quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Holiday Romance (6º Capítulo)

Olá pessoal! Hoje vamos ter mais um capítulo de Holiday Romance e antes disso, tenho orgulho de anunciar que nossa amada leitora e blogueira, Mariana "Walrus Girl" Campos estará na parceria desta fic, junto comigo e com Mariana Greyjoy. Maris Campos escreverá sobre suas personagens da Grindhouse também na fic e hoje veremos sua estréia aqui. Boa leitura!


OBS: em breve mudarei a capa da fic!





Capítulo 6: Birthday


(Mary Anne’s POV)

  Mais um ano na Universidade de Londres. Eu tinha tudo que uma jovem no seu segundo ano de faculdade pode querer: uma amiga querida, um pai amoroso, dois irmãos companheiros, boas notas e... Um namorado.
    É uma pena que muita gente só enxergue a aparência do meu querido Roger. Ele faz faculdade de Música e nas horas vagas luta MMA. Pois é, meio contraditório. Mas ele é um ótimo namorado, e é isso que importa. Ele não é um bruto, como muitos pensam.
     Naquela segunda-feira de maio, minha melhor amiga, Evanna,  veio me fazer uma proposta:

- Ei, Mary Anne, vamos a uma festa esta noite?
- Festa? De quem?
- Daquele veterano de sociologia,  o Bob Dylan.
- O Dylan dando festas? Isso não é do feitio dele, Evie.
- E não é mesmo. Quem está organizando tudo são as três Fitzwilliam e a Felicity McGold. É uma festa surpresa.
- Ah sim, a Fanny e ele vivem grudados.
- Ele é completamente doido por ela, na verdade. Mas ela anda toda chorosa ultimamente por causa do meu primo.
- Por causa da sua prima, melhor dizendo.
- É. Nem sei por que raios a aceitei no clube de leitura.  Dói dizer isso, mas às vezes acho que a Jenna é tão inescrupulosa que pode até fazer mal a Ray, a Dave e a mim.
- Ela já prejudicou o Ray destruindo o namoro dele com a Fanny. Não duvido de que ela possa fazer maldade de novo.
- Bem, então você vai?
- Dylan é amigo do meu irmão, vou sim.
- Você vai por que ele é amigo do seu irmão, ou por que ele é amigo do George?
- Evanna, você sabe muito bem que George e eu somos só amigos. Eu sou namorada do Roger e ele é o único no meu coração.
- Não é não.
- Evie!
- E quanto a Benedict Cumberbatch?

             Eu adoro Sherlock Holmes, e para mim ninguém o representa melhor do que Benny. Todo mundo sabe que eu tenho uma queda enorme por ele.
- Bem, então Roger e Benedict são os únicos no meu coração.
               Evanna riu. Mais tarde, depois da aula, encontrei-me com Roger na lanchonete do campus.

- Oi, meu bem.  – eu o cumprimentei.  – Como foi seu dia?
- Foi bom.  Mas caí de cara no tatame duas vezes.
- Doeu muito?
- Sim. Mas estou bem, não se preocupe, Mary. – ele me deu um beijo daqueles.
- Não tem como não me preocupar, Rog. Bem, a Evanna me disse que vai rolar uma festa para o Bob Dylan hoje à noite, vem comigo?
- Ahn, eu não sei, amor, eu nunca conversei muito com ele...
- Querido, pode-se contar nos dedos quem conversa muito com o Dylan: Fanny Fitzwilliam, meu irmão, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison.
- Especialmente a Fanny e o Harrison.
- Sim.
- Quer saber? Eu vou.
- Ótimo. – eu sorri.

                                                                 ***

(Fanny’s POV)

       Estava tudo dando certo. A festa do Bob começaria às sete e meia da noite e ele nem imaginava o que o aguardava. Para ele, nós dois iríamos passar a noite vendo uma supermaratona de Senhor dos Anéis para comemorar o aniversário dele.
          Ele merece. É o melhor amigo desse mundo. Ele me ajudou muito quando meu primeiro namorado, Paul Simon, terminou comigo. E também me ajudou quando terminei com Ray Davies e me arrependi.
       Na primeira vez, foi por culpa da minha ex-amiga Kathy Giordano, que estava louca para pôr as garras em Paul. E na segunda vez foi a prima maluca de Ray, Jenna, quem estragou tudo.  Fazia muito tempo que eu queria agradecer a Bob pela ajuda em grande estilo. Então começou a se aproximar o aniversário dele, e, como eu não sabia que presente dar, tive a ideia de preparar uma festa surpresa.
        Pedi à minha irmã Elinor, à minha prima Emily e à minha amiga Felicity que me ajudassem a organizar tudo.  Elinor cuidou da decoração e dos comes e bebes, Emily se encarregou da música, e coube a Felicity convidar o maior número possível de pessoas sem que a festa chegasse aos ouvidos de Bob. Minha função seria distrair Bob para que as meninas pudessem arrumar tudo e depois levá-lo até o local da festa.
          Às cinco da tarde daquele dia, recebi uma mensagem de WhatsApp da minha irmã, dizendo:
“ Fanny, distraia o Bob o máximo possível para que Emily, Fefe e eu possamos arrumar tudo. Traga- o aqui às sete e meia”.  E eu enviei de volta uma mensagem dizendo que faria isso. Chamei Bob dizendo que queria que ele assistisse The Big Bang Theory comigo.  Ele veio rápido, já que seu quarto não ficava muito longe do meu.

- Oi, Fanny. – disse ele. – Cadê sua irmã e sua prima?
- Elas saíram. Fiquei sozinha aqui.
- Estou vendo. Hoje tem episódio novo de TBBT?
- Tem sim.

                 Depois que o episódio acabou, Bob ficou me mostrando novas músicas que tinha composto.  Às quinze para a sete, eu disse:

- Bob, vamos dar uma volta?
- Agora, Fanny? É quase noite, está frio.  
- Bob, você está bem encapotado com esse casaco. E eu vou pegar uma jaqueta antes de irmos.
- Está bem, vamos bater perna.
              Fomos até o local da festa, um salão razoavelmente grande perto do prédio principal do campus, e paramos diante da porta.

- Por que me trouxe até aqui, Fanny?  - perguntou Bob.
- Não faça perguntas e entre.

                   Assim que Bob abriu a porta, todo mundo começou a cantar “Parabéns para você”, e Elinor, Emily e Felicity me puxaram para dentro do banheiro.

- Meninas, por que estão fazendo isso?
- Vamos arrumar o presente do Dylan. – disse Elinor.     
- Como assim?
- Ele vai amar, tenho certeza. – disse Emily. – Fefe,  a fita, por favor.
- Aqui está, Emily. – disse Fefe, entregando uma grande fita vermelha.

                      Elinor me segurou fortemente, e Emily amarrou a fita na minha cabeça, formando um lação.

- Que fofa. – riu Felicity. – Ninguém nunca deu um presente melhor a Dylan.
                       
                      As três me levaram até meu melhor amigo, e eu estava vermelhíssima.

- Feliz aniversário, Dylan. – disseram elas.

                           Bob também ficou envergonhado, mas riu e me abraçou. Depois desamarrou a fita e disse:

- Obrigado, meninas.
                              Depois que todos voltaram sua atenção para outras coisas, ele me disse:

- Fanny, muito obrigado pela festa.
- É só um agradecimento por tudo que você fez por mim, Bob. Eu te adoro e sou muito grata por poder sempre contar com você.
- Também te adoro e sou grato por tê-la como amiga. – ele beijou meu rosto e fez o seguinte convite: - Vamos dançar?
- Vamos.

                           Fomos para a pista. Em lugar de contratar um DJ, Felicity, Emily, Elinor e eu decidimos pedir às várias bandas da universidade que se apresentassem. Cada grupo tocaria duas músicas e a ordem das apresentações seria definida por sorteio.
                         Os primeiros a subir ao palco foram os Monkees, meus amigos desde a época em que eu namorava Paul. Certa vez, ele acertou um soco no nariz do Peter, que não merecia isso. Pedi infinitas desculpas por isso.  Morro de vergonha só de lembrar a cena.
                         “Voltei” ao presente quando Mike pegou o microfone e disse:
- Boa noite, pessoal. Meu nome é Mike Nesmith, sou guitarrista. Ali atrás está Micky Dolenz, baterista e vocalista. À minha esquerda está Peter Tork, baixista e tecladista. E aqui, à minha direita, Davy Jones, vocalista e percussionista. Ei, Davy, depois você pode namorar sossegado, venha aqui já! – Mike viu, do outro lado do salão, Davy trocando um beijo com sua namorada, uma estudante de história chamada Dianna.
- Desculpe, Mike! – disse Davy, correndo para o palco, vermelhíssimo.

                             Todos caíram na risada, até mesmo o próprio Davy.  Após os Monkees terem tocado suas duas canções, For Pete’s Sake e I’m A Believer, subiu ao palco o The Who, a banda de Pete Townshend, o aluno de design gráfico que era vice-presidente do clube de leitura.
                         Os outros membros eram de outros cursos: Roger Daltrey era estudante de música, John Entwistle era estudante de economia e Keith Moon era estudante de engenharia química. Muitos diziam que Moon sabia armar explosivos com maestria.  Como vocalista, Roger apresentou o grupo. Ao fim disso, ele disse:

- Bem, eu quero dedicar a primeira música que vamos tocar à minha namorada, Mary Anne.  Essa música se chama Mary Anne With The Shaky Hands.

                 Mary Anne McCartney ouviu essa canção com um sorriso no rosto.  Depois disso, o The Who tocou uma música chamada Whiskey Man. De acordo com a ordem estabelecida pelo sorteio, seria a vez dos Beatles.  Paul McCartney, irmão de Mary Anne, apresentou o grupo e cantou com John Lennon a primeira música, Please Please Me.
                   Depois que essa música estava terminada, George Harrison pegou o microfone e disse:

- Bem, eu gostaria de tocar e cantar agora uma música que escrevi para uma garota muito especial. O título é I Need You.

                       Bob sussurrou para mim:

- Acho que sei quem é a garota muito especial.
- Sabe?
- George é muito reservado, mas não sabe esconder o quanto gosta da namorada do Daltrey. Veja como ele olha para ela.

                Bob estava certo.  George olhava fixamente para Mary Anne... Mas ela só tinha olhos para seu namorado, com quem estava dançando.

- Coitado do George. – eu disse.
- Sim. Coitado. – Bob concordou, com um tom que parecia dizer: “Eu sei muito bem o que ele está passando”.

                Mas, se Bob sabia como George se sentia, quem era a garota que causava esse sofrimento? Ouvi boatos de que era Alice Stone, a namorada de Mike Nesmith. Entretanto, eu não tinha muita certeza. Precisava que Bob se abrisse comigo. Mesmo sendo a melhor amiga dele,  eu não sabia de muitas coisas que se passavam por sua cabeça.

(Mary Anne’s POV)

- Adorei a música que me dedicou, Rog. – eu disse a meu namorado.
- Você merece mais. Nem sequer a escrevi. Pedi ao Pete que fizesse isso.
- Não importa. Eu adorei mesmo assim.
- Que porcaria de estudante de música eu sou, nem compor eu consigo, Mary Anne.
- Em compensação, você é um dos melhores cantores que já ouvi, amor.
- É muita gentileza sua dizer isso.
- Mas é verdade!
- Bem, quem você acha que é a garota especial do Harrison?

           Eu fiquei pensando no que Evanna havia me dito mais cedo. Havia uma chance de que eu fosse a musa de George, mas havia duas ex-namoradas dele na festa: Suzan Hardison,  que estava ficando com Micky Dolenz, e a novata Nora Smith, que, aparentemente, estava ficando com Ray Davies. Então disse a Roger que poderia ser uma dessas duas.  Ele concordou comigo.
            Esperava sinceramente que eu não fosse a “garota especial”, porque quando Roger se enfurecia ele se tornava completamente inconsequente,  e poderia machucar demais George.


Continua...

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