terça-feira, 14 de outubro de 2014

Holiday Romance (5º Capítulo)

Olá pessoal! Hoje vamos ao novo capítulo de Holiday Romance e já teremos novidades e posso dizer que envolve um time de futebol e estudantes da faculdade. Boa leitura!



Capítulo 5: Runaways


Louise POV

Hoje é mais um daqueles dias que custam a passar. Na aula de expressões faciais não estava muito disposta a assistir, contudo o que me motivou era que faltava só vinte minutos para encerrar a aula e correr logo pra casa com Odile Greyhound, minha melhor amiga e terminar de assistir os últimos episódios do anime Hanasakeru Senshounen  e Nodame Cantabile.

Fim de aula e eu e minha seguimos pra casa quando...

-- Tenho uma novidade. – Dizia Odile, muito animada. – Comprei online dois ingressos pra poder assistir o Bayern de Munique e Real Madrid pela Liga dos Campeões no sábado!

Odile amava muito os esportes e seus favoritos eram futebol e Fórmula 1. Atualmente ela acompanha todos os jogos da Liga dos Campeões da UEFA, sobretudo do time Bayern de Munique. Não entendia o motivo daquele fanatismo por um clube alemão, mas sabia muito bem respeitar esse gosto dela. Às vezes achava que isso tem a ver com antigo namorado dela, o austríaco Niki Lauda.
Niki e Odile se conheceram no cursinho preparatório para ela ser aprovada na universidade de Londres. Os combinaram de se encontrar aqui, contudo, Lauda não havia conseguido e teve de retornar para Viena.

Desde então Odile vem fazendo uma série de coisas que nem eu acreditava que ela fosse fazer, como viajar pra Berlim sozinha, ir a Comic Con em São Francisco, ir ao show do Florence and The Machine ou do Camera Obscura em Edimburgo.

-- Vem comigo, Louise. Vai ser divertido! – Odile tem mesmo a intenção de me levar, mesmo ela sabendo que eu nunca pisaria num estádio de futebol pra assistir uma partida.

-- Sabe bem que não posso. Meus pais vão descobrir e minha prima vai me dedurar pra eles.

-- Leva seu irmão junto!
-- Do que estão falando, minhas duas mulheres da minha vida? – Perguntou Michael, meu irmão mais velho, veterano do curso de Psicologia.

-- Odile comprou ingressos pro jogo do Bayern. Onde vai ser mesmo?

-- Será em Madrid, no Estádio Santiago Bernabéu. Quer vir junto, Mickey? – Convidou minha amiga.

-- Também sou fanático por futebol, minha querida. Inclusive queria levar mesmo a Louise porquê comprei ontem o ingresso online pro jogo.

-- Beleza, vamos nós três juntos!

Michael e eu combinamos de não falar pros nossos pais sobre isso. Não falamos nem para Felicity, minha prima. As únicas pessoas que sabiam, além de Odile, Michael e eu, eram Rosie Donovan e sua irmã Vivian. Alias, eu e Odile moramos na casa dessas irmãs, pois a mãe delas alugava mais um quarto pra algum estudante da faculdade de Londres e a considerar pelo preço, Odile e eu rachamos juntas e dividimos o quarto. Michael mora numa republica só de garotos deslocados e estranhos.

Depois de falar os planos para as irmãs Donovan, fui pro quarto assistir meus animes. Após encerrar os animes, fui dormir um pouco preocupada com a viagem...


No sonho...

Caminhava até o salão de festas da faculdade e quando entrei todos pararam para me ver. Que constrangimento, mas quando olhei pro lado vi meu visual incrivelmente lindo. Como pode ser? Por um momento me senti igual a protagonista daquele clipe dos Oasis. Alguém coloca Rolling In The Deep, versão da Adele e um rapaz de cabelos esvoaçantes, usando terno e uma mascara me puxou pra dança e num minuto todos começaram a dançar junto. Não é preciso falar que adorei tudo aquilo e para encerrar meu sonho, ele tirou a mascara e disse em alemão:

-- Ich liebe dich! 
 
Acordei com meu celular tocando Adele e justamente a música que tocou no meu sonho. Tomamos café e ficamos esperando Michael chegar para poder partir.

-- Nem sabe do meu sonho. – Comentei com Odile.

-- O que aconteceu?

-- Foi meio maluco, sei lá. Me pareceu uma versão atual daquele clipe dos Oasis, Lyla. Cheguei numa festa, com um vestido de arrasar e um cara com pinta de galã me convidou pra dançar e depois falou comigo em alemão. Vê-se pode?
-- E o que exatamente disse?

-- Pelo pouco entendimento da língua germânica, disse “eu te amo”.

Odile comia e ao mesmo tempo parava para analisar isso. Mickey aparece e se junta ao nosso lanche.

-- Meninas, rápido! Precisamos pegar o avião e chegar a Madrid até as onze da noite no hotel que reservei.

-- Está bem. Ah preciso pegar minha mochila. Lulu, fale pro seu irmão o sonho doido.

-- Que sonho? – Questionou Mickey.

Contei tudo de novo para meu irmão e ele ouvindo atentamente e comendo um sanduíche.

-- Certo. E pode me descrever como era o “fulano”?

-- Bem... ele tem a sua altura, cabelo meio anos 70, pinta de galã pois me representou um Mr. Darcy que fala alemão. Ah, a cara dele parecia o Messi mas não era o próprio!

-- Tenho a impressão que conheço essa pessoa... – Michael tirou de sua mochila um álbum de figurinhas de futebol e justo da Eurocopa de 2012. Ficou folheando e até Odile, já com a mochila pronta e carregando um cartaz, entrou na ajuda. Mickey falou as descrições e rapidamente, minha amiga consegue achar a pessoa.

-- ENCONTREI O CARA DO SEU SONHO! AQUI, OLHA! – Gritou Odile e apontando para um jogador alemão e por coincidência, bate com a descrição do meu sonho.

-- Quem é ele? –

-- Gerd Müller, atacante do Bayern e da Seleção Alemã. O cara detona nos chutes e os gols são impressionantes! – Respondeu Michael, surpreso.

-- Tem razão, ele é o melhor mesmo. Ganhou por dois anos seguidos o premio “Bola de Ouro”, de melhor jogador. – Agora é Odile quem estava impressionada.

Após a conversa, pegamos um táxi e chegamos bem a tempo ao aeroporto. Pegamos classe econômica, o que era um pouco ruim mas permitiu ficarmos os três juntos na viagem.

Acreditam que desde a descoberta do rapaz galanteador do meu sonho, não consigo parar de pensar nele?
Chegava a ser uma pequena obsessão meio louca, tipo, não sei quem é Gerd Müller e mesmo assim comecei a gostar dele? Não era a mesma coisa quando me “apaixono” pelos personagens masculinos de anime, como é o caso do Li Ren e Rosenthal de Hanassakeru e Ikki de Fênix em Saint Seiya.  Definitivamente não é normal isso que estou passando.
Meu irmão por sua vez, achava mesmo normal e ao mesmo tempo sem relevância pelo sonho ter acontecido num momento destes.

Conforme os planos de Michael, conseguimos chegar em Madri as onze e como ele entende muito de espanhol, conversou com um taxista e nos levou ao hotel.

Odile e eu ficamos muito cansadas e ela mesmo alegre por assistir o jogo em primeira mão, não tinha forças nem para tirar os tênis. Peguei o cartaz dela e vi que continha umas fotos de um único jogador e palavras alemãs.

-- O que escreveu neste cartaz? – Questionei e guardando de volta pro lugar.

-- “Sou fã numero 1 do Franz Beckenbauer, o kaiser do futebol! #FranzLove”. Foi isso. Antes de mais perguntas, eu consegui com um colega para fazer esse cartaz e ele entende mais desta língua  do que eu.

-- Fala sério que você pediu ajuda aquele chato do Arnold? Poxa, ele vai te encher o saco pra ser namorada dele.

-- Calma, eu pensei em tudo! Vamos dizer que falei pro Arnold que o reitor não vai gostar de saber da fraude das provas e hackers no computador.  E um pouco de violência gratuita hihihih!

-- Eu não reconheço mais você, juro. – Mal terminei a frase e logo cai na risada, imaginando a “violência gratuita” aplicada por Odile.

No dia seguinte fizemos todo aquecimento para o jogo. Olhei para o celular se havia mensagens via sms ou WhatsApp, seja da minha prima ou dos meus pais. Ainda be, que ninguém notou nossa ausência.

A tarde fomos ao estádio Santiago Bernabéu. Ao primeiro contato fiquei nervosa, não pela chegada dos torcedores e sim por ansiedade pura. Era ali que iria conhecer Gerd Müller. Faltava poucos minutos do jogo começar e Odile já prepara o famoso cartaz.

-- Mostra logo isso, amiga! – Falei enquanto comia um cachorro quente com Michael.

-- Só quando ele aparecer em campo!

Ficamos nas arquibancadas  da geral, onde se localiza torcidas organizadas. Ao contrario dos jogos que via na TV, hoje foi um movimento razoável e isso permitiu uma boa visão panorâmica do local.  

-- Ai mon dieu, vão entrar em campo!!!!

Já com tudo consumido, nos levantamos e aplaudimos a entrada dos times. Senti-me uma completa torcedora. Agora sei como meu pai fica nos jogos do campeonato e da copa.

Gerd Müller também entrou, com uma cara bastante séria. Normal, está se concentrando e quando foram cantar o hino do clube, encarei fixamente nos olhos dele. Olhar de jogador focado e me representou ser dum azul tipo safira ou quem sabe eu esteja ficando daltônica.

Odile finalmente mostra o cartaz e após a música, percebi algo. As câmeras focaram na minha amiga e no seu famosinho cartaz criativo. Ela nem demonstra vergonha ou algo do tipo. Ela conseguiu a atenção do seu jogador favorito, Franz Beckenbauer.


Continua...

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