-- Já falei mil vezes,
Odile. Não quero outro cara na minha miserável vida, que alias, tá uma merda! –
Reclamava Louise, se arrumando para sair com sua amiga, Odile Greyhound e o
namorado dela, o jogador Franz Beckenbauer.
-- Calma. Franz garantiu
que ele é muito gentil, atencioso. E ele também saiu de uma relação
complicada. – Explicava Odile, enquanto
pegava sua bolsa.
Sabia que a amiga tentava
de tudo para conseguir alguém para alegrar outra vez sua vida após o termino
nada agradável com piloto de Fórmula 1, James Hunt. Quando enfim saíram, Franz abriu a porta do
carro para as duas e juntos foram a um restaurante e lá na mesa aguardava o
pretendente de Louise.
Após se cumprimentarem,
Gerd Müller e Louise ficaram cara a cara. Enquanto Franz e Odile conversavam
sobre suas vidas, Gerd tentava de todas as formas arrancar um sorriso singelo
da menina-mulher, como ele a chamava desde que a viu na avenida, caminhando a
esmo em Munique com a amiga.
Louise se mostrava
indiferente e muito indelicada. Estava decidida a acabar com aquele encontro.
Mesmo diante de Gerd, a moça não se deixou encantar fácil assim, contudo,
admitia que Gerd é mesmo um cavalheiro. Parece
o Mr. Darcy, só que alemão, pensou ela. Numa das tentativas do jogador, ele
falou algo em alemão e Louise se mostrou indiferente e no final alegou não
saber falar naquela língua, enfurecendo Gerd e envergonhando o casal.
Dias após a “sabotagem” de
Louise, outra vez eles saíram juntos e por sugestão de Odile foram para uma
discoteca badalada. E foi neste dia que mais uma vez aconteceu uma série de
coisas estranhas e ... engraçadas. Gerd se distanciou de Franz e Odile, para o
casal ganhar um pouco de privacidade e começou a beber um pouco, quando Louise,
já bêbada começa a conversar com ele.
-- Olá... Gerd Müller!
Você... tá um... glamour de h-homem.... – Mesmo bêbada e desequilibrada, a
atriz falava em alemão fluentemente, surpreendendo o atacante.
-- O- oi. Está tudo bem? –
Perguntou Gerd, falando normalmente na língua nativa.
A próxima cena que Gerd
presenciou era de Lulu enchendo outro copo de uísque, bebendo e dançando
desengonçado por causa da sandália.
-- Olha pra mim, seu
alemão... hic up.... cretino. Só... por que não...hic up... não dei atenção...hic
up... não quer... dizer... dizer... que...
Mal terminou de falar e
Louise perde o equilíbrio, mas Gerd foi rápido o bastante para agarrar seu
braço e puxá-la para perto de si.
-- Nossa... hic up! Salvou
minha vida... hic up... – Dizia ela, com o rosto bem perto dele. Gerd por sua
vez tentava suportar o cheiro forte de bebida que exalava da boca dela.
-- Olha, vamos para casa.
Já se divertiu o bastante. – Já se
preparando para ir embora e ajudá-la se equilibrar.
-- Só mais uma... hic
up... rodada.
O jogador afastou rápido o
copo sob protestos e xingamentos de Louise e no final carregou na marra a atriz
e desta vez não abriu a boca para nada, simplesmente ficou quieta. Os dois foram de táxi e chegaram em dez
minutos no apartamento onde ela vive com Odile. Além disso, Gerd teve de ajudar
Lulu até para o manuseio das chaves, abrir a porta e levá-la para a cama. Era
mais um momento engraçado.
Gerd colocou Louise
deitada na cama e no mesmo instante, agarrou o alemão e o abraçou, achando se
tratar do travesseiro. Gerd tentou desvencilhar dos braços dela, contudo, ele
também havia bebido, não o suficiente para ficar no mesmo estado que ela.
Adormeceram juntos...
O dia mostrou os raios de
sol iluminando a janela de Louise, mesmo encoberto um pouco pelas cortinas.
Naquele momento, Franz e Odile retornam ao apartamento. Os dois passaram a
noite juntos na casa da garota francesa.
-- Lulu deve estar
dormindo, melhor não fazer barulho, amor. – Alertou Odile.
Entraram no apartamento
sem fazer muito barulho e Franz percebe que a porta do quarto de Louise estava
aberta e visualizou uma cena muito engraçada.
-- Odile, vem aqui,
rápido! – Chamou o capitão da seleção alemã. – Advinha quem passou a noite
fora?
Odile olha Lulu e Gerd
Müller deitados de forma esquisita, porém, cômica demais. Gerd pousara a mão na
perna da garota, que por sua vez estava abraçada no alemão como se ele fosse um
ursinho de pelúcia ou travesseiro fofo.
Mal conseguiram conter o
riso e Lulu abre os olhos e quando viu o casal rindo ali na porta, emitiu um
grito.
-- Ah meu deus! O QUE
ESTÃO OLHANDO? – Gritou Louise, quase caindo da cama e vendo Gerd dormindo ao
seu lado ao mesmo tempo em que ele acorda com dor de cabeça – E... O QUE ESTÁ
FAZENDO NA MINHA CAMA?
-- Calma, ai! Minha
cabeça... –Gerd sofria de ressaca. – Você bebeu demais, te levei pra casa e...
dormimos assim.
-- Você... ME TOCOU???
Louise partiu para cima de
Müller, por pensar que este fez mais do que dormir junto dela. Franz e Odile
acabaram rindo mais e separaram a atriz do jogador, que estava com ressaca.
-- Aquele maldito! –
Reclamou Lulu, tomando banho. –
Desgraçado! Ele vai me pagar!
-- Pare de reclamar. Ele
foi um cavalheiro em te trazer aqui e te protegeu. Gerd nunca se aproveitaria
de você.
-- Fala isso por que ele é
amigo do seu namorado, sendo assim devia me defender, amiga!
Odile não disse mais nada
e preferiu rir mais da atitude engraçada de Louise. Enquanto se arrumava, Lulu
pensa na possibilidade dita por Odile. Apesar das primeiras intenções não terem
sido boas, no final Lulu refletiu sobre isso e acabou no final concordando
sobre Gerd Müller. Daquele dia em diante
não se encontraram mais.
Louise não sabia bem ao
certo. Depois da ressaca de semanas atrás, não conseguiu ver mais Gerd. Por
mais raiva que sentia dele, no fundo tinha um leve sentimento por ele. Não
conseguia admitir para si mesma que estava atraída por ele. Por diversas vezes
dizia que preferia caras como George Best a um “certinho” como aquele alemão
amigo de Franz.
Outra vez, Odile e Franz
arrastaram Louise e Gerd para uma nova festa, para comemorar o aniversário do
capitão da Alemanha Ocidental. E desta vez o casal de solteiros não ingeriu uma
gota de álcool. Na pista, Louise dançava alegremente com movimentos incríveis,
impressionando os rapazes que a observavam. Ela não precisava da bebida para
dançar, bastava apenas colocar uma música e seu corpo correspondia o ritmo
dela.
Gerd a principio não quis
se manifestar por ver Lulu se movimentando sob a música e as luzes do globo
espelhado. Contudo, ficara incomodado por ver aqueles homens “comendo” a atriz
de cima a baixo.
-- Vai dançar com ela,
Gerd! Não perca tempo e mostre que sabe! – Motivou Beckenbauer, também
dançando.
Se o amigo percebeu isso,
então não havia o que negar. O atacante realmente se encantou pela jovem e
agora mais que tudo, decidiu caminhar até a pista e se balançar ao som da
discoteca. Pouco a pouco foi se aproximando de Louise e tirando os concorrentes
do caminho até tocar na mão da jovem e puxa - lá para perto.
Louise não disse uma
palavra sequer, apenas permitiu o alemão dançar ao seu lado. Além de jogador, também é pé de valsa, pensou
Louise, enquanto se deliciava com toque das mãos de Gerd nos seus braços e ao
mesmo tempo com os beijos no pescoço que ele a proporcionava. Não conseguindo resistir, Louise o beija
ardentemente no momento da troca de música e em seguida sussurra no ouvido:
-- Sabia que não ia ficar
sem mim. – E depois encarando os olhos dele o beijou mais uma vez, com mais
vontade.
No primeiro beijo, Gerd
ficou um pouco surpreso com a atitude vinda da atriz e depois veio o prazer.
Como um simples ósculo poderia lhe dar sensações tão inimagináveis. Gerd também
percebeu que ela o seduzia daquela maneira, então resolveu jogar com ela. Já
abraçando Lulu, afastou o cabelo dela e sussurrou em alemão:
-- Quero você pra mim!
Ao ouvir aquelas palavras,
Louise e Gerd tentaram procurar Franz e Odile, mas não conseguiram encontrar.
-- Ela deve ter ido com
ele pra outro lugar. Vamos! – Disse a jovem atriz.
Saíram da discoteca,
pegaram juntos um taxi que os levou para o apartamento de Louise. Ao entrarem,
o casal ouviu uns ruídos semelhantes a gemidos. Discretos, caminharam
silenciosamente até a porta entreaberta, viram o capitão da Alemanha Ocidental e
Odile fazendo amor. Envergonhados e rindo, saíram de perto e tentaram fechar a
porta sem serem notados.
-- Quer uma bebida? –
Perguntou Louise, indo para a cozinha.
-- Aceito. – Respondeu
Gerd, admirando o aconchegante apartamento das garotas. Na primeira vez que
entrou no local, estava cansado e apenas preocupado em deixar Louise a
salvo pelo fato dela ter ficado bêbada.
Aproveitando da distancia,
Gerd entra no quarto de Louise, tirou rapidamente a roupa e só vestindo uma
cueca e ficando deitado na cama dela.
Lulu preparou dois uísques
e caminhou até a sala. Gerd não se encontrava ali.
-- Onde você está? Gerd
Müller? – Procurou na sala e depois no banheiro. Não encontrou ninguém.
Achando que ele tenha ido
embora, Lulu resolveu ir pro quarto beber sozinha, mas leva um susto quase se
engasga com a bebida ao se deparar com a nudez do atacante do Bayern de
Munique. Ele vestia apenas a cueca com uma estampa de onça, deixando-o com ar
de selvagem. Não podia negar, ele era ousado.
-- O que está fazendo no
meu quarto e sem roupa? – Já largando os copos na cômoda e encarando Gerd ou ao
menos tentar já que sua atenção estava presa naquela cueca de onça.
-- Apenas te esperando.
Vem aqui. Vem! – Gerd a chamava de forma sedutora e puxando de leve para perto.
Louise quase cedeu, mas
deu um basta naquilo.
-- Não! Veste sua calça e
caia fora daqui! – Ordenando para o jogador, que sabia bem quando uma mulher
fala sério ou não. E Louise não estava seria.
-- Vai ter de me obrigar!
-- Ótimo... – Disse a
atriz, indo para a área de limpeza e pegando uma vassoura. – Se não sair por
bem, sairá por mal e com vassouradas!
Lulu tentou acertar Gerd,
mas este foi rápido o bastante para segurar o golpe e depois encurralar a atriz
na parede, tentando segura-lá um pouco.
-- Me deixa, seu alemão
abusado e... – Mal terminou a frase e o atacante a beijou a força. A garota
lutou para afastar-se dele e inclusive o beliscou para ver se a dor podia
enfraquecer seus braços e deixá-la livre.
Não conseguiu. Além de
forte, Müller era resistente e poderoso.
Contudo, o beijo era mais delicioso que os outros que trocaram na
discoteca. Outra vez se rendeu a sedução dele. Louise jogou a vassoura pro lado
e decidiu se entregar para ele...
Voltaram a se beijar com mais intensidade e completamente
tomados pelo desejo e uma espécie de sentimento misterioso que nem sabiam ao
certo. Gerd tirou as roupas de Louise quase apressado. A garota o tranqüilizou,
permitindo mais caricias e beijos no corpo.
Deitaram na cama e o jogador pode ver o quão lindo
é o corpo dela, igual de uma deusa caída na terra e agora era cuidada por um
mortal, no caso, ele. Considerou-se um homem de sorte por estar com ela. Beijou
o pescoço dela e foi descendo até os seios e a barriga. A jovem gemia baixo de
prazer e sussurrava palavras misturadas de inglês com alemão.
Já pronto para agir, o atacante ficou por cima
dela, ainda a beijá-la e suspirando. O primeiro toque começou. No inicio uma
dor, depois virou o prazer. Müller a
penetrava devagar, evitando o máximo possível de dores e machucar a amada. Já
Louise conseguiu ignorar isso e apenas permitiu as estocadas, uma mais
prazerosa que a outra.
Aos poucos Gerd avançava mais rápido e gemia junto
com Louise, que aranhava as costas do jogador num ato selvagem. No último avanço,
atingiram juntos o orgasmo. Se encararam nos olhos por alguns segundos e logo
trocaram outro beijo. Ofegante, Gerd deitou de lado e abraçou Louise com o
corpo suado.
-- Ich liebe dich.. –
Disse Gerd, abraçando mais a amada.
Lulu não respondeu. Aquela
noite marcou sua vida. Nunca sentiu tanto prazer num homem como aquele alemão.
Nem Chris Dreja, com quem teve uma química sexual perfeita, foi capaz de
proporcionar tudo isso. Acabou aceitando aquelas palavras e mirando seu rosto
no jogador que dormia, disse também.
-- Ich liebe dich, meine
Liebe...
Adormeceram juntos e
felizes.
Louise foi a primeira a
acordar. Levantou-se sem acordar Gerd. Vestiu a calcinha e pegou a camisa dele
da seleção que usava na noite anterior. Por momento olhou para ele. Dormia
tranquilamente como uma criança, um anjo. Pensou se era possível estar
apaixonada por ele, já que ela não o queria e ainda tava com raiva de James
Hunt, fazendo-a ficar ressabiada de homens. Depois de se questionar muito, resolveu chegar
perto dele e depositou um beijo na testa e em seguida seguiu para cozinha
preparar um café da manhã.
Para a surpresa dela, sua
amiga Odile também se acordou. Ela apareceu na cozinha vestida da mesma forma
que Lulu: usando apenas uma camiseta, com escudo da seleção alemã, com a
diferença que a numeração da camisa de Odile era a cinco e a de Louise a treze.
Quando Odile viu o fogão
aceso, imediatamente viu Lulu com o bule numa mão e na outra segurando uma
xícara e... Vestindo a camisa treze.
-- Você... e o Gerd...
vocês... – Odile tentou questionar, mas recebeu uma resposta positiva da amiga.
-- Tivemos uma noite
muito, muito louca. E você e o Franz fugiram pra cá?
-- Sim. Ele e eu queríamos
mais diversão, se é que me entende. – Respondeu a atriz francesa, que tirava as
bolachas guardadas na sacola e colocava no prato.
Quanto aos jogadores, eles
também se acordaram e se surpreenderam ao verem suas amadas usando as camisas
da seleção. Tiveram um café da manhã animado, com conversas sobre a noite
anterior e outros planos.
Por semanas saíram juntos,
iam a discotecas e restaurantes e terminavam com uma noite de amor no
apartamento.
Quando Gerd e Franz
voltaram para Munique, as meninas retomaram as atividades no mundo artístico.
Pela primeira vez, Louise adquiriu mais confiança e determinação para voltar a
atuar.
Naquele dia, receberam uma
grande noticia.
-- Adivinha a boa noticia,
Louise! – Disse Odile, lendo o jornal no caderno de esportes.
-- Minha nossa! Eles foram
convocados para a Copa!
A alegria era tão grande
que Louise não pensou duas vezes. Arrumou as malas e junto com a amiga, rumaram
para Berlim. Mesmo que a competição começaria em três dias, elas preparam tudo
para poderem ficar nos jogos. E para isso telefonaram para Anastacia Rosely,
que trabalha agora como correspondente da Rolling Stone em Munique. Disseram
sobre a noticia para a jornalista e ela também deu dicas dos estádios onde
seriam os jogos. Após a conversa, pegaram vôo e desembarcaram em Berlim. Odile e Lulu
se hospedaram no hotel perto do estádio onde será a primeira partida da Copa do
Mundo.
Farei uma surpresa pra ele, pensou Louise, mal contendo a felicidade em poder
ver seu amado atacante alemão em campo.
Então chegou o grande dia.
O maior evento de futebol do mundo começou. A seleção da Alemanha Ocidental
confrontaria o Chile. Chegando ao estádio, encontraram as garotas da Rolling
Stone, Anastacia Rosely, Nora Smith, a irmã de Odile, Marie e por fim Felicity,
a prima de Louise.
-- Graças a deus nos
encontramos aqui, garotas! – Dizia Ana, num estado de animação muito grande.
-- Tenha calma, Ana. Assim
você morre antes de entrar no estádio. – Brincou Lulu, enquanto as garotas
adentraram o estádio e conseguiram lugares nas arquibancadas, junto com a
torcida alemã.
-- Meninas, não posso
morrer antes de ver o Paul jogando.
-- Paul? – Questionou
Louise e Odile ficando de olhos arregalados com a revelação.
-- Ana, quem é Paul? –
Agora é Nora quem questiona.
-- Paul Breitner. Estou...
namorando com ele.
-- NÃO ACREDITO! –
Exclamaram as atrizes, chocadas pela idéia de verem Ana e Paul Breitner juntos.
-- Mas... Como, Ana? Por
que justo o Breitner? Ele é esquisito. Por que não escolheu o Uli Hoeness? –
Perguntou Odile, incrédula.
-- É meio complicado
explicar isso durante uma partida.
Durante o jogo, Ana contou
aos poucos como conheceu Paul Breitner e seu romance ter ficado muito intenso.
Ao mesmo tempo Odile também da sua relação com Franz Beckenbauer e o quanto
estava feliz com ele.
Louise e Felicity também
conversaram sobre suas vidas. A atriz conta como se separou de James Hunt, a
traição dele e depois de como conhecer Gerd Müller através de Odile e Franz.
-- Pelo menos você tem
sorte em arranjar caras tão espetaculares, Lulu. Eu não tenho esse tino. –
Dizia Fefe, um pouco depressiva.
-- Logo encontrará alguém
que te faça especial, prima. Não deixa as lembranças do Pete estragar o que lhe
resta da sua personalidade. Talvez, fale com Gerd e ele te apresente o Uli ou
Sepp. Eles são legais.
-- Muito obrigada, prima.
Mas a última coisa que quero é um jogador no meu pé. Talvez eu fique mesmo pra
titia!
Após o jogo não
conseguiram se encontrar devido aos jornalistas que estavam em maior número no
campo. Decidiram voltar para o hotel, mas antes cruzaram na casa de Anastacia
para comemorar a primeira vitória.
Foi neste dia que houve
uma descoberta para Louise. Durante o jantar, a atriz começou sentir tonturas e
enjôos. As garotas por acharem que ela estava cansada, decidiram cuidarem dela
até que esteja preparada para voltar ao hotel com Odile.
Dias depois, retornaram
para Londres para resolver alguns assuntos no mundo cinematográfico. E Lulu
aproveitou para comprar o teste de gravidez na farmácia, escondido de Odile e
foi para o apartamento.
-- Não pode ser... –
Lamentou a jovem, ao ver aquele tubinho com a ponta azulada.
Sabia que estava
“atrasada” e as tonturas se tornaram freqüentes, junto com os enjôos sentidos
em momentos desnecessários. E agora se tornou realidade sua teoria. O problema
era revelar isso para sua amiga, sua prima e as garotas e principalmente para
Gerd Müller. E nada melhor do que contar primeiramente para Odile e suas amigas
no dia seguinte.
-- Estou grávida do Gerd.
– Falou Louise um pouco triste para as outras.
Odile ficou chocada, Ana
completamente sem ação. Marie e Nora não sabiam ao certo se deviam dar os
parabéns e ficarem felizes ou lamentar junto com Lulu. Já Felicity, estava
furiosa.
-- Grávida? – Dizia ela,
séria. – Como pode, Louise? Nunca ouviu falar em anticoncepcional? Me diz?
-- Aposto que o alemão
dele nem ouviu falar de camisinha. – Falou Nora.
-- Parem, meninas! Eu
cometi um erro. – Louise começou a chorar mas foi consolada por Odile.
-- Não é um erro. Mas
poderia ter se cuidado. É cedo para ser mãe. – Falava Marie, estendendo um lenço
para a jovem
-- Agora não dá mais para
voltar. O estrago está feito. – Odile ficou de frente para Lulu e continuou a
dizer. – Precisa contar pro Gerd!
-- Não posso. Se contar,
ele vai me acusar de traição e outras coisas. Odile, ele sabe como eu fui e
sou. Não vai nem olhar pra minha cara.
-- Mas acima de tudo, ele
precisa saber da existência desta criança. Ou você contra pra ele, ou eu conto,
nem que seja através do Franz! Qual vai ser sua escolha?
-- Eu mesma conto. Mas vai
ser após a final da Copa!
-- E se os alemães
perderem pra Holanda? Como fica? – Perguntou a prima.
-- Contarei de qualquer
forma!
E assim chegou a final da
Copa do Mundo. A Alemanha Ocidental confronta a Holanda, que tinha como
destaque Johan Cruyff, jovem revelação no futebol holandês. O que as meninas
não sabem (com exceção de Ana), é que uma delas estaria apaixonada pelo jogador
da seleção holandesa e justamente a disciplinada Felicity, para tanto ela
comemorou de forma discreta o gol de pênalti
do time “laranja mecânica”, como eram chamados os jogadores da seleção.
Contudo, os alemães
conseguem vantagem no empate também com gol de pênalti feito por Paul Breitner,
deixando Anastacia completamente feliz. E mais tarde Gerd Müller completa com
um gol surpreendente, conseguindo o desempate e após o segundo tempo sem gols
por nenhuma das seleções, o jogo acaba. A taça fica nas mãos dos poderosos
alemães.
Um mês depois acontece o
casamento de Paul e Anastacia. Toda comitiva alemã e mais a turma da revista
Rolling Stone, juntamente com os parentes de Paul e Ana estavam ali na igreja.
Outra surpresa era que a banda The Who foi convidada para tocar na festa de
casamento, mas os convidados temiam que o baixista John Entwistle tentasse algo
contra o casal. Não aconteceu isso e
correu tudo bem.
Na festa, o casal Breitner
é o primeiro a dançar sua valsa, para os olhares de felicidade de todos. No
meio da dança, Lulu resolve contar para Gerd.
-- Eu preciso te falar uma
coisa.
-- Aconteceu algo? –
Questionou Gerd e vez ou outra assistindo Paul e Ana valsando.
-- Eu... estou grávida.
-- O que?
-- Estou grávida.
-- Não consigo te ouvir,
meine liebe. Repete! – Pedia Gerd, devido à música ser muito alta e dificultava
para ouvir a amada.
Irritada, Louise resolveu
gritar sem se importar que os outros ouvissem.
-- EU ESTOU GRAVIDA!!!!
Não é preciso dizer que a
dança parou e todos voltaram seus olhares para Gerd e Louise. Felicity por sua
vez pensou em tirar a prima de perto dele, para evitar mais complicações.
O atacante estava chocado.
Franz Beckenbauer puxou o amigo pelo braço, afastando-o de Louise e das vistas
de alguns curiosos.
Louise caminhou até a
janela e chorou. As meninas e Ana a consolaram.
-- Não chora, amiga. Pelo
menos contou pra ele. – Disse a amiga
Odile, sempre dando apoio a Louise.
Momentos depois, alguém
sobe ao palco e fala no microfone, interrompendo o show do Who.
-- Senhoras e senhores,
desculpe interromper a música da banda em questão aqui. Mas preciso falar uma
coisa.
As garotas voltaram à
atenção para o palco e ficam mais surpreendidas por verem Gerd Müller
discursando ali.
-- Algum tempo atrás,
conheci uma garota, uma atriz. Mal a conheci pessoalmente e já me encantei por
ela. E mais ainda quando a vi pela primeira vez. Eu sei que no começo foi...
Bem estranho. Depois, fui conhecendo mais sobre ela e sei que não posso ficar
sem você, Louise.
Gerd começou a caminhar em
direção a amada, ainda carregando o microfone.
-- Me desculpe pela falta
de atitude de minha parte. Fui pego de surpresa. Agora sou eu que quero falar.
Louise McGold, quer casar comigo?
O pedido deixa todos mais
surpresos e para completar, os recém casados Paul e Ana decidem motivá-los.
-- ACEITA, LOUISE! – Grita
Ana segurando o buquê.
-- ACEITA LOGO ESSE
PEDIDO. GERD DEIXOU CLARO QUE TE AMA DEMAIS! ACEITA!
Após muitos pedidos...
-- Eu aceito, seu alemão
abusado! – Respondeu Lulu, abraçando seu amado na frente de todos e trocando
seu beijo apaixonado.
As garotas vibram de
felicidade total pelo mais novo casal a ser formado. Ana finalmente joga o
buquê, mas quem consegue pegar é Odile. Gerd e Lulu já prevêem que o casamento
será duplo...
FIM
Por
enquanto...

Nenhum comentário:
Postar um comentário