Mais um capítulo saído do forno. A fic caminhando mais pra final em clima de novela das oito kkkk e teremos também a participação especial de Fanny Fitzwilliam, personagem da Mariana Campos. Boa leitura!
Capítulo 22: Pais e filhos
Pete POV
-- Preciso me preparar. Os pais da Marie estarão em Londres, pro
lançamento do livro da mãe dela. Onde está minha camisa? – Roger estava ansioso
e procurava incessante por sua camisa.
Semanas atrás durante as gravações do disco Sell Out, muitas novidades.
Keith disse que mais uma vez os pais de Nora iriam visitar a filha e ficar por
uns quinze dias em Londres e Roger finalmente vai conhecer os pais de Marie.
Quanto a John, ele e Ana não se tem noticias dos pais dela que vivem em Ripley.
Enquanto todos ficavam vendo televisão, eu tentava compor e de repente a
porta se abriu, dando entrada para Kit e Chris.
-- Rapazes, se preparem. Vamos agora pra Track Records fazer as edições
nas músicas. Agora!
Antes de sair, algo inesperado aconteceu. Um homem de aproximadamente
quarenta e quatro anos, enorme e meio gordo (me lembrou logo o Graham Bond) apareceu
diante da porta, junto com outro homem quarentão.
-- Com licença, qual de vocês é o Pete Townshend? – Perguntou o senhor
de cara redonda.
-- Eu sou o Roger. – Se apresentou o vocalista, com um sorriso amarelo.
– Aquele é o John e este é o Keith. – Apontando para Moonie que vestia a calça.
-- Eu sou Pete. – Me apresentei, mesmo sem saber quem era ele.
-- Meu senhor, o que quer com Pete? – Questionou Kit.
-- Quero acertar umas contas com ele... – Respondeu o senhor, já indo em
minha direção e a cara dele se transformou em ódio. E desse ódio veio um soco
na cara, que me fez cair perto do sofá.
-- ROBERT, NÃO FAÇA ISSO! – Gritou o outro senhor.
-- Me deixa, Ned! Esse canalha vai pagar por todo sofrimento que causou
na minha filha!
-- Senhor... cof cof...—Saia um pouco de sangue na boca e minha mente
tentava saber quem era a filha daquele homenzarrão do soco poderoso. – Eu...
não sei quem é sua filha.
-- Ora, moleque! Vai dizer que não se lembra da Felicity?
Espere aí, quer dizer que o
homem é pai da Felicity? Minha
ex-namorada? Minha Fefe?, Eu pensei.
-- Felicity? Eu não sabia que o senhor é pai dela. – Antes de continuar
minha justificativa, o gigante me segurou pelo colarinho, quase me matando
sufocado se não fosse pelo Roger me socorrer e o outro quarentão segurar seu
amigo.
-- Agora que sabe quem sou eu, ordeno que fique longe dela, seu narigudo
imprestável ou não me chamo Robert Kenneth McGold!
Quando Robert foi embora, o amigo
dele, o tal Ned chamou Keith e conversaram bem baixinho algo e depois partiram
para casa. Kit e Chris pegaram uma maleta de primeiros socorros e estancaram a
pequena hemorragia no nariz e deixaram na minha bochecha um saco de gelo para
tirar o inchaço na cara.
-- Quem era o amigo daquele cara, Keith? – Questionei ainda segurando o
saco.
-- Era o Eddard. Ele também chamado de Ned. É o pai da Nora e amigo do
pai da Fefe.
-- E como ele soube do relacionamento? – Mesmo deduzindo que Fefe tenha
contado ao pai sobre isso, recebi outra resposta.
-- A Nora contou pro pai dela, que contou pro pai da Felicity. Alias,
suspeito que ela nem saiba da atitude do pai hoje.
-- Minha nossa, Pete. Causou péssimas impressões ao futuro sogro. –
Gracejou John.
-- Que nada. Pete ainda tem chances com a Fefe. Fala o que houve na sua
visita ao hotel dos Beach Boys, Keith. – Falava Roger.
-- Eu conversei com eles e com Brian, que ficava me perguntando sobre a
“surfer girl”. Eu falei que Fefe nunca deixou de te amar, Pete e por isso ela
terminou com ele. – Falou Keith, calmo.
Outra vez aquela alegria voltou a tomar conta de mim. Tinha mesmo
chances de conquistar Fefe. Brian era carta fora do baralho. No entanto,
lembrei do pai dela. O homem tava furioso comigo. Eu não sabia como poderia reconquistá-la...
até aquela tarde.
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A tarde ficamos
editando as músicas pro disco. Ainda estava traumatizado pelo fato do single I
Can See For Miles não atingir pelo menos o segundo ou terceiro lugar do
ranking. Em vez disso, ficamos em sétimo e ainda perdemos para Felicity, que
finalmente se lançava na carreira de cantora. Posso não aceitar perder pros
Beatles, Rolling Stones ou Kinks, mas para Fefe... era outra história.
As meninas também
vieram ao estúdio. Contudo, Barbara se tornou uma espécie de sarna que não
conseguia me livrar. Fazia um mês que não fazíamos sexo, eu não ia mais na casa
dela e muito menos procurava ser cavalheiro pra ela. Em outras palavras, não
fazia nada. Se ela me traísse, não seria uma surpresa, já fui corno por causa
dela.
Chegando ao
estúdio, fomos recebidos por Glyn Johns. Preparávamos os instrumentos quando
ouvi um som característico de guitarra. Roger me viu saindo da sala e acabou
indo junto comigo para ver. Seguimos para uma outra sala e logo vi ela.
Felicity ajeitava a guitarra Gretsch ano 1959.
Sabia que ela se amarrava naquelas guitarras com estilo dos anos 50.
-- Ok, pessoal.
Vamos só gravar Sun and Moon e depois
No! – Dizia ela para os dois músicos
presentes, um quarentão careca que usa um terno preto e outro rapaz, mais jovem
que o baixista e um pouco mais que a Fefe.
-- Certo. –
Respondeu o baterista e só parou de mexer nas baquetas quando me enxergou. –
Ehhh... Fefe, olha quem veio nos ver.
Ela me lançou um
olhar que demonstrava claramente que estava feliz em me ver.
-- Vamos encerrar
por hoje. Amanhã nos vemos, mesmo horário. – Falava Felicity, já guardando a
guitarra e os rapazes se preparando.
-- Olha, se for
minha presença, eu vou embora. Só apareci por curiosidade, só. – Falei, na intenção de fazê-los mudar de idéia.
-- É sério. Estou
cansada e quero ir pra casa... aconteceu algo com seu nariz? – Questionou no
final.
Por um momento
achei a possibilidade de mentir pra ela sobre o ocorrido em que o pai dela
apareceu no apê e me deu um belo soco. Contudo, vi nenhuma necessidade dela se
estressar mais e pensar que estou lhe causando mais problemas do que já tem.
-- Foi um acidente
com minha guitarra. – Respondi sem muita
convicção. Tenho certeza, ela percebeu minha mentira.
-- Bem, então até
mais, Pete! – Se despediu Fefe. Ela aproveitou e conversou um pouco mais com as
garotas e eu voltei para a sala onde o Who gravava as faixas.
Mais uma vez
repassamos as músicas Rael e Rael 2. Da primeira vez que tocamos, deu tudo
certo. Contudo, Kit me falou duas semanas atrás que a empregada que faz a limpeza
do estúdio, sem querer colocou fora as fitas gravadas e ainda completou que
esse tipo de coisa acontece. Na minha indignação, peguei a vassoura, joguei
fora. Ainda peguei a cadeira e joguei contra a parede. Praticamente enlouqueci
no escritório e finalizei com um soco na mesa e terminei dizendo que essas
coisas também acontecem.
E agora estamos
aqui, mais uma vez gravando Rael, a faixa um pouco mais extensa que as demais.
No mesmo instante, os pais de Marie e os de Nora apareceram.
Roger encheu-se de
alegria e apresentou os pais dela para nós. Nora também aproveitou isso e conhecemos
seus pais. Apesar de eu, Roger e John conhecermos o pai dela de forma indireta,
cumprimentei o Sr.Smith Ele parecia meio envergonhado quando fomos
apresentados.
Mais tarde, o pai de
Nora veio conversar comigo.
-- Com licença.
Pete Townshend? – Perguntou ele, segurando um copo de água.
-- Se for outro
soco, favor se retire daqui! – Falei de forma meio estúpida.
-- Eu sinto muitíssimo
pelo meu amigo Robert. Não esperava esta atitude dele, depois de ter contado
sobre os acontecimentos da filha dele. – Respondia o Sr. Smith.
-- Sr. Smith...
-- Me chame de Ned,
por favor.
-- Ned, a culpa não
é sua e nem dele. No lugar dele, teria feito a mesma coisa se fosse com minha
filha. É normal que me odeie.
-- Mas acha normal
que uma garota sofra por alguém que ame?
Sabia que a
pergunta ele se referia a Felicity. Porém, eu não sabia que ela ainda pensava
em mim.
-- Felicity está
com raiva de mim. A fiz terminar com Brian Wilson e ainda briguei com ele por
causa dela.
-- Duvido que ela
ainda te odeie. Meu rapaz, aproveite que Fefe está livre como um pássaro e
reconquiste seu coração. Eu fiz assim com a mãe de Nora e consegui. Não
desisti. Vamos lá!
Com essa motivação,
tive mais vontade de lutar mais uma vez por ela. No final da tarde quando todos
os pais foram pra casa, perguntei para Nora se ela voltaria pro estúdio gravar
mais músicas e Nora respondeu que sim, até pelo motivo que Fefe deseja gravar
seu primeiro disco antes de sua participação do Eurovision, inclusive a edição
deste ano será em
Viena. Contudo há um
problema: o Who tem uma turnê em algumas capitais no período de realização do
Eurovision. Decidi que faria o máximo de esforço para estar ao menos na
semifinal, para ver minha amada brilhar e chegar tão longe rumo ao seu sonho.
Na semana seguinte,
houve mais umas gravações e quando fui visitar Fefe na outra sala, encontrei
uma moça de lindos cabelos negros e ela assistia a banda tocar. Pela música,
reconheci de cara ser All I Have To Do Is Dream, dos Everly Brothers.
-- Oi. –
Cumprimentei a moça. – Conhece a cantora?
-- Sim, ela foi
minha colega nos tempos da faculdade. Felicity McGold. Você deve ser o Pete
Townshend?
-- Sim, sou eu.
Qual o seu nome?
-- Frances
Fitzwilliam. Todo mundo me chama de Fanny, polpa tempo e energia.
Conheci mais uma
amiga de Fefe e ficamos conversando sobre muitas coisas. Ela namora o vocalista
dos Hollies, Allan Clarke e como a banda estava em turnê em Londres, aproveitou
para vir na Track Records para poder visitar a amiga. Após o fim da música,
Fanny entrou na sala e conversou com Fefe e sua banda. E mais uma vez não
consegui me aproximar dela. Ao meio dia fui almoçar com John e Anastacia num
restaurante e os dois falaram da visita surpresa dos pais dela, o que prejudicou
um pouco por perderem a privacidade.
De volta a Track,
Chris Stamp fala que Fefe voltou para Rolling Stone e Fanny seguiu para o hotel
onde estava hospedada com Allan. Enquanto seguia caminho para a revista,
comecei a sentir uma espécie de angustia e alta preocupação. Quando entramos no
hall ouvi um grito.
-- AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!
-- Minha nossa, que
foi isso? – Anastacia ficou nervosa e John chamou o porteiro.
Sabia quem gritava.
Corri até as escadas e entrei no estúdio fotográfico de Felicity e a encontrei caída
no chão em pânico e na mira de um revolver. E quem segurava era Jenna. Precisava agir rápido antes que tudo se acabe
de forma trágica.
Continua....

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