domingo, 31 de agosto de 2014

Rush - No Limite da Paixão (4º Capítulo)

Olá pessoas!
Para encerrar agosto, vamos para mais um capítulo de Rush. Boa leitura!


Capítulo 4: Encontros loucos

Louise POV

Pela primeira vez me senti uma verdadeira heroína. Minha determinação em reencontrar meu amigo Niki e ainda fazê-lo se aproximar de Odile foi o suficiente para me motivar a acordar cedo, preparar o café da manhã e minhas melhores roupas. Acordei Odile e ela se levantou sem tirar o Roger do seu sono, que pelo visto era pesado.
-- Estou tão nervosa, Lulu. – Comentou Odile, enquanto tomava banho.
-- Sei como é. Mas contenha seu nervosismo. Niki ficará feliz em nos ver. – Respondi, mesmo no meu quarto.
Após o banho, Odile se vestiu normalmente e fui também tomar banho. Enquanto lavava o cabelo mais uma vez a imagem de James Hunt veio na mente. Aquele cretino, canalha... e homem sexy.
Me culpava por tais pensamentos. Contudo, devo admitir que nenhum homem me causou isso em mim, nem mesmo Chris Dreja na época dos Yardbirds ou Timothy Dalton, ator com quem contracenei umas peças de teatro como Tristão e Isolda, Anthony e Cleópatra e na versão televisiva de Morro dos Ventos Uivantes. Ou talvez...

Flashback ON
As gravações do Pink Floyd estavam um pouco tensas. Roger ficava nervoso por algumas falhas técnicas, mas o empresário Steve O’ Rourke mantia calmo. As musicas pareciam de alguma forma combinar com um lugar como Pompéia. Mesmo sem publico, eu senti e creio que Odile também, que o show está sendo épico. A guitarra de David Gilmour emitia um som maravilhoso, os vocais de Rick Wright e David muito bons.
O clima em Pompéia estava muito quente. E neste momento de pausa vi Rick tirar a camiseta, revelando seu torso nu. Abaixei um pouco os óculos e fiquei boquiaberta.
-- Fecha a boca, senão entra mosca. – Dizia Odile, tirando sarro da minha reação e fechando minha boca com a mão.
-- Ah pára com isso. Só fiquei chocada.
-- Chocada com o Rick? Hahá essa é boa, Lulu.
Aquela era a primeira vez que via Rick, o tecladista tímido, seminu como os deuses do Olimpo, diante dos meus olhos.

Flashback OFF
Tomamos café calmamente e conversamos sobre as possibilidades dos encontro dar certo. Neste instante David Gilmour e Rick Wright se levantaram e se juntaram a nós na refeição. Rick parecia um pouco chateado.
-- Tá tudo bem, Rick? – Perguntei muito preocupada.
-- Ta sim. Só to um pouco entediado. – Respondeu ele, sem muito animo. Ainda não acreditava que tudo aquilo seja por causa do estresse passado de ontem nas gravações do Live In Pompeii. – Por que estava chorando ontem, Louise?
Quase engasguei com a pergunta de Rick. Ele havia percebido minha frustração pelo Hunt, quer dizer, ele me viu chorar mas não sabia quem era que me causou isso.
-- Errr.... nada não, Rick. Não é nada. – Disfarcei, enquanto me limpava.
-- Ainda acho que foi aquele loiro que te chamou de Suzie. – Falou Gilmour. – Pode falar a verdade, Lulu. Não existe nada que possam nos esconder.
-- Já me conformei com isso, David. Ele é casado e vocês todos sabem que nunca me envolvo com esse tipo de cara. Fiquem avisados!
Odile riu da minha resposta e não disse mais nada mas seguiu lendo seu jornal e viu uma noticia no mínimo curiosa: o jogador George Best e uma modelo chamada Meg Johnson sofriam de crise no relacionamento. Quando vi a foto, imediatamente lembrei dela. Ontem ela estava conversando com Suzie Hunt e num momento em que James e eu estávamos muito próximos, ela nos interrompeu.
-- Bem, estamos um pouco atrasadas, Lulu. Tchau David, tchau Rick. Arrumem tudo pra nós? – Perguntou Odile, pegando a bolsa.
-- Deixa com a gente, Odile. Vamos arrumar a bagunça, Rick.
-- Ok, tchau meninas! E Louise – Rick me pegou pelo braço. Me olhou com certa intensidade. – Não deixe mais aquele piloto loiro te magoar. Se isso acontecer, eu... acabo com ele!
Não disse nada mas agradeci Rick com gesto positivo. Enquanto caminhávamos pelas ruas italianas, pensei em questionar Odile sobre essa atitude inesperada de Rick Wright contudo chegamos a um café muito luxuoso e logo reconheci Niki, de óculos escuros e lendo uma revista de carros. Ele estava numa mesa perto da janela.
-- Niki! – Cumprimentei ele.
-- Louise! Odile! Minhas amigas da Inglaterra e França, muito obrigado por terem vindo aqui! – Niki primeiramente me abraçou e depois abraçou Odile mas notei que ele estava um pouco sem jeito perto dela.  Empurrei de leve minha amiga, no intuito de faze - lá atrair mais a atenção do austríaco.
Niki foi um perfeito cavalheiro. Puxou a cadeira para Odile se sentar e a tratou como uma verdadeira dama. Também me sentei graças a educação nobre de meu amigo. Nosso almoço foi lindo. Conversamos sobre tudo, inclusive falei do Pink Floyd gravar um disco ao vivo numa arena milenar como a de Pompéia. Niki achou bastante inusitado e estranho e acredita que o som saído de lá deveras ser maravilhoso.
Depois disso eles começaram a falar de carros. Neste assunto fiquei de fora. Não entendia de automóveis, velocidade e motores mas Odile sim. Além de carros, ela entende um pouco de futebol, um assunto que mais ou menos domino, já que meu pai e meu irmão adoram, uma prova disso tudo foi na Copa de 1970, quando Brasil se tornou tricampeão. Os dois torciam para o país sul americano.
-- E ai Niki? – Cumprimentou um rapaz alto, com um bigode sexy e tinha traços italianos.
-- Como vai, Regazzoni? – Respondeu Niki e tratando das apresentações.  – Meninas, este é Clay Regazzoni, meu colega de equipe na Ferrari.
-- Oi Clay. – Odile e eu falamos juntas.
Clay acabou por se juntar a nós. Conversou com Odile contudo ele viu que eu estava quieta e depois dirigiu sua atenção para mim.
-- Então, Louise, o que faz da vida? – Questionou Clay. Notei que seus dedos tentavam tocar os meus.
-- Sou atriz de teatro e novelas, mas ainda irei para o cinema. – Falei bastante convicta.
Já ia dizer mais algumas coisas se não fosse minhas duas piores visões. A primeira é que do lado direito, duas mesas atrás de Odile se encontrava Timothy Dalton e sua acompanhante. E ao que parece ele me viu e sorriu aquele desgraçado. Oh não, ele agora está vindo em minha direção!
A segunda visão horrorosa é na entrada do café, se encontrava James Hunt, sua esposa Suzie e a namorada de George Best, a modelo Meg Johnson. James também me viu e fez sinal para mim, me cumprimentando. Meg não gostou disso e falou algo no ouvido de Suzie. Mais problemas. O trio também estava vindo na nossa direção.
Comecei a ficar ofegante de muito nervosismo. Como último recurso, bebi um pouco de vinho e fiz algo que me arrependo por um momento: puxei Clay Regazzoni e tasquei um beijo daqueles que sempre usei na minha atuação. Confesso que nunca beijei um cara de bigode mas Regazzoni era muito bom. Espero que Niki e Odile não fiquem com raiva de mim.

Continua...

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