segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Love Sell Out (22º Capítulo)

Olá!
Mais um capítulo saído do forno. A fic caminhando mais pra final em clima de novela das oito kkkk e teremos também a participação especial de Fanny Fitzwilliam, personagem da Mariana Campos. Boa leitura!



Capítulo 22: Pais e filhos

Pete POV
-- Preciso me preparar. Os pais da Marie estarão em Londres, pro lançamento do livro da mãe dela. Onde está minha camisa? – Roger estava ansioso e procurava incessante por sua camisa.
Semanas atrás durante as gravações do disco Sell Out, muitas novidades. Keith disse que mais uma vez os pais de Nora iriam visitar a filha e ficar por uns quinze dias em Londres e Roger finalmente vai conhecer os pais de Marie. Quanto a John, ele e Ana não se tem noticias dos pais dela que vivem em Ripley.
Enquanto todos ficavam vendo televisão, eu tentava compor e de repente a porta se abriu, dando entrada para Kit e Chris.
-- Rapazes, se preparem. Vamos agora pra Track Records fazer as edições nas músicas. Agora!
Antes de sair, algo inesperado aconteceu. Um homem de aproximadamente quarenta e quatro anos, enorme e meio gordo (me lembrou logo o Graham Bond) apareceu diante da porta, junto com outro homem quarentão.
-- Com licença, qual de vocês é o Pete Townshend? – Perguntou o senhor de cara redonda.
-- Eu sou o Roger. – Se apresentou o vocalista, com um sorriso amarelo. – Aquele é o John e este é o Keith. – Apontando para Moonie que vestia a calça.
-- Eu sou Pete. – Me apresentei, mesmo sem saber quem era ele.
-- Meu senhor, o que quer com Pete? – Questionou Kit.
-- Quero acertar umas contas com ele... – Respondeu o senhor, já indo em minha direção e a cara dele se transformou em ódio. E desse ódio veio um soco na cara, que me fez cair perto do sofá.
-- ROBERT, NÃO FAÇA ISSO! – Gritou o outro senhor.
-- Me deixa, Ned! Esse canalha vai pagar por todo sofrimento que causou na minha filha!
-- Senhor... cof cof...—Saia um pouco de sangue na boca e minha mente tentava saber quem era a filha daquele homenzarrão do soco poderoso. – Eu... não sei quem é sua filha.
-- Ora, moleque! Vai dizer que não se lembra da Felicity?
Espere aí, quer dizer que o homem é pai da Felicity? Minha  ex-namorada? Minha Fefe?, Eu pensei.
-- Felicity? Eu não sabia que o senhor é pai dela. – Antes de continuar minha justificativa, o gigante me segurou pelo colarinho, quase me matando sufocado se não fosse pelo Roger me socorrer e o outro quarentão segurar seu amigo.
-- Agora que sabe quem sou eu, ordeno que fique longe dela, seu narigudo imprestável ou não me chamo Robert Kenneth McGold!
Quando Robert foi embora,  o amigo dele, o tal Ned chamou Keith e conversaram bem baixinho algo e depois partiram para casa. Kit e Chris pegaram uma maleta de primeiros socorros e estancaram a pequena hemorragia no nariz e deixaram na minha bochecha um saco de gelo para tirar o inchaço na cara.
-- Quem era o amigo daquele cara, Keith? – Questionei ainda segurando o saco.
-- Era o Eddard. Ele também chamado de Ned. É o pai da Nora e amigo do pai da Fefe.
-- E como ele soube do relacionamento? – Mesmo deduzindo que Fefe tenha contado ao pai sobre isso, recebi outra resposta.
-- A Nora contou pro pai dela, que contou pro pai da Felicity. Alias, suspeito que ela nem saiba da atitude do pai hoje.
-- Minha nossa, Pete. Causou péssimas impressões ao futuro sogro. – Gracejou John.
-- Que nada. Pete ainda tem chances com a Fefe. Fala o que houve na sua visita ao hotel dos Beach Boys, Keith. – Falava Roger.
-- Eu conversei com eles e com Brian, que ficava me perguntando sobre a “surfer girl”. Eu falei que Fefe nunca deixou de te amar, Pete e por isso ela terminou com ele. – Falou Keith, calmo.
Outra vez aquela alegria voltou a tomar conta de mim. Tinha mesmo chances de conquistar Fefe. Brian era carta fora do baralho. No entanto, lembrei do pai dela. O homem tava furioso comigo.  Eu não sabia como poderia reconquistá-la... até aquela tarde.


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A tarde ficamos editando as músicas pro disco. Ainda estava traumatizado pelo fato do single I Can See For Miles não atingir pelo menos o segundo ou terceiro lugar do ranking. Em vez disso, ficamos em sétimo e ainda perdemos para Felicity, que finalmente se lançava na carreira de cantora. Posso não aceitar perder pros Beatles, Rolling Stones ou Kinks, mas para Fefe... era outra história.
As meninas também vieram ao estúdio. Contudo, Barbara se tornou uma espécie de sarna que não conseguia me livrar. Fazia um mês que não fazíamos sexo, eu não ia mais na casa dela e muito menos procurava ser cavalheiro pra ela. Em outras palavras, não fazia nada. Se ela me traísse, não seria uma surpresa, já fui corno por causa dela.
Chegando ao estúdio, fomos recebidos por Glyn Johns. Preparávamos os instrumentos quando ouvi um som característico de guitarra. Roger me viu saindo da sala e acabou indo junto comigo para ver. Seguimos para uma outra sala e logo vi ela. Felicity ajeitava a guitarra Gretsch ano 1959.  Sabia que ela se amarrava naquelas guitarras com estilo dos anos 50.
-- Ok, pessoal. Vamos só gravar Sun and Moon e depois No! – Dizia ela para os dois músicos presentes, um quarentão careca que usa um terno preto e outro rapaz, mais jovem que o baixista e um pouco mais que a Fefe.
-- Certo. – Respondeu o baterista e só parou de mexer nas baquetas quando me enxergou. – Ehhh... Fefe, olha quem veio nos ver.
Ela me lançou um olhar que demonstrava claramente que estava feliz em me ver.
-- Vamos encerrar por hoje. Amanhã nos vemos, mesmo horário. – Falava Felicity, já guardando a guitarra e os rapazes se preparando.
-- Olha, se for minha presença, eu vou embora. Só apareci por curiosidade, só.  – Falei, na intenção de fazê-los mudar de idéia.
-- É sério. Estou cansada e quero ir pra casa... aconteceu algo com seu nariz? – Questionou no final.
Por um momento achei a possibilidade de mentir pra ela sobre o ocorrido em que o pai dela apareceu no apê e me deu um belo soco. Contudo, vi nenhuma necessidade dela se estressar mais e pensar que estou lhe causando mais problemas do que já tem.
-- Foi um acidente com minha guitarra.  – Respondi sem muita convicção. Tenho certeza, ela percebeu minha mentira.
-- Bem, então até mais, Pete! – Se despediu Fefe. Ela aproveitou e conversou um pouco mais com as garotas e eu voltei para a sala onde o Who gravava as faixas.
Mais uma vez repassamos as músicas Rael e Rael 2. Da primeira vez que tocamos, deu tudo certo. Contudo, Kit me falou duas semanas atrás que a empregada que faz a limpeza do estúdio, sem querer colocou fora as fitas gravadas e ainda completou que esse tipo de coisa acontece. Na minha indignação, peguei a vassoura, joguei fora. Ainda peguei a cadeira e joguei contra a parede. Praticamente enlouqueci no escritório e finalizei com um soco na mesa e terminei dizendo que essas coisas também acontecem.
E agora estamos aqui, mais uma vez gravando Rael, a faixa um pouco mais extensa que as demais. No mesmo instante, os pais de Marie e os de Nora apareceram.
Roger encheu-se de alegria e apresentou os pais dela para nós. Nora também aproveitou isso e conhecemos seus pais. Apesar de eu, Roger e John conhecermos o pai dela de forma indireta, cumprimentei o Sr.Smith Ele parecia meio envergonhado quando fomos apresentados.
Mais tarde, o pai d­e Nora veio conversar comigo.
-- Com licença. Pete Townshend? – Perguntou ele, segurando um copo de água.
-- Se for outro soco, favor se retire daqui! – Falei de forma meio estúpida.
-- Eu sinto muitíssimo pelo meu amigo Robert. Não esperava esta atitude dele, depois de ter contado sobre os acontecimentos da filha dele. – Respondia o Sr. Smith.
-- Sr. Smith...
-- Me chame de Ned, por favor.
-- Ned, a culpa não é sua e nem dele. No lugar dele, teria feito a mesma coisa se fosse com minha filha. É normal que me odeie.
-- Mas acha normal que uma garota sofra por alguém que ame?
Sabia que a pergunta ele se referia a Felicity. Porém, eu não sabia que ela ainda pensava em mim.
-- Felicity está com raiva de mim. A fiz terminar com Brian Wilson e ainda briguei com ele por causa dela.
-- Duvido que ela ainda te odeie. Meu rapaz, aproveite que Fefe está livre como um pássaro e reconquiste seu coração. Eu fiz assim com a mãe de Nora e consegui. Não desisti. Vamos lá!
Com essa motivação, tive mais vontade de lutar mais uma vez por ela. No final da tarde quando todos os pais foram pra casa, perguntei para Nora se ela voltaria pro estúdio gravar mais músicas e Nora respondeu que sim, até pelo motivo que Fefe deseja gravar seu primeiro disco antes de sua participação do Eurovision, inclusive a edição deste ano será em Viena.  Contudo há um problema: o Who tem uma turnê em algumas capitais no período de realização do Eurovision. Decidi que faria o máximo de esforço para estar ao menos na semifinal, para ver minha amada brilhar e chegar tão longe rumo ao seu sonho.
Na semana seguinte, houve mais umas gravações e quando fui visitar Fefe na outra sala, encontrei uma moça de lindos cabelos negros e ela assistia a banda tocar. Pela música, reconheci de cara ser All I Have To Do Is Dream, dos Everly Brothers.
-- Oi. – Cumprimentei a moça. – Conhece a cantora?
-- Sim, ela foi minha colega nos tempos da faculdade. Felicity McGold. Você deve ser o Pete Townshend?
-- Sim, sou eu. Qual o seu nome?
-- Frances Fitzwilliam. Todo mundo me chama de Fanny, polpa tempo e energia.
Conheci mais uma amiga de Fefe e ficamos conversando sobre muitas coisas. Ela namora o vocalista dos Hollies, Allan Clarke e como a banda estava em turnê em Londres, aproveitou para vir na Track Records para poder visitar a amiga. Após o fim da música, Fanny entrou na sala e conversou com Fefe e sua banda. E mais uma vez não consegui me aproximar dela. Ao meio dia fui almoçar com John e Anastacia num restaurante e os dois falaram da visita surpresa dos pais dela, o que prejudicou um pouco por perderem a privacidade.
De volta a Track, Chris Stamp fala que Fefe voltou para Rolling Stone e Fanny seguiu para o hotel onde estava hospedada com Allan. Enquanto seguia caminho para a revista, comecei a sentir uma espécie de angustia e alta preocupação. Quando entramos no hall ouvi um grito.
-- AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!
-- Minha nossa, que foi isso? – Anastacia ficou nervosa e John chamou o porteiro.
Sabia quem gritava. Corri até as escadas e entrei no estúdio fotográfico de Felicity e a encontrei caída no chão em pânico e na mira de um revolver. E quem segurava era Jenna.  Precisava agir rápido antes que tudo se acabe de forma trágica.

Continua....


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