Menos de 24 horas e vemos outro capítulo de Holiday Romance e já começando com a festa de natal muito louca na casa dos McCartneys e depois outra na dos Romanovs, mas isso é outro capítulo. Postagem do capítulo é da Maris "Walrus Girl" Campos. Boa leitura!
Capítulo 20: So this is Christmas
(Mary
Anne’s POV)
Mais um ano se passou e começou o período de
festas. Meus irmãos e eu queríamos oferecer uma festa em nossa casa, mas
sabíamos que, muito provavelmente, papai não iria deixar. Ele iria preferir
reunir nossos parentes de Liverpool aqui em casa. Então , numa
certa manhã, ele disse:
- Sinto muito, meus
filhos, mas esse ano não vou poder passar o Natal com vocês. Terei que viajar a
trabalho na véspera de Natal e não estarei de volta a Londres antes do dia 26. A casa será toda de
vocês. Tentem não incendiá-la ou explodi-la, ok?
- Pode deixar, pai! –
disse Paul. – Tudo estará na mais perfeita ordem quando o senhor voltar.
- Acho mais seguro que
essa garantia venha de Mary Anne. – disse papai.
- Puxa, pai, o senhor não
confia mesmo em mim e no Paul, não é? -
Mike riu.
- Claro que não, Mike. Sua
irmã tem mais juízo que você e o seu irmão juntos!
- Fique sossegado, papai.
Vou ficar de olho nos meus irmãos. – eu disse.
- Eu sei disso, filhinha.
– disse meu pai, dando um beijo no topo da minha cabeça e saindo para o
trabalho. – Até mais tarde, crianças! – sim, papai ainda nos chama de
“crianças”.
Quando ele saiu, Paul
perguntou:
- Nosso plano ainda está
de pé?
- Eu acho que sim. – disse
Mike. – Só precisamos selecionar quem a gente vai convidar. Ninguém que dê P.
T. se beber demais, por exemplo, ou que costume causar. Papai não vai estar aqui, é claro, mas se
essa galera deixar rastros de sua passagem aqui em casa, pode ser difícil nos
livrarmos das “evidências do crime”.
- E se papai descobrir que
nós demos uma festa em casa quando ele estava viajando, ele vai matar um por
um! Começando por mim, que deveria evitar que vocês dois fizessem besteira! –
eu disse.
- Relaxa, Mary Anne, papai
nunca vai descobrir! – disse Paul com veemência. Conhecendo o pessoal dessa universidade, eu
não tinha muita certeza disso.
Começamos a cuidar de tudo às
escondidas do meu pai. Fizemos uma lista seleta de convidados, criamos o evento
no Facebook, convocamos todo mundo da nossa lista e fizemos as compras.
Escondemos uma parte no alojamento que eu dividia com Evie, outra no alojamento
dos Beatles (onde moravam meus dois irmãos) e a última parte no alojamento do
Who (claro que não as bebidas, ou Keith Moon acabaria com elas).
Até que chegou o dia 23. Papai
fez as malas para partir no dia seguinte. Ele confiava plenamente em mim.
Eu me sentia um pouco culpada, mas devo confessar que
era emocionante ser um pouco “vida loka” pelo menos uma vez na vida. Logo que
ele foi embora na manhã do dia 24, começamos a preparar tudo para a noite. A
casa já estava decorada para o Natal havia semanas, então não nos preocupamos
com decoração. Paul e eu começamos a preparar o que seria servido para os
convidados, enquanto Mike ia buscar as bebidas no alojamento dos Beatles e
verificava no fb se todo mundo havia confirmado presença.
Veio a noite. Os convidados
começaram a chegar às 19h30min. Os primeiros foram Bob Dylan e Fanny
Fitzwilliam. Eles finalmente admitiram que havia algo mais do que mera amizade
entre eles. Já estavam namorando havia duas semanas. Dylan carregava uma caixa cheia de furinhos.
Só podia ser um bichinho para Fanny. Ele também carregava, debaixo de um braço,
já que as mãos estavam ocupadas com a caixa furada, um embrulho relativamente
grande. Outro presente para ela, não duvido.
Ela, por sua vez, carregava um pacote grande.
Chegaram a irmã e a prima de
Fanny, e com elas estavam Robert Plant e Dave Davies, seus namorados. Plant
também carregava uma caixa cheia de furinhos. Pelo jeito as irmãs Fitzwilliam
iriam começar o próximo ano com novos bichinhos de estimação. Vieram mais pessoas. Os últimos foram John,
George e Ringo e o pessoal do Who. Com o Who, veio Evanna. Ela me perguntou:
- Você convidou Felicity
McGold?
- Nós até queríamos
convidá-la, assim como sua turma, mas eles já vão à festa dos Romanov, que
começou a ser planejada antes da nossa. Mas por que a pergunta, Evie? É... Por
causa do Pete?
- Exatamente.
- Mas, amiga, a Fefe está
de rolo com aquele cara que estava vestido de Lanterna Verde na festa de
Halloween! Segundo Peter Tork, aquele é o goleiro reserva do Bayern de Munique,
Manuel Neuer!
- Gosto muito da Felicity,
mas quero que ela se concentre no seu Lanterna Verde e deixe o Pete em paz!
- Será que é Fefe quem
distrai Pete... Ou Pete que distrai Fefe?
- O que está querendo
dizer, Mary Anne?
- Nada, Evie, nada. –
achei melhor não estragar o Natal da minha amiga levantando a possibilidade de
Pete ter uma queda por Felicity, e não apenas o contrário.
Se minha teoria estivesse correta,
ela não precisaria sofrer. Havia Art Garfunkel, que havia se tornado um grande
amigo da Evie, e até mesmo entrou para o clube de leitura medieval. Fiz questão
de convidá-lo, assim como seu amigo Paul Simon. Mas apenas Art estava presente.
Simon decerto ficara em casa para não ter que encontrar Emily e Fanny. Ele havia tido uma queda pela ruiva alta, e
até hoje, como todos sabem, ele gosta muito dela. Simon havia namorado Fanny, e
não sabia se sua queda era maior por ela ou por Emily.
Meu namorado veio me ver.
- Feliz véspera de Natal,
Mary. – disse Roger, me puxando para um
beijo.
- Feliz véspera de Natal,
Rog. – eu disse.
- Aqui está seu presente.
– ele entregou-me um pacote. - Desculpe, eu deveria ter comprado algo melhor,
mas estou sem grana, sabe...
- Imagine, Rog! Não
precisava se incomodar! – abri o embrulho. Era um DVD da segunda temporada de Sherlock, minha série favorita. – Meu
Deus, muito obrigada, Roger! Eu te amo! – abracei-o fortemente.
- Me ama mais do que ama o
Cumberbatch? – ele riu.
- É claro que sim , seu
bobo! – dei uma risada e beijei a testa dele. – Aqui está o seu.
Roger pegou o embrulho de
minhas mãos e o abriu, revelando um box deluxe da trilogia O Poderoso Chefão, que ele simplesmente adora.
- Puxa vida, Mary Anne!
Muito obrigado! – ele me abraçou ainda mais fortemente. Ao olhar por cima do
ombro de Rog, vi George nos observando. Havia ciúme em seus olhos ou era só
impressão minha?
* * *
(Paul’s POV)
A festa parecia estar
correndo bem. Todos comiam, dançavam, conversavam e riam de boas. Claro, havia
também muita pegação, começando pela minha irmã com o Roger Daltrey. Eu gosto
do Daltrey, ele é um cara legal, apesar de toda aquela pose de durão que ele
tem. Porém, para ser sincero, eu preferiria que George fosse meu cunhado. Ele
ama a Mary Anne desde os tempos em que morávamos em Liverpool. E minha
irmã nem percebe. Ou, pelo menos, finge que não percebe. Vi George e Ringo
conversando, e o narigudo dizendo ao magrelo:
- George, por que não toma
coragem?
- Ficou maluco, Ringo? Eu
não quero servir de saco de pancada para o Anderson Silva baixinho e loiro!
Fiquei imaginando
qual seria a reação do Daltrey se ele descobrisse o que George sente pela Mary.
Acho que daria um belo soco que partiria meu amigo ao meio, já que George
parece uma vareta com braços e pernas.
Meu irmão, minha irmã
e eu havíamos permitido que as bandas que convidamos se apresentassem, se assim
desejassem. Os primeiros que subiram ao palco foram os Herman’s Hermits. Nem
sei por que convidamos esses caras. O vocalista, Peter Noone, só perde para o
Brian Jones em termos de causar. Por isso mesmo que não convidamos os Stones.
Bill e Charlie não conseguem controlar as loucuras dos outros três.
Finalmente o quinteto
terminou de afinar os instrumentos que eu havia deixado no palquinho
improvisado que montei no salão de festas de casa, sem o meu pai saber. Se não conseguir desmontá-lo, vou dizer ao
meu pai que montei o palco para minha banda usar nos ensaios. Noone pegou o microfone e disse:
- A primeira música que
vamos tocar se chama Can’t You Hear My
Heartbeat. Eu quero dedicá-la à minha musa inspiradora. Ela é linda, loira,
estuda História e ama Star Trek.
Noone pode não ter dito
o nome dela com todas as letras, entretanto, todo mundo sabia muito bem que a
garota em questão era Dianna Mackenzie. Davy Jones ficou vermelhíssimo de
raiva. Eu acho que também ficaria, se alguém tivesse a cara de pau de cantar
uma música para Jane e nem tentasse disfarçar isso. Os outros Monkees tentavam
acalmá-lo, enquanto Dianna estava em estado de choque, e suas amigas Alice
Stone, Emma Carlisle e Suzan Hardison
tentavam fazê-la “acordar”.
Quando eles terminaram, Davy
gritou:
- Escuta, Noone, se você
for mesmo homem, venha até aqui! Eu vou te dizer umas verdades e dar o que você
merece!
- Davy, veja lá o que você
vai fazer! – alertou Dianna, certamente prevendo o pior, como eu.
- Isso mesmo, anãozinho,
veja o que vai fazer. – disse Noone com um sorriso irônico.
Davy ficou ainda
mais irritado com a provocação. Subiu no palco, e os outros Hermits
debandaram. Tentou acertar um soco na
cara de Noone, mas este subiu no banquinho da bateria, ficando fora do alcance
do Monkee.
- Você teve a cara de pau
para cantar para a minha namorada! Tenha cara de pau para levar uma! – Davy
gritou. Eu não imaginava que ele seria capaz de ficar tão enfurecido.
- Não devia ter uma
namorada tão bonita, Jones, se não quer que outros homens olhem para ela! –
Noone estava visivelmente se divertindo muito provocando o pequeno Monkee.
- Cala essa boca! – Davy
chutou o banquinho em cima do qual Noone estava de pé. Ele caiu.
Agora o bicho
pegou. Noone tirou o sorrisinho do rosto. Davy acertou-lhe um belo chute no
meio das pernas que com certeza doeu em todos os homens ali presentes. Ele se
preparava para mais um golpe quando Dianna chegou e segurou o namorado.
- Cuddly Toy, não. Não precisa fazer isso. – disse ela.
- Obrigado, meu anjo
salvador! – gritou Noone.
- CALA A BOCA, NOONE! –
exclamou o casal.
Derek Leckenby,
Karl Green, Keith Hopwood e Barry Whitwam subiram ao palco e arrancaram Noone
dali, antes que ele causasse mais problemas, mortos de vergonha. Até eles
estarem fora da minha casa, Noone berrava feito um desequilibrado:
- ISSO VAI TER VOLTA,
JONES! ESSE ANJO VAI SER MEU!
- FICA QUIETO, PETER! –
dava para ouvir os outros quatro Hermits tentando fazê-lo fechar a matraca.
Meus irmãos e eu
suspiramos de alívio. Rezei para não termos mais problemas. Pouco depois que os Hermits se mandaram, Davy
e Dianna sumiram. Parecia que tudo
voltara ao normal. Peter Tork e Suzan Hardison flertando, Micky Dolenz e Emma
Carlisle se pegando num canto, Fanny Fitzwlliam toda feliz com o gato (de
verdade) e o Baymax de brinquedo que ganhara de Dylan, sua irmã Elinor beijando
Robert Plant em agradecimento (ela também ganhara um gato), meu amigo John com
aquela japa feia, a Yoko...
Nem sei por que Lennon
ainda está com ela. Sei muito bem que ele prefere a ruiva estonteante do curso
de História, uma que usa prótese na perna, Rosie Donovan. Mas o Clapton também
está de olho nela.... Então vi algo que eu não esperava: George conversava com
a minha irmã e.... Quase deu um beijo nela! Mary Anne ficou um pouco assustada
e se afastou dele. George ficou olhando-a ir embora, parecendo um cachorrinho
que caiu da mudança. Ainda bem que Daltrey não viu, ou seria o fim do meu
amigo. Sei que Mary Anne não vai falar nada para o namorado, não faz o tipo
dela.
Estava dançando com minha
namorada, Jane Asher, quando meu irmão se aproximou e me levou para longe dela:
- Que droga, Mike! –
reclamei. – O que foi?
- Tem algum casal se
pegando no quarto do papai. Acabei de passar por lá e ouvi uns barulhos...
- Barulhos? Você quer
dizer... Das molas da cama?
- Não só disso.
- Vamos chamar a Mary Anne
e tirar os sapecas de lá.
Achamos minha irmã
tentando se recuperar do choque tomando um pouco de Coca-Cola. Subimos até o
andar de cima, onde ficam os quartos. Chegamos ao do nosso pai, o último do corredor.
Colamos os ouvidos na porta. De fato, fossem quem fossem, o casal estava bem
animado.
- Fico meio sem jeito por
invadir a privacidade dos outros desse jeito... – Mary Anne falou.
- Mary, esses dois ninfos
podiam ter esperado para sapecar em casa! Se o papai descobrir que teve gente
se pegando na cama dele ele vai ficar emputecido e nos enforcar! – disse Mike.
- Chega de conversa. –
disse eu. – No três. 1, 2.... 3!
Girei a
maçaneta. O casal estava escondido debaixo dos lençóis do meu pai. Meus irmãos
e eu nos aproximamos de fininho. Com um certo receio, puxei os lençóis... E
revelei Davy Jones e Dianna Mackenzie, como vieram ao mundo, na melhor parte.
- Ai que vergonha... –
Dianna soltou o namorado e usou as mãos para tampar o rosto. Davy nem sabia o
que dizer, só puxou de volta os lençóis, escondendo seu corpo e o da namorada,
deixando apenas as cabeças descobertas.

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