OBS: em breve mudarei a capa da fic!
Capítulo 6: Birthday
(Mary Anne’s POV)
Mais um ano na
Universidade de Londres. Eu tinha tudo que uma jovem no seu segundo ano de
faculdade pode querer: uma amiga querida, um pai amoroso, dois irmãos
companheiros, boas notas e... Um namorado.
É
uma pena que muita gente só enxergue a aparência do meu querido Roger. Ele faz
faculdade de Música e nas horas vagas luta MMA. Pois é, meio contraditório. Mas
ele é um ótimo namorado, e é isso que importa. Ele não é um bruto, como muitos
pensam.
Naquela
segunda-feira de maio, minha melhor amiga, Evanna, veio me fazer uma
proposta:
- Ei, Mary Anne, vamos a uma
festa esta noite?
- Festa? De quem?
- Daquele veterano de
sociologia, o Bob Dylan.
- O Dylan dando festas? Isso
não é do feitio dele, Evie.
- E não é mesmo. Quem está
organizando tudo são as três Fitzwilliam e a Felicity McGold. É uma festa
surpresa.
- Ah sim, a Fanny e ele
vivem grudados.
- Ele é completamente doido
por ela, na verdade. Mas ela anda toda chorosa ultimamente por causa do meu
primo.
- Por causa da sua prima,
melhor dizendo.
- É. Nem sei por que raios a
aceitei no clube de leitura. Dói dizer isso, mas às vezes acho que a
Jenna é tão inescrupulosa que pode até fazer mal a Ray, a Dave e a mim.
- Ela já prejudicou o Ray
destruindo o namoro dele com a Fanny. Não duvido de que ela possa fazer maldade
de novo.
- Bem, então você vai?
- Dylan é amigo do meu
irmão, vou sim.
- Você vai por que ele é
amigo do seu irmão, ou por que ele é amigo do George?
- Evanna, você sabe muito
bem que George e eu somos só amigos. Eu sou namorada do Roger e ele é o único
no meu coração.
- Não é não.
- Evie!
- E quanto a Benedict
Cumberbatch?
Eu
adoro Sherlock Holmes, e para mim ninguém o representa melhor do que Benny.
Todo mundo sabe que eu tenho uma queda enorme por ele.
- Bem, então Roger e
Benedict são os únicos no meu coração.
Evanna
riu. Mais tarde, depois da aula, encontrei-me com Roger na lanchonete do
campus.
- Oi, meu bem. – eu o
cumprimentei. – Como foi seu dia?
- Foi bom. Mas caí de
cara no tatame duas vezes.
- Doeu muito?
- Sim. Mas estou bem, não se
preocupe, Mary. – ele me deu um beijo daqueles.
- Não tem como não me
preocupar, Rog. Bem, a Evanna me disse que vai rolar uma festa para o Bob Dylan
hoje à noite, vem comigo?
- Ahn, eu não sei, amor, eu
nunca conversei muito com ele...
- Querido, pode-se contar
nos dedos quem conversa muito com o Dylan: Fanny Fitzwilliam, meu irmão, John
Lennon, Ringo Starr e George Harrison.
- Especialmente a Fanny e o
Harrison.
- Sim.
- Quer saber? Eu vou.
- Ótimo. – eu sorri.
***
(Fanny’s POV)
Estava
tudo dando certo. A festa do Bob começaria às sete e meia da noite e ele nem
imaginava o que o aguardava. Para ele, nós dois iríamos passar a noite vendo
uma supermaratona de Senhor dos Anéis para comemorar o aniversário dele.
Ele
merece. É o melhor amigo desse mundo. Ele me ajudou muito quando meu primeiro
namorado, Paul Simon, terminou comigo. E também me ajudou quando terminei com
Ray Davies e me arrependi.
Na
primeira vez, foi por culpa da minha ex-amiga Kathy Giordano, que estava louca
para pôr as garras em Paul. E
na segunda vez foi a prima maluca de Ray, Jenna, quem estragou tudo.
Fazia muito tempo que eu queria agradecer a Bob pela ajuda em grande
estilo. Então começou a se aproximar o aniversário dele, e, como eu não sabia
que presente dar, tive a ideia de preparar uma festa surpresa.
Pedi
à minha irmã Elinor, à minha prima Emily e à minha amiga Felicity que me
ajudassem a organizar tudo. Elinor cuidou da decoração e dos comes e
bebes, Emily se encarregou da música, e coube a Felicity convidar o maior
número possível de pessoas sem que a festa chegasse aos ouvidos de Bob. Minha
função seria distrair Bob para que as meninas pudessem arrumar tudo e depois
levá-lo até o local da festa.
Às
cinco da tarde daquele dia, recebi uma mensagem de WhatsApp da minha irmã, dizendo:
“ Fanny, distraia o Bob o
máximo possível para que Emily, Fefe e eu possamos arrumar tudo. Traga- o aqui
às sete e meia”. E eu enviei de volta uma mensagem dizendo que faria
isso. Chamei Bob dizendo que queria que ele assistisse The Big Bang Theory comigo.
Ele veio rápido, já que seu quarto não ficava muito longe do meu.
- Oi, Fanny. – disse ele. –
Cadê sua irmã e sua prima?
- Elas saíram. Fiquei
sozinha aqui.
- Estou vendo. Hoje tem
episódio novo de TBBT?
- Tem sim.
Depois
que o episódio acabou, Bob ficou me mostrando novas músicas que tinha composto.
Às quinze para a sete, eu disse:
- Bob, vamos dar uma volta?
- Agora, Fanny? É quase
noite, está frio.
- Bob, você está bem
encapotado com esse casaco. E eu vou pegar uma jaqueta antes de irmos.
- Está bem, vamos bater
perna.
Fomos
até o local da festa, um salão razoavelmente grande perto do prédio principal
do campus, e paramos diante da porta.
- Por que me trouxe até
aqui, Fanny? - perguntou Bob.
- Não faça perguntas e
entre.
Assim
que Bob abriu a porta, todo mundo começou a cantar “Parabéns para você”, e
Elinor, Emily e Felicity me puxaram para dentro do banheiro.
- Meninas, por que estão
fazendo isso?
- Vamos arrumar o presente
do Dylan. – disse Elinor.
- Como assim?
- Ele vai amar, tenho
certeza. – disse Emily. – Fefe, a fita, por favor.
- Aqui está, Emily. – disse
Fefe, entregando uma grande fita vermelha.
Elinor
me segurou fortemente, e Emily amarrou a fita na minha cabeça, formando um
lação.
- Que fofa. – riu Felicity.
– Ninguém nunca deu um presente melhor a Dylan.
As
três me levaram até meu melhor amigo, e eu estava vermelhíssima.
- Feliz aniversário, Dylan.
– disseram elas.
Bob
também ficou envergonhado, mas riu e me abraçou. Depois desamarrou a fita e
disse:
- Obrigado, meninas.
Depois
que todos voltaram sua atenção para outras coisas, ele me disse:
- Fanny, muito obrigado pela
festa.
- É só um agradecimento por
tudo que você fez por mim, Bob. Eu te adoro e sou muito grata por poder sempre
contar com você.
- Também te adoro e sou
grato por tê-la como amiga. – ele beijou meu rosto e fez o seguinte convite: -
Vamos dançar?
- Vamos.
Fomos
para a pista. Em lugar de contratar um DJ, Felicity, Emily, Elinor e eu
decidimos pedir às várias bandas da universidade que se apresentassem. Cada
grupo tocaria duas músicas e a ordem das apresentações seria definida por
sorteio.
Os
primeiros a subir ao palco foram os Monkees, meus amigos desde a época em que
eu namorava Paul. Certa vez, ele acertou um soco no nariz do Peter, que não
merecia isso. Pedi infinitas desculpas por isso. Morro de vergonha só de
lembrar a cena.
“Voltei”
ao presente quando Mike pegou o microfone e disse:
- Boa noite, pessoal. Meu
nome é Mike Nesmith, sou guitarrista. Ali atrás está Micky Dolenz, baterista e
vocalista. À minha esquerda está Peter Tork, baixista e tecladista. E aqui, à
minha direita, Davy Jones, vocalista e percussionista. Ei, Davy, depois você
pode namorar sossegado, venha aqui já! – Mike viu, do outro lado do salão, Davy
trocando um beijo com sua namorada, uma estudante de história chamada Dianna.
- Desculpe, Mike! – disse
Davy, correndo para o palco, vermelhíssimo.
Todos
caíram na risada, até mesmo o próprio Davy. Após os Monkees terem tocado
suas duas canções, For Pete’s Sake e I’m A Believer, subiu ao
palco o The Who, a banda de Pete Townshend, o aluno de design gráfico que era
vice-presidente do clube de leitura.
Os
outros membros eram de outros cursos: Roger Daltrey era estudante de música,
John Entwistle era estudante de economia e Keith Moon era estudante de
engenharia química. Muitos diziam que Moon sabia armar explosivos com maestria.
Como vocalista, Roger apresentou o grupo. Ao fim disso, ele disse:
- Bem, eu quero dedicar a
primeira música que vamos tocar à minha namorada, Mary Anne. Essa música
se chama Mary Anne With The Shaky Hands.
Mary
Anne McCartney ouviu essa canção com um sorriso no rosto. Depois disso, o
The Who tocou uma música chamada Whiskey Man. De acordo com a ordem
estabelecida pelo sorteio, seria a vez dos Beatles. Paul McCartney, irmão
de Mary Anne, apresentou o grupo e cantou com John Lennon a primeira música, Please
Please Me.
Depois
que essa música estava terminada, George Harrison pegou o microfone e disse:
- Bem, eu gostaria de tocar
e cantar agora uma música que escrevi para uma garota muito especial. O título
é I Need You.
Bob
sussurrou para mim:
- Acho que sei quem é a garota
muito especial.
- Sabe?
- George é muito reservado,
mas não sabe esconder o quanto gosta da namorada do Daltrey. Veja como ele olha
para ela.
Bob
estava certo. George olhava fixamente para Mary Anne... Mas ela só tinha
olhos para seu namorado, com quem estava dançando.
- Coitado do George. – eu
disse.
- Sim. Coitado. – Bob
concordou, com um tom que parecia dizer: “Eu sei muito bem o que ele está
passando”.
Mas,
se Bob sabia como George se sentia, quem era a garota que causava esse
sofrimento? Ouvi boatos de que era Alice Stone, a namorada de Mike Nesmith.
Entretanto, eu não tinha muita certeza. Precisava que Bob se abrisse comigo.
Mesmo sendo a melhor amiga dele, eu não sabia de muitas coisas que se
passavam por sua cabeça.
(Mary Anne’s POV)
- Adorei a música que me
dedicou, Rog. – eu disse a meu namorado.
- Você merece mais. Nem
sequer a escrevi. Pedi ao Pete que fizesse isso.
- Não importa. Eu adorei
mesmo assim.
- Que porcaria de estudante
de música eu sou, nem compor eu consigo, Mary Anne.
- Em compensação, você é um
dos melhores cantores que já ouvi, amor.
- É muita gentileza sua
dizer isso.
- Mas é verdade!
- Bem, quem você acha que é
a garota especial do Harrison?
Eu
fiquei pensando no que Evanna havia me dito mais cedo. Havia uma chance de que
eu fosse a musa de George, mas havia duas ex-namoradas dele na festa: Suzan
Hardison, que estava ficando com Micky Dolenz, e a novata Nora Smith,
que, aparentemente, estava ficando com Ray Davies. Então disse a Roger que
poderia ser uma dessas duas. Ele concordou comigo.
Esperava
sinceramente que eu não fosse a “garota especial”, porque quando Roger se
enfurecia ele se tornava completamente inconsequente, e poderia machucar
demais George.
Continua...

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