sábado, 21 de março de 2015

Holiday Romance (20° Capítulo)

Olá pessoal!
Menos de 24 horas e vemos outro capítulo de Holiday Romance e já começando com a festa de natal muito louca na casa dos McCartneys e depois outra na dos Romanovs, mas isso é outro capítulo. Postagem do capítulo é da Maris "Walrus Girl" Campos. Boa leitura!



Capítulo 20: So this is Christmas

(Mary Anne’s POV)


             Mais um ano se passou e começou o período de festas. Meus irmãos e eu queríamos oferecer uma festa em nossa casa, mas sabíamos que, muito provavelmente, papai não iria deixar. Ele iria preferir reunir nossos parentes de Liverpool aqui em casa. Então, numa certa manhã, ele disse:

- Sinto muito, meus filhos, mas esse ano não vou poder passar o Natal com vocês. Terei que viajar a trabalho na véspera de Natal e não estarei de volta a Londres antes do dia 26. A casa será toda de vocês. Tentem não incendiá-la ou explodi-la, ok?
- Pode deixar, pai! – disse Paul. – Tudo estará na mais perfeita ordem quando o senhor voltar.
- Acho mais seguro que essa garantia venha de Mary Anne. – disse papai.
- Puxa, pai, o senhor não confia mesmo em mim e no Paul, não é?  - Mike riu.
- Claro que não, Mike. Sua irmã tem mais juízo que você e o seu irmão juntos!
- Fique sossegado, papai. Vou ficar de olho nos meus irmãos. – eu disse.
- Eu sei disso, filhinha. – disse meu pai, dando um beijo no topo da minha cabeça e saindo para o trabalho. – Até mais tarde, crianças! – sim, papai ainda nos chama de “crianças”.

                      Quando ele saiu, Paul perguntou:

- Nosso plano ainda está de pé?
- Eu acho que sim. – disse Mike. – Só precisamos selecionar quem a gente vai convidar. Ninguém que dê P. T. se beber demais, por exemplo, ou que costume causar.  Papai não vai estar aqui, é claro, mas se essa galera deixar rastros de sua passagem aqui em casa, pode ser difícil nos livrarmos das “evidências do crime”.
- E se papai descobrir que nós demos uma festa em casa quando ele estava viajando, ele vai matar um por um! Começando por mim, que deveria evitar que vocês dois fizessem besteira! – eu disse.
- Relaxa, Mary Anne, papai nunca vai descobrir! – disse Paul com veemência.  Conhecendo o pessoal dessa universidade, eu não tinha muita certeza disso.
                      
           Começamos a cuidar de tudo às escondidas do meu pai. Fizemos uma lista seleta de convidados, criamos o evento no Facebook, convocamos todo mundo da nossa lista e fizemos as compras. Escondemos uma parte no alojamento que eu dividia com Evie, outra no alojamento dos Beatles (onde moravam meus dois irmãos) e a última parte no alojamento do Who (claro que não as bebidas, ou Keith Moon acabaria com elas).
               Até que chegou o dia 23. Papai fez as malas para partir no dia seguinte. Ele confiava plenamente em mim.  Eu me sentia um pouco culpada, mas devo confessar que era emocionante ser um pouco “vida loka” pelo menos uma vez na vida. Logo que ele foi embora na manhã do dia 24, começamos a preparar tudo para a noite. A casa já estava decorada para o Natal havia semanas, então não nos preocupamos com decoração. Paul e eu começamos a preparar o que seria servido para os convidados, enquanto Mike ia buscar as bebidas no alojamento dos Beatles e verificava no fb se todo mundo havia confirmado presença.
              Veio a noite. Os convidados começaram a chegar às 19h30min. Os primeiros foram Bob Dylan e Fanny Fitzwilliam. Eles finalmente admitiram que havia algo mais do que mera amizade entre eles. Já estavam namorando havia duas semanas.  Dylan carregava uma caixa cheia de furinhos. Só podia ser um bichinho para Fanny. Ele também carregava, debaixo de um braço, já que as mãos estavam ocupadas com a caixa furada, um embrulho relativamente grande. Outro presente para ela, não duvido.  Ela, por sua vez, carregava um pacote grande.                 
              Chegaram a irmã e a prima de Fanny, e com elas estavam Robert Plant e Dave Davies, seus namorados. Plant também carregava uma caixa cheia de furinhos. Pelo jeito as irmãs Fitzwilliam iriam começar o próximo ano com novos bichinhos de estimação.  Vieram mais pessoas. Os últimos foram John, George e Ringo e o pessoal do Who. Com o Who, veio Evanna. Ela me perguntou:

- Você convidou Felicity McGold?
- Nós até queríamos convidá-la, assim como sua turma, mas eles já vão à festa dos Romanov, que começou a ser planejada antes da nossa. Mas por que a pergunta, Evie? É... Por causa do Pete?
- Exatamente.
- Mas, amiga, a Fefe está de rolo com aquele cara que estava vestido de Lanterna Verde na festa de Halloween! Segundo Peter Tork, aquele é o goleiro reserva do Bayern de Munique, Manuel Neuer!
- Gosto muito da Felicity, mas quero que ela se concentre no seu Lanterna Verde e deixe o Pete em paz!
- Será que é Fefe quem distrai Pete... Ou Pete que distrai Fefe?
- O que está querendo dizer, Mary Anne?
- Nada, Evie, nada. – achei melhor não estragar o Natal da minha amiga levantando a possibilidade de Pete ter uma queda por Felicity, e não apenas o contrário.
            Se minha teoria estivesse correta, ela não precisaria sofrer. Havia Art Garfunkel, que havia se tornado um grande amigo da Evie, e até mesmo entrou para o clube de leitura medieval. Fiz questão de convidá-lo, assim como seu amigo Paul Simon. Mas apenas Art estava presente. Simon decerto ficara em casa para não ter que encontrar Emily e Fanny.  Ele havia tido uma queda pela ruiva alta, e até hoje, como todos sabem, ele gosta muito dela. Simon havia namorado Fanny, e não sabia se sua queda era maior por ela ou por Emily.
               Meu namorado veio me ver.

- Feliz véspera de Natal, Mary.  – disse Roger, me puxando para um beijo.
- Feliz véspera de Natal, Rog. – eu disse.
- Aqui está seu presente. – ele entregou-me um pacote. - Desculpe, eu deveria ter comprado algo melhor, mas estou sem grana, sabe...
- Imagine, Rog! Não precisava se incomodar! – abri o embrulho. Era um DVD da segunda temporada de Sherlock, minha série favorita. – Meu Deus, muito obrigada, Roger! Eu te amo! – abracei-o fortemente.
- Me ama mais do que ama o Cumberbatch? – ele riu.
- É claro que sim , seu bobo! – dei uma risada e beijei a testa dele. – Aqui está o seu.

                  Roger pegou o embrulho de minhas mãos e o abriu, revelando um box deluxe da trilogia O Poderoso Chefão, que ele simplesmente adora.

- Puxa vida, Mary Anne! Muito obrigado! – ele me abraçou ainda mais fortemente. Ao olhar por cima do ombro de Rog, vi George nos observando. Havia ciúme em seus olhos ou era só impressão minha?

                                                                      * * *

(Paul’s POV)
                      A festa parecia estar correndo bem. Todos comiam, dançavam, conversavam e riam de boas. Claro, havia também muita pegação, começando pela minha irmã com o Roger Daltrey. Eu gosto do Daltrey, ele é um cara legal, apesar de toda aquela pose de durão que ele tem. Porém, para ser sincero, eu preferiria que George fosse meu cunhado. Ele ama a Mary Anne desde os tempos em que morávamos em Liverpool. E minha irmã nem percebe. Ou, pelo menos, finge que não percebe. Vi George e Ringo conversando, e o narigudo dizendo ao magrelo:

- George, por que não toma coragem?
- Ficou maluco, Ringo? Eu não quero servir de saco de pancada para o Anderson Silva baixinho e loiro!

                          Fiquei imaginando qual seria a reação do Daltrey se ele descobrisse o que George sente pela Mary. Acho que daria um belo soco que partiria meu amigo ao meio, já que George parece uma vareta com braços e pernas.
                         Meu irmão, minha irmã e eu havíamos permitido que as bandas que convidamos se apresentassem, se assim desejassem. Os primeiros que subiram ao palco foram os Herman’s Hermits. Nem sei por que convidamos esses caras. O vocalista, Peter Noone, só perde para o Brian Jones em termos de causar. Por isso mesmo que não convidamos os Stones. Bill e Charlie não conseguem controlar as loucuras dos outros três.
                        Finalmente o quinteto terminou de afinar os instrumentos que eu havia deixado no palquinho improvisado que montei no salão de festas de casa, sem o meu pai saber.  Se não conseguir desmontá-lo, vou dizer ao meu pai que montei o palco para minha banda usar nos ensaios.  Noone pegou o microfone e disse:

- A primeira música que vamos tocar se chama Can’t You Hear My Heartbeat. Eu quero dedicá-la à minha musa inspiradora. Ela é linda, loira, estuda História e ama Star Trek.

                             Noone pode não ter dito o nome dela com todas as letras, entretanto, todo mundo sabia muito bem que a garota em questão era Dianna Mackenzie. Davy Jones ficou vermelhíssimo de raiva. Eu acho que também ficaria, se alguém tivesse a cara de pau de cantar uma música para Jane e nem tentasse disfarçar isso. Os outros Monkees tentavam acalmá-lo, enquanto Dianna estava em estado de choque, e suas amigas Alice Stone,  Emma Carlisle e Suzan Hardison tentavam fazê-la “acordar”.
                             Quando eles terminaram, Davy gritou:

- Escuta, Noone, se você for mesmo homem, venha até aqui! Eu vou te dizer umas verdades e dar o que você merece!
- Davy, veja lá o que você vai fazer! – alertou Dianna, certamente prevendo o pior, como eu.
- Isso mesmo, anãozinho, veja o que vai fazer. – disse Noone com um sorriso irônico.

                            Davy ficou ainda mais irritado com a provocação. Subiu no palco, e os outros Hermits debandaram.  Tentou acertar um soco na cara de Noone, mas este subiu no banquinho da bateria, ficando fora do alcance do Monkee.

- Você teve a cara de pau para cantar para a minha namorada! Tenha cara de pau para levar uma! – Davy gritou. Eu não imaginava que ele seria capaz de ficar tão enfurecido.
- Não devia ter uma namorada tão bonita, Jones, se não quer que outros homens olhem para ela! – Noone estava visivelmente se divertindo muito provocando o pequeno Monkee.
- Cala essa boca! – Davy chutou o banquinho em cima do qual Noone estava de pé. Ele caiu.

                             Agora o bicho pegou. Noone tirou o sorrisinho do rosto. Davy acertou-lhe um belo chute no meio das pernas que com certeza doeu em todos os homens ali presentes. Ele se preparava para mais um golpe quando Dianna chegou e segurou o namorado.

- Cuddly Toy, não.  Não precisa fazer isso.  – disse ela.
- Obrigado, meu anjo salvador! – gritou Noone.
- CALA A BOCA, NOONE! – exclamou o casal.

                            Derek Leckenby, Karl Green, Keith Hopwood e Barry Whitwam subiram ao palco e arrancaram Noone dali, antes que ele causasse mais problemas, mortos de vergonha. Até eles estarem fora da minha casa, Noone berrava feito um desequilibrado:

- ISSO VAI TER VOLTA, JONES! ESSE ANJO VAI SER MEU!
- FICA QUIETO, PETER! – dava para ouvir os outros quatro Hermits tentando fazê-lo fechar a matraca.

                       Meus irmãos e eu suspiramos de alívio. Rezei para não termos mais problemas.  Pouco depois que os Hermits se mandaram, Davy e Dianna sumiram.  Parecia que tudo voltara ao normal. Peter Tork e Suzan Hardison flertando, Micky Dolenz e Emma Carlisle se pegando num canto, Fanny Fitzwlliam toda feliz com o gato (de verdade) e o Baymax de brinquedo que ganhara de Dylan, sua irmã Elinor beijando Robert Plant em agradecimento (ela também ganhara um gato), meu amigo John com aquela japa feia, a Yoko...
                       Nem sei por que Lennon ainda está com ela. Sei muito bem que ele prefere a ruiva estonteante do curso de História, uma que usa prótese na perna, Rosie Donovan. Mas o Clapton também está de olho nela.... Então vi algo que eu não esperava: George conversava com a minha irmã e.... Quase deu um beijo nela! Mary Anne ficou um pouco assustada e se afastou dele. George ficou olhando-a ir embora, parecendo um cachorrinho que caiu da mudança. Ainda bem que Daltrey não viu, ou seria o fim do meu amigo. Sei que Mary Anne não vai falar nada para o namorado, não faz o tipo dela.
                      Estava dançando com minha namorada, Jane Asher, quando meu irmão se aproximou e me levou para longe dela:

- Que droga, Mike! – reclamei. – O que foi?
- Tem algum casal se pegando no quarto do papai. Acabei de passar por lá e ouvi uns barulhos...
- Barulhos? Você quer dizer... Das molas da cama?
- Não só disso.
- Vamos chamar a Mary Anne e tirar os sapecas de lá.

                           Achamos minha irmã tentando se recuperar do choque tomando um pouco de Coca-Cola. Subimos até o andar de cima, onde ficam os quartos. Chegamos ao do nosso pai, o último do corredor. Colamos os ouvidos na porta. De fato, fossem quem fossem, o casal estava bem animado.

- Fico meio sem jeito por invadir a privacidade dos outros desse jeito... – Mary Anne falou.
- Mary, esses dois ninfos podiam ter esperado para sapecar em casa! Se o papai descobrir que teve gente se pegando na cama dele ele vai ficar emputecido e nos enforcar! – disse Mike.
- Chega de conversa. – disse eu. – No três. 1, 2.... 3!

                                   Girei a maçaneta. O casal estava escondido debaixo dos lençóis do meu pai. Meus irmãos e eu nos aproximamos de fininho. Com um certo receio, puxei os lençóis... E revelei Davy Jones e Dianna Mackenzie, como vieram ao mundo, na melhor parte.

- Ai que vergonha... – Dianna soltou o namorado e usou as mãos para tampar o rosto. Davy nem sabia o que dizer, só puxou de volta os lençóis, escondendo seu corpo e o da namorada, deixando apenas as cabeças descobertas.

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