharam até o colégio onde minha irmã Vivian estuda. No caminho conheci Christopher, o irmão mais velho de Anastacia Rosely. Ele tem dezoito anos e é formado em Engenharia Civil.  Chris era muito engraçado e gentil conosco. Fez umas piadas legais e inteligentes da minha prótese, nada maldoso.

Quando Vivian saiu acompanhada dos outros alunos, foi na minha direção e ficou estática quando viu Christopher. Mais apresentações.  Na conversa, trocamos endereços cibernéticos das redes sociais e telefones e Bond convida Marie, eu e Vivian para uma sessão de cinema na casa dele na sexta no qual minha nova amiga aceita, bem feliz.
Depois nos separamos e fomos pra casa. Além de meu amigo, Bond também é meu vizinho, por isso não tivemos tanta dificuldade. Mamãe só iria aparecer as seis da tarde por conta do trabalho na prefeitura.

-- Ai Rosie. Adorei muito o Christopher. Quando o veremos novamente?

-- Vai ser difícil. Ele logo fará estagio e possivelmente será efetivado. E outra coisa, ele é de maior de idade e você só tem quatorze anos.

-- Quatorze e meio. Daqui uns meses farei quinze.

-- Aham.

Fiquei estudando na sala, pois Vivian assistia um anime no notebook e com volume alto. Ainda comprarei um fone de ouvido pra ela. Ouvi meu celular apitando mensagem. Peguei o aparelho e vi a mensagem de Bond.


“Amanhã toma cuidado com aquele monitor. Ele parece os vampiros do cinema pela palidez e ele seduz novinhas.”


Este meu amigo... Sempre foi assim, dizendo que caras bonitões são suspeitos de serem monstros ou vampiros, mais propensamente vampiros mesmo. Ri da situação e voltei para os livros.

-- Rosie, vamos para padaria? Não temos pão e nem manteiga. – Perguntou Vivian com cara de fome.

-- Ok, vamos logo e pega minha bolsa!

Compramos os pães quentinhos e a manteiga e no caminho encontramos um menino com olhar tímido, sentado na praça e tocando guitarra. Quando me viu, correu até nós.

-- Oi. Você é a Rosie? – Perguntou o estranho jovem. Ele tinha um penteado parecido com do ator Logan Lerman, o interprete dos filmes Percy Jackson.

-- Sou eu. E quem é você?

-- Sou Eric Clapton. Namorado da Anastacia. Ela me pediu para entregar este livro pra você.  – Me dando um da Saga Crepúsculo, Amanhecer. – Ela disse que você curte a saga e então achou melhor te dar o livro, sabe? Ela não gostou do modo como a Stephanie Meyer fez os vampiros e lobisomens.

-- Pra falar a verdade, nem eu. A estória é muito boa, só errou em conduzir os vampiros para brilharem no sol.

-- Falou tudo. – Disse Clapton rindo.

Apesar de ser namorado de Ana, achei Clapton muito atraente. Talvez o jeito tímido dele me atiçou. Ou o fato que ele poderia parecer um lobisomem disfarçado também seja o fator. Em casa Vivian e eu discutimos a possibilidade de Eric Clapton ser realmente o Logan Lerman, não como Percy Jackson e sim como Charlie em As Vantagens de Ser Invisível. 


Continua...

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