Espero que tenham uma boa noite e começo de semana. Agora fiquem com a nova fic da série What If e subsérie chamada "Honky Tonk Women", mostrando as garotas da Grindhouse com o grupo Rolling Stones. A Mariana Greyjoy postou uma chamada Let's Spend The Night Together no blog Don't Watch Me Dancing, clique aqui para ler. Ah, esta minha fic tem NC-17. Boa leitura!
Beast of Burden__
Maya Amamiya
Richards POV
Cansei de tudo. Cansei
deste rumo, num circulo vicioso onde nós vivemos. Anita ainda amava Brian e não
podia continuar mais nisso. Cansei até das groupies sempre me procurando. Tudo
me aborrece.
-- Precisa acabar com essa
reclamação da vida. – Dizia Charlie Watts, o baterista, enquanto preparava o
café.
-- Tem alguma dica pra
isso? – Perguntei e depois fui pegar a guitarra tocar um pouco.
-- Hoje tem entrevista da
revista onde sua ex-namorada trabalha.
-- Tive várias
ex-namoradas, incluindo umas que o Jagger já pegou e aquela outra que namorou o
cantor Paul Simon. – Repliquei.
-- Estou falando daquela
fotógrafa, Felicity.
Felicity. Sem sombra de
dúvida, de todas as minhas ex-namoradas, esta era especial para mim. Por quê?
Só ela tinha um jeito muito provocante. Nunca mais nos falamos depois daquele
dia com Brian, onde ele brigou comigo e com ela. Ele havia entrado naquelas de
amor a primeira vista e julgava amá-la. Porém, fui eu a dar o primeiro passo. Foi
o bastante para saber que era mais do que uma mera atração. Mais do que um
desejo incontido sexual.
-- E quando vai ser?
-- Hoje de manhã no
estúdio onde vamos mixar o disco.
Me arrumei o quanto antes
para não atrasar o restante e seguimos ao estúdio, onde esperei por cerca de
uma hora. Mick e Bill conversavam com Marianne Faithfull e Annie Collins, suas
namoradas. Outra vez meus pensamentos foram invadidos com a imagem dela. Os
cabelos longos e pretos, os olhos brilhantes e aquela boca... tão vermelha...
Ela é meu doce pecado.
A porta se abriu,
revelando as quatro garotas da revista Rolling Stone.
-- Desculpem nosso atraso.
– Disse Nora Smith, a bela garota angelical de olhos azuis. – Estivemos numa
reunião. Agora estamos aqui.
-- Pra que explicar a
eles? Já deviam entender. – Disse Felicity, com tom meio irritado.
-- Certo, meninas. Então,
qual de vocês começa?
-- Eu mesma. – Respondeu
uma menina, a francesa de nome Marie. Notei que Mick exibia um enorme sorriso
quando viu aquela mulher.
Felicity ajeitava o
equipamento de fotografia no estúdio, enquanto Anastacia, Nora e Marie
entrevistavam o restante.
Por algum tempo fiquei sem
fazer nada, apenas afinando minha guitarra e olhava para a porta aberta da
outra sala, onde Fefe se encontrava. Observava atentamente todos os seus
movimentos, os detalhes de seu rosto, tudo. Ela continua perfeita. Mais linda e
exuberante da última vez. E pensar que esta mulher um dia foi do Townshend.
Agora ele não está mais no meu caminho. Suspirei um pouco e fui até aquela
sala, me aproximando devagar e silenciosamente por trás.
-- Meu pecado... –
Sussurrei no ouvido dela, que se virou para mim, um pouco brava.
-- Você é mesmo um grande
canalha, Richard. Já basta a Anita, agora quer partir de novo comigo?
-- Ei – Fui fechar a porta
para maior privacidade. – Anita foi um erro.
-- E as outras também? Eu
também fui um erro pra você?
Mas quem disse? , eu pensei. Posso ter me separado dela por inúmeras razões que não
merecem ser mencionadas, mas dizer que ela foi um erro como Anita, é
inaceitável.
-- Você não é e nunca foi
um erro pra mim!
-- Então por que não me
procurou mais? ME DIZ! – Começou a gritar quase histericamente e se derramou em lágrimas. Odeio ver uma mulher
chorando.
Puxei Felicity para um
abraço, embora me empurrando como forma de me negar, não a deixei e ainda a
beijei de forma leve e morna.
-- Richards... --- Ela
falava entre suspiros, fugindo da minha boca.
-- Me beija, meu pecado...
me... beija...
Ela correspondeu meu beijo
e ainda as caricias, ora inocentes, ora ousadas. Confesso que sentia falta do
corpo dela junto ao meu e desejava todos os dias ela na minha cama. Só que em
vez disso, era Anita que dormia ao meu lado. E agora não mais! Só eu e... meu
pecado precioso.
Continuamos por mais alguns
minutos, até ela recuar.
-- Melhor parar por aqui!
– Dizia ela, ofegante.
-- Espere. – Abraçava mais
Felicity, unicamente para não deixar meu pecado fugir de mim. – Você sabe o que
sinto por você...
-- Eu vou embora! Adeus! –
Em seguida ela gritou pelo nome da Nora e depois abriu a porta, indo embora sem
mais nem menos.
Após as entrevistas,
voltamos ao apartamento e Charlie começou a falar que beijou Nora e a convidou
para jantar e ainda me sugeriu.
-- Convida Felicity para
ir junto. Assim vocês conseguem se entender.
-- E será que ela me quer
depois disso? Eu praticamente a assustei no estúdio. Townshend deve tê-la
traumatizado para rejeitar meus carinhos.
-- E agora você está no
comando. Mostre a ela que mudou e ainda ama do mesmo jeito.
Dias depois saímos nós
quatro para jantar e Felicity além de linda, estava mais feliz, menos
assustada. Parece que ela ganhou mais confiança quando me viu. Mais tarde fomos
ao UFO Club, dançamos muito até um certo ponto. De repente não encontrei mais
Charlie e Nora e levei Fefe para um canto mais escuro dali. E novamente tivemos
nossos beijos ousados.
-- Que saudade, meu
pecado. – Dizia enquanto erguia um pouco a saia dela, tocando sua coxa.
-- Controle-se, Richards.
Não vê que alguém pode nos ver? – Felicity como sempre, cuidadosa e evitando
mais meus beijos.
-- Calma. Tem outros
casais “na ativa” por aqui. – Apontei para os poucos que ali se encontravam em
pleno vapor de atividade sexual.
-- Melhor fazermos isso em
outro lugar, como na sua casa. – Sugeriu Felicity.
Naquele momento, percebi o
quanto ela queria. E eu quero e muito. Saímos do UFO sem ao menos avisar
Charlie. Ele vai compreender isso. Poucos minutos o táxi nos deixou perto do
meu apartamento. Subimos até o quarto andar e ao entrar, ela, meu doce pecado
me joga no sofá e ainda deita em cima de mim, me beijando tão loucamente,
aumentando minha excitação.
Minhas mãos levantavam o vestido dela e apalpavam
as coxas delicadas e Felicity tirava minha camisa. Na verdade ela queria muito
rasgar, mas não permiti. Também ela tirava minha calça e tocava lá embaixo de
forma tão louca que gemia demais. Abri o zíper que fica atrás do vestido dela e
aos poucos fui abaixando, revelando seu corpo. Ela vestia uma calcinha cor de
vinho, a cor pecaminosa. Carreguei minha amada até a cama e ao deitá-la, tirei
a peça intima dela e me deitei por cima dela, onde começamos mais beijos e
caricias ardentes. Massageei seus seios e suguei um pouco cada um deles e ouvia
mais Felicity gemendo. Toquei também em sua parte delicada, enlouquecendo mais
meu precioso pecado. Ela estava pronta e eu também. Com cuidado a penetrei
evitando dores para ela e fui devagar. Deitei por cima dela e enquanto
avançava, beijava seu rosto, sussurrava palavras e por fim atacava sua boca
vermelha.
-- Oh, Richards... – Ela dizia entre gemidos e me
abraçava forte. – Mais... mais...
E eu continuava, só que desta vez aumentei a
velocidade pelo prazer dela. Ergui uma das pernas dela para entrar melhor e
proporcionar aquelas sensações. E agora está vindo...
Ergui o rosto pro teto e fechando os olhos gemi
alto junto com meu pecado, sinal claro que atingimos nosso prazer supremo e me
esparramei nela, arfando e novamente a beijando.
-- Meu pecado... eu te
amo. – Disse.
-- Richards... – Fefe acariciava
meu rosto e sorria. Nossa noite foi perfeita.
E adormecemos juntos.
Dormi com ela de conchinha por quase três horas até ouvir a campainha sendo
tocada de forma insiste e depois ouvir gritando meu nome.
-- KEITH RICHARDS! ABRA A
PORTA QUE EU SEI BEM QUE ESTÁ... HIC UP... AÍ DENTRO!
Por um momento pensei de
quem era a voz e logo me lembrei de Brian Jones.
-- Vai abrir a porta. –
Disse Felicity, sonolenta.
-- Já vou e fica aí, meu
pecado. – Pegando rápido um roupão e indo abrir a porta.
Abri a porta e vi Brian
Jones sentado no chão, segurando uma garrafa de vodca com uma das mãos e
chorando.
-- Richards, por favor, me
ajuda vai...
-- Entra logo! – Mandei ao
mesmo tempo tive de ajudá-lo a se reerguer e caminhar direito até a sala.
Fechei logo a porta e
Brian deitou no sofá. Vi que Fefe saiu dali e foi até o meu quarto. Enquanto
isso Jones ficava falando de Ana e o quanto sofria. Depois adormeceu ali e eu
voltei para perto de minha amada.
No outro dia, ela se
preparava para ir embora quando me falou algo.
-- Hoje à tarde vou
viajar. – Disse Felicity, pegando a bolsa.
-- Para onde?
-- Munique. Visitar minha
prima que já deve estar com uma barriga saliente. E afinal serei a madrinha do
bebê dela.
-- E quando volta?
-- Ainda dentro do tempo
de vocês saírem em
turnê. Talvez em três dias.
-- TRÊS DIAS SEM VOCÊ, MEU
PECADO? – Ela pode viajar para outro lugar, mas três dias... é pouco tempo e
não posso ficar sem ela.
-- Podemos resolver isso.
Quer vir comigo?
Agora estamos nos
acertando. Não é preciso dizer que fiquei muito contente pelo convite e ainda
mais ficar sempre ao lado dela.
-- Vai ser uma ótima
experiência. Nunca fui a Munique.
-- Vai gostar muito de lá.
Passei a manhã inteira
arrumando a mala e depois conversando com Charlie sobre a viagem. Já alertei o
baterista sobre Brian.
-- Caso ele aparecer,
deixe-o entrar. Assim evita complicações maiores. – Disse.
-- Sei lidar com ele,
Richards. Estamos prontos para isso e agora boa viagem! – Charlie me abraçou e
me acompanhou até o táxi.
Ao chegar ao aeroporto,
encontrei Felicity na cabine telefônica e saindo para me encontrar.
-- Oi amor. – Ela me
beijou, causando mais desejos em mim. – Venha, temos de comprar as passagens.
Ao adquirir as passagens,
ficamos esperando pelo nosso avião e no meio da multidão, vi Anita Palenberg,
acompanhada de um cara. Reconheci quem era. O ator David Hemmings, o fotógrafo
do filme Blow Up. Me escondi rápido para eles não me verem e pelo visto Fefe
percebeu isso e não disse nada. No avião, enquanto ela lia um livro e eu olhava
para a janela, resolveu me questionar.
-- Por que se escondia da
Anita?
-- Não quero me estressar
com ela. Desde que terminamos... Anita não soube aceitar isso.
-- Isso me lembra a Jenna
Davies, quando comecei a ficar com Pete.
-- Agora quer falar do
narigudo?
-- Só comentei. – Disse
Fefe e em seguida fechando o livro e dormindo.
Me arrependi da minha
grosseria com ela quando mencionou Townshend. Às vezes penso que Felicity ainda
não o esqueceu e isso me atormenta, mais do que Anita me perseguindo. Após
algumas horas de viagem, chegamos a Munique. Felicity estava cansada demais e
eu também.
A parte um pouco difícil
foi pegar um táxi e falar em
alemão. Eu não sabia falar, mas Fefe sim. A sonolência dela é
tanta que mal conseguia dizer algo e tive de ajudar. Chegamos num bairro próximo ao Estádio
Olímpico de Munique e vimos uma casa estilo nobre.
-- Ela e o namorado sabem
que estamos aqui? – Perguntei ao desembarcar do táxi, segurando as malas.
-- O convite partiu deles.
Em frente à porta,
Felicity tocou a campainha e eu rezando para tudo dar certo e dormir. A porta
se abre e quem nos recebe é o noivo da prima dela.
-- Gutten Nacht, Felícia!
-- É Felicity, alemão
desgraçado! – Resmungava. – FELICITY!
Não resisti e acabei rindo
da situação e pelo visto o cara também ria.
-- O que é tão engraçado?
-- Você! – Respondi, ainda
rindo.
-- Ursinho, minha prima já
chegou? – Ouvi uma voz feminina ao fundo.
-- Yah, ursinha. –
Respondeu. – Entrem!
Ao adentrar a sala, aparece
uma moça muito bonita, usando um vestido largo por conta da barriga grande e
possui olhos azuis. Pelos traços delicados, achei um pouco parecido com
Felicity. A única coisa que diferente é o fato da jovem mamãe ser loira, ao
passo do meu pecado ter cabelo preto.
-- Felicity! Adorei que
tenha vindo novamente a Munique! – Disse a loira, abraçando. – E mais ainda por
trazer Keith Richards, dos Rolling Stones aqui!
-- Não é o que está
pensando! Keith, esta é Louise McGold, minha prima e ele é Gerd Müller,
atacante do time Bayern de Munique.
Cumprimentei o casal de
forma educada e ainda procurava disfarçar meu senso hilariante por presenciar
aquela cena engraçada na entrada. Conversamos pouco e logo fomos ao quarto de
hóspedes que Gerd nos cedeu e nos desejaram boa noite.
Ao entrar no quarto Felicity
e eu já começamos os carinhos e beijos, deitados na cama e sem roupa. Fizemos
amor e praticamente esquecemos as reclamações que trocamos por conta do
cansaço. Após o sexo, ela pousou a cabeça em meu peito e eu a abracei. Trocamos
umas últimas palavras.
-- Posso não entender de
futebol, mas de pessoas sim. E digo que esse cara é legal. Uma boa pessoa esse
Gerd. – Comentei.
-- Sabe, antes não gostava
do Gerd e achava que ele seria muito possessivo com ela, como aconteceu com
Jeff Beck e Chris Dreja.
-- Os dois Yardbirds?
-- Esses mesmos. E até
hoje não compreendo como se conheceram. Fiquei sabendo de tudo isso no ano
passado. – Felicity bocejou e em seguida disse. – Agora vamos dormir. Amanhã
será melhor.
-- Ok. Boa noite, Felícia
meu pecado! – Disse apenas para provocar ela.
-- Olha como fala! Boa
noite, Sweethie!
Mal fechei os olhos e ouvi
um ruído vindo do quarto do casal de anfitriões. Procurei ignorar isso e voltei
a cerrar os olhos. Não adiantou e Felicity também se acordou por isso. No
entanto, ela estava espantada.
-- Eu não acredito! –
Exclamou baixinho para mim. – Mesmo grávida, eles fazem amor!
-- Será que “aquilo” dele
não machuca o bebê? – Indaguei, imaginando algo não muito bom nisso.
-- Eu não sei. E não me
invente de perguntar isso pra eles, entendeu?
-- Ok. Agora vamos dormir,
se é que iremos dormir com os “ursinhos” trepando feito loucos.
Segunda tentativa de
dormir e desta vez conseguimos. Quando amanheceu, acordamos juntos, um pouco
cedo e tomamos banho juntos sem se importar se os ursinhos doidos vão
questionar ou não. Por um momento pensei como o pessoal está neste momento.
Será que Brian Jones finalmente tem Anastacia Rosely só para ele?
Saímos do banheiro ainda
conversando e vimos à mesa preparada para o café e o casal na cozinha, pra
variar se beijando e só pararam quando ouviram nossos passos e foram para sala.
-- Bom dia aos dois! –
Louise e Gerd se sentaram e começaram a servirem o café.
-- Bom dia! – Disse
Felicity, com cara de pouca sonolência.
-- A insônia ainda te
atacando, prima?
-- Bem... Na verdade não é
a insônia e nem o Richards. – Apontando para mim. – A causa é outra.
Outra vez ri disso. Tudo
transcorreu bem no café da manhã e Gerd comentava que não terá treino e
pretende aproveitar o dia. Ao terminar de comer o pão, resolvi perguntar sobre
ontem à noite.
-- Sei que não é da minha
conta, mas vocês conseguem fazer amor, com ela barriguda?
A pergunta pegou tanto
Louise quanto Felicity de surpresa e Gerd se espantou também com aquele tipo de
questionamento. Pensei que seria morto ou esquartejado pelos ursinhos ninfomaníacos.
Em vez disso recebi a resposta.
-- Errr... Sim. –
Respondeu a jovem grávida um pouco sem jeito.
-- Mas como pode isso? Não
machuca nem nada? – Ainda curioso sobre esse fato.
-- Nein, a bebê estar bem.
– Gerd respondeu e ainda acariciava o ventre de Louise.
-- Ah puxa, que bom, quer
dizer... Ótimo! – Comentei, mas no fundo passei a imaginar Fefe grávida,
exibindo a barriga saliente...
-- Não tem nada demais. Só
por que estou grávida não quer dizer impedimento para fazer sexo. E inclusive é
muito mais gostoso.
Agora vem o momento
hilariante número dois com essa afirmação da prima de Felicity. Todos riram
disso e ela também.
-- Bem, já que meu
namorado falou disso. Agora é minha vez de perguntar. Como vocês se conheceram?
– Fefe também foi tomada pela curiosidade.
-- Bom, foi no ano
passado, num dos últimos jogos da Bundesliga. – Louise respondia e tomava um
gole de leite. – Odile havia comprado ingressos para o jogo e viajamos juntas e
o pai dela foi junto, mas por conta de negócios na cidade. E na hora de pegar
autógrafos sem querer me esbarrei no Gerd e foi tipo... uma explosão. É
complicado descrever essas sensações, prima. Afinal, já se sentiu numa situação
assim?
-- Claro. Com Richards em
65 e 66.
É verdade. 1965 foi o ano
mais legal e romântico de minha vida. Conheci Felicity, vivi um intenso romance
com ela e se não fosse o porra louca do Brian Jones, teria continuado e ela não
teria conhecido o babaca do Townshend.
O café da manhã terminou e
resolvemos passear pelas ruas e parques de Munique. Várias vezes nos beijamos e
trocamos mais carinho. Felicity fotografava as paisagens e às vezes sua prima e
o jogador. Ela prometeu construir um álbum deles mostrando Lulu em sua gestação
e Gerd cuidando dela, como presente de casamento a eles. Alias, este casal vai
casar depois do nascimento do bebê.
Mais tarde resolvi ligar
para Nora.
-- Alô?
-- Sou eu, Keith Richards.
Como vai, Nora?
-- Oi! Estou bem, melhor dizendo, estou ótima. A
Fefe está aí?
Passei o telefone para
ela.
-- Oi Nora! Como está você
e o Charlie?
-- Ele me deu um filho!
-- ESPERE AÍ! VOCÊ ESTÁ
GRÁVIDA TAMBÉM?
Quase cuspi fora a cerveja
que Gerd me ofereceu ao ouvir aquilo. Mal começaram a namorar e Charlie faz um
filho em Nora?
--Não, sua boba! É um gatinho e ele se chama Truffaut.
-- Ah tá! Ao menos
especifique melhor isso. Quase cai pra trás sabia?
-- Então vai cair mesmo quando contar isso. Ana e Brian Jones finalmente
estão juntos e na primeira noite de amor deles, quebraram a cama pra variar.
Felicity segurava o riso e
depois me comenta.
-- Brian Jones e Ana
quebraram a cama!
Agora era eu a cair na
risada e expliquei a eles o motivo. E ainda contaram algo bem cômico,
envolvendo a amiga de Louise, Odile e o namorado dela, o jogador Franz
Beckenbauer.
-- Certa vez Odile e Franz
quase quebraram a cama no apartamento onde eu e ela dividia na época. Esse é um
dos motivos para eles gostarem de fazer amor na sala.
Após a conversa terminada
no telefone, retomamos mais as novidades. Ainda disse sobre um fato com Wyman e
sua namorada, Annie. Quando namorava Anita, invadimos sem querer o quarto dele,
gerando constrangimentos. Mais risos, embora visse o rosto de Fefe mudar quando
falei da minha ex.
-- Não fica com essa cara.
Você sempre será especial para mim, meu pecado! – Disse olhando em seus olhos.
-- Você chamar ela de
pecado? – Perguntou Gerd.
-- Sim. Sou o pecado do
Richards. – Fefe estava feliz com o carinho recebido.
-- Isso ser estranho, você
ter cara de anjo.
Ok, Felicity tem uma
carinha angelical e sei também do seu lado devasso, algo que os outros não
conseguem ou não podem ver. Me levantei do sofá e peguei minha amada nos
braços, levando-a para o quarto contudo, resolvi falar.
-- Sabe de nada, alemão
inocente!
Por conta da diversão em
três dias esqueci-me da turnê da banda. Por mim ficavam mais alguns dias na
cidade alemã. Porém devia retornar e Felicity também precisava voltar a
trabalhar. O casal Müller nos acompanhou ao aeroporto e prometi que se banda
passar nos países europeus, pediria Munique como uma das cidades a terem nosso
show.
No embarque, Felicity
ainda perguntou.
-- Então, o que achou da
nossa viagem?
-- Adorei visitar esta
cidade. Muito bonita. Ah sabia que Gerd nos convidou para serem os padrinhos do
bebê?
-- Sim. Agora, querido,
temos outra viagem a ser feita. E será com os Stones!
-- Mal posso esperar!
Minha nova vida começa. Ou
melhor, já começou e ao lado da mulher que amo desde 65. Ela que é meu
verdadeiro pecado delicioso chamado Felicity McGold. Minha amada!
FIM
... Por enquanto

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